Muro de Berlim

Pela tevê assisto a queda
do muro de Berlim
e as picaretas trabalham
em mim.
Cai o muro de Berlim.
A utopia chega ao fim.
Desmorona, se esfacela,
tijolo por tijolo
um sonho implode, por fim.
Não. Não sou a favor do muro.
É o que o que com ele chega ao fim.
Já agonizava, bem sabia,
mas a morte anunciada
não te alivia
quando se vê a morte, enfim.
E tantos sonharam com a utopia.
Por ela tantos lutaram no dia-a-dia
e agora morta assim.
Não lamentarei mais
que a morte não volta atrás.
Um sonho está morto.
Os erros foram tantos.
É o fim?

Autor: Radamés

Engenheiro curitibano pela UFPR, professor e produtor de conteúdos e ferramentas educacionais para a Internet.

1 pensamento em “Muro de Berlim”

  1. Oi Radamés, tudo bem? Eu estive em Berlim há pouco tempo e fotografei uma parte do muro e queria
    publicar a foto no meu facebook com um poema sobre o mesmo. Ao pesquisar aqui no google encontrei esse seu e gostei muito. Você me autoriza a pública-lo, inserido na foto?
    Aguardo sua resposta.

    Cida Modesto

Seu comentário também é poesia