Consciência ambiental no cotidiano
Comportamento
O ecologismo apocalíptico contra o desenvolvimentismo predatório
14/12/10
Até bem pouco tempo o ecologista era um espécimen marginalizado pela sociedade, dominado por sentimentos de culpa e dado a profetizar o fim dos tempos. Ninguém levava a sério os ecologistas exceto outros ecologistas. O ecologista se sentia impotente para transformar o mundo na direção de uma civilização sustentável, pois não era ouvido, não encontrava fórum para se manifestar e tinha poucas alternativas viáveis a propor. Em função disso, o ecologista era um depressivo que carregava sozinho a culpa pelos males ambientais de sua espécie. Para esse ecologista dos primeiros tempos a humanidade caminhava para um apocalipse ambiental com direito às piores catástrofes que a mãe natureza enfurecida poderia criar. Bucólicos, idealistas, sonhadores, ingênuos, esses adjetivos eram usados pelos desenvolvimentistas para rotular os ecológicos da primeira geração.
A parte mais importante do corpo
27/09/10
Este post é sobre tratamento de resíduos, mas vou começá-lo com uma fábula infame.
Certa vez, enquanto o corpo dormia, as partes se reuniram para eleger o presidente do corpo. Imediatamente, alguns candidatos naturais surgiram. O cérebro disse que pensava em tudo e por isso devia ser o presidente. O coração explicou que não parava um minuto. A reunião corria em alto nível até que lá de baixo surgiu um novo candidato: o ânus. Foi a maior gargalhada. Os olhos chegaram a lacrimejar de tanto rir. Ninguém deu crédito à candidatura do ânus e, indignado, ele entrou em greve. Fechou-se de um jeito, que por muitos dias nada saiu ou entrou por ali. Com a greve do ânus, o corpo começou a passar mal. O cérebro começou a ter dores de cabeça, os olhos ficaram embaçados e o coração teve taquicardia. Convocaram ma reunião de emergência e todas as partes do corpo tiveram que concordar em aceitar a candidatura do ânus, para que ele suspendesse a greve e liberasse a evacuação dos resíduos. Quem ganhou a eleição não vem ao caso, mas ficou claro desde então que todas as partes de um organismo têm sua importância e uma não vive sem a outra.
Porque me ufano de ser curitibano
27/09/10
O degrau zero da consciência ambiental é jogar o lixo na lixeira. Não adianta pensar em reciclagem, em belas lixeiras coloridas, uma para cada tipo de material, se as pessoas passarem ao lado delas e jogarem o lixo no chão. Lixo na rua traz poluição visual, mau cheiro, aumenta o trabalho dos garis, entope bueiros e inviabiliza a reciclagem. Parece óbvio, mas na prática a teoria é outra. No último domingo, o Fantástico da Rede Globo apresentou matéria sobre o comportamento de transeuntes que jogam lixo na rua. A equipe de reportagem do programa fez um teste que consistia em pesar o lixo lançado no chão durante o horário comercial no trecho de um quilômetro de uma rua movimentada. Eles contaram com a ajuda das empresas de limpeza pública de sete grandes capitais brasileiras.
Ecológico é: viver como nossos avós
27/09/10
Costumo dizer que ecológico é agir como nossos avós. Esses dias, uma colega de trabalho me lançou uma provocação bem humorada:
— Você quer dizer que devo sair por aí derrubando árvores?
De fato, o questionamento dela faz sentido e, por isso, vou esclarecer o que quero dizer quando defendo o estilo de vida de nossos avós.
Fundamentalismo ambiental
27/09/10
O nascimento do pequeno Knut, ursinho polar do zoológico de Berlim, mostrou ao público geral uma face nada verde do ativismo ambientalista. O ursinho foi rejeitado pela mamãe ursa e agora vive sob cuidados de humanos. Organizações de defesa dos animais protestam contra os cuidados dedicados que o ursinho vem recebendo no zoológico. Dizem que o convívio excessivo com humanos vai causar danos irreparáveis ao comportamento do animal. Eles sugerem inclusive o sacrifício do pequeno Knut.