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Hifen
O hífen é usado com vários fins em nossa
ortografia, geralmente, sugerindo a idéia de união semântica. O
hífen une duas palavras formando um conjunto sem espaços. Vejamos
quais são esses usos.
Pronome átono posterior
Quando o verbo é seguido de pronome átono,
usa-se hífen entre os dois. Por exemplo:
Faça-me, faça-te, faça-o, faça-a, faça-os,
faça-as, façam-lhe, façam-no, façam-na, façam-nos, façam-nas,
façam-vos, façam-lhes.
Usa-se dois hífens quando após o verbo temos
dois pronomes átonos seguidos. Exemplo:
Dava-se-lhe.
O hífen também é empregado quando o pronome
se interpõe entre os morfemas do verbo, o que ocorre nos tempos
indicativo futuro e indicativo passado posterior. Exemplos:
Fa-lo-ei, Dir-lhe-ia, Ver-me-iam.
Nos enunciados em que ocorre a palavra
eis seguida por pronome átono, também se emprega hífen.
Exemplos:
Eis-me, Ei-lo.
Locuções
Em muitos casos, usa-se o hífen entre as
palavras de uma locução. Por exemplo: água-marinha, arco-íris e
couve-flor. Em nossa escrita, representamos as locuções de
várias formas. Em alguns casos, escrevemos as palavras da locução
separadas, em outros, escrevemo-las juntas e, finalmente, há os
casos em que colocamos hífen entre elas. Infelizmente não há uma
regra que nos permita dizer qual é a representação correta para cada
locução. Somente o convívio com a língua escrita nos dará a fluência
na representação das locuções.
Afixos e hífen
Alguns afixos são representados em nossa
escrita separados do restante da palavra por um hífen. Por exemplo:
anglo-saxão, açaí-mirim e extra-oficial. Existem
algumas regras que nos ajudam a decidir quando usar hífen para
isolar afixos, embora não sejam regras simples. O convívio com o
idioma escrito, nesse caso, costuma ser mais eficaz que a
memorização das regras, mas vejamos quais são elas.
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O prefixo tem característica adjetiva. Isso é
especialmente comum com prefixos que indicam nacionalidade,
posição relativa ou área do conhecimento. Exemplos:
luso-brasileiro, sino-soviético, austro-húngaro, ínfero-anterior,
econômico-financeiro, sócio-lingüístico.
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O sufixo é de origem tupi-guarani e tem
função adjetiva como açu, guaçu e mirim.
Usa-se hífen em alguns casos como: andá-açu, amoré-guaçu,
anajá-mirim, capim-açú.
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Com os prefixos auto, contra, extra,
infra, intra, neo, proto, pseudo, semi e ultra, se na
seqüência vier vogal, h, r ou s: Exemplos:
auto-educação, contra-almirante, extra-oficial, infra-hepático,
intra-ocular, neo-republicano, proto-revolucionário,
pseudo-revelação, semi-selvagem, ultra-sensível, etc. Exceção:
extraordinário.
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Com os prefixos ante, anti, arqui e
sobre, quando seguidos por h, r ou s:
Exemplos: ante-histórico, anti-higiênico, arqui-rabino,
sobre-saia, etc.
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Com o prefixo supra, quando seguido de
vogal, r ou s: Exemplos: supra-auxiliar,
supra-renal, supra-sensível, etc.
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Com o prefixo super, quando seguido
por h ou r: Exemplos: super-homem,
super-requintado, etc.
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Com os prefixos ab, ad, ob, sob e
sub, quando seguidos por r. Exemplos: ab-rogar,
ad-renal, ob-reptício, sob-roda, sub-reino, etc.
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Com os prefixos pan e mal,
quando seguidos por vogal ou h: pan-asiático,
pan-helenismo, mal-educado, mal-humorado, etc.
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Com o prefixo bem, em alguns casos
como: bem-ditoso, bem-aventurança, etc.
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Com os prefixos sem, sota, soto, vice,
vizo, ex. Exemplos: sem-cerimônia, sota-piloto,
sota-ministro, vice-reitor, vizo-rei, ex-diretor, etc.
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Com os prefixos pós, pré, e pró,
em alguns casos como: pós-meridiano, pré-escolar e
pró-britânico.
Agrupamentos semânticos
Quando o redator quiser passar a idéia de
que um conjunto de palavras forma um bloco semântico coeso, pode
interpor hífens entre as palavras do conjunto. Trata-se de um uso
retórico do hífen. Exemplo: Desejo-lhe um futuro
mais-que-perfeito.
Pólos semânticos
Quando duas palavras no plano semântico
constituem pólos semânticos, cada uma delas em extremos opostos da
significação, podemos usar hífen entre elas com o fim retórico de
enfatizar essa polaridade. Exemplos:
Dicotomia língua-fala.
Percurso Rio-SãoPaulo.
Hifenização
Hifenização é a prática de dividir uma
palavra escrita em duas partes para aproveitar melhor o espaço no
final da linha tipográfica. Uma parte da palavra fica no final da
linha e o restante vai para o início da linha seguinte. Quando
fazemos a hifenização de uma palavra, temos que usar hífen no final
da linha, após a primeira parte da palavra. Com isso, indicamos que
não se trata de uma palavra completa e que o complemento encontra-se
no início da linha seguinte.
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