{"id":129,"date":"2013-09-22T22:58:34","date_gmt":"2013-09-23T01:58:34","guid":{"rendered":"http:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/?p=129"},"modified":"2020-11-24T11:40:46","modified_gmt":"2020-11-24T14:40:46","slug":"outros-recursos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/outros-recursos\/","title":{"rendered":"Figuras de linguagem pouco conhecidas"},"content":{"rendered":"\n<p>Vamos abordar aqui alguns recursos ret\u00f3ricos que n\u00e3o foram tratados individualmente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Balizas<\/h3>\n\n\n\n<p>Balizas do discurso s\u00e3o frases que parafraseiam as fun\u00e7\u00f5es de diversos recursos de Ret\u00f3rica. Alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Sinaliza\u00e7\u00e3o de \u00eanfase<\/strong>:&nbsp;<em>\u00c9 bom frisar &#8230;, Ressalto que &#8230;<\/em><\/li><li><strong>Indica\u00e7\u00e3o de ordem<\/strong>:&nbsp;<em>Primeiramente &#8230;, Por fim &#8230;<\/em><\/li><li><strong>\u00cdndice de segmenta\u00e7\u00e3o<\/strong>:&nbsp;<em>Vamos \u00e0 outra parte &#8230;<\/em><\/li><li><strong>Indicar entoa\u00e7\u00e3o<\/strong>:&nbsp;<em>Pausadamente &#8230;, Gritado &#8230;<\/em>.<\/li><li><strong>Indicar foco<\/strong>: Os verbos&nbsp;<em>discendi<\/em> s\u00e3o exemplo:&nbsp;<em>Disse ele &#8230;<\/em><\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Silepse<\/h3>\n\n\n\n<p>Numa leitura imediata, a silepse \u00e9 uma anomalia de concord\u00e2ncia. Uma ou mais flex\u00f5es da frase discordam do termo sintaticamente ligado. Via de regra, a concord\u00e2ncia se d\u00e1 com um termo hipot\u00e9tico, impl\u00edcito, mas previs\u00edvel, que poderia substituir com pertin\u00eancia o termo discordante. A substitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o causaria preju\u00edzo \u00e0 mensagem.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"604\" height=\"453\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica.jpg?resize=604%2C453&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3281\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica.jpg?w=640&amp;ssl=1 640w, https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 604px) 100vw, 604px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Na maioria das ocorr\u00eancias, a silepse n\u00e3o \u00e9 um recurso de Ret\u00f3rica. Ela \u00e9 mais comum como anomalia e como solu\u00e7\u00e3o para o problema de concord\u00e2ncia dos termos compostos. Em certos casos, \u00e9 dif\u00edcil discernir se a silepse tem caracter\u00edstica de recurso de Ret\u00f3rica ou de anomalia. Exemplo:&nbsp;<em>A dupla n\u00e3o fez nada. Ficaram parados<\/em>. Neste exemplo, n\u00e3o h\u00e1 como prever se houve inten\u00e7\u00e3o ou lapso.<\/p>\n\n\n\n<p>A silepse como solu\u00e7\u00e3o para a concord\u00e2ncia dos termos compostos:&nbsp;<em>Eu e ele fizemos tudo<\/em>. Neste exemplo, o verbo n\u00e3o concorda com nenhum dos dois sujeitos. Concorda com a ideia de conjunto.<\/p>\n\n\n\n<p>Existe uma pseudo-silepse que surge quando um nome pede concord\u00e2ncia diferente da que o conceito que ele representa pede. Exemplo:&nbsp;<em>A populosa e din\u00e2mica S\u00e3o Paulo<\/em>. O conceito <em>cidade<\/em> pede concord\u00e2ncia no feminino. O conceito&nbsp;<em>S\u00e3o Paulo<\/em> pede concord\u00e2ncia no masculino.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Hip\u00e1lage<\/h3>\n\n\n\n<p>A hip\u00e1lage \u00e9 um recurso de Ret\u00f3rica ou uma anomalia do discurso? Na frase:&nbsp;<em>Enfiou o chap\u00e9u na cabe\u00e7a<\/em> n\u00e3o h\u00e1 estranhamento. Ao contr\u00e1rio, quando se diz:&nbsp;<em>Enfiou a cabe\u00e7a no chap\u00e9u<\/em> h\u00e1 estranhamento. Este exemplo \u00e9 de uma hip\u00e1lage lexicalizada que n\u00e3o funciona como recurso de Ret\u00f3rica mas como forma-padr\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>A explica\u00e7\u00e3o para o estranhamento talvez esteja na psicolingu\u00edstica. As frases s\u00e3o constru\u00eddas de modo a considerar algo como agente e algo paciente. Como no processo de colocar o chap\u00e9u na cabe\u00e7a o deslocamento \u00e9 realizado pelo chap\u00e9u sob o ponto de vista da subjetividade de quem observa o chap\u00e9u entra na estrutura da frase como agente.<\/p>\n\n\n\n<p>A hip\u00e1lage pode ocorrer como anomalia, como forma t\u00edpica padr\u00e3o e como recurso de Ret\u00f3rica. Quando ocorre como anomalia, geralmente de tempo real, a hip\u00e1lage deriva de uma confus\u00e3o de atribui\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00f5es sint\u00e1ticas. As ocorr\u00eancias como padr\u00e3o lingu\u00edstico geralmente derivam de uma anomalia que se consagrou no uso. Enquanto recurso de Ret\u00f3rica a hip\u00e1lage tem mecanismo semelhante ao da meton\u00edmia. \u00c9 uma atribui\u00e7\u00e3o impertinente em que o que se atribui \u00e9 pertinente ao que est\u00e1 cont\u00edguo na estrutura da frase.