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A lei de Andy Warhol que reserva 15 minutos de fama para cada pessoa tem passado por revisões ao longo dos anos e atualmente, o ser humano  não tem mais do que 15 segundos para brilhar. Se depender das redes sociais esse tempo vai continuar em queda. No passado, os usuários de rede social visitavam o perfil uns dos outros. Era como visita de comadres, a Maricota visitava o perfil da Mariquita para ver o que estava rolando na página da outra e vice-versa. Atualmente, essa dinâmica mudou. Os usuários acessam sua página inicial na rede social e recebem atualizações dos perfis dos amigos. É mais dinâmico certamente, mas se os seus amigos não forem de atualizar o perfil serão relegados ao esquecimento.

Tudo bem: rede social precisa de novidade, notícia, boato, fofoca e perfil abandonado não dá ibope. Só que essa lógica embute uma supervalorização do imediatismo, do fugaz, do transitório. Os melhores perfis para rede social passam a ser aqueles com atualização frequente mesmo que o nível das atualizações não seja dos melhores. Perfis com conteúdo mas com pouto dinamismo são desvalorizados. Estamos diante da mesma oposição que existe entre livro e jornal. Livro é conteúdo duradouro, jornal é conteúdo do dia. O jornal de ontem não interessa mais, um livro de ontem tem chances de continuar válido.

Uma das consequências do imediatismo das redes sociais é a fragmentação crescente. Mais informação, menos substância. O novo padrão de funcionamento das redes sociais cria uma disputa acirrada entre os participantes. As pessoas vão aprimorar suas estratégias para conquistar o bem valioso do mundo digital: a atenção da audiência. É por isso que quando o assunto é rede social prefiro pensar que melhor do que ter um milhão de amigos é ter alguns bons amigos.