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Entenda o mundo digital
Entenda o mundo digital
02/10/10
Naquela época primitiva em que não havia Internet e possuir linha de telefone fixo era símbolo de status, os pais tinham uma grande preocupação em relação aos filhos, mais especificamente com as filhas adolescentes: evitar que elas ficassem penduradas no telefone por horas a fio, senão, a conta no final do mês batia no teto enquanto o pai batia as costas no chão ao abrir a fatura. Pois bem, as mocinhas tagarelas daquela época são as mães dos adolescentes de hoje e o problema delas agora é tirar seus filhos da frente do computador com Internet. São muitos os argumentos usados para convencer os filhos:
02/10/10
Até alguns anos atrás, o usuário típico de Informática tinha um computador sem rede, onde guardava documentos criados no Word, planilhas do Excel e apresentações em PowerPoint. Se o computador pegasse um vírus, hasta la vista, dados. Poucos usuários faziam cópias de segurança em disquete de seus documentos. Eram os tempos selvagens da mobilidade zero.
Atualmente, o usuário típico usa mais de um computador (em casa, no escritório, na lan house), todos com rede e acesso a Internet. Os dados são trocados com outros usuários e precisam funcionar em vários equipamentos e softwares. Mobilidade de dados passou a ser necessidade. Vamos entender mobilidade como a capacidade de acessar seus dados em diferentes locais, máquinas e plataformas. Não estamos falando apenas em arquivos, mas também de favoritos, catálodo de endereços, informações pessoais, interface, etc.
Faça o teste para ver se você é ninja em mobilidade de dados. Responda as perguntas a seguir e veja se receberia uma faixa ninja? Quando responde sim, você ganha os pontos indicados no final da pergunta.
02/10/10
Para quem se preocupa com a luta do Bem contra o Mal, aqui vai uma notícia boa: pelo menos no Google o Bem ganha com larga vantagem. Para conferir, basta fazer uma pesquisa no Google Insights for Search. Esse serviço permite analisar a atividade dos usuários na ferramenta de busca do Grande Irmão. Você informa as palavras-chave que quer analisar e recebe um gráfico que mostra o volume de buscas por esses termos desde 2004. Veja algumas comparações interessantes:
02/10/10
No site em que trabalho, recebemos faz alguns dias o e-mail de uma usuária preocupada que pedia a exclusão de um comentário dela postado em um fórum de 2005. Como ela está buscando emprego, resolveu digitar o próprio nome no Google e viu que o comentário postado em nosso fórum poderia causar-lhe algum embaraço. Atendemos o pedido da usuária, o que não resolve integralmente o problema dela, pois o buscador mantém uma cópia de todas as páginas que indexa. Uma página excluída da web continua visível por um bom tempo até que os buscadores limpem seus caches.
02/10/10
A equipe do Google criou um teste para avaliar se o usuário de GMail é ninja no uso da ferramenta. Os ninjas recebem faixas com cores diferentes de acordo com suas habilidades. Aproveitei a ideia e criei uma série de avaliações para identificar ninjas em tecnologia da informação. Começaremos pela Web 2.0.
Não é fácil definir Web 2.0, mas vamos assumir que ela abrange os sites em que o conteúdo é gerado pelo usuário. Sites de web 2.0 dependem da participação ativa dos internautas para funcionar. Você é um desses internautas participantes que fazem a Web 2.0 acontecer?
Responda as perguntas a seguir e veja se receberia uma faixa ninja? Quando responde sim, você ganha os pontos indicados no final da pergunta.
30/09/10
Há muito tempo atrás, na era analógica, havia o risco de receber um convite saia justa:
— Passe lá em casa amanhã. Vamos receber os amigos para exibir os slides da nossa viagem a Nova York.
Que furada, pagação de mico, programa de índio (com todo o respeito aos povos indígenas). Os tempos mudaram e agora dispomos de blogs, fotologs, redes sociais, Flickr, Twitter, enfim, toda uma parafernália de ferramentas para publicar em contexto digital aquela mesma sonífera coleção de slides. Tá certo, existem amigos legais, fotos bacanas e a possibilidade de aprender alguma coisa interessante sobre Nova York, mas tirando as exceções estamos falando de feira de vaidades, exibicionismo, marketing pessoal e disputa pela atenção da plateia. Pronto, fiz meu desabafo contra o uso da Internet centrado em pessoas e não em conteúdo, contra o uso egocêntrico da rede, que é a ocupação principal de quase famosos e celebridades de pau oco. Felizmente, as ferramentas de web 2.0 são versáteis e podem ser usadas para fins interessantes, embora todo mundo saiba que o besteirol predomina.
30/09/10
A Internet é um gigantesco repositório de informação desestruturada. Vou explicar com um exemplo: o internauta encontra facilmente informações sobre raças de cães, mas se quiser organizar essas raças pelo tamanho do animal, vai ter que garimpar as informações de peso e medidas raça por raça e tabelar os dados usando recursos cerebrais próprios. Se o internauta tiver sorte, encontrará um site que traz a tabela prontinha, mas essa não é a regra, infelizmente. Mesmo quando encontra os dados tabelados, não é simples gerenciá-los para obter combinações como, por exemplo: que raças de cães grandes têm temperamento dócil?
30/09/10
Há cerca de um ano atrás escrevi um post falando dos riscos de comprar músicas pela Internet protegidas por DRM. O DRM (Digital Rights Management) é um mecanismo antipirataria que impede você de escutar a música antes que a cópia seja reconhecida como genuína. O DRM pode funcionar bem em curto prazo, mas nada garante que você terá acesso às suas músicas lá na frente. O problema é o seguinte: se você tiver que relocar seus arquivos musicais por algum motivo como formatação do HD ou compra de um computador novo terá que repetir o processo de liberação das suas músicas. Essa liberação é feita pela Internet através de uma requisição ao site da empresa que lhe cedeu as licenças. Aí vem a pergunta: e se o site acabar?
30/09/10
O homem moderno tem uma imagem digital a zelar, ou melhor: três. Estou falando do eu mesmo, do eu corporativo e do outro eu. Nem todos conseguem separar com clareza essas três imagens, o que pode render transtornos consideráveis ao proprietário.
30/09/10
Muita gente pensa que as metáforas só existem na linguagem literária dos poemas e romances. A linguagem figurada, porém, está presente em todas as áreas da comunicação humana, inclusive aquelas com perfil exato e objetivo. É o caso da Informática, que está repleta de metáforas. O mouse tem esse nome porque lembra um camundongo. O desktop do computador foi projetado para lembrar uma mesa de escritório. Os primeiros usuários de microcomputador trabalhavam em escritórios e precisavam fazer uma conexão entre o ameaçador artefato novo e a sua velha realidade conhecida e dominada.