{"id":100,"date":"2013-09-22T19:19:53","date_gmt":"2013-09-22T22:19:53","guid":{"rendered":"http:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/?p=100"},"modified":"2020-11-27T10:39:00","modified_gmt":"2020-11-27T13:39:00","slug":"definicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/categorias\/definicao\/","title":{"rendered":"Defini\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Defini\u00e7\u00e3o \u00e9 um enunciado que delimita um conceito na sua exata extens\u00e3o e compreens\u00e3o, de modo un\u00edvoco em dado contexto, intelig\u00edvel para dado background e de modo eficaz para determinada fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica-1.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"333\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica-1.jpg?resize=500%2C333&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3283\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica-1.jpg?w=500&amp;ssl=1 500w, https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica-1.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como delimitar um conceito<\/h3>\n\n\n\n<p>Poder\u00edamos deixar o conceito de defini\u00e7\u00e3o mais restrito e mais rigoroso para obter defini\u00e7\u00f5es mais concisas, acrescentando condi\u00e7\u00f5es como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Necessidade para as partes. Cada parte que comp\u00f5e a defini\u00e7\u00e3o deve ser necess\u00e1ria.<\/li><li>Sufici\u00eancia do conjunto. A conjun\u00e7\u00e3o das partes \u00e9 suficiente para delimitar o conceito.<\/li><li>N\u00e3o trivialidade no background dado, quer dizer, n\u00e3o incluir na defini\u00e7\u00e3o o que se sup\u00f5e conhecido.<\/li><li>Essencialidade para a defini\u00e7\u00e3o. Exigir que a defini\u00e7\u00e3o remeta \u00e0 ess\u00eancia do conceito.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Tais restri\u00e7\u00f5es, contudo, s\u00e3o dispens\u00e1veis. Podem ou n\u00e3o ser exigidas caso a caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Do que se disse podemos concluir:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Se um enunciado define X, s\u00f3 define X no contexto. Ele n\u00e3o pode ser amb\u00edguo.<\/li><li>Outro enunciado pode igualmente definir X.<\/li><li>N\u00e3o se extrapola o background dado.<\/li><li>Uma defini\u00e7\u00e3o boa para um contexto pode n\u00e3o o ser para outro.<\/li><li>Uma defini\u00e7\u00e3o boa para uma fun\u00e7\u00e3o pode n\u00e3o o ser para outra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>H\u00e1 diversas maneiras de delimitar um conceito, tais como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Relacionar suas propriedades, dizer o que ele \u00e9, de modo absoluto e n\u00e3o comparativo.<\/li><li>Mostrar&nbsp;no que ele se diferencia dos demais objetos considerados no contexto.<\/li><li>Estabelecer a posi\u00e7\u00e3o ocupada pelo conceito numa taxonomia para os conceitos do universo considerado.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>O modo escolhido deve ser relevante para tornar a defini\u00e7\u00e3o eficaz ao que se destina.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma defini\u00e7\u00e3o pode ter uma ou mais das seguintes fun\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Nomear o conceito, se a defini\u00e7\u00e3o for nome.<\/li><li>Estabelecer o conceito, se \u00e9 pela defini\u00e7\u00e3o que ele \u00e9 tornado p\u00fablico.<\/li><li>Fazer\u00a0conhecer as caracter\u00edsticas do conceito. Nesse caso sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 a de transmitir um conhecimento.<\/li><li>Distinguir o conceito num dado universo.<\/li><li>Evidenciar as rela\u00e7\u00f5es do conceito com outros conceitos do universo do contexto.