Lâmpadas incandescentes já vão tarde

As lâmpadas incandescentes serão retiradas do mercado no Brasil até 2016. A portaria inter ministerial de 06/01/2011 define as condições para o fim da velha lâmpada de filamento criada por Thomas Edison há mais de cem anos. O Brasil está entre os primeiros países a banir as lâmpadas incandescentes. Nesse quesito estamos a frente de vários países desenvolvidos, o que reforça nossa vocação para eco-país. Além disso, a proibição das lâmpadas incandescentes mata dois coelhos com uma cajadada: preservamos o meio ambiente e diminuímos o risco de apagão energético.

O uso das lâmpadas incandescentes em território brasileiro ficará limitado a alguns usos específicos e o consumidor terá que optar pelas lâmpadas fluorescentes, de LED ou outra tecnologia que venha a aparecer. A portaria do governo federal é flexível ao estabelecer que o uso das lâmpadas incandescentes pode continuar liberado se houver evolução tecnológica que melhore o desempenho energético delas. De fato, existem pesquisas em andamento que prometem revitalizar as lâmpadas de filamento, mas por enquanto são apenas promessas sendo incubadas nos laboratórios. Um upgrade tecnológico nas lâmpadas incandescentes seria bem-vindo, afinal, elas são baratas e de reciclagem mais simples do que outros tipos e, além disso, produzem um espectro de luz agradável. Os problemas com as incandescentes são a pouca durabilidade e o alto consumo de energia.

Acabar com uma tecnologia obsoleta por decreto não é a solução mais elegante. O ideal seria se o consumidor aderisse às lâmpadas mais ecológicas de livre e espontânea vontade. Antes que perguntem se estou fazendo a minha parte informo que lá em casa temos 20 pontos com lâmpada fluorescente compacta e três com incandescentes (geladeira, fogão e uma luminária com dimmer) que se enquadram nos usos específicos da portaria do governo federal. Infelizmente, lâmpadas incandescentes continuam vendendo no Brasil o triplo do que suas primas fluorescentes compactas. Será que a maioria dos consumidores ainda não percebeu as vantagens econômicas e ambientais das lâmpadas fluorescentes? Será que o consumidor não muda de lâmpada por causa da força do hábito? Ou seria pelo dinheiro curto que o impede de investir um pouco mais para ter um produto melhor? Não importa a razão, até 2016 o brasileiro terá que comprar lâmpadas mais eficientes. Resta o consolo de que o ganho de escala pode deixá-las mais baratas.

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2 pensou em “Lâmpadas incandescentes já vão tarde

  1. Esqueceram apenas de um detalhe: uma polícita bem construída de descarte apropriado dessas lâmpadas econômicas que possuem mercúrio em sua estrutura e, por isso, altamente poluentes. Este metal pesado contamina o meio ambiente e chega ao organismo pela água e alimentos (verduras, peixes, etc). Sua presença no organismo carreta efeitos devastadoress na saúde do homem pelo seu efeito acumulativo, sobretudo no sistema nervoso central. (vide Minamata, Japão)

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