{"id":102,"date":"2013-09-22T22:01:14","date_gmt":"2013-09-23T01:01:14","guid":{"rendered":"http:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/?p=102"},"modified":"2020-11-27T12:25:09","modified_gmt":"2020-11-27T15:25:09","slug":"sociabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/categorias\/sociabilidade\/","title":{"rendered":"Sociabilidade do discurso"},"content":{"rendered":"\n<p>Sociabilidade \u00e9 a qualidade do discurso otimizado para o desempenho social. A seguir, algumas categorias a ela pertinentes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica-1.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"333\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica-1.jpg?resize=500%2C333&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3283\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica-1.jpg?w=500&amp;ssl=1 500w, https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica-1.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"> G\u00edria<\/h3>\n\n\n\n<p>G\u00edrias s\u00e3o palavras ou constru\u00e7\u00f5es de uso corrente entre grupos sociais diferenciados, n\u00e3o raro marginais, e s\u00f3 nestes grupos. A g\u00edria \u00e9 um fen\u00f4meno antropol\u00f3gico. Nos grupos que a praticam, a g\u00edria desempenha uma fun\u00e7\u00e3o especial: \u00e9 a senha da confraria. Serve como marca de um grupo. Como via de regra, esses grupos s\u00e3o marginais na sociedade e assumem postura de afronta aos valores da maioria, a g\u00edria torna-se estigmatizada. \u00c9 obrigat\u00f3ria e apreciada no seio do grupo. Fora dele \u00e9 rejeitada. A mesma segrega\u00e7\u00e3o que a sociedade reserva ao grupo, reserva tamb\u00e9m \u00e0 g\u00edria do grupo.<\/p>\n\n\n\n<p>A g\u00edria n\u00e3o \u00e9 l\u00e9xico por dois motivos: primeiro porque n\u00e3o \u00e9 praticada e nem aceita por toda a comunidade da l\u00edngua. Segundo: sua perman\u00eancia \u00e9 duvidosa, embora seja comum a g\u00edria ser assimilada pela sociedade quando o grupo que a pratica conquista aceita\u00e7\u00e3o ou ao menos toler\u00e2ncia. Nesses casos, a g\u00edria se converte em l\u00e9xico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Palavra tabu<\/h3>\n\n\n\n<p><strong><em> <\/em><\/strong>Palavra-tabu \u00e9 aquela que as regras de conduta social estabelecem que n\u00e3o deve ser pronunciada, por vezes, em nenhuma ocasi\u00e3o, noutras s\u00f3 em ocasi\u00f5es espec\u00edficas ou por iniciados. \u00c9 evidente que existem ocasi\u00f5es em que as palavras-tabu s\u00e3o pronunciadas, pois, o usu\u00e1rio precisa conhec\u00ea-la para saber que n\u00e3o pode pronunci\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 palavras-tabu relacionadas \u00e0 religi\u00e3o e outras \u00e0 etiqueta. As relacionadas \u00e0 religi\u00e3o s\u00e3o tabu porque se julga estarem impregnadas do sagrado ou s\u00f3 pass\u00edveis de uso por iniciados. As de etiqueta costumam se referir ao que se julga impuro, obsceno. Via de regra, a palavra-tabu \u00e9 proibida por se referir a um assunto tabu.<\/p>\n\n\n\n<p>A pron\u00fancia de uma palavra-tabu se constitui numa transgress\u00e3o de conduta reprovada socialmente. Esta reprova\u00e7\u00e3o tem uma escala vari\u00e1vel de intensidade segundo o contexto em que se d\u00e1 a transgress\u00e3o, podendo chegar \u00e0 puni\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cal\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p><strong><em> <\/em><\/strong>Cal\u00e3o ou palavr\u00e3o, ou termo chulo, \u00e9 uma classe de palavras-tabu que se referem \u00e0s pr\u00e1ticas e tabus sexuais e ao que com isso se relaciona: coito, \u00f3rg\u00e3os genitais, prostitui\u00e7\u00e3o, o que se considera pervers\u00e3o, esperma, etc. ou \u00e0 excre\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica e o que com ela se relaciona: fezes, urina, p\u00eanis, \u00e2nus, vagina, latrina, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>A reprova\u00e7\u00e3o ao cal\u00e3o oscila numa escala que vai da toler\u00e2ncia \u00e0 puni\u00e7\u00e3o. A