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Anacoluto<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 uma frase incompleta, t\u00edpica do discurso oral informal, na qual faltam termos sint\u00e1ticos. Exemplo:&nbsp;<em>Hum, vejamos. E se eu fizer&#8230; N\u00e3o, n\u00e3o, quer dizer&#8230; talvez se a gente&#8230; <\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Geralmente, a falta de palavras se d\u00e1 no final do enunciado. Por ser sintaticamente incompleto o anacoluto \u00e9 semanticamente incompleto.&nbsp; O anacoluto assemelha-se \u00e0 elipse, que tamb\u00e9m \u00e9 frase incompleta. Diferem no fato que na elipse a parte ausente \u00e9 previs\u00edvel. Apesar de incompleta, da frase el\u00edptica se extrai um sentido completo.<\/p>\n\n\n\n<p>No discurso espont\u00e2neo, o anacoluto surge em fun\u00e7\u00e3o de m\u00e1 codifica\u00e7\u00e3o e por isso n\u00e3o \u00e9 considerado recurso de Ret\u00f3rica. Isso ocorre porque o emissor se arrepende da solu\u00e7\u00e3o que iniciou ou porque come\u00e7ou a emitir sem ter em mente o final, ou por se arrepender do que come\u00e7ou.<\/p>\n\n\n\n<p>Como recurso ret\u00f3rico, o anacoluto ocorre quando a suspens\u00e3o do enunciado \u00e9 intencional e deixa a continua\u00e7\u00e3o apenas sugerida pelo contexto. Exemplo: &#8216;Para bom entendedor&#8230;&#8217;<\/p>\n\n\n\n<p>Bloqueia-se a continuidade do enunciado para fins de atenua\u00e7\u00e3o, para possibilitar plurissignifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Ret\u00f3rica cl\u00e1ssica h\u00e1 uma defini\u00e7\u00e3o de anacoluto que preferimos arrolar como um caso particular de retomada. Exemplos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Essas criadas de hoje, n\u00e3o se pode confiar nelas.<\/li><li>O forte, o covarde seus feitos inveja.<\/li><li>A rua onde moras, nela \u00e9 que desejo morar.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Os termos&nbsp;<em>Essas criadas de hoje<\/em>,&nbsp;<em>O forte<\/em> e&nbsp;<em>A rua onde moras<\/em> s\u00e3o postos em destaque pela cita\u00e7\u00e3o desligada de outros termos sint\u00e1ticos. Logo depois vem a frase onde se encaixariam e onde s\u00e3o substitu\u00eddos por pronomes. \u00c9 um recurso de \u00eanfase, n\u00e3o \u00e9 resultado de codifica\u00e7\u00e3o defeituosa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Enumera\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>Enumera\u00e7\u00e3o \u00e9 a sequ\u00eancia de pelo menos dois elementos de mesmo status sint\u00e1tico no discurso. H\u00e1 tr\u00eas tipos de enumera\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Aditiva<\/strong> &#8211; representada pelo conetivo &#8216;e&#8217;.<\/li><li><strong>Optativa exclusiva<\/strong> &#8211; representada pelo conetivo &#8216;ou&#8217;.<\/li><li><strong>Optativa n\u00e3o exclusiva<\/strong> &#8211; representada pela conex\u00e3o &#8216;e\/ou&#8217;.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Geralmente os elementos de uma enumera\u00e7\u00e3o s\u00e3o comuns a uma classe. Quando isso ocorre temos uma enumera\u00e7\u00e3o com paralelismo de similaridade. Hipoteticamente pode-se supor uma enumera\u00e7\u00e3o ca\u00f3tica, aquela em que os elementos s\u00e3o totalmente disjuntos.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Enumera\u00e7\u00e3o ordenada<\/strong>: \u00e9 aquela em que a disposi\u00e7\u00e3o dos elementos na seq\u00fc\u00eancia admite algum tipo de ordem.<\/li><li><strong>Enumera\u00e7\u00e3o na enumera\u00e7\u00e3o:<\/strong> h\u00e1 casos em que um ou mais elementos da enumera\u00e7\u00e3o s\u00e3o enumera\u00e7\u00e3o.<\/li><li><strong>Enumera\u00e7\u00e3o classificada<\/strong>: ocorre quando os termos da enumera\u00e7\u00e3o s\u00e3o classes de uma taxonomia. Diferencia-se da enumera\u00e7\u00e3o com paralelismo pois, no paralelismo, n\u00e3o existe a obrigatoriedade de atender \u00e0s regras que definem uma taxonomia, como conter todos os elementos do universo considerado e n\u00e3o haver interse\u00e7\u00e3o de dom\u00ednios.