As lavadoras de roupa mais econômicas do Brasil

O Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia) tem um programa de etiquetagem específico para máquinas de lavar roupa de uso residencial. Trata-se de uma boa iniciativa que ajuda o consumidor a fazer uma escolha consciente, pois as máquinas vem de fábrica com uma etiqueta do Inmetro que informa dados sobre sua eficiência. Como o programa do Inmetro divide os aparelhos em categorias e analisa várias características das máquinas, no final, fica difícil dizer qual é a mais econômica. Este é um blog ambientalista, então vamos partir das tabelas do Inmetro para determinar quais máquinas realmente economizam recursos do ambiente independente de seu tipo, tamanho ou funcionalidades.

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Somos sete bilhões e contando

Quando nasci eu era habitante humano número 3.071.384.554 do planeta. Obtive essa informação precisa usando uma calculadora. No mês passado a população mundial ultrapassou a marca dos sete bilhões e tudo indica que vamos alcançar contagens muito mais altas. Essa realidade me assusta. No curto período desde que habito este adorável planetinha a população da minha espécie mais do que dobrou e olha que não sou tão velho assim. Apenas calhou de eu existir no período de crescimento mais explosivo da humanidade. Sempre que ouço notícias sobre o aumento populacional fico apreensivo e me pergunto: Em que número a população mundial vai estabilizar? Em dez bilhões? Quinze? Vai estabilizar? Estarei vivo para presenciar esse marco?

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Menos cômodo, porém ecológico, econômico e saudável

Existe uma regra sobre atitudes ecológicas que se verifica em quase todas as situações: O que é mais ecológico, também é mais econômico e mais saudável. O preço que temos que pagar por essas vantagens é alguma perda de comodidade, item de menor peso diante dos valores em jogo na opção ecológica. Vou dar um exemplo do meu cotidiano:

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O ecologismo apocalíptico contra o desenvolvimentismo predatório

Até bem pouco tempo o ecologista era um espécimen marginalizado pela sociedade, dominado por sentimentos de culpa e dado a profetizar o fim dos tempos. Ninguém levava a sério os ecologistas exceto outros ecologistas. O ecologista se sentia impotente para transformar o mundo na direção de uma civilização sustentável, pois não era ouvido, não encontrava fórum para se manifestar e tinha poucas alternativas viáveis a propor. Em função disso, o ecologista era um depressivo que carregava sozinho a culpa pelos males ambientais de sua espécie. Para esse ecologista dos primeiros tempos a humanidade caminhava para um apocalipse ambiental com direito às piores catástrofes que a mãe natureza enfurecida poderia criar. Bucólicos, idealistas, sonhadores, ingênuos, esses adjetivos eram usados pelos desenvolvimentistas para rotular os ecológicos da primeira geração.

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A parte mais importante do corpo

Este post é sobre tratamento de resíduos, mas vou começá-lo com uma fábula infame.

Certa vez, enquanto o corpo dormia, as partes se reuniram para eleger o presidente do corpo. Imediatamente, alguns candidatos naturais surgiram. O cérebro disse que pensava em tudo e por isso devia ser o presidente. O coração explicou que não parava um minuto. A reunião corria em alto nível até que lá de baixo surgiu um novo candidato: o ânus. Foi a maior gargalhada. Os olhos chegaram a lacrimejar de tanto rir. Ninguém deu crédito à candidatura do ânus e, indignado, ele entrou em greve. Fechou-se de um jeito, que por muitos dias nada saiu ou entrou por ali. Com a greve do ânus, o corpo começou a passar mal. O cérebro começou a ter dores de cabeça, os olhos ficaram embaçados e o coração teve taquicardia. Convocaram ma reunião de emergência e todas as partes do corpo tiveram que concordar em aceitar a candidatura do ânus, para que ele suspendesse a greve e liberasse a evacuação dos resíduos. Quem ganhou a eleição não vem ao caso, mas ficou claro desde então que todas as partes de um organismo têm sua importância e uma não vive sem a outra.

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