O fim da privacidade

Esta semana, ao acessar minha conta no GMail deparei com o novo produto do Google. Trata-se do Google Buzz, um serviço de mensagens que lembra o Twitter com seus seguidores e seguidos. O Buzz parece mais elaborado do que o Twitter. Por exemplo: basta digitar uma url do Youtube, para que o Buzz exiba o vídeo embutido na mensagem. Tudo bem que até uma estatal brasileira faria uma rede social menos tosca que o Twitter.

Não é segredo para ninguém que Google tem o objetivo modesto de dominar o mundo e, por isso, eles têm que entrar para valer na guerra das redes sociais. Eles mantêm o Orkut que embora seja líder no Brasil tem um desempenho global fraco. Com o Buzz integrado ao GMail eles vão tentar de novo. Essa investida do Google me leva a pensar: Em breve, todos os sites e serviços de Internet vão se transformar em redes sociais? Essa mudança já aconteceu em outros serviços como o MSN Live Messenger. Quem usa o serviço deve lembrar que, de repente, o Messenger passou a exibir notificações sobre a atividade dos usuários. Outro serviço que aderiu há mais tempo ao conceito de rede social foi o Plaxo, que originalmente se propunha a ser um gerenciador de contatos virtual. No mundo digital, assim como no mundo real, pouco se cria e quase tudo se copia. Enquanto o Facebook continuar batendo recordes de centenas de milhões de usuários ativos, as redes sociais continuarão sendo uma febre mundial que todo mundo quer pegar.

Se toda a Internet se transformar em rede social, o que será da privacidade? Eu uso o GMail para correio e não tenho interesse em aderir a mais uma rede social. O MSN Live Messenger eu uso para manter contato com as pessoas do meu círculo, mas não estou a fim de saber com quem elas mantêm contato. A ideia do Plaxo era muito boa: ter um gerenciador de contatos on-line que fica sempre atualizado, mas aí eles começaram a me notificar sobre tudo o que acontece nas contas dos meus contatos. Quem disse que estou interessado? Ok, não sou parâmetro quando o assunto é rede social. Sou curitibano e isso já diz muito. Curitibano encontra o vizinho no elevador por anos a fio e só trocam três frases: bom dia, boa tarde ou boa noite. Eu não me interesso pelo Big Brother, gente. Seria desinteresse pelo próximo? Temos que distinguir o interesse genuíno da feira de vaidades, do voyeurismo, da busca pela audiência a qualquer preço.


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O Google Buzz lançou mão do mesmo método usado por outros serviços da Internet. Entrou no ar escancarando a privacidade dos usuários do GMail. Obviamente, o usuário pode mudar as configurações do serviço e fechar a cortina da sua janela. Como usuário que desfruta dos bons serviços gratuitos do GMail não acho justo reclamar dessa inauguração abusada do Google Buzz, até porque quando o assunto é rede social, sou um ponto fora da curva. De qualquer forma, penso no GMail como um serviço de mensagens privadas e vou configurá-lo para preservar minha privacidade. Resta saber até quando isso será possível. Será que no futuro a Internet vai se resumir a um onipresente Big Brother?

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One thought on “O fim da privacidade

  1. José da Mota 29/06/2012 at 19:05

    O lado B das mídias Sociais. Duas em uma, as mídias sociais junto às tecnologias mais recentes são o maior sistema de espionagem já inventado pelo homem. Gravam tudo o que você fala, em vídeo e fotos se expõe e textos escreve, para a eternidade.
    Alteram suas regras, das mídias sociais, mudando todo o comportamento de uma sociedade e ou levando-a ao constrangimento porque expõe particularidades que só se fazia entre amigos íntimos, ou às escondidas entre quatro paredes, porque o usuário ainda se ilude que a Internet é algo privado, que só você ou quem você e quem você quer, tem acesso às suas informações íntimas e particulares, naturalmente confidenciais como inclusive certa confidências que faz à algum amigo(a).
    E o que é pior, em dois pontos:
    Primeiro, existem organizações criminosas especializadas em criar armadilhas para pessoas comuns que vivem solitáriamente e usam a Internet em uma frequência maior. Transformando-as em reféns (vítimas) das próprias confidências, navegações excusas e exposições.
    Segundo: é uma mídia que está nas mãos de meia dúzia de empresas influenciando as massas e ou de alguma forma com os seus dados estatísticos extraídos dos segredos pessoais guardados, constrangendo e inibindo os movimentos legítimos em defesa de suas pátrias. Também transformando seus usuários em reféns (vítimas) das próprias confidências, navegações excusas e exposições de suas intimidades sejam verbais ou físicas.
    Mesmo os Guerrilheiros, rebeldes, revolucionários e independentes são dependentes e submetidos às ações das plataformas que usam para “erguerem suas vozes” como: Facebook, Google, Yahoo, Gmail, Blog, Orkut, Linkedin, bancos de dados gigantescos que guardam as informções de todo o planeta com os seus IP´S. O que apelidei de era apocalÍPtica e o próprio grupo detentor da W W W que controla tudo, todos eles.
    Os supercomputadores calculam estatisticamente tudo, baseado em informações pessoais para tomarem conclusões sobre mudança de comportamento à até um golpe de estado em uma nação, e como e onde se aproveitar disso.
    Como exemplo, de nome sugestivo, O Tiranossauro, apelidado de Tirano, é um supercomputador da receita federal brasileira que cruza dados de seu cartão de crédito, imóveis (cartórios), contas bancárias de mais de 170 bancos, conta telefônica, plano médico `a mais de 30 opções de cruzamentos de informaçoes, hoje, com tendência a aumentar sempre, vasculhando a vida fiscal e financeira de todo cidadão brasileiro e em milésimo de segundos.
    Imagine os supercomputadores que calculam estatisticas via mídias sociais, WEB, bancos de dados, identidade digital de voz nos bancos de dados telefônicos e etc?
    Esta na hora de criar um movimento que crie alternativas para que não fiquemos à mercê de meia dúzia de detentores desta tecnologia. Criar e fortalecer outras mídias sociais em bancos de dados independentes e seguros de privataria e etc…
    José da Mota.
    Comentário para artigo publicado no blog de Altamiro Borges, artigo de Azenha.

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