Diário da quarentena

Desde que iniciou a quarentena para conter o Covid-19 no Brasil resolvi não expressar minha opinião em redes sociais. Primeiro, para não tumultuar mais o ambiente já caótico por si. Segundo, para não queimar a língua opinando sobre assuntos que não disponho de informações precisas para me embasar. Terceiro, para não ser oportunista defendendo minha posição política em um momento delicado e inédito como esta pandemia.

No entanto, resolvi registrar minhas impressões em meu blog pessoal, sabendo que não haverá repercussão no que escrevo e que meu texto ficará disponível para visita no futuro quando teremos uma perspectiva menos emocional sobre o período.

06-07-2020

Bares lotados, pessoas aglomeradas e sem máscaras. O chefe de polícia declara: “É difícil convencer bêbado a respeitar as regras contra a pandemia.” Não, não é o Brasil. Poderia ser, mas é a Inglaterra. E do velho e civilizado mundo é que chegam imagens de ruas cheias, protestos com grandes quantidades de pessoas aglomeradas. Alguém ainda consegue segurar as pessoas em casa?

Na imprensa funerária o mantra agora é mostrar bons exemplos de empresas que seguem as boas regras da reabertura. Jornalistas que dias atrás apavoravam a população agora se esforçam para participar da reabertura seguindo as melhores práticas. Os grandes grupos de mídia devem estar levando carcada dos anunciantes.

29-06-2020

Acredito que já temos elementos para dizer que esta foi a quarentena mais burra da história das pandemias.

Imagine uma casa com cinco moradores: dois adultos, duas crianças e a vovó. A vovó nem sai de casa. Ela faz quarentena há muito tempo. As duas crianças estão em casa porque as aulas foram suspensas. A mulher também está isolada em casa porque trabalha em serviço não essencial e sua empresa está parada. O marido sai diariamente para trabalhar, pois exerce função essencial segundo as autoridades. Nessa casa todos pegaram Covid-19, provavelmente, porque a única pessoa que saia diariamente para a rua tinha que enfrentar transporte coletivo lotado e contato com muitas pessoas no trabalho.

Onde estão os erros dessa quarentena fracassada?

  1. A maioria das famílias tem pessoas trabalhando em atividades essenciais. Ninguém pensou em isolar os que estão mais expostos ao vírus por conta de suas atividades profissionais. Tipo: o trabalhador essencial ir para um hotel e ficar longe de seus familiares.
  2. Quando a pandemia se instalou os governos reduziram as frotas de transporte público. Deveriam ter mantido a frota a plena carga para os profissionais essenciais circularem sem aglomeração. Poderiam ter criado condições para esses trabalhadores circularem com seus carros ou com transporte de aplicativo.
  3. Os profissionais essenciais deveriam ter sido isolados assim como as pessoas dos grupos de risco.
  4. O distanciamento, as máscaras, a higienização deveriam ter sido impostas desde o primeiro dia de combate à pandemia e não lentamente e de forma errática.

22-06-2020

Frases de coach de pandemia:

  • Fique em casa.
  • É o novo normal.
  • Nada será como antes.
  • Sairemos dessa mais fortes.
  • Separados, mas unidos.
  • Tem que se reinventar.
  • Vai passar.

22-06-2020

“Novo normal”. O mantra dos coaches de pandemia está na rede. Eita expressão irritante. Lá no final do ano quando vier a vacina para o Corona voltaremos ao “Velho normal” e esse mantra estiloso dos que ficam fazendo postagens em “home office” irá para o lugar que merece: a lata do lixo.

18-6-2020

Mortalidade empresarial. Como se sabe o Covid-19 ataca com mais força as pessoas de idade ou com doenças que debilitam o organismo. O mesmo está acontecendo com as empresas. Aquelas que estavam em situação difícil serão derrubadas de vez pelo Corona. Andando pela avenida do meu bairro fiquei impressionado com a quantidade de placas Aluga-se que estão surgindo no meu caminho. Pequenos comércios que não voltarão mais quando a pandemia acabar.

