Entenda o mundo digital
Mídias
Quatro maneiras de ler um bom jornal
04/10/10
Existem muitas maneiras de ficar bem informado. Digamos que você queira acompanhar um bom jornal diário como a Folha de São Paulo. Atualmente, existem quatro opções de acesso a esse jornal, cada uma com suas particularidades como veremos a seguir.
Folha de São Paulo impresso
Jornal impresso tem aquele formato grande, desajeitado e ruim de manusear. Dá para ler no sol, mas não no vento. Se alguém ler antes, provavelmente, você vai pegar as folhas bagunçadas. As dondocas de ambos os sexos dizem que jornal impresso suja as mãos. Dá para reusar como papel embrulho, o que é bom para donos de peixaria. Uma assinatura gera mais de trezentos quilos de papel reciclável de baixa qualidade por ano. Não tem sistema de busca, não dá para imprimir cópia e se você resolver guardar para pesquisa futura vai precisar de bastante espaço. Jornal impresso do dia traz as notícias do dia anterior, mas não fica off-line e é seu para sempre; tem conteúdos exclusivos e é chique andar na rua com um exemplar debaixo do braço. Quem assina a versão impressa tem direito às versões on-line. Investimento anual: R$ 592,00
O Twitter vai matar o RSS?
04/10/10
Já ouvi algumas vezes o rumor de que o Twitter está ganhando força de um jeito que em breve vai atropelar outros serviços similares estabelecidos como o RSS. RSS é aquele padrão de Internet que funciona como um informativo automático de novidades. Você assina o RSS e fica sabendo dos conteúdos recém-lançados rapidamente sem ter que visitar as páginas periodicamente. Eu era cético quanto ao fim do RSS, mas nesta semana essa possibilidade chegou ao meu cotidiano. Eu assinava o RSS de tecnologia da Folha on-line e percebi que as notícias pararam de chegar até o meu computador. Nenhuma atualização em dias. Fui verificar e fiquei sabendo que as mudanças no site da Folha incluíam a extinção dos RSS que existiam lá. Em vez do ícone laranja do RSS o que você encontra agora são chamadas azuis: ACOMPANHE A FOLHA.COM NO TWITTER. Será que outros grandes sites vão seguir pelo mesmo caminho?
Quem precisa de telefone fixo?
04/10/10
As estatísticas mostram que nos Estados Unidos 25% das residências não tem mais telefone fixo. Nessas casas, a comunicação é feita por outros meios, principalmente por telefone celular. A parcela da população que está abandonando o telefone fixo cresce em ritmo forte, tanto nos EUA como no Brasil. Com a chegada de novas tecnologias de comunicação, mais avançadas e com mais recursos, o velho telefone fixo corre risco de acabar no museu. Nesse mundo repleto de celulares, Skype e Messenger quem precisa de telefone fixo? Eu, que não uso celular, certamente preciso, mas não é pela necessidade de fazer ligações. Vou explicar:
Não é fácil viver de direito autoral
04/10/10
O site Information is beautiful fez um comparativo entre fontes de renda de direitos autorais para músicos. A pergunta era: quantas unidades um músico precisa vender para obter uma renda de 1.160 dólares? As respostas foram:
- CD produção independente: 143
- CD de gravadora vendido no varejo: 1.181
- Download de álbum no iTunes: 1.229
- Download de faixas no iTunes: 12.399
- Streaming de faixas na Last.fm: 1.546.667
Quem precisa baixar mp3?
03/10/10
Esta semana resolvi fazer um teste tira-teima: Criei uma lista de 32 músicas que gostaria de ouvir e que pode ser conferida no final deste post. Em seguida, sai procurando as 32 pela Internet com as restrições de ouvir apenas música grátis, legalizada e sem baixar arquivos. Quando digo grátis estou desconsiderando a necessidade de ter um computador conectado à Internet. Assim, que comecei, logo vieram as surpresas. A primeira foi descobrir que o Google é de pouca utilidade nesse tipo de pesquisa. O Grande Irmão prioriza o Youtube e não me apontou boas dicas. Talvez, as rádios devessem ficar mais amigáveis aos buscadores da rede. A segunda surpresa foi a facilidade para encontrar todas músicas. Resolvi tudo em três sites. Na Rádio UOL, não é preciso se cadastrar para ouvir, mas usuários registrados podem salvar suas playlists. No Terra Sonora, pedem para fazer um cadastro gratuito para até 20h/mês de música, é possível salvar playlists e o site tem bastante recursos. O You Tube tem de tudo um pouco, mas a qualidade é bem variada e não se sabe se o vídeo é oficial ou pirata.