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Retomada<\/h3>\n\n\n\n<p>Retomada \u00e9 a segunda introdu\u00e7\u00e3o de um elemento sint\u00e1tico, como ocorre no exemplo: &#8216;Os motivos s\u00e3o A, B e C. A porque &#8230;, B porque &#8230; e C devido \u00e0 &#8230;&#8217;. A retomada se d\u00e1 por motivos diversos como:<\/p>\n\n\n\n<p>Para desenvolver o tema sem o uso de par\u00eanteses, o que prejudicaria a comunicabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Para rememorar um termo cuja determina\u00e7\u00e3o ficou em suspenso ap\u00f3s uma digress\u00e3o. Exemplo: &#8216;A Ret\u00f3rica que por longos s\u00e9culos foi objeto de exegese, de adapta\u00e7\u00f5es \u00e0s necessidades de \u00e9poca, de deturpa\u00e7\u00f5es, esta Ret\u00f3rica agora &#8230;&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<p>Para enfatizar uma determina\u00e7\u00e3o. Exemplo: &#8216;S\u00f3 um progresso importa, o progresso justo&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<p>O anacoluto citado pela Ret\u00f3rica cl\u00e1ssica \u00e9 uma forma de retomada com fim enf\u00e1tico. Exemplo: &#8216;A juventude de hoje. O que dizer dela?&#8217;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Superposi\u00e7\u00e3o sint\u00e1tica<\/h3>\n\n\n\n<p>Ocorre quando um termo sint\u00e1tico desempenha fun\u00e7\u00e3o dupla no per\u00edodo. Exemplo:&nbsp;<em>No meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho<\/em>. (Carlos Drummond de Andrade). O termo &#8216;tinha uma pedra&#8217; serve a dois adjuntos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Redobro sint\u00e1tico<\/h3>\n\n\n\n<p>Ocorre quando o terceiro termo sint\u00e1tico tem com o segundo a mesma rela\u00e7\u00e3o que o segundo tem com o primeiro. Exemplo:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Jo\u00e3o que amava Maria, que amava Raimundo, que amava &#8230;<\/em>Carlos Drummond de Andrade.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Atribui\u00e7\u00e3o reflexiva<\/h3>\n\n\n\n<p>Ocorre quando se faz uma atribui\u00e7\u00e3o de qualidade sobre a pr\u00f3pria qualidade. Exemplo:&nbsp;<em>\u00c9 um t\u00e9dio que \u00e9 at\u00e9 do t\u00e9dio<\/em>. (Fernando Pessoa).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Grada\u00e7\u00e3o de determinantes<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 a sequ\u00eancia de atribui\u00e7\u00f5es a um determinado, a seguinte, num grau superior ao anterior se ascendente e o contr\u00e1rio de descendente. Exemplo: &#8216;\u00c9 pouco, \u00e9 mais que pouco, \u00e9 muito pouco, pouqu\u00edssimo.&#8217;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Paralelismo de contraste ou ant\u00edtese<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 a refer\u00eancia num mesmo discurso a objetos que mant\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o de contrariedade. Um objeto referido \u00e9 o oposto do outro como bom e mau, belo e feio, moral e imoral, etc. Exemplos: &#8216;Dizer mais com menos&#8217;, &#8216;A quem ama, o feio, bonito lhe parece&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Paralelismo de similaridade<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 a sucess\u00e3o de partes do discurso que tem entre si uma rela\u00e7\u00e3o de similaridade de conte\u00fado. Para caracterizar o paralelismo, basta apenas a cita\u00e7\u00e3o dos contr\u00e1rios em partes cont\u00edguas do discurso. Neste sentido, podem ser chamados de paralelismo a equival\u00eancia de defini\u00e7\u00e3o e o sofisma da contrariedade camuflada. A primeira \u00e9 paralelismo de similaridade e a segunda de contraste.<\/p>\n\n\n\n<p>A defini\u00e7\u00e3o de paralelismo, aqui, \u00e9 aberta, por isso nem tudo que chamamos de paralelismo tem proveito ret\u00f3rico. O proveito costuma aparecer quando existe uma rela\u00e7\u00e3o adicional entre os opostos ou similares que comp\u00f5em o paralelismo. Alguns exemplos de rela\u00e7\u00e3o adicional:<\/p>\n\n\n\n<p>Os opostos s\u00e3o a realidade e a apar\u00eancia, o prometido e o acontecido, o que \u00e9 e o que deveria ser, o esperado e o acontecido, o ut\u00f3pico e o pragm\u00e1tico, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a defini\u00e7\u00e3o de paralelismo \u00e9 aberta, tamb\u00e9m n\u00e3o se considera em que condi\u00e7\u00e3o os opostos s\u00e3o inseridos no discurso. Pode haver afirma\u00e7\u00e3o de ambos, afirma\u00e7\u00e3o de um ou de outro, nega\u00e7\u00e3o de ambos ou outras possibilidades de onde tamb\u00e9m resultar\u00e1 tamb\u00e9m efeito ret\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Par\u00eantese<\/h3>\n\n\n\n<p>Sintaticamente, o par\u00eantese consiste na intercala\u00e7\u00e3o de um trecho de discurso entre duas partes do mesmo per\u00edodo ou mesma ora\u00e7\u00e3o. A parte que sucede o par\u00eantese \u00e9 a continua\u00e7\u00e3o da parte que o antecede.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00eantese num n\u00edvel superior ao sint\u00e1tico \u00e9 a intercala\u00e7\u00e3o de um trecho de discurso entre duas partes de um segundo discurso cujo n\u00facleo tem\u00e1tico \u00e9 diferente. Assim como no par\u00eantese sint\u00e1tico a parte do segundo discurso que sucede o par\u00eantese \u00e9 a continua\u00e7\u00e3o da parte que o antecede.