Colheita

Miro meu verso
como miro a planície desolada
onde jaz a carcaça
e prolifera a erva amarga.
Não mereci a messe farta.
Não semeei no tempo certo.
Não combati a praga.
Miro o verso. Miro-me:
terra esturricada,
colheita perdida.

Autor: Radamés

Engenheiro curitibano pela UFPR, professor e produtor de conteúdos e ferramentas educacionais para a Internet.

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