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Faz muito tempo que se fala em metrô para Curitiba. A cada campanha eleitoral, os candidatos se revezam em promessas sobre a criação do metrô curitibano. Não sei se o metrô vai sair um dia ou não, mas o que me chamou a atenção no projeto do atual prefeito para o metrô é a grama. Vou explicar: O transporte coletivo de alta capacidade em Curitiba é feito em vias exclusivas, aqui chamadas de canaletas do ônibus expresso. A principal delas corta a cidade de norte a sul. A proposta da atual administração é construir o metrô embaixo dessas vias exclusivas e, dessa forma, a canaleta pode ser desativada. No seu lugar, serão construídos jardins e áreas de convívio. É o asfalto cedendo lugar ao verde. As áreas cortadas pelas canaletas ficarão mais agradáveis, menos ruidosas, mais valorizadas.

Na lógica desenvolvimentista, asfalto é sagrado, traz status para a cidade e deve aumentar sempre. Nessa escola urbanista, parece sacrilégio propor a substituição de uma rua asfaltada por um jardim. Felizmente, o desenvolvimentismo faraônico está cedendo terreno a uma visão mais arejada sobre a qualidade de vida urbana. Espero que nos próximos anos Curitiba volte a assumir a vanguarda no urbanismo brasileiro e que muito asfalto seja trocado por grama.

Ecológico é trocar asfalto por grama, 5.0 out of 5 based on 1 rating