reprova\u00e7\u00e3o aumenta com a formalidade, a solenidade, a publicidade, a sublimidade do contexto do discurso. A toler\u00e2ncia aumenta com a informalidade, a intimidade, a privacidade do discurso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os sin\u00f4nimos aceitos do cal\u00e3o<\/strong>: Geralmente, o cal\u00e3o tem um ou mais sin\u00f4nimos que s\u00e3o usados como solu\u00e7\u00e3o polida nas ocasi\u00f5es em que o referente do cal\u00e3o est\u00e1 sendo abordado. Por exemplo: ao se tratar de anatomia usa-se &#8216;p\u00eanis&#8217;, &#8216;vagina&#8217;, &#8216;\u00e2nus&#8217;, sem constrangimentos. Quer dizer, o cal\u00e3o \u00e9 uma palavra conotada, uma conota\u00e7\u00e3o negativa que seu sin\u00f4nimo polido n\u00e3o possui.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O uso do cal\u00e3o como catarse:<\/strong> O uso do cal\u00e3o tem fun\u00e7\u00e3o expressiva para o al\u00edvio de tens\u00f5es emocionais acumuladas. No contexto da sexualidade, o uso do cal\u00e3o tem papel de liberador da libido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O xingamento com cal\u00e3o<\/strong>: Cada l\u00edngua disp\u00f5e de uma s\u00e9rie de palavras e locu\u00e7\u00f5es com cal\u00f5es usadas para xingar. Com elas, o aquele que xinga atribui ao xingado as caracter\u00edsticas de impureza e pervers\u00e3o sexual tipicamente associadas ao cal\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O que determina que uma palavra seja conotada como cal\u00e3o e outra referencialmente sin\u00f4nima ao cal\u00e3o seja aceit\u00e1vel mesmo em contextos formais? Numa an\u00e1lise sincr\u00f4nica, a tend\u00eancia \u00e9 a de dizer que a qualifica\u00e7\u00e3o como cal\u00e3o \u00e9 arbitr\u00e1ria. Numa an\u00e1lise diacr\u00f4nica, v\u00ea-se que geralmente a origem do cal\u00e3o difere da de seu sin\u00f4nimo polido. Normalmente, o cal\u00e3o deriva da linguagem popular, da g\u00edria; e seu sin\u00f4nimo polido da linguagem culta, aristocr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Clich\u00ea<\/h3>\n\n\n\n<p> Clich\u00ea \u00e9 o termo desgastado pelo uso excessivo na comunidade considerada. A qualifica\u00e7\u00e3o de um termo como clich\u00ea \u00e9 subjetiva. O que \u00e9 clich\u00ea para um, pode n\u00e3o ser para outro. Clich\u00ea pode ser uma frase ou um fragmento de frase como por exemplo um substantivo e seu adjetivo, \u00e0 qual se atribui um ju\u00edzo est\u00e9tico negativo por julg\u00e1-la repetitiva e desgastada.<\/p>\n\n\n\n<p>O que se julga como clich\u00ea n\u00e3o deve ser usado nos discursos. Uma quest\u00e3o vem ao se admitir a necessidade de eliminar o clich\u00ea do discurso: Frase feita \u00e9 clich\u00ea?<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Frase feita<\/h3>\n\n\n\n<p>Frase feita \u00e9 a frase que consagrada pelo uso se lexicalizou. Ela se repete em contextos semelhantes sem altera\u00e7\u00f5es, exceto as de concord\u00e2ncia sint\u00e1tica. Costuma ser exemplo de vivacidade popular na cria\u00e7\u00e3o de ditos espirituosos.<\/p>\n\n\n\n<p>A linha que separa o clich\u00ea da frase feita \u00e9 t\u00eanue, em certos casos. No discurso espont\u00e2neo, a elimina\u00e7\u00e3o do clich\u00ea \u00e9 dif\u00edcil, t\u00e3o impregnada deles est\u00e1 a l\u00edngua. O crit\u00e9rio da supress\u00e3o do desgastado pode ser perigoso, pois n\u00e3o considera outros atributos de certos clich\u00eas como lirismo, humor, palpabilidade, atratividade, comunicabilidade, etc. Por outro lado, h\u00e1 clich\u00eas que s\u00e3o pedantes, de mau gosto, o que refor\u00e7a a tese da elimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Idioma padr\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>Um quesito relevante \u00e0 sociabilidade do discurso \u00e9 a sua pertin\u00eancia ou n\u00e3o \u00e0s formas e estilo do idioma-padr\u00e3o. O idioma sofre varia\u00e7\u00f5es regionais, por classe social e por classe de escolaridade. Como regra, pode-se dizer que o idioma-padr\u00e3o \u00e9 o aceito pelos usu\u00e1rios mais escolarizados da classe socialmente dominante da regi\u00e3o hegem\u00f4nica. Aceita\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa uso sistem\u00e1tico. Um usu\u00e1rio pode falar de um modo e julgar correto outro.