{"id":142,"date":"2013-09-23T12:47:13","date_gmt":"2013-09-23T15:47:13","guid":{"rendered":"http:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/?p=142"},"modified":"2020-11-24T11:07:52","modified_gmt":"2020-11-24T14:07:52","slug":"repeticao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/repeticao\/","title":{"rendered":"Repeti\u00e7\u00e3o &#8211; figura de linguagem"},"content":{"rendered":"\n<p>A repeti\u00e7\u00e3o como recurso de Ret\u00f3rica \u00e9 praticada em diversos n\u00edveis: fonol\u00f3gico, gramatical, gr\u00e1fico, etc. H\u00e1 tr\u00eas casos de repeti\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Repeti\u00e7\u00e3o de formas de mesma fun\u00e7\u00e3o<\/strong>, ocorr\u00eancias redundantes.<\/li><li><strong>Repeti\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00f5es sob diferentes formas<\/strong>, igualmente redundantes.<\/li><li><strong>Repeti\u00e7\u00e3o de formas com diferentes fun\u00e7\u00f5es<\/strong>. N\u00e3o h\u00e1 redund\u00e2ncia. Um exemplo: &#8216;Come para viver ou&nbsp; vive para comer?&#8217; <wp-block data-block=\"core\/more\"> <\/wp-block><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>A repeti\u00e7\u00e3o \u00e9 praticada por raz\u00f5es diversas, \u00e0s vezes sobrepostas, tais como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Ic\u00f4nica<\/strong>. Neste caso pratica-se para sugerir obsess\u00e3o, tipicidade, monotonia, etc.<\/li><li><strong>Trocadilho<\/strong>. Para gerar algum tipo de trocadilho.<\/li><li><strong>Rima<\/strong>. Para criar rima, ritmo.<\/li><li><strong>Remiss\u00e3o<\/strong>. Para retomar um conceito provisoriamente inconcluso ou n\u00e3o desenvolvido por raz\u00f5es did\u00e1ticas. Exemplo:&nbsp;<em>H\u00e1 tr\u00eas raz\u00f5es: A, B e C. A porque &#8230;, B porque &#8230;, C porque &#8230;<\/em><\/li><li><strong>Tema<\/strong>. Porque o conceito surge repetidas vezes ao longo do discurso. Por exemplo: em uma biografia de Shakespeare n\u00e3o se conseguir\u00e1 evitar cont\u00ednuas repeti\u00e7\u00f5es da palavra&nbsp;<em>Shakespeare<\/em>.<\/li><li><strong>Zeugma<\/strong>. Por n\u00e3o se usar o zeugma.<\/li><li><strong>Redund\u00e2ncia<\/strong>. Para criar redund\u00e2ncia.<\/li><li><strong>Estrutural<\/strong>. Por ser uma repeti\u00e7\u00e3o estrutural da l\u00edngua. Por exemplo: no portugu\u00eas o d\u00edgrafo&nbsp;<em>ss<\/em>.<\/li><li><strong>\u00canfase<\/strong>. Para enfatizar. Um exemplo: Hamlet perguntado sobre o que lia, diz:&nbsp;<em>Palavras, palavras, palavras<\/em>.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"333\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica-1.jpg?resize=500%2C333&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3283\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica-1.jpg?w=500&amp;ssl=1 500w, https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica-1.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como percebemos a repeti\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>Para surtir efeito, bom ou mau, a repeti\u00e7\u00e3o tem de ser percebida e isso depende de v\u00e1rios fatores. Entre eles est\u00e3o os ligados \u00e0 qualifica\u00e7\u00e3o do receptor, sua aten\u00e7\u00e3o, sua concentra\u00e7\u00e3o, suas qualidades de observador. Outros fatores dizem respeito \u00e0 codifica\u00e7\u00e3o. Para estes podemos dizer que a percep\u00e7\u00e3o da repeti\u00e7\u00e3o melhora por causa da atratividade, raridade, proximidade, \u00eanfase e frequ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Atratividade<\/strong>. A percep\u00e7\u00e3o da repeti\u00e7\u00e3o melhora com a atratividade do elemento que se repete. V\u00e1rios fatores determinam a atratividade, entre eles a raridade. Poucas palavras ocorrem muito e muitas palavras ocorrem pouco. Esta \u00e9 a regra geral do l\u00e9xico. Repeti\u00e7\u00e3o de palavras de largo uso como a das classes gramaticais fechadas (artigos, preposi\u00e7\u00f5es, pronomes) s\u00f3 \u00e9 percebida se houver outro fator favor\u00e1vel como proximidade ou frequ\u00eancia