02-06-2020

Seguindo o cronograma previsto, a pandemia entra em sua nova fase: a convulsão social. As pessoas estressadas após uma quarentena que virou setentena começam a sair às ruas dispostas ao quebra-quebra. Um pessoal de torcidas organizadas que não brigam entre si nem levam borracha da polícia faz tempo, estão sedentos para extravasar seus instintos. Encontraram bom pretexto aderindo a esse tal de Antifa, que nada mais é do que um ajuntamento de fascistas que se auto intitulam anti-fascistas. O anarquismo não é uma novidade. Trata-se de um vírus oportunista que prolifera sempre que a sociedade está sem rumo e sem lideranças. Nesse caso, o que está faltando é liderança de oposição. Lá em 2013 faltou liderança à direita. Agora falta liderança e rumo à esquerda.

28-05-2020

Aos poucos os repetidores de fique em casa estão indo para trás da moita. Os governos estão abrindo a economia aos poucos independente da evolução da pandemia. Vamos conviver com números altos na pandemia por um bom tempo. E ninguém mais vai ficar dizendo fique em casa. Já deu.

25-05-2020

Quarentena meia sola. Como o nome já diz quarentena é de quarenta dias. Depois disso, a situação complica. No Brasil a quarentena não funcionou, não foi severa, foi meia boca. Aí o tempo passou e o vírus não foi contido. E como conter o vírus nessa fase do processo? A economia já está exaurida. Não dá para endurecer o isolamento depois de tantos dias de isolamento mau feito.

18-05-2020

Lockdown de iPhone. Os dias passam e fica evidente que os defensores do lockdown nessa altura do campeonato o fazem prioritariamente nas redes sociais usando estilosos iPhones. A luta de classes ficou escancarada na disputa fique em casa (classes A e B) e preciso trabalhar (classes C, D, E, etc.)

A única certeza é que a fatura sempre chega e até a turma que quer ficar em casa até sair uma vacina começa a se revirar na cadeira. Até a Globo já faz algumas menções à dura condição das pessoas que precisam sair de casa.

14-05-2020

Mais uma previsão “científica” para os números de Covid-19 no Brasil. Um instituto dos EUA projeta mais de 90 mil mortos por Covid no Brasil até agosto. Vamos aguardar para ver em agosto se a previsão ficou dentro de uma margem de erro aceitável.

https://www.gazetadopovo.com.br/republica/covid-19-mortes-brasil-projecao-ihme/

As projeções tem falhado miseravelmente até agora, graças a Deus. Os números reais estão bem abaixo das profecias apocalípticas. O lado ruim é que essas previsões são divulgadas como científicas e ao falhar grosseiramente põem em dúvida o discurso científico. Eu que sou adepto do cientificismo crítico não me espanto. A evolução da ciência é assim mesmo, mas os negacionistas encontram farto material combustível nessas previsões rastaqueras.

13-05-2020

A pandemia se tornou uma guerra de informação e contra informação onde a verdade foi a primeira vítima. Algumas notícias recentes tem me posto em alerta:

  • Governador de Nova York diz que 80% dos hospitalizados por Covid-19 no estado estavam em casa, cumprindo as regras de prevenção.
  • Na França estimam que 15% da população foi exposta ao vírus.
  • No Brasil os números diários não entram em queda como se o pico da pandemia tivesse se transformado em platô.

Essas notícias fazem pensar: Será que confinamento é inútil já que as pessoas estão adoecendo em casa? O isolamento está impedindo a exposição das pessoas ao vírus e dessa forma impedindo a imunização de rebanho, o que pode trazer novas ondas de contágio em breve? O achatamento da curva em alguns casos está gerando um equilíbrio dinâmico perverso em que a situação estaciona no pior patamar possível.

Fico tentado a crer que deixar a epidemia seguir o ciclo natural é o caminho dos fortes.