<\/p>\n\n\n\n<p>O idioma-padr\u00e3o \u00e9 cultivado na escola, no jornalismo mais sisudo, na literatura mais conservadora quanto a quest\u00f5es ling\u00fc\u00edsticas. \u00c9 tutelado pelos gram\u00e1ticos normativos, que geralmente se auto-investem em guardi\u00f5es da pureza da l\u00edngua.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sociedades pol\u00edtica e socialmente fechadas, em que n\u00e3o ocorre interc\u00e2mbio cultural entre regi\u00f5es e classes, h\u00e1 a tend\u00eancia de o idioma padr\u00e3o diferir significativamente das demais variantes. Nas sociedades atuais, com a penetra\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o e a freq\u00fc\u00eancia mais generalizada \u00e0 escola disseminou-se o idioma padr\u00e3o para al\u00e9m das fronteiras onde \u00e9 gerado. H\u00e1 a tend\u00eancia de ele substituir o regional e o popular.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 a exist\u00eancia do idioma-padr\u00e3o que origina o estigma que acompanha as formas e estilos populares. Entenda-se por populares, o praticado pelas classes economicamente desfavorecidas e menos escolarizadas e que contrastam com o idioma padr\u00e3o, embora sejam igualmente eficientes na fun\u00e7\u00e3o de comunicar. <\/p>\n\n\n\n<p>Atribui-se o r\u00f3tulo de certo para o idioma-padr\u00e3o e de errado para o popular. N\u00e3o s\u00f3 a classe que imp\u00f5e o idioma-padr\u00e3o pratica a rotula\u00e7\u00e3o como os pr\u00f3prios membros das classes populares, pois estes assimilam os padr\u00f5es de excel\u00eancia das classes hegem\u00f4nicas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Modismo<\/h3>\n\n\n\n<p>Modismo \u00e9 uma forma ou estilo que num dado momento passa a ser usado intensamente. Como obedece aos mecanismos que regem as modas, seu uso segue uma curva de ascens\u00e3o, apogeu e queda. A caracter\u00edstica do modismo \u00e9 a atualidade, que vem da sua associa\u00e7\u00e3o a algum fato social em destaque. Quando perde a atualidade cai em desuso.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Jarg\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>Jarg\u00e3o<em> <\/em>\u00e9 a palavra, locu\u00e7\u00e3o, frase feita ou outro signo de uso restrito a um grupo reduzido. O jarg\u00e3o \u00e9 t\u00edpico dos grupos profissionais, culturais e intelectuais e sua maior caracter\u00edstica \u00e9 a especificidade. \u00c9 de uso corrente no grupo para o qual o referente que representa tem alto valor cultural. Para o resto da comunidade da l\u00edngua seu uso e conhecimento \u00e9 uma raridade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Estrangeirismo<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>A<\/strong>ntes da incorpora\u00e7\u00e3o definitiva ao l\u00e9xico local, os estrangeirismos passam por um processo de acomoda\u00e7\u00e3o, especialmente de pros\u00f3dia e ortografia. Os estrangeirismos s\u00e3o adotados por raz\u00f5es diversas. H\u00e1 casos em que fatos culturais novos n\u00e3o disp\u00f5em de termo pr\u00f3prio no idioma local, da\u00ed adotar-se o signo j\u00e1 usado no outro idioma. Existe o caso da influ\u00eancia cultural pelo interc\u00e2mbio constante. Existe a influ\u00eancia da cultura hegem\u00f4nica sobre a sat\u00e9lite. A cultura sat\u00e9lite tende a prestigiar o que se relaciona com a cultura hegem\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<p>A sociabilidade do estrangeirismo est\u00e1 associada \u00e0 aceita\u00e7\u00e3o ou rejei\u00e7\u00e3o dos valores culturais da cultura externa de onde ele prov\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Arca\u00edsmo<\/h3>\n\n\n\n<p>Arca\u00edsmo \u00e9 o signo de uso corrente no passado mas que por raz\u00f5es ligadas ao dinamismo da l\u00edngua caiu em desuso. As conota\u00e7\u00f5es mais comuns que se agregam ao arca\u00edsmo s\u00e3o a de pedantismo e caducidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Neologismo<\/h3>\n\n\n\n<p>Neologismo \u00e9 o signo que se lexicalizou recentemente. As conota\u00e7\u00f5es que costumam a ele se agregar s\u00e3o negativas: elitismo, reformismo e positivas: modernidade, renova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O neologismo, por ser de incorpora\u00e7\u00e3o recente, via de regra \u00e9 pouco conhecido, o que torna problem\u00e1tico seu uso para o discurso p\u00fablico de largo espectro.