alta. Ex.:&nbsp;<em>Banco do Desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Sul<\/em>. J\u00e1 a repeti\u00e7\u00e3o de palavras raras \u00e9 percebida mesmo sem proximidade ou frequ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Proximidade<\/strong>. A percep\u00e7\u00e3o da repeti\u00e7\u00e3o&nbsp; melhora com a proximidade dos elementos repetidos. A rima liter\u00e1ria, por exemplo, nos casos de maior afastamento usava o esquema ABBA, ou seja n\u00e3o se faz rima liter\u00e1ria separada por mais de dois versos, pois o efeito n\u00e3o seria percebido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Frequ\u00eancia<\/strong>. A frequ\u00eancia das repeti\u00e7\u00f5es melhora a percep\u00e7\u00e3o do efeito. Quanto maior o n\u00famero de repeti\u00e7\u00f5es, maior a possibilidade de percep\u00e7\u00e3o do efeito. Se a repeti\u00e7\u00e3o \u00e9 peri\u00f3dica, ou seja, se \u00e9 um ritmo, ela cria a expectativa da pr\u00f3xima repeti\u00e7\u00e3o, o que estimula a percep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00canfase<\/strong>. A percep\u00e7\u00e3o da repeti\u00e7\u00e3o melhora com a \u00eanfase sobre a repeti\u00e7\u00e3o. A rima liter\u00e1ria, por exemplo, \u00e9 feita no final do verso, que \u00e9 uma posi\u00e7\u00e3o enf\u00e1tica. Consegue-se \u00eanfase de v\u00e1rios modos: pela posi\u00e7\u00e3o, entoa\u00e7\u00e3o, tipografia, etc.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Repeti\u00e7\u00e3o: qualidade ou defeito?<\/h3>\n\n\n\n<p>A repeti\u00e7\u00e3o pode surtir efeitos positivos ou negativos, conforme a impress\u00e3o que suscita.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>O efeito \u00e9 negativo quando o que se suscita \u00e9 impress\u00e3o de excesso, de descuido na elabora\u00e7\u00e3o, de limita\u00e7\u00e3o da qualifica\u00e7\u00e3o do codificador, de prolixidade.<\/li><li>O efeito \u00e9 positivo se produzir iconia, criar regularidade, ritmo, atmosfera, \u00eanfase.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Repetir ou usar sin\u00f4nimos?<\/strong> Nos discursos em que um conceito \u00e9 citado diversas vezes, o emissor tem de escolher entre repetir sempre o mesmo signo para design\u00e1-lo ou usar sin\u00f4nimos. No caso de repetir, corre o risco de cair no excesso. A solu\u00e7\u00e3o oposta, por vezes, leva ao pedantismo, \u00e0 estranheza, \u00e0 inadequa\u00e7\u00e3o contextual. A decis\u00e3o \u00e9 est\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 regras infal\u00edveis para detectar quando a repeti\u00e7\u00e3o deixa de ser qualidade para ser um v\u00edcio. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 subjetiva.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Pleonasmo<\/h3>\n\n\n\n<p>Quando o efeito da repeti\u00e7\u00e3o extrapola certo limite subjetivo e a repeti\u00e7\u00e3o \u00e9 considerada uma trivialidade, um sup\u00e9rfluo, um excesso com efeito c\u00f4mico, temos o pleonasmo. H\u00e1 dois tipos de pleonasmo:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pleonasmo de repeti\u00e7\u00e3o<\/strong>. Exemplo: &#8216;Subir para cima&#8217; que equivale a &#8216;subir e ir para cima&#8217;, &#8216;Pleonasmo de repeti\u00e7\u00e3o \u00e9 redundante e repetitivo&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pleonasmo de trivialidade<\/strong>. Exemplo: &#8216;Chove chuva&#8217;, &#8216;fr\u00edgida neve&#8217;, &#8216;cad\u00e1ver mudo&#8217;. Neste caso, uma parte do enunciado \u00e9 implica\u00e7\u00e3o \u00f3bvia da outra. &#8216;Fa\u00e7a o bem, n\u00e3o fa\u00e7a o mal&#8217;. Um enunciado \u00e9 a nega\u00e7\u00e3o do contr\u00e1rio do outro.<\/p>\n\n\n\n<p>A caracteriza\u00e7\u00e3o do pleonasmo \u00e9 contextual e subjetiva. O enunciado &#8216;Comer comida&#8217; n\u00e3o pode ser rotulado como pleonasmo fora de um contexto. Pode-se comer outras coisas al\u00e9m de comida.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quiasmo<\/h3>\n\n\n\n<p>Quiasmo \u00e9 a repeti\u00e7\u00e3o sim\u00e9trica. Exemplo:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>Cheguei. Chegaste.