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Contextualidade de defini\u00e7\u00f5es<\/strong>: Um enunciado s\u00f3 \u00e9 defini\u00e7\u00e3o se for estabelecido o contexto em que se aplica e suposto um background m\u00ednimo de quem a usa. &#8216;Animal racional&#8217; \u00e9 uma defini\u00e7\u00e3o para homem num contexto da zoologia, que pode ter pouco valor num contexto metaf\u00edsico. Al\u00e9m disso, \u00e9 necess\u00e1rio que se saiba o que \u00e9 &#8216;animal&#8217; e o que \u00e9 &#8216;racional&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Tipos de defini\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p><strong> Nome: <\/strong>\u00c9 uma palavra ou locu\u00e7\u00e3o que define um conceito, \u00e9 defini\u00e7\u00e3o, e tem com o conceito uma rela\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica. O nome \u00e9 signo para o conceito, logo, tem perman\u00eancia, reprodutibilidade e aceita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong> Defini\u00e7\u00e3o anal\u00edtica: <\/strong>\u00c9 aquela que delimita o conceito relacionando seus atributos, suas propriedades. A forma de uma defini\u00e7\u00e3o anal\u00edtica \u00e9 uma conjun\u00e7\u00e3o de proposi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong> Defini\u00e7\u00e3o classificat\u00f3ria: <\/strong>\u00c9 um tipo de defini\u00e7\u00e3o anal\u00edtica que se vale dos crit\u00e9rios de uma taxonomia. O caso particular mais not\u00e1vel \u00e9 a defini\u00e7\u00e3o aristot\u00e9lica, na qual o conceito \u00e9 definido citando-se o g\u00eanero pr\u00f3ximo e a diferen\u00e7a espec\u00edfica. G\u00eanero pr\u00f3ximo \u00e9 a classe taxon\u00f4mica mais restrita a que pertence o conceito e diferen\u00e7a espec\u00edfica, o que o diferencia dentro do g\u00eanero essencialmente.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se deve confundir defini\u00e7\u00e3o classificat\u00f3ria com defini\u00e7\u00e3o dentro da taxonomia. Definir uma classe dentro de uma taxonomia \u00e9 determinar sua posi\u00e7\u00e3o dentro da taxonomia, o que pode n\u00e3o ser suficiente para que o receptor delimite o conceito.<\/p>\n\n\n\n<p><strong> Defini\u00e7\u00e3o por exclus\u00e3o: <\/strong>\u00c9 a que diz o que o conceito n\u00e3o \u00e9 numa classe. Para ser v\u00e1lida, \u00e9 necess\u00e1rio que o conceito definido seja classe complementar da classe negada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong> Equival\u00eancia de defini\u00e7\u00f5es: <\/strong>Duas defini\u00e7\u00f5es se equivalem quando se referem ao mesmo conceito.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o muito comuns os enunciados que evidenciam equival\u00eancias de defini\u00e7\u00e3o. A equival\u00eancia mais praticada \u00e9 aquela que relaciona o nome a uma defini\u00e7\u00e3o anal\u00edtica. Exemplo: &#8216;O homem \u00e9 um animal racional.&#8217;<\/p>\n\n\n\n<p><strong> Defini\u00e7\u00e3o ostensiva: <\/strong>\u00c9 uma categoria que diverge em natureza das defini\u00e7\u00f5es at\u00e9 aqui abordadas. \u00c9 o ato de fazer conhecer na objetividade a que o nome se refere. Exemplo: &#8216;Uma vaca? Vaca \u00e9 aquele bicho l\u00e1 no pasto. Est\u00e1 vendo?&#8217;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8216;Ser&#8217; e &#8216;nada&#8217; s\u00e3o indefin\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Pseudodefini\u00e7\u00f5es<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><em><strong>Per\u00edfrase<\/strong><\/em>: \u00c9 a cita\u00e7\u00e3o de um ou outro atributo essencial do conceito. \u00c9 uma defini\u00e7\u00e3o anal\u00edtica incompleta.<\/li><li><em><strong>Exemplifica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em>: Cita-se um caso de ocorr\u00eancia do conceito.<\/li><li><em><strong>Contextual<\/strong><\/em>: Aplica-se o conceito a um contexto em que ele se ajusta.