<\/p>\n\n\n\n<p>O par\u00eantese \u00e9 uma digress\u00e3o, um desvio do n\u00facleo tem\u00e1tico e prejudica o processamento do discurso, pois suspende uma constru\u00e7\u00e3o para retom\u00e1-la mais adiante, obrigando assim o receptor a uma reten\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria de termos sint\u00e1ticos \u00f3rf\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel o par\u00eantese dentro do par\u00eantese.<\/p>\n\n\n\n<p>O par\u00eantese pode ser usado como recurso de concis\u00e3o. Uma informa\u00e7\u00e3o \u00e9 dada logo ap\u00f3s a cita\u00e7\u00e3o do que lhe seja correlato, evitando assim a retomada desse correlato mais tarde para introduzir a informa\u00e7\u00e3o. Como exemplo, o enunciado parent\u00e9tico: &#8216;Arist\u00f3teles, um dos maiores fil\u00f3sofos gregos, escreveu &#8216;Arte Ret\u00f3rica&#8221;. Para substitu\u00ed-lo por uma constru\u00e7\u00e3o sem par\u00eanteses ser\u00e1 necess\u00e1rio o uso de uma retomada. &#8216;Arist\u00f3teles escreveu &#8216;Arte Ret\u00f3rica&#8217;. Ele foi um dos maiores fil\u00f3sofos gregos&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Compara\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 formada por tr\u00eas elementos, todos expl\u00edcitos: o comparado, o comparante e o atributo.<\/p>\n\n\n\n<p>Como exemplo, algumas frases que cont\u00eam a mesma compara\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Maria \u00e9 bela como uma flor.<\/li><li>Maria tem a beleza da flor.<\/li><li>Maria e a flor, belas uma e outra.<\/li><li>Maria com a beleza da flor.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>No exemplo dado, Maria \u00e9 o comparado, a beleza \u00e9 o atributo e flor o comparante.<\/p>\n\n\n\n<p>A compara\u00e7\u00e3o d\u00e1 expressividade \u00e0 atribui\u00e7\u00e3o. Se dissesse Maria \u00e9 bela as caracter\u00edsticas da beleza n\u00e3o estariam delineadas. O comparante atua como determinante do atributo.<\/p>\n\n\n\n<p>As fun\u00e7\u00f5es e a excel\u00eancia da compara\u00e7\u00e3o s\u00e3o pr\u00f3ximas \u00e0s da met\u00e1fora. O objetivo de uma compara\u00e7\u00e3o \u00e9 criar uma atribui\u00e7\u00e3o expressiva. Isso se obt\u00e9m quando: o atributo \u00e9 muito pertinente ao comparado ou quando \u00e9 muito caracter\u00edstico do comparante.<\/p>\n\n\n\n<p>A compara\u00e7\u00e3o torna palp\u00e1vel a rela\u00e7\u00e3o entre o comparado e o atributo nos aspectos de qualidade e quantidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A compara\u00e7\u00e3o atenua ou agrava, conforme o caso.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Par\u00e1frase<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 o discurso semelhante a outro preexistente. A par\u00e1frase \u00e9 praticada com v\u00e1rias inten\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Adaptar uma mensagem a outro contexto visando atualizar ou adequar ao contexto novo, etc.<\/li><li>Criticar o discurso preexistente ao criar uma vers\u00e3o que enfatiza, hipetrofia, atrofia, atenua, agrava, extrapola, minimiza, maximiza ou outra dualidade que altere a valora\u00e7\u00e3o que se sup\u00f5e haver em torno do pr\u00e9-existente.<\/li><li>Fazer caricatura. Neste caso o recurso principal usado \u00e9 a hip\u00e9rbole.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>A par\u00e1frase pode-se dar em diversos n\u00edveis do discurso: gr\u00e1fico, fonol\u00f3gico, gramatical, sem\u00e2ntico, mim\u00e9tico e havendo semelhan\u00e7a de estilo, no estil\u00edstico.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a par\u00e1frase visa produzir humor, chama-se par\u00f3dia.<\/p>\n\n\n\n<p>O resumo \u00e9 uma par\u00e1frase de conte\u00fado, com altera\u00e7\u00e3o do grau de s\u00edntese.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma par\u00e1frase mim\u00e9tica \u00e9 a dos discursos que veiculam a mesma f\u00e1bula.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Plurissignifica\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 a admissibilidade de mais de um significado v\u00e1lido para o mesmo enunciado. Um exemplo: Hamlet ao responder sobre o que lia: &#8216;Palavras, palavras, palavras&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<p>Formalmente a plurissignifica\u00e7\u00e3o \u00e9 semelhante \u00e0 ambiguidade. Na ambiguidade a duplicidade de significado tem efeito negativo. N\u00e3o se consegue discernir qual das duas possibilidades \u00e9 a v\u00e1lida. J\u00e1 na plurissignifica\u00e7\u00e3o, ambos os sentidos s\u00e3o v\u00e1lidos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Paradoxo<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 um enunciado indecid\u00edvel quanto \u00e0 sua veracidade ou falsidade, o que ocorre em fun\u00e7\u00e3o da forma e independente de verifica\u00e7\u00e3o externa ao discurso.