<br>Tu vinhas fatigada e triste<br>e triste e fatigado eu vinha.<\/em><br><span style=\"color: #474747; font-style: italic;\">Olavo Bilac<\/span><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Na l\u00edngua, que \u00e9 linear, a repeti\u00e7\u00e3o sim\u00e9trica tem a forma geral &#8230;C, B, A, A, B, C,&#8230; Em linguagens n\u00e3o-lineares h\u00e1 outras possibilidades de simetria.<\/p>\n\n\n\n<p>Um caso especial de repeti\u00e7\u00e3o sim\u00e9trica \u00e9 a antimet\u00e1bole, que classificamos como trocadilho. A antimet\u00e1bole \u00e9 ao mesmo tempo repeti\u00e7\u00e3o sim\u00e9trica e trocadilho.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Ritmo<\/h3>\n\n\n\n<p>Ritmo \u00e9 a repeti\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica de uma sequ\u00eancia chamada compasso. Em literatura, o ritmo mais comentado \u00e9 o da intensidade das s\u00edlabas do discurso, mas pode-se falar num ritmo das rimas se o poema tiver rimas em posi\u00e7\u00f5es fixas, ou num ritmo da m\u00e9trica, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>A poesia anterior ao modernismo valorizava o ritmo das s\u00edlabas intensas, provavelmente movida pelo mesmo princ\u00edpio de ordem e unidade que norteava o uso da rima, do metro, da estrofe e pela origem musical da poesia.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 autores que apontam iconias relativas aos ritmos das s\u00edlabas intensas. Assim:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Bin\u00e1rio<\/strong>: intensa, fraca, intensa,&#8230; \u00e9 mais adequado para significados relativos a equil\u00edbrio, seguran\u00e7a, persist\u00eancia, calma, vagar.<\/li><li><strong>Tern\u00e1rio<\/strong>: intensa, fraca, fraca&#8230; \u00e9 mais adequado a significados relativos a desequil\u00edbrio, impacto, viol\u00eancia, inseguran\u00e7a, pressa.<\/li><li><strong>Quatern\u00e1rio<\/strong>: intensa, fraca, fraca, fraca&#8230; \u00e9 pr\u00f3prio para textos que sugerem velocidade, leveza, distanciamento, suavidade.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>O ritmo nos discursos espont\u00e2neos \u00e9 espor\u00e1dico e acidental. Para que ocorra sistematicamente \u00e9 preciso inten\u00e7\u00e3o e elabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">M\u00e9trica<\/h3>\n\n\n\n<p>M\u00e9trica \u00e9 uma regularidade quanto ao n\u00famero de s\u00edlabas de cada segmento de discurso compreendido entre duas pausas n\u00edtidas de entoa\u00e7\u00e3o. \u00c9 repeti\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica do n\u00famero de s\u00edlabas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Redund\u00e2ncia<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 a repeti\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00f5es com ou sem repeti\u00e7\u00e3o de formas e pode se dar em diversos n\u00edveis: fonol\u00f3gico, sint\u00e1tico, sem\u00e2ntico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Redund\u00e2ncia de discurso<\/strong>. A redund\u00e2ncia de discurso pode ocorrer espont\u00e2nea ou intencionalmente. Em certos casos \u00e9 considerada defeito, noutros, qualidade. Intencionalmente, ela \u00e9 praticada como uma precau\u00e7\u00e3o contra danos \u00e0 transmiss\u00e3o causados por ru\u00eddos, desaten\u00e7\u00e3o, incompreens\u00e3o, anomalias, etc. Em outros casos, sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9&nbsp; dar \u00eanfase a uma mensagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Redund\u00e2ncia de discurso \u00e9 aquela que resulta da liberdade do emissor para escolher entre as v\u00e1rias possibilidades gramaticais v\u00e1lidas na l\u00edngua. Exemplo: &#8216;Muito bem, excelente, \u00f3timo&#8217;. A redund\u00e2ncia aqui \u00e9 sem\u00e2ntica, o mesmo significado \u00e9 veiculado tr\u00eas vezes. Para este enunciado existe alternativa n\u00e3o redundante e n\u00e3o se fere a estrutura da l\u00edngua com este ganho de concis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Redund\u00e2ncia de c\u00f3digo.