Entenda o mundo digital
Jornais impressos têm data marcada para acabar
Até 2027, provavelmente a versão em papel do jornal, nossa velha conhecida, não será mais encontrada em países desenvolvidos. O fim do jornal em forma impressa foi previsto por Earl Wilkinson, diretor da INMA (Associação Internacional de Marketing de Jornais). No Brasil, os jornais em papel podem ter uma sobrevida para além de 2027, pois por aqui a tiragem dessa forma de distribuição ainda é crescente, ao contrário da retração que se verifica nos EUA e em países europeus.
Como pessoa ecológica recebi bem a notícia do fim iminente dos tijolões de papel, afinal 2027 está aí. Sinceramente, tirando as razões sentimentais não vejo razão para lamentar o fim do jornalismo impresso que gera grandes quantidades de resíduo de baixo valor para a indústria da reciclagem. Tenho certeza que as peixarias podem arrumar outra solução para embrulhar seus peixes. Como pessoa tecnológica, prefiro as versões digitais do jornalismo que oferecem vantagens como maior velocidade, facilidade de pesquisa, interatividade e melhor organização dos dados.
A queda na tiragem dos jornais em países desenvolvidos começou recentemente e acendeu a luz amarela nas redações a partir da crise econômica de 2009. Se a profecia se concretizar o declínio e fim do jornal impresso vai acontecer em menos de 20 anos depois de ter prevalecido por mais de um século. Os saudosistas ficarão com a imagem nostálgica do cidadão antenado que folheava o jornal na mesa do café da manhã ou que desfila pela rua com seu terno elegante e um jornal de prestígio debaixo do braço, mas calma! É o fim da versão impressa, o jornalismo sobreviverá, talvez com novos protagonistas porque nem todos vão se adaptar às mídias digitais.
| Imprimir artigo | Este artigo foi escrito por Radamés em 14/12/2010 às 13:05, e está arquivado em Mundo digital. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site. |
