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Essa reforma ortográfica!

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrou em vigor no Brasil em 1º de janeiro de 2009. Na primeira fase da implantação que durou três anos os textos podiam ser escritos tanto na ortografia nova como na anterior. A partir de 2012 a ortografia nova tornou-se obrigatória em documentos do governo, material didático para o ensino regular, concursos públicos e vestibulares.

A implantação da reforma custou trabalho e dinheiro. Primeiro, entender e assimilar a reforma. Depois, a revisão dos textos nas estantes, na Internet, nas placas, nos rótulos, etc. Os professores tiveram que se reciclar, alunos tiveram que estudar mais. Tudo isso para quê? Para unificar a ortografia da língua portuguesa no mundo, ora. Vá lá, isso é importante, mas ainda não será dessa vez que ficará mais fácil escrever corretamente o português. As novas regras não simplificam nossa vida em nada nadica. Se no futuro alguém voltar com a ideia de reforma ortográfica espero que terceirizem o projeto e contratem uma empresa para pô-lo em prática. Reforma ortográfica é um assunto que envolve muito dinheiro para ficar na mão de acadêmicos e letrados.

Feitas as devidas lamentações vamos a algumas curiosidades sobre a reforma.

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Crase

Em sentido amplo, crase é a pronúncia contraída de dois fonemas iguais e adjacentes. Por exemplo: no enunciado seus sapatos temos dois fonemas /s/ adjacentes. A tendência do falante é realizar uma pronúncia contraída desses fonemas que, em muitos casos, chega aos ouvidos do receptor como um único fonema. O fenômeno da crase é muito comum na fala. Basta que dois fonemas iguais ocorram adjacentes. Isso se dá com freqüência nas fronteiras de palavras, quando o fonema final da primeira se repete no início da seguinte. Percebemos a crase em enunciados como:

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Vírgula

A função típica da vírgula é representar a correspondente pausa do discurso oral. As pausas que a vírgula representa podem ter valor sintático ou entoativo. No primeiro caso, a vírgula é importante para definir a estrutura sintática do período. O segundo uso tem função retórica e orienta a colocação de pausas não sintáticas durante a elocução.

Como regra geral, para garantir a correta interpretação do enunciado, a vírgula não deve interromper o sintagma, exceto nas enumerações que são um caso a parte. Agimos, nesse caso, da mesma forma que se procede no discurso oral, em que não usamos pausas que segmentem o sintagma. As pausas que a vírgula representa são as internas ao período. As pausas situadas nos limites do período são representadas pelos pontos simples, de exclamação e de interrogação. Vejamos diversas situações em que se usa vírgula.

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Travessão

O travessão é usado com funções variadas que, na maioria dos casos, não são de nível lingüístico, como veremos a seguir. O travessão deve ser inserido no texto entre espaços em branco. Ele não está presente nos teclados brasileiros de computador, mas pode ser inserido no texto por meio do atalho ALT+0150 (mantenha pressionada a tecla ALT enquanto digita 0150 no teclado numérico).

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