Quem precisa de smartphone?

O smartphone é um aparelho de muitos recursos. Ouvi dizer que dá até para fazer ligações telefônicas com ele. Com tantas funções, parece idiotice perguntar quem precisa desse aparelho, mas vamos levar em conta que praticamente todas as funcionalidades disponíveis em smartphones são encontradas em outros dispositivos. Além disso, a experiência que os smarts propiciam costuma ser inferior à que encontramos em aparelhos dedicados. Vejamos alguns exemplos:

  • Ligações e SMS. O smartphone faz ligações e envia torpedos como qualquer celular comum e baratinho.
  • Acesso à Internet. O smart acessa a Internet, embora de forma mais limitada do que um computador.
  • TV digital. Pode-se assistir TV digital com ele, embora a experiência não se compare com a de ver o programa em TV full HD tela grande.
  • GPS. O smart pode funcionar como GPS e se integra a serviços on-line como o Google Maps. Não é o ideal para se embrenhar no mato ou para singrar os sete mares, mas para exploradores da selva urbana, ele dá conta do recado.
  • Tocador e organizador de mídia. O smartphone é bom para organizar imagens, áudio e vídeo, embora não tenha tanto espaço de armazenagem como um media center, nem a potência de som de um home teather ou a área de tela de uma TV wide screen.
  • Jogos. Há muitos jogos legais para smartphone. Obviamente, não detonam como os jogos para consoles de terceira geração.
  • Lanterna. Pode-se até usá-lo como lanterna, embora, eu não aconselhe a ninguém explorar uma caverna com smartphone.

Você, caro leitor, já deve ter percebido onde quero chegar. O smartphone é um aparelho multifuncional que oferece soluções reduzidas para quem prioriza a mobilidade. Ele não substitui plenamente os aparelhos dedicados fixos, mas quebra o galho de quem está sempre com o pé na rua. Quem vai da casa para o escritório e volta pelo mesmo caminho, vive feliz sem smartphone, a não ser que o desejo de possuir esse sonho de consumo seja avassalador.

Sou entusiasta dos aparelhos multifuncionais porque eles são ecológicos, economizam recursos. O problema é que a sociedade consumista estimula as pessoas a terem vários aparelhos multifuncionais que se sobrepõem sem que elas deixem de adquirir também os mono função. No passado, as pessoas tinham um telefone fixo no escritório e outro em casa. Daí veio o celular, que não substituiu o fixo. A família típica agora continua com o fixo e mantém mais quatro celulares, um para cada membro. O smartphone, na maioria dos casos, não substitui o notebook, nem a TV digital, nem o home teather. Se um dia eu encontrar alguém que viva apenas com seu smartphone e nada mais, vou aplaudir esse cidadão descolado, desprendido e móvel.

P.S.: não tenho smartphone.

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