09-05-2020

Ruas vazias, metrô cheio. Agora vai. Em São Paulo, o prefeito decretou o rodízio de carros pares e ímpares para esvaziar as ruas. Bem, pelo que os “especialistas” dizem dentro de um carro particular o risco de contágio é baixo, mas é muito alto dentro do transporte público. Pela lógica, as pessoas que deixarem o carro na garagem por causa do rodízio vão ter que pegar transporte público. Será que vai dar certo? Não seria o caso de parar o transporte público? Acho que o prefeito não tem coragem para fazer isso. Prefere adotar medidas que não resolvem, mas que vão livra-lo de ser condenado pela opinião pública futuramente.

03-05-2020

Os dias passam, os números aparecem e, graças a Deus, desmentem os profetas do apocalipse do Corona. Os números reais da pandemia estão muito, mas muito, abaixo do previsto nos cenários de isolamento mais severo dos “cientistas” midiáticos. Será que as equações usadas estavam erradas ou os tais cientistas ficaram excitados diante do microfone e dos 15 minutos de fama proporcionado a eles pelo Covid-19? Esclareço que sou entusiasta do conhecimento científico, mas nessa questão da pandemia há três classes de pessoas :

Negacionistas. Se recusam a considerar a ciência em seus posicionamentos.

Positivistas. Acreditam cegamente em qualquer especialista apresentado pela mídia como detentor da verdade científica absoluta. Lembram-me Augusto Comte e seu Positivismo do século XIX.

Céticos. Querem ver para crer e só acreditam em ciência bem feita, refutável e verificável. Esses já ouviram falar na epistemologia crítica de Popper e Kuhn.

26-04-2020

Depois de deixar o Ministério da Justiça atirando Sérgio Moro tornou-se unanimidade entre as militâncias raivosas. Tornou-se o ser mais odiado do sistema solar por petistas e bolsonaristas. Dizem que ele tornou-se presidenciável top também. Terá que garimpar votos no centro do espectro.

24-4-2020

Ministro Sérgio Moro pediu demissão. E agora José?

  1. O Centrão pediu a cabeça de Moro?
  2. Moro 2022 é uma realidade?
  3. Moro foi oportunista?
  4. O ministério de notáveis indemissíveis foi uma boa ideia?
  5. A dupla Maia/Alcolumbre vai se reeleger?
  6. Esqueceram da pandemia?
  7. Impeachment vai ser banalizado?
  8. Vai ter milhões na rua pelo afastamento?
  9. O Centrão vai salvar Bolsonaro?
  10. E esse Mourão daria conta do recado?
  11. Fux na presidência do STF ajuda o governo?
  12. Guedes vai durar quanto tempo?
  13. O desenvolvimentismo econômico vai voltar?
  14. A crise política vai ampliar a recessão?
  15. A esquerda vai renascer das cinzas?
  16. O FHC está gagá?
  17. Dória, Witzel e Huck serão os novos salvadores?
  18. Um novo velho Brasil está começando?

19-04-2020

Qualquer um constrói um prédio. Quem não sabe fazer cálculos simplesmente superdimensiona e faz pilares enormes cheios de ferro, que daí não tem erro e o prédio não cai. Um bom engenheiro, porém, constrói o prédio usando a quantidade suficiente de concreto e ferro, gastando menos material e dinheiro. Com o Covid-19 tem sido usada a estratégia simples: fecha tudo e mantém todo mundo em casa. Claro que essa opção radical traz resultados positivos. Ela foi empregada em pandemias do passado em uma época em que ninguém sabia que existiam vírus na natureza. É a estratégia mais inteligente e econômica? Não. É a estratégia do superdimensionamento. Talvez no futuro, a inútil OMS crie protocolos mais eficientes de combate a pandemias. Protocolos mais cirúrgicos que levem em conta as perdas de vidas pela devastação da economia. Solução científica é aquela que aponta para o melhor cenário considerando todas as variáveis. A estratégia do superdimensionamento qualquer Mané aplica com sucesso.