<\/li><li><em><strong>Intuitiva<\/strong><\/em>: \u00c9 uma mera aproxima\u00e7\u00e3o sem rigor.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>O prefixo pseudo n\u00e3o deve ser entendido como pejorativo. As pseudodefini\u00e7\u00f5es, para dados contextos s\u00e3o suficientes e pr\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Defini\u00e7\u00e3o circular<\/h3>\n\n\n\n<p>Defini\u00e7\u00e3o circular \u00e9 o enunciado no qual se define um conceito usando-se o conceito na tentativa de defini\u00e7\u00e3o. De outro modo, para entender uma defini\u00e7\u00e3o circular, o conceito definido tem que ser conhecido nos termos em que a defini\u00e7\u00e3o deveria estar dando a conhecer. Exemplo: <\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Precis\u00e3o \u00e9 a delimita\u00e7\u00e3o precisa dos limites.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 defini\u00e7\u00e3o circular quando, por exemplo, define-se o conetivo &#8216;e&#8217; enquanto categoria lingu\u00edstica por meio de um enunciado onde se usa &#8216;e&#8217;. Nesse caso, temos a diferen\u00e7a entre uso e men\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 um caso especial de defini\u00e7\u00e3o circular que \u00e9 aquela em que \u00e9 necess\u00e1rio o conhecimento de conceitos que formam grupos de mesma raiz conceitual.<\/p>\n\n\n\n<p>Seja o enunciado: &#8216;O estrategista \u00e9 aquele que se ocupa da estrat\u00e9gia&#8217;. Os conceitos delimitados por &#8216;estrat\u00e9gia&#8217;, &#8216;estrat\u00e9gico&#8217;, &#8216;estrategista&#8217; pertencem a uma mesma raiz conceitual. Se quem l\u00ea o enunciado acima sabe a que se refere &#8216;estrat\u00e9gia&#8217; e n\u00e3o sabe a que se refere &#8216;estrategista&#8217;, julgar\u00e1 a defini\u00e7\u00e3o acima v\u00e1lida. Agora, se o receptor carece do conhecimento da raiz comum aos conceitos, tem-se uma defini\u00e7\u00e3o circular de &#8216;estrategista&#8217;. <\/p>\n\n\n\n<p>Esse tipo de defini\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00edpica do dicion\u00e1rio. No dicion\u00e1rio, escolhe-se uma palavra num grupo de mesma raiz. Para essa palavra d\u00e1-se uma defini\u00e7\u00e3o usando refer\u00eancias que n\u00e3o dependem do conhecimento pr\u00e9vio da raiz. As demais palavras do grupo s\u00e3o definidas em fun\u00e7\u00e3o dessa. Se quem usa o dicion\u00e1rio encontra uma defini\u00e7\u00e3o com este tipo de circularidade ter\u00e1 de buscar a entrada lexical em que esta se rompa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Equival\u00eancia circular de defini\u00e7\u00f5es: <\/strong>Quando se pratica uma equival\u00eancia de defini\u00e7\u00f5es, na maioria das vezes, o que se pretende \u00e9 apresentar uma alternativa a quem recebe o discurso para que este possa delimitar o conceito. Quando se diz: &#8216;Gastrite \u00e9 uma inflama\u00e7\u00e3o do est\u00f4mago&#8217; est\u00e1-se estabelecendo uma equival\u00eancia entre um nome, &#8216;gastrite&#8217;, e uma defini\u00e7\u00e3o anal\u00edtica, &#8216;inflama\u00e7\u00e3o do est\u00f4mago&#8217;, provavelmente porque nem todos sabem que o nome gastrite define uma inflama\u00e7\u00e3o do est\u00f4mago. Uma equival\u00eancia circular, ou circunl\u00f3quio, \u00e9 aquela em que n\u00e3o se agrega a informa\u00e7\u00e3o nova que o receptor carece. Na equival\u00eancia circular ocorre apenas uma muta\u00e7\u00e3o cosm\u00e9tica da defini\u00e7\u00e3o. As informa\u00e7\u00f5es constantes em cada lado da equival\u00eancia s\u00e3o basicamente as mesmas. N\u00e3o acontece a informa\u00e7\u00e3o nova.