Sakura de inverno

Aqui em Curitiba a florada das cerejeiras acontece no auge do inverno. Existem muitas cerejeiras pela cidade mas os lugares mais fotogênicos para vê-las florindo são o Jardim Botânico, a Praça do Japão e a Rua XV de Novembro (Rua das Flores).Jardim Botânico

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Yes, nós temos viaduto estaiado

Os fotógrafos (inclusive eu) ganharam um novo marco visual curitibano para apontar suas lentes: o viaduto estaiado sobre a Avenida das Torres. Ainda sem nome oficial, o viaduto na Rua Coronel Francisco H. dos Santos está liberado para circulação de veículos e vem causando polêmica. Com 225m de extensão e um mastro de 74 metros de altura, o número que mais impressiona nessa obra é o seu custo: R$ 112 milhões (até agora). É como se cada um dos 1,9 milhão de curitibanos desembolsasse R$ 59,00 para ver a obra concluída. Tudo bem, o viaduto vai encantar os turistas que passarem por baixo dele no trajeto aeroporto-centro ao chegarem à cidade para a Copa, além dos curitibanos da gema (como eu) que poderão postar fotos do arrojado viaduto no Facebook.

Viaduto estaiado

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Não é Toscana, nem Provença. É Campo Magro

Quando comecei a disparar meus cliques amadores, peguei o carro e saí por aí em busca de belas paisagens rurais, como aquelas da Toscana e da Provença que via em fotos europeias. Por comodidade, minha primeira parada foi em Campo Magro, que fica próxima de minha casa em Curitiba. Não poderia ter acertado melhor a mão. Com o tempo, rodei por outros municípios no entorno de Curitiba, mas as paisagens rurais mais fotogênicas eram as de Campo Magro. Para quem não sabe, Campo Magro é um município emancipado recentemente próximo a Curitiba. Por lá predominam pequenas propriedades mantidas pelos descendentes dos imigrantes italianos e poloneses que colonizaram a região.

O relevo de Campo Magro tem ondulações suaves onde as plantações se alternam com capões de mata aqui e ali pontuados por araucárias. As curvas da paisagem campo-magrense são uma delícia para o fotógrafo. Transmitem tranquilidade e equilíbrio. Em qualquer estação do ano, há cultivos em algum estágio de desenvolvimento. No verão vemos milho, batata, soja. No inverno, o trigo cobre os campos e também é possível clicar a florada do nabo forrageiro, cultura de recuperação de solo.

Campo Magro

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Ilha do Mel

Na ilha do Mel não tem carro nem moto. Bicicleta pode, mas nem rua tem lá. Quem quiser chegar às pousadas e restaurantes da ilha tem que descer no trapiche e andar pelas trilhas estreitas e sinuosas que serpenteiam pelo meio da mata. As construções são rústicas e estão alojadas entre as árvores. Em uma vista aérea praticamente não se vê os pequenos povoados da ilha que se escondem no meio da vegetação. Andar à noite pela ilha é fazer um retorno ao passado para uma época em que a iluminação pública era precária e não se enxergava muitos metros adiante durante a caminhada. As pousadas da ilha são rústicas, mas charmosas e nos fazem mergulhar em um estilo de vida alternativo, mais próximo da natureza. Além dessa estrutura urbana ecológica que por si só vale a visita, na Ilha do Mel o visitante conta com a natureza exuberante, com praias lindas e pode visitar construções históricas bem preservadas.

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As poucas araucárias

A araucária é uma árvore majestosa e fotogênica que já dominou a paisagem no sul do Brasil, mas está ameaçada de extinção. Seu perfil elegante e sua copa em forma de cálice se formam porque ela se ergue acima das demais árvores na busca pela luz do sol. O estado do Paraná já foi conhecido como terra dos pinheirais pela abundância de araucárias. Infelizmente, a exploração predatória reduziu a nível crítico os exemplares da árvore símbolo do estado. Atualmente, está mais fácil ver araucárias nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Andando pelas estradas rurais do Paraná encontro poucas araucárias isoladas em meio às plantações. Esses exemplares solitários rendem boas fotos pela combinação da imponência do pinheiro com as curvas e texturas suaves das plantações. O efeito plástico dessa combinação é inegável, mas o registro dessa beleza serve também como alerta para o risco que paira sobre o futuro das araucárias. Gosto de fotografar araucárias mesmo que elas estejam em uma paisagem fortemente modificada pelo homem, que é a condição mais fácil de encontrar ou, de preferência, quando elas se encontram em áreas relativamente preservadas que nos remetem a uma época de poucas décadas atrás em que elas eram abundantes nas terras do Sul.

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