Será que voltarei a usar relógio de pulso?

Há alguns anos meu relógio de pulso parou de funcionar e resolvi que não o levaria para o conserto. Mais que isso, decidi não usar mais relógio, afinal é possível ver as horas no celular que me acompanha onde vou. De uns tempos para cá os boateiros passaram a falar de relógios computadorizados (smartwatches) que líderes da indústria informática como Apple, Google e Samsung estariam prestes a lançar. Será que vou precisar rever minha decisão de não comprar mais relógio de pulso?

Não sabemos ainda quais funcionalidades terão os smartwatches, mas ouso dizer que dá para viver muito bem sem eles, principalmente se você contar com outros dispositivos como notebook, tablet ou smartphone. Minha opinião, obviamente, não terá nenhuma influência no sucesso ou fracasso dos smartwatches, pois a maioria das pessoas não é objetiva na hora de ir às compras. Eu disse a mesma coisa sobre os tablets e eles estão vendendo como água. Eu mesmo tenho um (mas é pela necessidade profissional de me manter atualizado, que fique bem entendido). A indústria da informática tem que responder a pergunta do momento: o que vamos vender para o consumidor que já têm notebook, tablet e smartphone? A resposta parece que está na computação de vestir (wearable computing) e os melhores exemplos dessa nova geração de produtos são os óculos do Google (Google glass) e o provável iWatch da Apple.

Pensando na utilidade de um smartwatch comecei a fazer comparações com relógios tradicionais que já tive e me vieram à cabeça algumas perguntas:

  • Dá para ler e-mails enquanto toma banho? Todo relógio que se preza é à prova d’água.
  • A bateria dura até cinco anos ou mais já que pode ser recarregada pela luz ou por movimentos corporais. Relógio bom você coloca no pulso e esquece de tirar.
  • Com um smartwatch vai dar para medir a frequência cardíaca? Relógios de pulso para atletas já fazem isso, melhor ainda se medisse a temperatura corporal para saber se estou com febre.
  • Vem com altímetro, profundímetro e taquímetro, sensores presentes em relógios esportivos?

Imagino que um smartwatch ajuste automaticamente o horário de verão e o fuso horário (caso tenha alguma funcionalidade de geoposicionamento), mas inovadora mesmo seria sua integração com sensores que não sejam comuns nos dispositivos de informática. Óculos, relógios e outros dispositivos computadorizados de levar junto ao corpo vão se tornar comuns em nosso cotidiano daqui alguns anos. Os computadores serão a extensão do corpo ou será o contrário?

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