19-04-2020

A saída do ministro da saúde Mandetta não tem a ver com Covid-19. Tem a ver com a disputa maior Bolsonaro x DEM. O presidente decidiu conter o avanço furioso do DEM que ameça o futuro do governo.

19-04-2020

Cloroquina salva x cloroquina mata.

Fica Mandetta x Fora Mandetta.

Fica em casa x volta ao trabalho.

O governo segue lançando dilemas para a cachorrada da militância se destroçar. A polarização é boa para o governo.

18-04-2020

Eu tinha lido há mais de um mês que talvez o coronavírus se espalhou a partir de um centro de estudos de virologia em Wuhan na China, possivelmente, por falha de segurança. Na ocasião arquivei a informação, pois me pareceu teoria da conspiração, mas agora a grande mídia começa a divulgar essa informação como uma possibilidade real. Fica claro que uma nova guerra fria está em gestação: EUA x China.

17-04-2020

Tenho analisado números de vários países e minha cabeça começa a fritar. Não há padrão para esse vírus. Em cada país há uma evolução diferente. Em alguns países os números estão baixos apesar de poucas medidas de contenção. Em outros, apesar de medidas severas de contenção a tragédia só avança.

17-04-2020

O comércio vai reabrir em Curitiba aos poucos a partir da próxima semana. Vamos ver qual o impacto dessa medida nos números locais da pandemia. Espero que o prefeito esteja embasado em informações privilegiadas e que tudo chegue a bom termo.

08-04-2020

Cloroquina o medicamento ideológico. Para alguns, panaceia que salvará a vida dos infectados pelo maligno Covid-19. Para outros, “é preciso mais estudos e evidências” antes de aplica-la a pacientes com Corona. Não se trata de uma disputa farmacológica entre cientistas enfurnados em seus laboratórios. A disputa é entre dois polos ideológicos: a direita defende a cloroquina com unhas e dentes, enquanto a esquerda exige mais estudos, vamos ver, será mesmo, acho que não, talvez até 2050 seja possível confirmar sua eficácia. Realmente um medicamento para lá de ideológico.

07-04-2020

As pessoas que acreditam cegamente na ciência geralmente estão na fase positivista e supõem que a ciência é algo acabado, irretocável e definitivo. Essas pessoas ainda não tiveram o contato perturbador com a epistemologia contemporânea de Popper e Kuhn. Se tivessem tomado o banho de realidade da moderna filosofia da ciência colocariam um pé atrás antes de defender até a morte projeções sobre o Covid-19 como a do Imperial College of London. Vou guardar a tabela abaixo para comparar com os números reais da pandemia no final de 2020.

06-04-2020

Mais um ministro é demitido pela imprensa. No entanto, Mandetta permanece no cargo. E segue a prática de divulgar boato como notícia.

06-04-2020

Comentaristas voláteis. Volatilidade é a palavra usado no mercado financeiro para definir aqueles momento em que os preços sobem e descem bruscamente como se estivessem boiando em um mar revolto. Da mesma forma, os comentaristas da grande mídia passam por um momento de grande volatilidade. Nenhum leitor é capaz de prever para que lado vai pender a opinião dos comentaristas a cada dia de crise. Felizmente, alguns mantém a consistência, bem poucos infelizmente. Mas consistência sempre foi para poucos.

06-04-2020

“É preciso mais estudos.” Essa é a resposta automática dos especialistas em pandemia sempre que perguntados sobre a eficácia de algum tratamento experimental em curso contra o coronavírus. Em especial, a cloroquina é a odiada favorita por 10 em 10 especialistas recrutados pela mídia. Estamos em uma situação excepcional, em que é razoável lançar mão de tratamentos experimentais para doentes em estado crítico. Da mesma forma, acelerar pesquisas, flexibilizar protocolos, correr algum risco faz parte dos procedimentos para período de guerra. Mas os especialistas ainda estão vivendo em um tempo de paz e prosperidade onde protocolos burocráticos, testes intermináveis e margens de segurança altíssimas são o padrão.