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Paradoxos de Russel: <\/strong><\/em>Chamados por Bertrand Russel de paradoxos das classes, s\u00e3o proposi\u00e7\u00f5es sobre proposi\u00e7\u00f5es que resultam falsas quando aplicadas a si mesmas. O exemplo de Russel foi o seguinte: &#8216;Numa folha de papel est\u00e1 escrito: o que se diz no verso desta folha \u00e9 falso. Ao virar a folha, no verso deparamos com a afirma\u00e7\u00e3o: o que se diz no verso desta folha \u00e9 falso.&#8217;<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo vindo da Antiguidade: &#8216;Epim\u00eanides diz que todos os atenienses s\u00e3o mentirosos. Epim\u00eanides \u00e9 ateniense, logo, o que ele diz \u00e9 uma mentira e os atenienses n\u00e3o s\u00e3o mentirosos, logo &#8230;&#8217;<\/p>\n\n\n\n<p>Os paradoxos de Russel s\u00e3o muito usados, em especial no discurso filos\u00f3fico, o que traz problemas filos\u00f3ficos mal vislumbrados, al\u00e9m de efeito ret\u00f3rico que \u00e9 o nosso interesse. Alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>S\u00f3 sei que nada sei.<\/li><li>N\u00e3o existe filosofia perene.<\/li><li>Palavras s\u00e3o palavras, apenas palavras.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Tautologia<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 o enunciado que resulta sempre verdadeiro, n\u00e3o importa a veracidade de suas vari\u00e1veis. Exemplos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Cada um \u00e9 o que \u00e9.<\/li><li>O que est\u00e1 feito est\u00e1 feito.<\/li><li>Ou \u00e9 ou n\u00e3o \u00e9.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Interjei\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>Interjei\u00e7\u00f5es s\u00e3o ocorr\u00eancias t\u00edpicas do uso expressivo da linguagem. As caracter\u00edsticas principais do uso expressivo s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Externa estados de \u00e2nimo.<\/li><li>Emprego de signos pr\u00f3prios, geralmente originados a partir de ocorr\u00eancias do uso comunicativo. Ocasionalmente pode lan\u00e7ar m\u00e3o de signos n\u00e3o expressivos.<\/li><li>N\u00e3o se volta para um receptor.<\/li><li>N\u00e3o \u00e9 comunica\u00e7\u00e3o, propriamente. A interjei\u00e7\u00e3o n\u00e3o veicula uma mensagem, ela indica um estado de \u00e2nimo.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>H\u00e1 ocorr\u00eancias de discurso totalmente expressivas e outras totalmente comunicativas. Mas tamb\u00e9m h\u00e1 ocorr\u00eancias em que os usos se interceptam. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n<p>Quando algu\u00e9m d\u00e1 uma topada numa pedra e solta um palavr\u00e3o, temos um uso todo expressivo, pois, o palavr\u00e3o n\u00e3o se dirige a ningu\u00e9m, apenas externa um estado emocional.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma caracter\u00edstica relevante da interjei\u00e7\u00e3o \u00e9 a brevidade.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Tipos de interjei\u00e7\u00e3o: <\/strong><\/em>H\u00e1 ocorr\u00eancias que s\u00f3 aparecem no discurso como interjei\u00e7\u00f5es. Por exemplo: &#8216;uau&#8217;, &#8216;ai&#8217;, &#8216;ui&#8217;, &#8216;Caramba&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 ocorr\u00eancias que ora se d\u00e3o como interjei\u00e7\u00e3o, ora como signos do uso comunicativo. Por exemplo: &#8216;Puxa&#8217;, &#8216;Droga&#8217;, &#8216; Diabos&#8217;. Neste caso h\u00e1 uma polissemia, em que uma das possibilidades de uso do termo \u00e9 expressiva e outra comunicativa.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>A origem das interjei\u00e7\u00f5es: <\/strong><\/em>as interjei\u00e7\u00f5es s\u00e3o signos e formam-se por mecanismos diversos como:<\/p>\n\n\n\n<p>ic\u00f4nico. Imitam sons n\u00e3o fonol\u00f3gicos associados aos estados emocionais que externam. Por exemplo: &#8216;ai&#8217;, &#8216;ui&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<p>Uso de palavras tabu. As interjei\u00e7\u00f5es que usam palavras tabu, como os palavr\u00f5es, t\u00eam a caracter\u00edstica adicional de serem uma ruptura da sociabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>As interjei\u00e7\u00f5es originam-se tamb\u00e9m a partir de enunciados comunicativos correlatos com o estado de \u00e2nimo em quest\u00e3o. Exemplo: &#8216;Por Deus&#8217;, &#8216;Nossa&#8217;, &#8216;Pelas barbas do profeta&#8217;. Nesses exemplos h\u00e1 uma mensagem presente na leitura imediata, mas veicular esta mensagem n\u00e3o \u00e9 o objetivo da interjei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Ocorr\u00eancias n\u00e3o morfol\u00f3gicas<\/h3>\n\n\n\n<p>S\u00e3o os meios que se lan\u00e7a m\u00e3o para reproduzir classes de sons n\u00e3o morfol\u00f3gicos. Exemplos t\u00edpicos s\u00e3o vistos nos quadrinhos: &#8216;Bum&#8217;, &#8216;plaft&#8217;, &#8216;splash&#8217;, &#8216;crac&#8217;. H\u00e1 ocorr\u00eancias n\u00e3o morfol\u00f3gicas nos discursos escrito e oral.