Um antissocial no Facebook

Se você entra no Facebook e pergunta para que serve aquilo saiba: você não está sozinho. Sempre que acesso meu perfil essa pergunta me vem à cabeça. Não estou falando de utilidade imediata, prática, como seria de se esperar de minha mente de engenheiro. Refiro-me às utilidades psicológicas, sociológicas, talvez metafísicas das redes sociais. Arrisco uns palpites antes que me chamem de antissocial: em primeiro lugar, uma rede social serve para o cidadão se anunciar ao mundo, para afirmar sua identidade, para chamar a atenção. O Facebook é como o rabo do pavão que se abre em leque quando o dono quer impressinar uma possível namorada  Considerando essas utilidades garanto que para mim, o Facebook é de pouca valia, o que não quer dizer que vou parar de usá-lo. Já passei do tempo em que a auto afirmação era artigo de primeira necessidade para mim, mas ter CPF, RG e Facebook é praticamente obrigatório no mundo contemporâneo.

Vamos continuar nossa busca por usos produtivos dessa ferramenta badalada. Redes sociais funcionam como um boca a boca virtual onde é possível fazer indicações aos amigos: leia esse livro, assista aquele filme, abrace a minha causa. Esse uso do bem contrasta com a possibilidade no outro extremo de espalhar boatos, gerar factóides e destruir reputações. Tudo bem: o boca a boca sonoro do mundo real funciona igualzinho ao digital. O Facebook também serve para divulgar o que o internauta faz, considerando que ele faz coisas divulgáveis. Esse uso me interessa, pois prefiro me apresentar o mundo pelo que faço e não pelo que sou, mas sinceramente, acho que existem outras redes sociais mais adequadas a esse fim. Este post, por exemplo, está inserido no contexto de uma rede social de blogueiros do WordPress. No Flickr, compartilho minhas fotos amadoras com outros fotógrafos do mundo inteiro.


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Talvez seja rabugice da minha parte considerar que boa parte do que se publica no Facebook é irrelevante. É preciso deixar as pessoas publicarem livremente para que surjam algumas postagens dignas de curtir. Algumas pessoas são, em si, interessantes e é perfeitamente válido que criem uma presença no Facebook baseada na pessoa e não na obra. Enfim, a utilidade do Facebook é dada por quem o usa.

Autor: Radamés

Engenheiro curitibano pela UFPR, professor e produtor de conteúdos e ferramentas educacionais para a Internet.

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