<\/strong> Existe uma redund\u00e2ncia de c\u00f3digo que \u00e9 inerente \u00e0 estrutura da l\u00edngua. Cada idioma tem suas redund\u00e2ncias estruturais. Exemplo: &#8216;Eu fa\u00e7o&#8217;. Esta frase no portugu\u00eas tem uma redund\u00e2ncia estrutural que \u00e9 a determina\u00e7\u00e3o do sujeito da ora\u00e7\u00e3o tanto no pronome como na flex\u00e3o do verbo. Para elimin\u00e1-la poderia ser usada a forma: &#8216;Fa\u00e7o&#8217;. Muitas das redund\u00e2ncias de l\u00edngua n\u00e3o apresentam alternativa concisa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Abund\u00e2ncia<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 a caracter\u00edstica da forma que apresenta mais elementos que os hipoteticamente suficientes para o cumprimento de sua fun\u00e7\u00e3o. S\u00e3o elementos que juntos, e s\u00f3 quando juntos, desempenham uma fun\u00e7\u00e3o. Um exemplo no n\u00edvel fonol\u00f3gico: as variantes pros\u00f3dicas &#8216;fomo&#8217;, &#8216;viajamo&#8217; e &#8216;voltamo&#8217; dos verbos &#8216;ir&#8217;, &#8216;viajar&#8217; e &#8216;voltar&#8217; ilustram uma abund\u00e2ncia fonol\u00f3gica estrutural da l\u00edngua. As variantes existem em fun\u00e7\u00e3o da in\u00e9rcia que faz o idioma se transformar no sentido da economia. Os fonemas &#8216;s&#8217; finais s\u00e3o abundantes na caracteriza\u00e7\u00e3o da primeira pessoa do plural do verbo, tanto que podem ser eliminados sem que se perca a sua fun\u00e7\u00e3o. Neste caso, o idioma utiliza mais fonemas que o necess\u00e1rio para o cumprimento da sua fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro exemplo no n\u00edvel ortogr\u00e1fico: &#8216;ss&#8217; no portugu\u00eas \u00e9 um d\u00edgrafo que representa o fonema sibilante &#8216;s&#8217; em algumas palavras. Temos uma repeti\u00e7\u00e3o de grafemas, mas n\u00e3o uma redund\u00e2ncia de grafemas, pois, \u00e9 a jun\u00e7\u00e3o dos dois e s\u00f3 dos dois que cumpre a fun\u00e7\u00e3o. Temos abund\u00e2ncia porque s\u00e3o necess\u00e1rios dois elementos para uma s\u00f3 fun\u00e7\u00e3o, neste caso dois elementos iguais.&nbsp;A abund\u00e2ncia tamb\u00e9m no c\u00f3digo e no discurso.<\/p>\n\n\n\n<p>O elemento abundante pode hipoteticamente ser eliminado sem inviabilizar a sua fun\u00e7\u00e3o. Os elementos que permanecem t\u00eam a propriedade de se distinguir de outros elementos de mesma classe, quer dizer, um dos quesitos para a sufici\u00eancia \u00e9 o da distin\u00e7\u00e3o. No exemplo das variantes dos verbos do portugu\u00eas fica claro que o &#8216;s&#8217; n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio no papel de distinguir aquela forma de outras flex\u00f5es do verbo.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma linguagem artificial otimizada para a economia seria livre de redund\u00e2ncias e abund\u00e2ncias. Nela, nenhum elemento do discurso poderia ser suprimido sem preju\u00edzo para a mensagem. Todos os elementos teriam fun\u00e7\u00e3o distintiva.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Rima<\/h3>\n\n\n\n<p>Genericamente, rima \u00e9 toda semelhan\u00e7a fonol\u00f3gica entre as partes do discurso, \u00e9 repeti\u00e7\u00e3o fonol\u00f3gica. Alguns exemplos de rimas entre palavras:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Posteriores<\/strong>:&nbsp;<em>rima<\/em>,&nbsp;<em>lima<\/em>,&nbsp;<em>prima<\/em>.<\/li><li><strong>Anteriores<\/strong>:&nbsp;<em>copo<\/em>,&nbsp;<em>c\u00f3pula<\/em>,&nbsp;<em>c\u00f3pia<\/em>.<\/li><li><strong>Difusas<\/strong>:&nbsp;<em>t\u00e1rtaro<\/em>,&nbsp;<em>extrato<\/em>,&nbsp;<em>tratado<\/em>,&nbsp;<em>t\u00e2ntalo<\/em>.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Rima cl\u00e1ssica<\/strong> \u00e9 aquela que se verifica na parte posterior da palavra, quando temos a mesma sequ\u00eancia de fonemas a partir da vogal mais intensa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alitera\u00e7\u00e3o<\/strong> \u00e9 a repeti\u00e7\u00e3o difusa de fonemas e tamb\u00e9m pode ser considerada rima.