04-04-2020

Na crise do Covid-19, como regra, jornalistas se mostram excelentes repetidores de mantras. O mantra da hora é “graças ao isolamento”. Qualquer boa notícia vinda de algum lugar do mundo é concluída com o mantra “graças ao isolamento.” independente de a boa notícia ter vaga relação com o isolamento. Lembra-me o mantra “agravado pelo fumo” que é colocado no final de qualquer notícia ruim de saúde. Independente de haver relação com o fumo, qualquer coisa ruim que acontece ao cidadão sempre será “agravada pelo fumo.”

04-04-2020

Dizem que político é liso, ensaboado, praticamente um bagre. Mas vocês conheciam este ser chamado infectologista? Pergunte a um infectologista qual é o prognóstico para a curva do Coronavirus. Imediatamente, o cara que se especializou neste ramo do conhecimento encarna o saudoso Rolando Lero e começa a fazer dancinhas circulares que não levam a lugar nenhum. O Brasil pegando fogo e os especialistas não dão uma luz, um conjunto de cenários que vão do otimismo ao trágico. Nada. Apenas vácuo.

27-0-2020

Segue a polarização: Salvem vidas x salvem a economia. Parece incrível mas a milenar polarização aristotélicos x platônicos, realistas x idealistas, direita x esquerda, durante a quarenta se estabeleceu no dilema fundamental desta pandemia: saúde x economia. Não adianta dizer que a decisão é simples e que a vida vem antes dos empregos. Se uma recessão profunda vier depois da pandemia vai faltar dinheiro para a saúde, para o saneamento, para acabar com a pobreza extrema. E isso vai causar mortes que não há como conectar diretamente a uma decisão política passada. O governo adota uma postura de sinais trocados. Enquanto vários ministérios trabalham para salvar vidas propondo isolamento social forte o presidente adota um discurso de que a economia não pode parar. É possível conciliar as duas coisas? Tenho o pressentimento que o discurso de que a economia não pode parar é mais retórico do que efetivo e que no final teremos uma curva achatada de propagação do vírus combinada com uma recessão que vai se arrastar por anos.

24-03-2022

Em 24-03-2020 o presidente Jair Bolsonaro falou em cadeia nacional defendendo o isolamento vertical contra o Coronavirus. Nesse tipo de isolamento somente os grupos de risco sofrem restrições severas de isolamento social. Segundo o presidente, dessa forma será possível preservar a economia e ao mesmo tempo combater a pandemia em território brasileiro. A reação ao pronunciamento foi na maioria de críticas pesadas do meio político e da mídia. Uma parte da população, porém, se alinhou ao presidente defendendo também um gradual restabelecimento da atividade econômica.

Fiquei refletindo sobre esse posicionamento do presidente. Diferente dos especialistas surtados prefiro crer que há uma estratégia nos movimentos do presidente. Uma estratégia arriscada, mas é uma estratégia. Os que se alinham ao presidente são os mais prejudicados pelo lockdown. Não devemos ignorar a capacidade do presidente para captar o sentimento da maioria silenciosa. Espero que ele esteja amparado por projeções sobre a evolução do surto virótico. Se a curva de imunização no Brasil for mais acelerada do que em outros países ele pode sair fortalecido politicamente, pois, poderá dizer mais tarde que salvou a economia do colapso sem descuidar da saúde da população. Nesse caso, sairão como grandes perdedores a mídia e os políticos à esquerda. O presidente optou nesse momento por polarizar com os governadores de SP e RJ, ambos de centro-direita. Quer dizer, de quebra ele estará construindo um cenário para as eleições de 2022 em que os candidatos viáveis estarão à direita no espectro ideológico.

Veja também: O mito do jornalismo imparcial

A imparcialidade jornalística é corroída nos detalhes e nas sutilezas.

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