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A utilidade da equival\u00eancia de defini\u00e7\u00f5es: <\/strong>Existe uma fal\u00e1cia que diz que toda equival\u00eancia de defini\u00e7\u00f5es \u00e9 in\u00fatil porque elas se reduzem \u00e0 f\u00f3rmula &#8216;A \u00e9 A&#8217;, o que n\u00e3o acrescenta nada ao conhecimento. Realmente a redu\u00e7\u00e3o existe. Quando se diz &#8216;Gastrite \u00e9 uma inflama\u00e7\u00e3o do est\u00f4mago&#8217; est\u00e1-se praticando uma equival\u00eancia que se reduz ao princ\u00edpio da identidade. Mas dizer que pr\u00e1ticas desse tipo s\u00e3o in\u00fateis \u00e9 um erro, pois nem todos sabem que gastrite \u00e9 uma inflama\u00e7\u00e3o do est\u00f4mago. A fal\u00e1cia parte da premissa que todos conhecem a natureza das coisas e o significado dos nomes e aceitando-a conclu\u00edmos que os dicion\u00e1rios e os livros did\u00e1ticos s\u00e3o in\u00fateis. Hoje, dizer: &#8216;A Terra \u00e9 um planeta redondo&#8217; \u00e9 uma redund\u00e2ncia. No tempo em que se julgava a Terra chata era uma heresia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A fal\u00e1cia da circularidade da busca dos significados:<\/strong>Consiste em pensar que \u00e9 imposs\u00edvel conhecer o significado das palavras porque eles s\u00e3o elucidados pela pr\u00e1tica de equival\u00eancias de defini\u00e7\u00e3o, como se faz nos dicion\u00e1rios. Quer dizer, o significado de uma palavra \u00e9 explicado com outras palavras, que s\u00e3o explicadas por outras, at\u00e9 que retornamos \u00e0 palavra inicial. A fal\u00e1cia existe quando se desconsidera a exist\u00eancia da defini\u00e7\u00e3o ostensiva, que em algum ponto da cadeia de equival\u00eancias de defini\u00e7\u00e3o se interp\u00f5e para tirar o receptor do labirinto de palavras que remetem a outras palavras.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Grupos de defini\u00e7\u00f5es concatenadas: <\/strong>S\u00e3o um conjunto ordenado de defini\u00e7\u00f5es e ocorrem geralmente nas teorias cient\u00edficas e matem\u00e1ticas.&nbsp; Um ou mais conceitos costumam ser considerados prim\u00e1rios, ou seja, s\u00e3o introduzidos sem defini\u00e7\u00e3o. A primeira defini\u00e7\u00e3o do grupo \u00e9 estabelecida com refer\u00eancias unicamente a conceitos prim\u00e1rios. A segunda defini\u00e7\u00e3o pode se referir a conceitos prim\u00e1rios e ao conceito delimitado pela defini\u00e7\u00e3o l. A defini\u00e7\u00e3o n pode ser feita com refer\u00eancias a conceitos prim\u00e1rios e a quaisquer conceitos delimitados pelas defini\u00e7\u00f5es precedentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Os grupos de defini\u00e7\u00f5es concatenadas s\u00e3o organizados por background crescente. Geralmente escolhem-se para conceitos prim\u00e1rios os mais evidentes e simples, o que n\u00e3o \u00e9 absolutamente necess\u00e1rio, mas geralmente conveniente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Outros casos particulares<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Defini\u00e7\u00e3o extensiva:<\/strong> ocorre quando s\u00e3o todos os tipos poss\u00edveis do definido. Por exemplo: &#8216;Europeu \u00e9 o ingl\u00eas, o franc\u00eas, o alem\u00e3o, o italiano, etc.&#8217;<\/li><li><strong>Defini\u00e7\u00e3o compreensiva<\/strong>: quando os atributos gen\u00e9ricos do definido s\u00e3o mencionados. Ex.: &#8216;Europeu \u00e9 o nascido na Europa&#8217;.<\/li><li><strong>Defini\u00e7\u00e3o essencial<\/strong>: quando s\u00e3o citadas as caracter\u00edsticas essenciais do definido.<\/li><li><strong>Defini\u00e7\u00e3o recursiva<\/strong>: usada para definir o elemento\u00a0<em>n<\/em> gen\u00e9rico de uma seq\u00fc\u00eancia ordenada. Define-se o elemento\u00a0remetendo ao elemento de ordem imediatamente inferior ou superior, conforme o caso, para o qual tamb\u00e9m serve a defini\u00e7\u00e3o recursiva. Um elemento se presta \u00e0 defini\u00e7\u00e3o do elemento seguinte ou do antecessor formando uma cadeia de defini\u00e7\u00f5es at\u00e9 atingir o primeiro ou o \u00faltimo elemento da s\u00e9rie quando, ent\u00e3o, pela pr\u00f3pria l\u00f3gica da defini\u00e7\u00e3o recursiva, atinge-se uma condi\u00e7\u00e3o de encerramento do procedimento. Um exemplo disso \u00e9 o modo como definimos\u00a0 n\u00edvel taxon\u00f4mico\u00a0 neste site.