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 comum essas ocorr\u00eancias serem s\u00edmbolos. Nos quadrinhos, &#8216;Bang&#8217; representa o som t\u00edpico do disparo de uma arma de fogo. \u00c9 s\u00edmbolo mas n\u00e3o \u00e9 signo, pois n\u00e3o \u00e9 usado para citar o disparo mas para substituir o disparo na sua ocorr\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>As ocorr\u00eancias n\u00e3o morfol\u00f3gicas, assim como os fonemas, n\u00e3o representam sons, mas classes de sons. Costumam ser em parte ic\u00f4nicas e em parte, arbitr\u00e1rias. A representa\u00e7\u00e3o perfeita geralmente n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, pois, os sons da fala raramente imitam com perfei\u00e7\u00e3o sons n\u00e3o fonol\u00f3gicos. Da\u00ed, geralmente as ocorr\u00eancias n\u00e3o morfol\u00f3gicas serem s\u00edmbolos verbais fonol\u00f3gicos n\u00e3o muito fi\u00e9is \u00e0 classe de sons que procuram imitar. <\/p>\n\n\n\n<p>Depois que uma ocorr\u00eancia n\u00e3o morfol\u00f3gica se converte em s\u00edmbolo, esta imita\u00e7\u00e3o imperfeita que ela realiza deixa de ser relevante, pois, a rela\u00e7\u00e3o deixa de ser ic\u00f4nica para se tornar convencional.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Regras de supress\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>A Ret\u00f3rica n\u00e3o se funda s\u00f3 no que se diz, mas tamb\u00e9m no que n\u00e3o se diz. Existem in\u00fameras regras de supress\u00e3o para o discurso. Algumas not\u00e1veis:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Da indu\u00e7\u00e3o fonol\u00f3gica: \u00e9 t\u00edpica da prosa quando esta evita rimas, repeti\u00e7\u00f5es, ecos, alitera\u00e7\u00f5es, trocadilhos, ritmos, m\u00e9tricas, iconias fonol\u00f3gicas, ou seja, elimina-se do discurso tudo que leva \u00e0 indu\u00e7\u00e3o de semelhan\u00e7as ou repeti\u00e7\u00f5es no n\u00edvel fonol\u00f3gico do discurso. Essa \u00e9 uma regra do discurso elaborado. No discurso espont\u00e2neo, as indu\u00e7\u00f5es ocorrem de forma assistem\u00e1tica.<\/li><li>Do clich\u00ea: \u00c9 t\u00edpica do discurso de pretens\u00e3o bem-comportada, sisudo. O dif\u00edcil \u00e9 chegar a um acordo sobre a que se aplica o conceito do clich\u00ea. O jornalismo sempre se prop\u00f5e esta regra e sempre a descumpre.<\/li><li>Do cal\u00e3o, da g\u00edria, do regionalismo, do jarg\u00e3o. \u00c9 uma regra t\u00edpica dos discursos que pretendem servir a um espectro largo de receptores.<\/li><li>Das anomalias.<\/li><li>Das ocorr\u00eancias f\u00e1ticas e metaling\u00fc\u00edsticas. \u00c9 t\u00edpica do discurso elaborado sem retorno.<\/li><li>Das refer\u00eancias de contexto circundante. T\u00edpica do discurso p\u00fablico.<\/li><li>Da contradi\u00e7\u00e3o e outras transgress\u00f5es \u00e0 l\u00f3gica formal quando essas transgress\u00f5es n\u00e3o podem ser interpretadas como recursos sem\u00e2nticos de Ret\u00f3rica.<\/li><li>Do que prejudica a comunicabilidade.<\/li><li>Do raro.<\/li><li>Do anacoluto, da retic\u00eancia. T\u00edpica das ocasi\u00f5es em que se deseja passar impress\u00e3o de seguran\u00e7a.<\/li><li>Dos desvios do idioma-padr\u00e3o.<\/li><li>Da redund\u00e2ncia.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Todas as regras de supress\u00e3o relacionadas acima s\u00e3o t\u00edpicas de algum tipo de discurso com pretens\u00f5es espec\u00edficas, n\u00e3o podendo ser encaradas como v\u00e1lidas em geral.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Ocorr\u00eancias metalingu\u00edsticas<\/h3>\n\n\n\n<p>Ocorr\u00eancias metaling\u00fc\u00edsticas s\u00e3o trechos do discurso que tratam do c\u00f3digo que est\u00e1 em uso. Nestes casos \u00e9 comum uma palavra ser tomada n\u00e3o como instrumento do c\u00f3digo, mas como objeto, seja enquanto signo, enquanto significante ou enquanto significado. Exemplos:&nbsp;<em>O que quer dizer tal palavra?<\/em><em>Tal palavra \u00e9 muito sonora.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Nas ocorr\u00eancias metalingu\u00edsticas \u00e9 comum ser necess\u00e1ria a distin\u00e7\u00e3o entre uso e men\u00e7\u00e3o. Por isso cria-se mecanismos para distinguir quando um fragmento de discurso est\u00e1 sendo usado ou mencionado.