A população dos países do mundo

Calcular a população mundial é um enorme desafio. É preciso juntar informações de instituições de muitos países geradas em épocas e níveis de confiabilidade diferentes. Os dados apresentados a seguir provem de censos nacionais ou de projeções mantidas pelos países e devem ser considerados apenas na sua ordem de grandeza, não pelo valor exato. O total alcançado se aproxima da estimativa da ONU que projeta para 2015 uma população total do planeta na faixa de 7,26 bilhões de habitantes.

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Veja também: Todos os países do mundo em Excel

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Os inteligentes cada vez mais inteligentes

Você já deve ter ouvido pessoas mais experientes comentando: Esses jovens de hoje em dia são muito mais espertos que os de antigamente. Caso você seja uma pessoa jovem há mais tempo como eu poderá comparar a inteligência da garotada de sua época de escola com a de seus filhos, sobrinhos ou, talvez, alunos. Provavelmente, você vai concordar com essa sabedoria popular que percebe melhoria contínua no desempenho intelectual das gerações. Pesquisas têm comprovado esse senso comum com números. Efetivamente, o nível intelectual da população tem melhorado ao longo dos anos.

São muitos os fatores que contribuem para esse bem-vindo incremento do desempenho mental das pessoas. Melhor nutrição na infância é um deles, acesso à escola é outro. Ambiente familiar estimulante para o desenvolvimento da inteligência conta muito. Práticas pedagógicas arejadas e ensino de qualidade contribuem; trabalhar em atividades criativas; formação continuada; meios de comunicação atuantes, acesso fácil e rápido à informação são outros fatores positivos.

Alguns pensavam que o ganho intelectual das últimas décadas era devido à melhoria no desempenho de pessoas que estavam em condições sociais menos favoráveis. Pensando por essa linha, assim que todos tivessem acesso a condições favoráveis de desenvolvimento intelectual haveria uma estabilização no QI médio da população. A melhoria da inteligência seria uma questão estritamente sócio-econômica. As pesquisas têm mostrado, porém, que nas últimas décadas houve melhoria também no desempenho do grupo de elite. Em outras palavras: os mais inteligentes de hoje são mais inteligentes que os mais mais de ontem. A pergunta que me vem à cabeça nessa hora é até onde pode ir essa espiral virtuosa do ganho de inteligência da população? Será que no século XXII será possível encontrar um Leonardo Da Vinci em cada esquina? Talvez sim, mas é melhor conter o otimismo por que o nível intelectual de uma pessoa depende tanto de fatores inatos como de fatores ambientais. Por enquanto, os ganhos se dão no aspecto ambiental e estamos longe de esgotar as possibilidades de melhoria nessa área. A escola, a família, os governos e as empresas ainda têm muito o que avançar se quiserem extrair o máximo rendimento intelectual da população. Quando o limite for alcançado, se é que há um limite, talvez, a ciência já tenha aberto caminhos para a melhoria do nosso intelecto pela genética ou por outros caminhos que alteram o fator inato.

Quando a população vivia em média 40 anos, quem diria ser possível aumentar a esperança de vida para além dos 80 anos? Atualmente os cientistas falam na possibilidade de alcançar os limites naturais de longevidade que ficam para além dos 100 anos. Se aplicarmos a lógica da longevidade ao desenvolvimento intelectual concluiremos que, sim, no futuro será bem mais fácil encontrar um Leonardo Da Vinci caminhando pela rua.