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Defini\u00e7\u00e3o de significado de signos<\/h3>\n\n\n\n<p>Ao se perguntar &#8216;O que \u00e9 um carro?&#8217; e &#8216;O que significa &#8216;carro&#8217;?&#8217; no primeiro caso est\u00e1 sendo pedida uma defini\u00e7\u00e3o conceitual e no segundo caso, uma defini\u00e7\u00e3o de significado.<\/p>\n\n\n\n<p>Para responder \u00e0 segunda pergunta, pode-se dizer: &#8216;Carro \u00e9 um autom\u00f3vel&#8217;, ou seja, praticarmos uma equival\u00eancia de significados, tamb\u00e9m chamada sinon\u00edmia, quando praticada entre nomes. Com uma resposta assim quem perguntou pode ter enriquecido o seu conhecimento sobre o l\u00e9xico do portugu\u00eas, mas n\u00e3o acrescentou nada ao seu conhecimento sobre as m\u00e1quinas, que s\u00e3o chamadas de &#8216;carros&#8217; e tamb\u00e9m de &#8216;autom\u00f3veis&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<p>Numa equival\u00eancia de defini\u00e7\u00f5es de conceito duas defini\u00e7\u00f5es s\u00e3o pertinentes ao mesmo conceito e numa equival\u00eancia de significados, dois signos designam o mesmo conceito.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 casos em que a equival\u00eancia de significados se confunde com a de conceitos. N\u00e3o h\u00e1 como dizer se na frase &#8216;Carro \u00e9 um ve\u00edculo motorizado de quatro rodas&#8217; h\u00e1 uma equival\u00eancia de significados ou de conceitos, pois ambas s\u00e3o formalmente id\u00eanticas.<\/p>\n\n\n\n<p>A sinon\u00edmia costuma ser usada mais como equival\u00eancia de significados do que como equival\u00eancia de conceitos.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 para todos os enunciados que o estabelecimento da equival\u00eancia de significado \u00e9 simples como no acima citado.<\/p>\n\n\n\n<p>As palavras gramaticais, como conectivos, artigos e pronomes, por exemplo, em geral n\u00e3o oferecem meios de equival\u00eancia por sinon\u00edmia. Das interjei\u00e7\u00f5es pode-se dizer que n\u00e3o significam, mas que expressam estados emocionais. Das frases cerimoniais e protocolares pode-se dizer que n\u00e3o significam como as palavras lexicais, mas que t\u00eam fun\u00e7\u00e3o social em dadas situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, como se pode responder \u00e0 pergunta &#8216;O que quer dizer &#8216;e&#8217;?&#8217; O conectivo &#8216;e&#8217; n\u00e3o tem sin\u00f4nimos no portugu\u00eas. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 nenhum objeto relacionado ao signo &#8216;e&#8217; como existe um objeto relacionado com o signo &#8216;carro&#8217;. No dicion\u00e1rio encontraremos na entrada &#8216;e&#8217;: &#8216;conjun\u00e7\u00e3o que representa opera\u00e7\u00e3o l\u00f3gica de conjun\u00e7\u00e3o entre termos sint\u00e1ticos, etc.&#8217; O que o dicion\u00e1rio faz nesse caso \u00e9 dar uma equival\u00eancia de conceitos, em vez de uma equival\u00eancia de significados. O dicion\u00e1rio sup\u00f5e que &#8216;e&#8217; est\u00e1 entendido como signo, logo como conceito e prop\u00f5e a equival\u00eancia com uma defini\u00e7\u00e3o anal\u00edtica para uma categoria ling\u00fc\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma outra solu\u00e7\u00e3o que o dicion\u00e1rio adota \u00e9 a de defini\u00e7\u00e3o contextual, que aqui consideramos uma pseudodefini\u00e7\u00e3o. V\u00e1rios contextos t\u00edpicos do uso do &#8216;e&#8217; s\u00e3o apresentados.