Consciência ambiental no cotidiano
Classificação A pelo Inmetro não é tudo
Adquirir um produto com classificação A estampada na etiqueta Inmetro é garantia de compra consciente, certo? Sim, mas apenas se o consumidor escolher o produto na categoria ideal e com a capacidade correta para a sua necessidade. O Inmetro separa os produtos avaliados em categorias. Por exemplo: existem cinco categorias para aparelhos de refrigeração: frigobar, refrigerador, refrigerador frost-free, combinado(duas portas) e combinado frost-free. Para cada uma dessas categorias, existem vários modelos com diferentes capacidades.
A boa compra começa com a escolha da categoria de produto que melhor atende a necessidade do consumidor. Uma família de quatro pessoas, provavelmente, não será bem atendida por um frigobar, mas se eles moram na cidade, não precisam armazenar grandes volumes de alimento congelado, logo, adquirir um refrigerador duas portas não é obrigatório.
Depois de definir a categoria, vem a escolha da capacidade do aparelho. Existem refrigeradores de 460 l com classificação A pelo Inmetro, mas será que um casal sem filhos que mora na cidade precisaria de um refrigerador desse porte?
Se o Inmetro abandonasse a categorização de produtos e fizesse um ranking plano de modelos, colocaria em evidência os produtos mais econômicos em termos absolutos. O problema é que não estaria valorizando os investimentos em tecnologia das empresas para melhorar a eficiência energética de seus produtos. Cada consumidor tem uma necessidade. Quem mora no sítio talvez precise de um carro fora de estrada que consome mais do que um compacto urbano. Isso não quer dizer que o off-road seja ineficiente. Seu consumo maior está associado com a função que ele desempenha e não somente com o seu projeto.
Para resumir: quando for comprar produtos com selo Inmetro, leia a etiqueta por inteiro. Embora a classificação seja o item mais enfatizado, na etiqueta você encontra as informações necessárias para uma compra consciente.
| Imprimir artigo | Este artigo foi escrito por Radamés em 09/21/2010 às 20:20, e está arquivado em Energia. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site. |