<\/p>\n\n\n\n<p>No discurso escrito, os mecanismos costumam ser conven\u00e7\u00f5es editoriais. Por exemplo: o uso de par\u00eanteses, ap\u00f3strofos, colchetes, barras, que convencionalmente, caracterizam a condi\u00e7\u00e3o de uso ou men\u00e7\u00e3o do fragmento por eles delimitado.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto no discurso oral como no escrito podem ser usadas balizas metalingu\u00edsticas. Por exemplo: &#8216;aqui se fala da palavra &#8216;tal&#8217; e n\u00e3o do que ela se refere&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Ocorr\u00eancias f\u00e1ticas<\/h3>\n\n\n\n<p>Uma ocorr\u00eancia f\u00e1tica \u00e9 um trecho do discurso que trata do andamento do ato comunicativo tal como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Verifica\u00e7\u00e3o de contato e sintonia. Exemplos: &#8216;Al\u00f4&#8217;, &#8216;Escute bem.&#8217;<\/li><li>Retifica\u00e7\u00f5es. Exemplos: &#8216;Quer dizer&#8230;&#8217;, &#8216;N\u00e3o usei a palavra certa &#8230;&#8217;<\/li><li>Verifica\u00e7\u00e3o de transmiss\u00e3o. &#8216;Entendeu?&#8217;, &#8216;Ficou claro?&#8217;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>As ocorr\u00eancias f\u00e1ticas s\u00e3o t\u00edpicas do discurso espont\u00e2neo com retorno. No discurso elaborado sem retorno, as ocorr\u00eancias f\u00e1ticas costumam ser suprimidas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Retifica\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 toda ocorr\u00eancia que apaga uma ocorr\u00eancia anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Exemplo: &#8216;Voc\u00ea multiplica por dois, quer dizer, ou melhor, multiplique por tr\u00eas&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando ocorre sem inten\u00e7\u00e3o resulta de idas e vindas do entendimento. A retifica\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00edpica do discurso espont\u00e2neo distenso, mas h\u00e1 certos casos em que \u00e9 praticada intencionalmente no discurso elaborado. Nessas ocorr\u00eancias de retifica\u00e7\u00e3o intencional, costuma haver alguma rela\u00e7\u00e3o entre o que se apaga e o que lhe substitui. A rela\u00e7\u00e3o pode ser, por exemplo, a apar\u00eancia e a realidade, o verdadeiro e o falso, o pretendido e o alcan\u00e7ado, etc. Nesta situa\u00e7\u00e3o a retifica\u00e7\u00e3o ganha fun\u00e7\u00e3o cr\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>Um caso particular de retifica\u00e7\u00e3o \u00e9 a retifica\u00e7\u00e3o gradativa, na qual o substituto \u00e9 semelhante em natureza ao apagado, mas diferente em grau.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Vocativo<\/h3>\n\n\n\n<p>Vocativo \u00e9 toda invoca\u00e7\u00e3o do receptor. Exemplos: &#8216;Voc\u00ea, pare&#8217;. &#8216; Meu caro, v\u00ea se me entende&#8217;. &#8216; Jo\u00e3o, \u00e9 de voc\u00ea que estamos precisando&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<p>O vocativo \u00e9 praticado com fun\u00e7\u00e3o f\u00e1tica ou apelativa. Na fun\u00e7\u00e3o f\u00e1tica visa confirmar a transmiss\u00e3o. Na fun\u00e7\u00e3o apelativa, busca-se um ganho de intimidade pela reitera\u00e7\u00e3o da exclusividade do discurso, como se o receptor dissesse: \u00e9 para voc\u00ea que estou falando.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qualidades not\u00e1veis de recursos ret\u00f3ricos<\/h2>\n\n\n\n<p>As caracter\u00edsticas a seguir, normalmente s\u00e3o arroladas como recursos de Ret\u00f3rica, mas, na verdade, s\u00e3o apenas propriedades desses recursos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Sinestesia<\/h3>\n\n\n\n<p>Sinestesia \u00e9 a propriedade do discurso que gera uma associa\u00e7\u00e3o entre uma sensa\u00e7\u00e3o e outra sensa\u00e7\u00e3o, ou uma impress\u00e3o, ou uma situa\u00e7\u00e3o. Exemplos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> <strong>Sensa\u00e7\u00f5es evocando sensa\u00e7\u00f5es<\/strong>: &#8216;cor quente&#8217;, &#8216;doce m\u00fasica&#8217;, &#8216;voz \u00e1spera&#8217;. Todos os exemplos dados s\u00e3o met\u00e1foras sinest\u00e9sicas.<\/li><li><strong>Sensa\u00e7\u00f5es evocando impress\u00f5es<\/strong>: &#8216;sabor de pecado&#8217;, &#8216;m\u00fasica sensual&#8217;, &#8216;imagem do medo&#8217;. Os exemplos dados s\u00e3o meton\u00edmias.<\/li><li><strong>Emo\u00e7\u00f5es evocando sensa\u00e7\u00f5es<\/strong>: &#8216;amor quente&#8217;, &#8216;sentimentos \u00famidos&#8217;. Os exemplos s\u00e3o met\u00e1foras.