Como era verde meu vale

Paraíso perdido

How green was my valley
Direção de John Ford
1941 : EUA : 118 min : branco e preto
Com Walter Pidgeon (Mr. Gruffydd),
Maureen O’hara (Angharad),
Roddy McDowall (Huw Morgan),
Donald Crisp  (Gwilym Morgan) e
Anna Lee (Bronwyn Morgan)

O filme começa com Huw Morgan, narrador e personagem, se preparando para deixar o vale em que viveu toda sua vida até então. O lugar está decadente e triste: vemos uma colina com casas decrépitas enfileiradas à beira da estrada e, lá no alto, chaminés de uma mina de carvão expelindo uma inesgotável e grossa fumaça negra. Depois dessa breve introdução, a narrativa recua 50 anos e voltamos à infância do narrador, a um paraíso mítico que se perdeu no tempo.

O mundo perfeito de Huw (Roddy McDowall) é simples e puro. Nele, cada pessoa tem um lugar e um papel a cumprir. Na pequena comunidade do País de Gales vive-se em função da mina de carvão onde todos os homens trabalham. As mulheres cuidam da casa, a família é completa, numerosa e sólida. A mesa é farta e todos sentam juntos na hora do jantar, fazem uma oração e só então o patriarca distribui a comida. No domingo, a família unida vai ao culto protestante na pequena capela. Todos conhecem a todos, namoro é uma coisa muito séria e termina em casamento. E as festas de casamento são alegres, com muita dança, cantoria e regadas a cerveja. Tudo perfeito não fossem as coisas da vida.


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O tesouro de Sierra Madre

Parábola universal da cobiça

The treasure of Sierra Madre
Direção de John Huston
1948 : EUA :  126 min : branco e preto
Com Humphrey Bogart (Fred Dobbs),
Tim Holt (Bob Curtin),
Walter Huston (Howard) e
Bruce Benett (Cody)

Garimpeiros são personagens marcantes da aventura humana. Dispostos às mais duras provações em nome da sorte grande, eles sempre estiveram na vanguarda da colonização. Predadores da natureza virgem, estabelecem o contato inicial com as culturas locais e como uma onda avançam pelas terras inexploradas, deixando um rastro de violência e depredação. Assim foi, assim é. Não se pode dizer que são o tipo ideal de herói para filmes hollywoodianos. O diretor John Huston sabia disso, mas decidiu fazer um mergulho no lado sombrio da natureza humana contando a história de quatro garimpeiros e seu mundo.

O tesouro de Sierra Madre se baseia em romance homônimo de B. Traven, um misterioso escritor que nunca apareceu em público, mas mandou um representante legal para acompanhar as filmagens. Suspeita-se que esse enviado fosse o próprio Traven. O enredo é cheio de peripécias, um misto de aventura, humor e tragédia. A história começa na cidade mexicana de Tampico, onde o americano Fred Dobbs (Bogart) passa o dia pedindo esmolas e procurando emprego. Em Tampico, Dobbs e seu amigo Curtin são trapaceados por um agenciador canalha e decidem tentar a sorte por outro caminho. Formam uma sociedade com o velho Howard, um garimpeiro experiente, mas que também está na pior. Os três partem em busca da fortuna que somente o garimpo poderia trazer a esses homens condenados pelo destino a vegetar na miséria.

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