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, \u00e9 bom lembrar que quando se estabelece a equival\u00eancia de significado entre &#8216;carro&#8217; e &#8216;autom\u00f3vel&#8217; esta equival\u00eancia se limita \u00e0 refer\u00eancia. N\u00e3o est\u00e3o sendo considerados os aspectos conotativos de cada signo, o que rompe com a sinon\u00edmia se for exigida total similaridade entre os signos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Categorias ret\u00f3ricas<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/categorias\/atratividade\/\">Atratividade do discurso<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/categorias\/comunicabilidade\/\">Comunicabilidade<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/categorias\/concisao\/\">Concis\u00e3o<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/categorias\/conotacao\/\">Conota\u00e7\u00e3o<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/categorias\/definicao\/\">Defini\u00e7\u00e3o<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/categorias\/dualidades-do-discurso\/\">Dualidades do discurso<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/categorias\/atenuacao-e-agravamento\/\">Eufemismo e disfemismo<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/categorias\/legibilidade\/\">Legibilidade<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/categorias\/propriedade\/\">Propriedade do discurso<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/categorias\/quantidade-de-informacao\/\">Quantidade de informa\u00e7\u00e3o<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/categorias\/sociabilidade\/\">Sociabilidade<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/categorias\/sofistica\/\">Sof\u00edstica<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/categorias\/taxonomia\/\">Taxonomia<\/a><\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Defini\u00e7\u00e3o \u00e9 um enunciado que delimita um conceito na sua exata extens\u00e3o e compreens\u00e3o, de modo un\u00edvoco em dado contexto, intelig\u00edvel para dado background e de modo eficaz para determinada fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[56],"tags":[18],"class_list":["post-100","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-categorias","tag-definicao"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p74YWN-1C","jetpack-related-posts":[{"id":309,"url":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/sintaxe\/estruturas-sintaticas\/","url_meta":{"origin":100,"position":0},"title":"Estruturas sint\u00e1ticas","author":"Radam\u00e9s","date":false,"format":false,"excerpt":"Ao estudar a l\u00edngua, temos apenas os discursos como ponto de partida. 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As estruturas sint\u00e1ticas n\u00e3o est\u00e3o vis\u00edveis para observa\u00e7\u00e3o, mas h\u00e1 bons ind\u00edcios de que o sistema de regras que constitui a compet\u00eancia dos falantes \u00e9 formado por estruturas sint\u00e1ticas.\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Sintaxe&quot;","block_context":{"text":"Sintaxe","link":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/category\/gramatica\/sintaxe\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/gram%C3%A1tica.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":371,"url":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/palavra\/","url_meta":{"origin":100,"position":1},"title":"Palavra &#8211; conceito lingu\u00edstico","author":"Radam\u00e9s","date":false,"format":false,"excerpt":"A conceitua\u00e7\u00e3o de palavra atormenta os linguistas, o que pode parecer estranho, afinal, os falantes t\u00eam uma intui\u00e7\u00e3o clara do que sejam palavras e conseguem identific\u00e1-las facilmente nas situa\u00e7\u00f5es em que se exige a segmenta\u00e7\u00e3o do discurso palavra a palavra, como ocorre, por exemplo, no discurso escrito. 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