<\/li><li><strong>Situa\u00e7\u00f5es evocando sensa\u00e7\u00f5es e vice-versa<\/strong>: &#8216;amargo regresso&#8217;, &#8216;sendeiro luminoso&#8217;, &#8216;comportamento frio&#8217;. Os exemplos dados s\u00e3o met\u00e1foras.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Impressionismo<\/strong>: ocorre quando uma situa\u00e7\u00e3o, sensa\u00e7\u00e3o, ou mesmo impress\u00e3o se associa a uma impress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Personifica\u00e7\u00e3o<\/strong>: \u00e9 a atribui\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas humanas a coisas n\u00e3o humanas. Exs: &#8216;tempestade furiosa&#8217; (met\u00e1fora), &#8216;triste madrugada&#8217; (meton\u00edmia).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Materializa\u00e7\u00e3o<\/strong>: \u00e9 o recurso que associa uma no\u00e7\u00e3o abstrata a algo concreto. Exs: &#8216;amor s\u00f3lido&#8217;, &#8216;determina\u00e7\u00e3o f\u00e9rrea&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Palpabilidade: <\/strong>\u00e9 a caracter\u00edstica do discurso que traz o conceito para a \u00e1rea do familiar, do mensur\u00e1vel, do concreto, do preciso, para o receptor.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 muitos casos de sobreposi\u00e7\u00e3o de caracter\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p>Exs.: &#8216;Triste madrugada&#8217; \u00e9 uma meton\u00edmia prosopop\u00e9ica e impressionista.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8216;Amor quente&#8217; \u00e9 uma met\u00e1fora sinest\u00e9sica e impressionista.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Figuras de linguagem (Recursos ret\u00f3ricos)<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/alegoria\/\">Alegoria<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/elipse\/\">Elipse<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/iconia\/\">Iconia<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/ironia\/\">Ironia<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/metafora\/\">Met\u00e1fora<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/metaplasmo\/\">Metaplasmo<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/metonimia\/\">Meton\u00edmia<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/titulo\/\">O t\u00edtulo como recurso ret\u00f3rico<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/ordem\/\">Ordem do discurso<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/oximoro\/\">Ox\u00edmoro<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/editoriais\/\">Recursos ret\u00f3ricos editoriais<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/entoativos-e-gestuais\/\">Recursos ret\u00f3ricos entoativos e gestuais<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/ortograficos\/\">Recursos ret\u00f3ricos ortogr\u00e1ficos<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/repeticao\/\">Repeti\u00e7\u00e3o<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/segmentacao\/\">Segmenta\u00e7\u00e3o do discurso<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/trocadilho\/\">Trocadilho<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/outros-recursos\/\">Figuras de linguagem pouco conhecidas<\/a><\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vamos abordar aqui alguns recursos ret\u00f3ricos que n\u00e3o foram tratados individualmente. Balizas Balizas do discurso s\u00e3o frases que parafraseiam as fun\u00e7\u00f5es de diversos recursos de Ret\u00f3rica. Alguns exemplos: Sinaliza\u00e7\u00e3o de \u00eanfase:&nbsp;\u00c9 bom frisar &#8230;, Ressalto que &#8230; Indica\u00e7\u00e3o de ordem:&nbsp;Primeiramente &#8230;, Por fim &#8230; \u00cdndice de segmenta\u00e7\u00e3o:&nbsp;Vamos \u00e0 outra parte &#8230; Indicar entoa\u00e7\u00e3o:&nbsp;Pausadamente &#8230;, Gritado &hellip; <a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/outros-recursos\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Figuras de linguagem pouco conhecidas<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[78],"tags":[81,82,104,80,84,79,83],"class_list":["post-129","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-recursos-retorica","tag-anacoluto","tag-enumeracao","tag-figura","tag-hipalage","tag-plurissignificacao","tag-silepse","tag-vocativo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p74YWN-25","jetpack-related-posts":[{"id":163,"url":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/metafora\/","url_meta":{"origin":129,"position":0},"title":"Met\u00e1fora &#8211; figura de linguagem","author":"Radam\u00e9s","date":false,"format":false,"excerpt":"A intui\u00e7\u00e3o de que estamos diante de uma met\u00e1fora come\u00e7a quando, ao fazermos uma leitura imediata, nos deparamos com uma impertin\u00eancia. 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