Álcool combustível (etanol) aumenta o efeito estufa?

Quando queimamos álcool no motor do carro produzimos CO2 que vai para a atmosfera. Olhando apenas para essa etapa do processo concluiríamos que o álcool aumenta o efeito estufa. Abrindo a lente da nossa análise, porém, vamos ver que o carbono presente no álcool está apenas retornando à atmosfera. Ele foi retirado do ar durante o crescimento da cana que, por fotossíntese, converte CO2 atmosférico em matéria orgânica usada para produzir álcool. Olhando dessa forma, concluiríamos que o ciclo do álcool é fechado e que esse combustível não causa nenhum aumento de efeito estufa, só estamos devolvendo para a atmosfera CO2 que já estava lá alguns meses antes.

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Quem precisa de carro flex?

Em um mundo ecologicamente perfeito não haveria carros flex. Pensando bem, nesse mundo não haveria automóveis, mas vamos manter o pé na realidade e entender os prós e contras do carro flex. No Brasil, flex é o carro bicombustível que roda com álcool hidratado, com a gasolina nacional (que tem 25% de álcool) ou com a mistura em qualquer proporção desses dois combustíveis. Álcool e gasolina têm propriedades diferentes e cada um precisa de uma regulagem própria do motor para alcançar o melhor rendimento. Os carros flex fazem algumas regulagens automaticamente para se adaptar à mistura presente no tanque. A diferença mais importante em termos de regulagem, porém, é a taxa de compressão. Ela deve ser mais alta para o álcool, mas os carros flex não têm regulagem dinâmica da taxa de compressão do motor. Em vez disso, usam uma taxa intermediária fixa. A conseqüência é que o motor flex não fica na regulagem ideal nem para álcool, nem para gasolina e rende menos do que carros com motores mono combustível equivalentes. Só para exemplificar: a Saveiro total flex 1.6 faz 8,7 km/l com álcool. A Saveiro 1.6 a álcool de 1986 fazia 10,67 km/l. Parece piada, mas no Brasil tem carro velho rendendo mais do que carro novo cheio de tecnologia.

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Impacto ambiental do transporte de pessoas

Vivemos em uma sociedade de movimentação contínua. Circulamos muito e se formos analisar por que fazemos isso chegaremos a uma conclusão simples: nos movimentamos demais porque o transporte é barato. Vivemos uma ilusão de fartura em transportes que está nos levando a um colapso de recursos naturais. A paisagem urbana contemporânea é marcada pelas vias de circulação. Em áreas urbanas, as vias de circulação ocupam tanto espaço quanto as de habitação. Infelizmente, ainda há pessoas que vêem em viadutos e em grandes avenidas uma marca de progresso, mas a consciência ecológica nos levará a uma revisão de nossos hábitos de transporte. Reduzir é a solução preferencial. A solução de impacto ambiental zero é não ir. Por isso, tente resolver seus problemas por telefone, pela Internet ou por vídeo conferência. Se não for possível reduzir, devemos racionalizar o transporte com iniciativas como resolver vários compromissos em um único deslocamento ou levar mais pessoas no mesmo veículo. Nessa mesma linha, devemos optar pela forma de transporte com menos impacto.

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Débito de carbono do transporte de pessoas

Um dos itens mais preocupantes do impacto ambiental de transportes é o aumento do gás carbônico na atmosfera. O transporte de pessoas tem peso importante no efeito estufa. Com alguns cálculos, é possível medir quanto gás carbônico lançamos na atmosfera em função de nossos deslocamentos. A tabela a seguir permite que se calcule com facilidade o débito de carbono associado ao transporte pessoal.  Débito de carbono é a quantidade de gás carbônico adicionado na atmosfera por uma atividade. Para calcular seu débito de carbono com deslocamentos, selecione os meios de transporte que você utiliza e multiplique o valor unitário dado na tabela pelos quilômetros percorridos.

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Transporte

Há apenas cem anos atrás, o automóvel era uma novidade e o transporte terrestre era feito principalmente por tração animal. Deslocar-se de um ponto a outro não era uma ação simples. Era preciso pensar bem antes de decidir por uma viagem. Os produtos tinham de ser consumidos próximo ao local em que eram produzidos, pois o transporte encarecia demais o preço e tornava proibitiva a circulação da maioria das cargas por longas distâncias. Em menos de cem anos, o transporte a cavalo, em carroças ou em lombo de burro, utilizado por milhares de anos, tornou-se economicamente desprezível e deu lugar ao transporte com máquinas movidas por combustível fóssil ou por energia elétrica. Transportar pessoas e cargas ficou barato. Como resultado, temos deslocamentos excessivos. As pessoas rodam muitos quilômetros diariamente, viajam muito mais do que no passado e as cargas são transportadas por grandes distâncias sem maiores preocupações.

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