VN:F [1.9.3_1094]
Avalie
Rating: 5.0/5 (3 votes cast)

Quando o assunto é transporte ecológico sobre duas rodas a primeira imagem que vem à cabeça é a de uma bicicleta, mas a magrela não resolve todos os problemas da vida moderna. Quem trabalha, geralmente, precisa vencer grandes distâncias rapidamente passando por ruas de forte inclinação e, por isso, vamos falar um pouco sobre duas rodas motorizadas. Até pouco tempo atrás, motocicleta era um meio de transporte com baixa cotação entre os ecologistas. Apesar de serem mais econômicas do que os automóveis, as motos não contavam com opção flex ou elétrica. Além disso, o motor de dois tempos, ainda comum na frota de motos, é mais poluente que o tipo 4T. Recentemente, o quadro começou a mudar. A Honda lançou em 2009 sua primeira moto bicombustível e já estão à venda scooters elétricas fabricadas no Brasil. Com esses lançamentos, as motos ganharam uma perspectiva ecológica, além de continuarem sendo uma solução econômica imbatível em relação a outros meios motorizados de transporte individual. Veja a seguir um comparativo de consumo e custos. Vamos considerar o caso do cidadão que se desloca sozinho rodando uma média de 1.000km ao mês.

  • Scooter elétrica Motor Z 1000W. Com dois motores elétricos, um dianteiro e outro traseiro, essa scooter nacional é campeã de economia. Seu desempenho é modesto, alcança uns 50km/h e pode apanhar em rampas muito inclinadas, mas resolve bem o problema de quem faz deslocamentos curtos em ruas de trânsito mais lento.
    Consumo médio: 40 Wh por quilômetro ou 40 kWh por 1.000 km.
    Gasto mensal: R$ 20,00 (para energia elétrica a R$ 0,50 por kWh).
    Investimento: R$ 7.000,00
  • Motocicleta Honda CG 150 Titan mix abastecida com álcool. Com motor de quatro tempos, essa moto é a primeira flex do mundo. Roda com etanol, gasolina ou a mistura de ambos.
    Consumo médio: 30 km/l ou 33,3 litros de etanol por 1.000 km.
    Gasto mensal: R$ 50,00 (para etanol a R$ 1,50 por litro).
    Investimento: R$ 7.000,00
  • VW Polo Blue motion 1.6. É o carro flex mais econômico do Brasil segundo o Inmetro.
    Consumo médio: 12,2 km/l ou 82 l de etanol por 1.000 km.
    Gasto mensal: R$ 123,00
    Investimento: R$ 50.000,00

Cada uma das opções apresentadas tem suas vantagens e desvantagens. A scooter elétrica não daria conta de trânsito de rodovia ou ladeiras íngremes. A moto a álcool pode ter problemas de partida no frio, o carro tem menos agilidade no trânsito. O que nos interessa aqui, porém, é o impacto ambiental. A scooter elétrica utiliza uma energia que no Brasil vem predominantemente de hidrelétricas e, por isso, seu impacto ambiental é o mais baixo. A moto Honda e o Polo consomem etanol, nosso biocombustível.

Quem pensa no meio ambiente a sério deve se perguntar: dá para ter uma moto e um carro? A moto para trabalhar nos dias de sol e o carro para passeios com a família no final de semana. Se os dois veículos forem usados da melhor forma, não dá para dizer que se trata de consumismo. Cada veículo tem um uso específico e, talvez, a melhor solução ecológica passe pela combinação de uso de vários meios de transporte.

Vamos lembrar que as motos são uma opção que convive com outras até mais ecológicas. Para situar as motos no contexto geral do transporte de pessoas veja a tabela abaixo que classifica os meios de transporte segundo seu impacto ambiental.

Classe Impacto ambiental Meio de transporte de pessoas
A Muito baixo Caminhada
Bicicleta
B Baixo Tração animal (cavalo, jegue, boi)
Metrô
Ônibus elétrico
Trem elétrico
Scooter elétrica
Motocicleta flex (usando álcool)
C Médio Ônibus a diesel
Carro a álcool
Carro a gás natural (com 4 passageiros)
Carro a gasolina (com 4 passageiros)
Motocileta motor 4 tempos a gasolina
D Alto Motocicleta motor 2 tempos a gasolina
Carro a gasolina (com 1 passageiro)
Carro a gás natural (com 1 passageiro)
Avião de carreira de grande porte
Veículo a diesel (com 4 passageiros)
E Muito alto Veículo a diesel (com 1 passageiro)
Helicóptero
Avião a jato executivo
Ecologistas sobre duas rodas, 5.0 out of 5 based on 3 ratings