Aterro sanitário quase ecológico atrai turistas

Quem poderia imaginar que um aterro sanitário viraria atração turística? O aterro Pulau Semakau em Cingapura conseguiu essa façanha. Foram 13.000 visitas em 2010 e a lista de espera para quem quiser conhece-lo é de até quatro meses. Cingapura é um micro país densamente povoado que fica em uma ilha do sudoeste asiático. Em Cingapura cada metro quadrado é valioso. O aterro foi construído sobre duas pequenas ilhas próximas entre si e seu projeto foi pensado para resolver a questão do resíduo soído usando uma área bastante reduzida. O lixo de Cingapura é levado em barcaças até o aterro depois de ser incinerado, o que reduz seu volume em mais de 90%.

Quando pensamos em aterros sanitários logo nos vem à cabeça um local inóspito que só é visitado por corvos e ratos. Na melhor das hipóteses alguns estudantes passam por lá interessados em aprender sobre o ciclo dos resíduos sólidos.  O  Pulau Smeakau foge à regra, pois abriga vegetação e fauna marinha e as pessoas podem circular por lá sem riscos para a saúde.

A solução de Cingapura para seus resíduos sólidos é interessante e inovadora. É sensacional a idéia de transformar o aterro em um local habitado por fauna e flora, além de ser agradável para a presença humana. Tudo estaria perfeito, não fosse o detalhe da incineração integral do lixo.


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A queima do resíduo sólido deve ser a última solução a ser adotada, pois envolve instalações caras, custo operacional alto e gera poluição atmosférica. Em Cingapura, as autoridades defendem a incineração alegando que ela gera energia para essa cidade país. Soluções melhores para o tratamento do resíduo sólido, no entanto, envolvem redução, reuso e reciclagem dos resíduos. A compostagem também deve ser considerada. Quiçá um dia seja possível encontrar mundo afora soluções integradas que combinem reciclagem com aterros turísticos.

Autor: Radamés

Engenheiro curitibano pela UFPR, professor e produtor de conteúdos e ferramentas educacionais para a Internet.

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