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Esta semana assisti uma apresentação do smartphone Samsung Galaxy S e fiquei impressionado com os recursos do aparelhinho. Veja também. O que me motivou a escrever esse post, porém, não são as qualidades desse candidato a matador de iPhone e sim o lado comportamental da relação entre o usuário e seu smartphone.

A apresentação da Samsung mostra um dia na vida de um feliz proprietário de Samsung Galaxy S. Esse dia começa com o smartphone despertando o jovem. Antes de sair da cama ele confere as informações básicas do dia: previsão do tempo, notícias, cotações da bolsa, agenda. No carro, o smart funciona como GPS e ajuda o rapaz a encontrar o caminho. No parque, o smart permite fazer uma filmagem em alta resolução e funciona como roteador para que o smartphônico usuário acesse a Internet no notebook. Com o aparelho, o dono acessa redes sociais, troca mensagens com os amigos e faz videochamadas. No trabalho, o smart ajuda com seus recursos para trabalhar com documentos. Ao voltar para casa, o smart é usado como controle remoto da TV e permite baixar jogos que funcionam integrados ao acelerômetro do aparelho.

Como se vê na apresentação um smartphone completo é um companheiro de todas as horas. Do ponto de vista ecológico ele é bem-vindo, pois substitui vários outros aparelhos. Vamos conferir? Com o smart você não precisará mais de despertador, agenda, termômetro, aparelho de GPS, filmadora, câmera fotográfica, roteador, telefone fixo, controle remoto e console de videogame. E isso é só uma parte dos recursos que o aparelho dispõe. Esse lado ecológico só vai funcionar, porém, se o usuário deixar de adquirir os outros bens, o que nem sempre é possível porque o smartphone oferece uma solução compacta e móvel para várias necessidades cotidianas. A solução robusta geralmente é melhor atendida por aparelhos dedicados.

Por ser móvel e multifuncional o smartphone é altamente viciante. A apresentação da Samsung é bem didática ao mostrar o aparelho na mão do usuário desde a hora em que ele acorda até quando volta para a cama no final do dia. Não sei se a tecnologia já produziu algum artefato com tanto potencial para causar dependência do que o smartphone. Como esses aparelhos estão deixando de ser exclusivos de geeks e começam a chegar às massas. não vai demorar para que se tornem assunto de psicólogos preocupados com o uso excessivo do bichinho. Usado com moderação e sabedoria smartphone é do bem, como qualquer tecnologia. O uso excessivo, por outro lado, torna-se uma inconveniência social. Talvez você já tenha passado pela experiência de ser deixado de lado em uma conversa por um smartphônico colega que resolve dar atenção preferencial ao aparelhinho. Quando o smartphone se torna o melhor amigo do sujeito é porque falta pouco para que se torne o amigo único.

O melhor amigo do homem tecnológico, 3.0 out of 5 based on 2 ratings