A extinção das mídias físicas
02/10/10
Sou do tempo em que obras literárias eram lidas em folhas de papel encadernadas em um conjunto organizado chamado livro; músicas eram armazenadas em discos plásticos conhecidos como CDs; notícias eram lidas em grandes folhas de papel agrupadas e conhecidas como jornal e filmes podiam ser assistidos a partir de pequenos discos plásticos alugados e conhecidos por DVD. Mas espere aí: hoje a situação continua do mesmo jeito, não mudou nada. Não mudou, mas está mudando. As obras intelectuais agora também são encontradas em suportes virtuais, que não se pode tocar com os próprios dedos. Uma obra pode ser lida no e-book reader, uma música ouvida no mp3-player, o jornal se lê no site e filmes podem ser baixados pela Internet. Do ponto de vista ambiental, essa virtualização das mídias é bem interessante. Virtualizando as mídias, economizamos papel, plástico, embalagens, transporte, locais de armazenagem, etc. Está certo que a virtualização exige adquirir uma parafernália eletrônica, manter uma infra-estrutura de rede, etc. Colocando na ponta do lápis, porém, chegaremos à conclusão que as mídias virtuais são melhores para o meio ambiente até porque a infra-estrutura digital também é usada para outros fins, o que estende o seu uso.
Quem precisa de blu-ray?
02/10/10
Vamos começar com a pergunta anterior: Para que serve o blu-ray? Infelizmente, os discos do raio azul ainda não têm boa parte das utilidades do seu antecessor, o DVD. No Brasil, até agora, os discos blu-ray servem para assistir filmes em alta definição (1080 linhas) e para jogar alguns games de terceira geração. A oferta de filmes nesse formato ainda é limitada e só é possível vê-los nas estantes das locadoras maiores ou em lojas da Internet. O tocador de blu-ray ainda é caro, mas pesquisando é possível encontrá-lo a preços abaixo de R$ 700,00. Alguns computadores top de linha vêm com leitor para esse tipo de disco e o console de videogame Playstation 3 também toca blu-ray. O lamentável é a pouca oferta de modelos de home theater com leitor de blu-ray. Vamos ser francos: se a ideia do blu-ray é atingir a melhor experiência ao assistir um filme, não adianta ter apenas o tocador se não der para ligá-lo a uma TV full HD e a um home theater de qualidade.
Pendurados por um fio
02/10/10
Naquela época primitiva em que não havia Internet e possuir linha de telefone fixo era símbolo de status, os pais tinham uma grande preocupação em relação aos filhos, mais especificamente com as filhas adolescentes: evitar que elas ficassem penduradas no telefone por horas a fio, senão, a conta no final do mês batia no teto enquanto o pai batia as costas no chão ao abrir a fatura. Pois bem, as mocinhas tagarelas daquela época são as mães dos adolescentes de hoje e o problema delas agora é tirar seus filhos da frente do computador com Internet. São muitos os argumentos usados para convencer os filhos:
LPs são eternos
30/09/10
Há cerca de um ano atrás escrevi um post falando dos riscos de comprar músicas pela Internet protegidas por DRM. O DRM (Digital Rights Management) é um mecanismo antipirataria que impede você de escutar a música antes que a cópia seja reconhecida como genuína. O DRM pode funcionar bem em curto prazo, mas nada garante que você terá acesso às suas músicas lá na frente. O problema é o seguinte: se você tiver que relocar seus arquivos musicais por algum motivo como formatação do HD ou compra de um computador novo terá que repetir o processo de liberação das suas músicas. Essa liberação é feita pela Internet através de uma requisição ao site da empresa que lhe cedeu as licenças. Aí vem a pergunta: e se o site acabar?
Explicando tecnologias obsoletas para as novas gerações
30/09/10
Quem tem mais de 30 anos, ou seja, é uma pessoa muuuuuito velha, certamente usou algumas tecnologias que se tornaram obsoletas da noite para o dia. A dica divertida para os dias de chuva é explicar para a geração mais nova como funcionavam as engenhocas do passado. Esses dias, meu filho queria que eu mostrasse a ele como usar a máquina de escrever Olivetti que fica sobre a estante da sala apenas para fins decorativos e sentimentais. O Luís Fernando Veríssimo, em uma de suas crônicas, deu uma ótima definição de máquina de escrever: é uma impressora que imprime à medida que você digita. Pensando em maneiras de explicar o passado para a garotada comecei o meu glossário de tecnologias obsoletas que compartilho com você, leitor.