Ilha do Mel

Na ilha do Mel não tem carro nem moto. Bicicleta pode, mas nem rua tem lá. Quem quiser chegar às pousadas e restaurantes da ilha tem que descer no trapiche e andar pelas trilhas estreitas e sinuosas que serpenteiam pelo meio da mata. As construções são rústicas e estão alojadas entre as árvores. Em uma vista aérea praticamente não se vê os pequenos povoados da ilha que se escondem no meio da vegetação. Andar à noite pela ilha é fazer um retorno ao passado para uma época em que a iluminação pública era precária e não se enxergava muitos metros adiante durante a caminhada. As pousadas da ilha são rústicas, mas charmosas e nos fazem mergulhar em um estilo de vida alternativo, mais próximo da natureza. Além dessa estrutura urbana ecológica que por si só vale a visita, na Ilha do Mel o visitante conta com a natureza exuberante, com praias lindas e pode visitar construções históricas bem preservadas.

Pôr do sol na Ilha do Mel

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As poucas araucárias

A araucária é uma árvore majestosa e fotogênica que já dominou a paisagem no sul do Brasil, mas está ameaçada de extinção. Seu perfil elegante e sua copa em forma de cálice se formam porque ela se ergue acima das demais árvores na busca pela luz do sol. O estado do Paraná já foi conhecido como terra dos pinheirais pela abundância de araucárias. Infelizmente, a exploração predatória reduziu a nível crítico os exemplares da árvore símbolo do estado. Atualmente, está mais fácil ver araucárias nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Andando pelas estradas rurais do Paraná encontro poucas araucárias isoladas em meio às plantações. Esses exemplares solitários rendem boas fotos pela combinação da imponência do pinheiro com as curvas e texturas suaves das plantações. O efeito plástico dessa combinação é inegável, mas o registro dessa beleza serve também como alerta para o risco que paira sobre o futuro das araucárias. Gosto de fotografar araucárias mesmo que elas estejam em uma paisagem fortemente modificada pelo homem, que é a condição mais fácil de encontrar ou, de preferência, quando elas se encontram em áreas relativamente preservadas que nos remetem a uma época de poucas décadas atrás em que elas eram abundantes nas terras do Sul.

 

Pinheiros no Parque Nacional de Aparados da Serra

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Curitiba em detalhes

Quando eu comecei a fotografar parti do princípio que bons motivos estavam perto de mim. Fotografar a minha cidade natal era a opção natural. Andar pelas ruas com olhos bem abertos e tentar encontrar aqueles detalhes que contem algo importante sobre a alma da cidade, mas que  passam desapercebidos na correria do dia-a-dia. Não estou falando de marcos visuais majestosos, nem de pontos turísticos oficiais. Uma porta, uma luminária, uma placa podem dizer mais sobre a cidade do que palácios e avenidas largas.

Estação de ônibus tubo em Curitiba

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