Yes, nós temos viaduto estaiado

Os fotógrafos (inclusive eu) ganharam um novo marco visual curitibano para apontar suas lentes: o viaduto estaiado sobre a Avenida das Torres. Ainda sem nome oficial, o viaduto na Rua Coronel Francisco H. dos Santos está liberado para circulação de veículos e vem causando polêmica. Com 225m de extensão e um mastro de 74 metros de altura, o número que mais impressiona nessa obra é o seu custo: R$ 112 milhões (até agora). É como se cada um dos 1,9 milhão de curitibanos desembolsasse R$ 59,00 para ver a obra concluída. Tudo bem, o viaduto vai encantar os turistas que passarem por baixo dele no trajeto aeroporto-centro ao chegarem à cidade para a Copa, além dos curitibanos da gema (como eu) que poderão postar fotos do arrojado viaduto no Facebook.

Viaduto estaiado - Curitiba

 

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Não é Toscana, nem Provença. É Campo Magro

Quando comecei a disparar meus cliques amadores, peguei o carro e saí por aí em busca de belas paisagens rurais, como aquelas da Toscana e da Provença que via em fotos europeias. Por comodidade, minha primeira parada foi em Campo Magro, que fica próxima de minha casa em Curitiba. Não poderia ter acertado melhor a mão. Com o tempo, rodei por outros municípios no entorno de Curitiba, mas as paisagens rurais mais fotogênicas eram as de Campo Magro. Para quem não sabe, Campo Magro é um município emancipado recentemente próximo a Curitiba. Por lá predominam pequenas propriedades mantidas pelos descendentes dos imigrantes italianos e poloneses que colonizaram a região.

O relevo de Campo Magro tem ondulações suaves onde as plantações se alternam com capões de mata aqui e ali pontuados por araucárias. As curvas da paisagem campo-magrense são uma delícia para o fotógrafo. Transmitem tranquilidade e equilíbrio. Em qualquer estação do ano, há cultivos em algum estágio de desenvolvimento. No verão vemos milho, batata, soja. No inverno, o trigo cobre os campos e também é possível clicar a florada do nabo forrageiro, cultura de recuperação de solo.

Campo Magro - paisagem rural

 

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Ilha do Mel

Na ilha do Mel não tem carro nem moto. Bicicleta pode, mas nem rua tem lá. Quem quiser chegar às pousadas e restaurantes da ilha tem que descer no trapiche e andar pelas trilhas estreitas e sinuosas que serpenteiam pelo meio da mata. As construções são rústicas e estão alojadas entre as árvores. Em uma vista aérea praticamente não se vê os pequenos povoados da ilha que se escondem no meio da vegetação. Andar à noite pela ilha é fazer um retorno ao passado para uma época em que a iluminação pública era precária e não se enxergava muitos metros adiante durante a caminhada. As pousadas da ilha são rústicas, mas charmosas e nos fazem mergulhar em um estilo de vida alternativo, mais próximo da natureza. Além dessa estrutura urbana ecológica que por si só vale a visita, na Ilha do Mel o visitante conta com a natureza exuberante, com praias lindas e pode visitar construções históricas bem preservadas.

Pôr do sol na Ilha do Mel

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