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Protocolo<\/h3>\n\n\n\n<p>Protocolos s\u00e3o frases de uso cerimonial. Por exemplo: &#8216;Bom-dia&#8217;, &#8216;Ave, C\u00e9sar&#8217;, &#8216;Quebre a perna&#8217;. Quando se diz &#8216;bom-dia&#8217; a inten\u00e7\u00e3o nem sempre \u00e9 desejar um bom dia ao receptor, mas apenas cumprir um cerimonial t\u00edpico no estabelecimento do contato social. <\/p>\n\n\n\n<p>As frases cerimoniais s\u00e3o t\u00edpicas para dados usos no conv\u00edvio social. A fun\u00e7\u00e3o comunicativa pode estar presente num protocolo, mas sempre em car\u00e1ter secund\u00e1rio. Via de regra, o protocolo \u00e9 frase feita. Ocorre sem varia\u00e7\u00f5es, exceto as necess\u00e1rias \u00e0 concord\u00e2ncia gramatical.<\/p>\n\n\n\n<p>Os discursos administrativos sempre trazem exemplos fartos de protocolos. Ex.: &#8216;Nestes termos pede deferimento&#8230;&#8217;, &#8216;No aguardo de suas provid\u00eancias&#8230;&#8217;. &#8216;Meus protestos de elevada estima&#8230;&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<p>O protocolo precisa de uma an\u00e1lise sem\u00e2ntica diferenciada, pois n\u00e3o significa do mesmo modo que os enunciados de uso comunicativo. No uso protocolar, a propriedade n\u00e3o est\u00e1 em evocar um objeto, mas em corresponder a um uso.<\/p>\n\n\n\n<p>A origem dos protocolos comumente est\u00e1 no uso comunicativo. &#8216;Bom-dia&#8217;, por exemplo, se originou num enunciado comunicativo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Liturgia: <\/strong>\u00c9 um caso especial de protocolo. \u00c9 o protocolo presente nos rituais. As liturgias existem em fun\u00e7\u00e3o de complexos mecanismos antropol\u00f3gicos. Por vezes julga-se que a liturgia tem o poder de invocar o sagrado. Noutras, julga-se que o uso da liturgia pode modificar a realidade. Tamb\u00e9m h\u00e1 casos em que se julga que o signo \u00e9 a coisa em si.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Categorias ret\u00f3ricas<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/categorias\/atratividade\/\">Atratividade do discurso<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/categorias\/comunicabilidade\/\">Comunicabilidade<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/categorias\/concisao\/\">Concis\u00e3o<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/categorias\/conotacao\/\">Conota\u00e7\u00e3o<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/categorias\/definicao\/\">Defini\u00e7\u00e3o<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/categorias\/dualidades-do-discurso\/\">Dualidades do discurso<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/categorias\/atenuacao-e-agravamento\/\">Eufemismo e disfemismo<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/categorias\/legibilidade\/\">Legibilidade<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/categorias\/propriedade\/\">Propriedade do discurso<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/categorias\/quantidade-de-informacao\/\">Quantidade de informa\u00e7\u00e3o<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/categorias\/sociabilidade\/\">Sociabilidade<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/categorias\/sofistica\/\">Sof\u00edstica<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/categorias\/taxonomia\/\">Taxonomia<\/a><\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sociabilidade \u00e9 a qualidade do discurso otimizado para o desempenho social. 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