Que tal cortar seu débito ambiental pela metade?

As pessoas conscientes querem reduzir o seu impacto ambiental e sabem que para alcançar essa meta precisam consumir menos água, eletricidade e combustível, além de gerar menos lixo e esgoto. Alguns perguntam: quanto dá para reduzir nosso impacto se adotarmos boas práticas no dia a dia, mas sem levar uma vida de faquir indiano? Vamos fazer uns cálculos simples para mostrar que dá para cortar seu impacto ambiental pela metade na vida doméstica com pouco investimento e sem ter que usar turbante. Vamos fazer as contas considerando uma família de quatro pessoas que mora em casa e tem padrão médio de consumo.

Água

O consumo de água tratada em uma residência média brasileira fica em torno de 20 m3/mês. Se forem adotadas boas práticas de economia e reuso o consumo cai bastante. Estamos falando de ideias simples como fechar as torneiras, reduzir o tempo de banho e lavar as calçadas com a água que sobra da máquina de lavar. Se além disso, for instalado um sistema de captação de água de chuva na residência o consumo de água tratada pode cair pela metade. Nessa condição ideal passaríamos a ter uma economia mensal de2500 l/mês de água tratada por pessoa.

Esgoto

A geração de água residual, também conhecida como efluente líquido ou simplesmente esgoto, é proporcional à entrada de água tratada na casa. Uma parte da água que entra pode ser reusada para fins que não geram esgoto como, por exemplo, a irrigação do jardim. A água de chuva captada pode ser usada para lavar roupa e com a água que sai do tanque ainda dá para lavar o carro. Combinando a redução de consumo com o reuso a produção de esgoto também pode ficar próxima da metade do que é gerado em uma casa convencional. A redução seria de 2500 l/mês de esgoto por pessoa.

Eletricidade

A casa média consome mais de 200 kWh de energia elétrica por mês. Para reduzir a conta de energia o melhor é começar com uma mudança de hábitos: apagar a luz ao sair do ambiente, desligar a TV quando não estiver na sala, etc. Depois disso, vem a substituição dos equipamentos de tecnologia obsoleta e alto consumo como as lâmpadas incandescentes e a geladeira velha. A terceira etapa envolve trocar a tecnologia de alguns sistemas da casa. A água do banho, por exemplo, pode ser aquecida com energia solar em vez da elétrica. Quem quiser ir além pode instalar um sistema de energia fotovoltaica para produzir sua própria eletricidade a partir da luz solar. Combinando essas soluções dá para alcançar uma economia de aproximadamente 25 kWh por mês por pessoa.

Gás

Reduzir o consumo de gás de cozinha é desejável pois se trata de combustível fóssil não renovável. Infelizmente não é tão simples cortar o gasto com GLP quanto diminuir o consumo de outros recursos da casa. Quem vive em meio urbano é bem dependente dessa fonte de energia fóssil, porém várias iniciativas podem ser tomadas para economizá-lo. A primeira é deixar de usar o gás para aquecimento de água. Tanto a água do banho como a utilizada na cozinha pode ser aquecida com um sistema solar. O forno a gás pode ser substituído pelo microondas ou pelo forno elétrico. Quem tiver condições pode substituir parte do gás por biomassa usando o tradicional forno e fogão a lenha. Em condições ideais a redução do consumo de gás pode cair pela metade. Economia de 2,5 kg/mês de GLP por pessoa.

Lixo

A família média brasileira gera cerca de 120 kg de resíduo sólido por mês. Fazendo a triagem desse resíduo dá para reduzir bastante a quantidade que vai para o aterro sanitário. Uma parte do resíduo é formada pelo resíduo orgânico que pode passar por compostagem em casa e gerar adubo. Outra parte é formada por materiais de reciclagem promissora como plástico, metal, vidro e papel. Resíduos especiais podem ser encaminhados para a reciclagem especializada como os eletrônicos e produtos tóxicos. O que sobra como material não reciclável é menos de um terço da massa total. O resultado é um alívio para o sistema de coleta pública de cerca de 20 kg/mês de resíduo sólido por pessoa.

Como se vê a consciência ambiental agora é movida a números. Ecologista moderno anda com calculadora no bolso.

Veja também: Simulador de consumo de energia em Excel

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Assista ao vídeo para conhecer o funcionamento da planilha.

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