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No estágio atual da vida digital todo serviço de Internet quer ser rede social e isso inclui os grandes como Twitter, MSN Messenger, Gmail, LastFM ou Flickr. Está certo que cada um ao seu modo já é uma rede social, mas o sonho de consumo desses serviços é ficarem iguaizinhos ao Facebook. Não é a toa, afinal, o Facebook está se tornando uma Internet dentro da Internet. O problema é que o internauta não tem condições nem saco para gerenciar várias redes sociais e, por isso, já está na hora de acontecer uma reorganização nessa área.

Os grandes serviços já perceberam a necessidade de convergir e conectar as redes sociais entre si. O MSN Messenger, por exemplo, em sua nova versão permite que o usuário veja e interaja com outras redes sociais dentro do próprio Messenger. Eu estou usando a integração do Messenger como o Facebook e confesso que no começo fica tudo bem confuso, pois os contatos se misturam e a linha do tempo fica mais sobrecarregada. Existem vantagens, porém. Uma delas é que em uma só interface posso acompanhar duas listas de contatos antes separadas.

Outro serviço que partiu para a conectividade entre redes foi o MySpace, outrora líder em redes sociais e que agora se rendeu ao fato que o Facebook dominou o território. Agora, na interface do MySpace os internautas podem ver seus contatos do Facebook. Do ponto de vista do internauta a conectividade entre redes é bem-vinda. Com ela, o usuário pode distribuir sua atividade em várias redes, escolhendo os serviços que considera melhor em cada uma e mesmo assim consegue gerenciar melhor sua vida digital, pois as redes conversam entre si e se integram.

Para os serviços líderes a ideia é ótima, pois eles colocam o seu peixe à venda na banca do concorrente. Para os menores a vantagem é que pegam carona no sucesso do líder e conseguem se posicionar melhor nos serviços em que são bons. O caso do Messenger é um bom exemplo. Depois que integrei o meu Messenger ao Facebook, posso conversar com contatos do Facebook no bate papo do Messenger. Um serviço complementando o outro.

Essa história de conectividade entre serviços de Internet me lembra a ideia da União Europeia. Divididos, os países do bloco europeu não seriam tão fortes como são hoje, pois estariam dispersando energia tentando fazer sozinhos de tudo um pouco. Para embarcar nessa onda de conectividade, porém, o serviço de Internet precisa ter a certeza de que faz pelo menos alguma coisa melhor que os outros, caso contrário entrará em ação a velha regra da economia: quem não tem competência não se estabelece. O risco nessa história é o internauta perder a noção de qual é a sua rede social. Pertenço a uma ou a todas?