Os dias contados da videolocadora da esquina

A videolocadora americana Netflix alcançou recentemente a marca de 60 milhões de usuários. Fundada em 1997, a Netflix tem um modelo de negócio vencedor que conquista mais clientes a cada dia. A empresa não tem lojas físicas. O usuário Netflix faz seu pedido pela Internet, recebe os filmes em casa, não tem prazo para devolve-los, nem paga multa por atraso. Aqui no Brasil, o modelo é seguido por videolocadoras como a Netmovies que é 100% virtual e a Blockbuster, que tem lojas físicas também e concorre com a Netflix nos Estados Unidos. Um dos efeitos do crescimento das videolocadoras virtuais é o fechamento das locadoras tradicionais, que fazem parte do nosso cotidiano há quase trinta anos. Está aí mais um exemplo de negócio digital que atropela os modelos tradicionais.

Eu me tornei assinante de uma locadora virtual recentemente por dois motivos: economizo tempo e combustível dos deslocamentos para pegar e entregar os filmes e conto com um acervo bem maior. Quase todos os filmes que me interessam eu encontro no site da locadora on-line. Antes, eu garimpava de loja em loja em busca daqueles filmes clássicos difíceis de encontrar. Mesmo assim, ocasionalmente ainda vou à locadora perto de casa onde conheço os donos. Para alguns casos, a locadora tradicional ainda oferece vantagens, mas não sei por quanto tempo os pequenos comerciantes desse ramo vão sobreviver à concorrência das grandes empresas virtuais.

Ficamos chateados quando pequenos empreendedores são varridos do mercado por grandes empresas. Quem não torce pelo Davi quando ele luta contra o gigante Golias? Mesmo assim, acabamos nos tornando clientes da grande empresa porque as vantagens oferecidas por ela nos fazem ignorar qualquer tipo de sentimentalismo. É assim que funciona a economia de mercado. Nem todas as videolocadora físicas vão desaparecer, assim como muitas mercearias sobreviveram aos hipermercados e as lojas de rua continuam abertas apesar dos shopping centers. A mortalidade nas videolocadoras, porém será grande e esse ramo será dominado por alguns poucos serviços on-line.

As videolocadoras on-line distribuem os filmes também por streaming e download. Ninguém precisa ser futurólogo para prever que a distribuição pela Internet é a próximo passo desse ramo de negócio. Assistir on-line um filme é a experiência mais cômoda entre todas. É clicar e assistir a qualquer hora, sem ter que esperar pela mídia que está na casa de outro cliente ou na moto do entregador. Para a experiência on-line acontecer, porém, a Internet tem que ajudar, claro. Quando o modelo on-line de distribuição estiver bem estabelecido no Brasil graças a uma Internet realmente banda laraga  será que alguém vai sentir saudades da velha vídeolocadora da esquina? Muitos sentirão, certamente. Talvez porque lá o cinéfilo encontre conhecidos, converse com o atendente e saia um pouco de casa. Talvez, na sociedade do futuro as pessoas vivam fechadas em casa e não encontrem oportunidades de fazer contatos reais, mas esse é outro problema que aliás foi abordado em alguns filmes. Que tal assisti-los on-line?

Planilha de filmes para cinéfilos

Quer organizar melhor a sua lista de filmes assistidos ou favoritos? Então baixe a planilha a seguir e tenha um controle de suas viagens pelo mundo do cinema.

Assista ao vídeo para conhecer o funcionamento da planilha.

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