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uê
te consome na rua?
O primeiro fio de cabelo branco
na cabeleira já não tão vasta.
O zero a menos no teu contracheque.
O rebolado da morena
que passou há pouco.
Teu encontro com quem não vem.
Aquela dor de dente?
O
que te consome
diante da folha em branco
na hora de parir um verso?
Falta de assunto.
A seita literária da semana.
Aquele poeta guru
que tanto falam mas ninguém leu.
A nova rima tecnoendergonorgética.
O iminente apocalipse poético?
Ora, meu amigo.
Há algo errado com você.
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