Lendas urbanas sobre eleições

As eleições estão cercadas de mitos como o de que pobre não sabe votar, que não adianta insistir com quem já decidiu o voto ou que brasileiro repele campanhas agressivas.  A lenda mais recente é a de que propina só é usada para financiar campanhas. Vejamos:

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Pobre não sabe votar. O pobre vota bem na medida em que parte de uma avaliação pragmática da realidade que o circunda. O pobre vota com o pé no chão, geralmente considerando o humor da economia no período que antecede a eleição o que é uma abordagem razoável para tomar decisões.

Brasileiro não gosta de campanhas agressivas. Pode não gostar, mas ‘desconstrução’ de adversários funciona em muitos casos. Não funcionou contra o Lula em 2006, mas tirou Marina Silva do páreo em 2014.

Não adianta tentar convencer quem já decidiu o voto. Se não adiantasse, as eleições nunca teriam viradas e bastaria empossar o melhor colocado na primeira pesquisa eleitoral. Mesmo os convictos podem mudar de candidato, imagine os indecisos e os volúveis que são a maioria.

Voto de primeiro turno não é transferido para quem o candidato apoiar no segundo. A transferência não é mecânica, mas apoio de candidato derrotado em primeiro turno ajuda sim. Aliás, apoio sempre é bem-vindo; pode vir de artistas, intelectuais, esportistas e até de políticos corruptos.

O voto mais nobre é o dos intelectuais. Quem quiser seguir a opinião dos intelectuais deve considerar que eles são uma classe social como qualquer outra sujeita inclusive a interesses corporativos.

Pesquisas não acertam e fazem parte de uma grande conspiração. Pesquisas feitas profissionalmente funcionam, mas são retrato do momento em que foram realizadas. Movimentações bruscas nos votos podem ocorrer, principalmente quando há insatisfações difusas latentes no eleitorado como nas atuais eleições. Outro fator a considerar é que quando aponta uma tendência a pesquisa acentua essa tendência.

Eleição é decidida na TV, não no Facebook. As redes sociais têm influência crescente nas eleições. O que passa na TV é reproduzido e comentado nas redes sociais e vice-versa.

A propina é para financiar campanhas. Em último caso, os corruptos sempre dirão que era tudo para financiar as caríssimas campanhas eleitorais, pois essa é a acusação que rende penas mais leves e menor repulsa do eleitor. Nenhum corrupto seria otário de confirmar que desviou dinheiro para enriquecer.

Veja também: Todos os países do mundo no Excel

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