O Telegram e a linha Marginot

Quando um hacker invadiu o Telegram do Ministro Sérgio Moro logo lembrei da linha Marginot. Depois da Primeira Guerra Mundial os franceses construíram uma linha de defesa na fronteira com a Alemanha para impedir um possível ataque alemão. Chamaram-na de linha Marginot e era considerada impenetrável, verdadeiro orgulho da engenharia militar francesa. Até os alemães concordavam que não dava para romper a linha Marginot, tanto que na Segunda Guerra Mundial invadiram a Bélgica e entraram na França pela fronteira belga.

Linha Marginot

O fiasco da linha Marginot é a analogia perfeita para nos ensinar como trabalham os hackers. O hacker é o primeiro a saber que a criptografia ponta a ponta do Telegram é impenetrável. Não adianta interceptar as mensagens do ministro no meio do caminho, pois não é possível decodifica-las. No entanto, o Telegram é instalado em telefones comuns e a chave de acesso para as mensagens abertas é o número do telefone. Números de telefone podem ser clonados, pois o sistema das operadoras não é exatamente uma linha Marginot.

O hacker que invadiu o Telegram do ministro e de procuradores não precisou enfrentar a criptografia pesada do aplicativo. Ele entrou pela fronteira belga, ou seja, pela segurança fraca das operadoras. O que esse causo ensina para nós simples mortais? Não adianta ter uma porta frontal blindada se a porta dos fundos é fechada na tramela. Hackers procuram brechas no sistema e quase sempre encontram.

Veja também: Todos os países do mundo no Excel

Nesta planilha você encontra dados de todos os países do mundo, além de territórios autônomos e áreas em disputa. Com ela é possível fazer boas análises que interessam a quem gosta de Geografia, para quem viaja e a estudantes fazendo pesquisas. Faça o download grátis.

Assista ao vídeo com a análise dos dados da planilha.

Sua opinião me interessa