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E se o carro popular se tornasse ecológico?

A montadora indiana Tata Motors promete lançar em breve seu modelo Tata Nano rotulado como popular graças ao preço (a partir de 2.200 dólares). A agitação em torno do Tata Nano me levou a pensar no modelo brasileiro de carro popular criado pelo ex-presidente Itamar Franco. Os carros chamados populares no Brasil têm o menor preço do mercado graças ao padrão modesto e à alíquota de imposto (IPI) que é mais baixa do que a dos outros carros. Essa alíquota têm oscilado entre 0 e 7% dependendo do humor da economia. Graças ao seu preço mais atraente o carro popular representa 50% das vendas de veículos de passeio no país. Mas o que é um carro popular?

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Os carros mais econômicos do Brasil 2010


Veja todos os 1.102 modelos e versões divulgados na tabela do Inmetro 2016 baixando a planilha a seguir em Excel.

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Assista ao vídeo e veja a análise dos dados da planilha.


Agora, vamos ao post original de 2010:

A tabela 2010 do Inmetro que classifica carros segundo o seu consumo de combustível traz 67 modelos avaliados. O número dobrou em relação ao ano anterior o que é bom porque demonstra uma maior adesão das montadoras ao programa de etiquetagem veicular. O consumidor ganha, pois pode pesquisar o consumo do carro antes de comprá-lo. Esperamos que um dia o programa se estenda a todos os carros vendidos no Brasil. Como este é um blog ambiental, vamos à lista dos 10 carros de passeio que tem o menor consumo médio de etanol.

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Álcool combustível (etanol) aumenta o efeito estufa?

Quando queimamos álcool no motor do carro produzimos CO2 que vai para a atmosfera. Olhando apenas para essa etapa do processo concluiríamos que o álcool aumenta o efeito estufa. Abrindo a lente da nossa análise, porém, vamos ver que o carbono presente no álcool está apenas retornando à atmosfera. Ele foi retirado do ar durante o crescimento da cana que, por fotossíntese, converte CO2 atmosférico em matéria orgânica usada para produzir álcool. Olhando dessa forma, concluiríamos que o ciclo do álcool é fechado e que esse combustível não causa nenhum aumento de efeito estufa, só estamos devolvendo para a atmosfera CO2 que já estava lá alguns meses antes.

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Quem precisa de carro flex?

Em um mundo ecologicamente perfeito não haveria carros flex. Pensando bem, nesse mundo não haveria automóveis, mas vamos manter o pé na realidade e entender os prós e contras do carro flex. No Brasil, flex é o carro bicombustível que roda com álcool hidratado, com a gasolina nacional (que tem 25% de álcool) ou com a mistura em qualquer proporção desses dois combustíveis. Álcool e gasolina têm propriedades diferentes e cada um precisa de uma regulagem própria do motor para alcançar o melhor rendimento. Os carros flex fazem algumas regulagens automaticamente para se adaptar à mistura presente no tanque. A diferença mais importante em termos de regulagem, porém, é a taxa de compressão. Ela deve ser mais alta para o álcool, mas os carros flex não têm regulagem dinâmica da taxa de compressão do motor. Em vez disso, usam uma taxa intermediária fixa. A conseqüência é que o motor flex não fica na regulagem ideal nem para álcool, nem para gasolina e rende menos do que carros com motores mono combustível equivalentes. Só para exemplificar: a Saveiro total flex 1.6 faz 8,7 km/l com álcool. A Saveiro 1.6 a álcool de 1986 fazia 10,67 km/l. Parece piada, mas no Brasil tem carro velho rendendo mais do que carro novo cheio de tecnologia.

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Impacto ambiental do transporte de pessoas

Vivemos em uma sociedade de movimentação contínua. Circulamos muito e se formos analisar por que fazemos isso chegaremos a uma conclusão simples: nos movimentamos demais porque o transporte é barato. Vivemos uma ilusão de fartura em transportes que está nos levando a um colapso de recursos naturais. A paisagem urbana contemporânea é marcada pelas vias de circulação. Em áreas urbanas, as vias de circulação ocupam tanto espaço quanto as de habitação. Infelizmente, ainda há pessoas que vêem em viadutos e em grandes avenidas uma marca de progresso, mas a consciência ecológica nos levará a uma revisão de nossos hábitos de transporte. Reduzir é a solução preferencial. A solução de impacto ambiental zero é não ir. Por isso, tente resolver seus problemas por telefone, pela Internet ou por vídeo conferência. Se não for possível reduzir, devemos racionalizar o transporte com iniciativas como resolver vários compromissos em um único deslocamento ou levar mais pessoas no mesmo veículo. Nessa mesma linha, devemos optar pela forma de transporte com menos impacto.

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