Sakura de inverno

Aqui em Curitiba a florada das cerejeiras acontece no auge do inverno. Existem muitas cerejeiras pela cidade mas os lugares mais fotogênicos para vê-las florindo são o Jardim Botânico, a Praça do Japão e a Rua XV de Novembro (Rua das Flores).

Banco de jardim com flores de cerejeira

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Colecionador de tampas de bueiro

Fiquem tranquilos, coleciono apenas fotografias de tampa de bueiro. É uma coleção ainda pequena, mas espero amplia-la aos poucos. Descobri que existe uma relação direta entre belas cidades e belas tampas. Sim, pode existir beleza nessas peças do mobiliário urbano pisoteadas sem cessar. E se não forem belas, certamente nos contam histórias sobre a cidade. Além de design elas têm valor econômico, pois são feitas com bastante metal, o que desperta o interesse dos ladrões. Uma tampa custa até R$ 500,00 e as prefeituras gastam valores consideráveis para repor as perdas causadas pelos gatunos.

 

Budapeste tampa de bueiro

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Lambrequins

Lambrequim é um elemento arquitetônico decorativo aplicado no beiral da construção. Feito em madeira, pode ter desenhos variados, alguns simples, outros bem elaborados. Não há um acordo sobre a função do lambrequim.  Alguns dizem que serve para ajudar no escoamento da água do telhado, outros que tem função meramente decorativa.

O lambrequim foi bastante usado na arquitetura do sul do Brasil no final do século XIX e início do século XX. Tornou-se um traço característico da arquitetura dos imigrantes europeus na região. Era comum ver lambrequins nas casas de alemães, italianos, poloneses e ucranianos. Com o tempo o uso da madeira nas construções foi sendo reduzido e os lambrequins foram sumindo, mas ainda hoje é possível encontrá-los em várias construções remanescentes daquele período. Em Curitiba, por exemplo, procurando bem é possível contar algumas dezenas de construções ornadas com esse elemento.

Lambrequins

 

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Yes, nós temos viaduto estaiado

Os fotógrafos (inclusive eu) ganharam um novo marco visual curitibano para apontar suas lentes: o viaduto estaiado sobre a Avenida das Torres. Ainda sem nome oficial, o viaduto na Rua Coronel Francisco H. dos Santos está liberado para circulação de veículos e vem causando polêmica. Com 225m de extensão e um mastro de 74 metros de altura, o número que mais impressiona nessa obra é o seu custo: R$ 112 milhões (até agora). É como se cada um dos 1,9 milhão de curitibanos desembolsasse R$ 59,00 para ver a obra concluída. Tudo bem, o viaduto vai encantar os turistas que passarem por baixo dele no trajeto aeroporto-centro ao chegarem à cidade para a Copa, além dos curitibanos da gema (como eu) que poderão postar fotos do arrojado viaduto no Facebook.

Viaduto estaiado - Curitiba

 

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Não é Toscana, nem Provença. É Campo Magro

Quando comecei a disparar meus cliques amadores, peguei o carro e saí por aí em busca de belas paisagens rurais, como aquelas da Toscana e da Provença que via em fotos europeias. Por comodidade, minha primeira parada foi em Campo Magro, que fica próxima de minha casa em Curitiba. Não poderia ter acertado melhor a mão. Com o tempo, rodei por outros municípios no entorno de Curitiba, mas as paisagens rurais mais fotogênicas eram as de Campo Magro. Para quem não sabe, Campo Magro é um município emancipado recentemente próximo a Curitiba. Por lá predominam pequenas propriedades mantidas pelos descendentes dos imigrantes italianos e poloneses que colonizaram a região.

O relevo de Campo Magro tem ondulações suaves onde as plantações se alternam com capões de mata aqui e ali pontuados por araucárias. As curvas da paisagem campo-magrense são uma delícia para o fotógrafo. Transmitem tranquilidade e equilíbrio. Em qualquer estação do ano, há cultivos em algum estágio de desenvolvimento. No verão vemos milho, batata, soja. No inverno, o trigo cobre os campos e também é possível clicar a florada do nabo forrageiro, cultura de recuperação de solo.

Campo Magro - paisagem rural

 

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