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo repeti\u00e7\u00e3o, para surtir efeito a rima tem de ser percebida. Isso depende de fatores como atratividade dos termos rimados, distanciamento entre os termos rimados, frequ\u00eancia das rimas e a \u00eanfase dada a elas.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez nenhum recurso de Ret\u00f3rica esteja t\u00e3o associado ao discurso de inten\u00e7\u00e3o po\u00e9tica quanto a rima cl\u00e1ssica, de tal modo que \u00e9 quase inevit\u00e1vel rotular o discurso rimado como discurso de inten\u00e7\u00e3o po\u00e9tica. Arist\u00f3teles j\u00e1 dizia que n\u00e3o \u00e9 assim. Pode-se fazer rima em qualquer modalidade de discurso e que n\u00e3o \u00e9 a presen\u00e7a da rima que converte o discurso em poesia. Mas a associa\u00e7\u00e3o existe, refor\u00e7ada por uma longa tradi\u00e7\u00e3o de poesia rimada e tamb\u00e9m pela estranha regra estil\u00edstica da indiferencia\u00e7\u00e3o fonol\u00f3gica na prosa. Praticamente n\u00e3o h\u00e1 manual de estil\u00edstica que n\u00e3o prescreva o expurgo da rima na prosa.<\/p>\n\n\n\n<p>A rima tem por caracter\u00edstica chamar aten\u00e7\u00e3o sobre o significante. Praticada sistematicamente, d\u00e1 ao discurso uma impress\u00e3o de ordem, de unidade. Praticada de forma peri\u00f3dica, cria expectativa no receptor, que passa a esper\u00e1-la em posi\u00e7\u00f5es fixas do discurso.<\/p>\n\n\n\n<p>No discurso espont\u00e2neo, a rima s\u00f3 ocorre espor\u00e1dica e acidentalmente. Para que ocorra sistematicamente e em posi\u00e7\u00f5es fixas, como na poesia cl\u00e1ssica, \u00e9 preciso inten\u00e7\u00e3o e em certos casos at\u00e9 virtuosismo para transparecer naturalidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Figuras de linguagem (Recursos ret\u00f3ricos)<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/alegoria\/\">Alegoria<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/elipse\/\">Elipse<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/iconia\/\">Iconia<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/ironia\/\">Ironia<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/metafora\/\">Met\u00e1fora<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/metaplasmo\/\">Metaplasmo<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/metonimia\/\">Meton\u00edmia<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/titulo\/\">O t\u00edtulo como recurso ret\u00f3rico<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/ordem\/\">Ordem do discurso<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/oximoro\/\">Ox\u00edmoro<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/editoriais\/\">Recursos ret\u00f3ricos editoriais<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/entoativos-e-gestuais\/\">Recursos ret\u00f3ricos entoativos e gestuais<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/ortograficos\/\">Recursos ret\u00f3ricos ortogr\u00e1ficos<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/repeticao\/\">Repeti\u00e7\u00e3o<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/segmentacao\/\">Segmenta\u00e7\u00e3o do discurso<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/trocadilho\/\">Trocadilho<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/outros-recursos\/\">Figuras de linguagem pouco conhecidas<\/a><\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A repeti\u00e7\u00e3o como recurso de Ret\u00f3rica \u00e9 praticada em diversos n\u00edveis: fonol\u00f3gico, gramatical, gr\u00e1fico, etc. H\u00e1 tr\u00eas casos de repeti\u00e7\u00e3o: Repeti\u00e7\u00e3o de formas de mesma fun\u00e7\u00e3o, ocorr\u00eancias redundantes. Repeti\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00f5es sob diferentes formas, igualmente redundantes. Repeti\u00e7\u00e3o de formas com diferentes fun\u00e7\u00f5es. N\u00e3o h\u00e1 redund\u00e2ncia. Um exemplo: &#8216;Come para viver ou&nbsp; vive para comer?&#8217; A &hellip; <a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/repeticao\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Repeti\u00e7\u00e3o &#8211; figura de linguagem<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[78],"tags":[97,94,95,98,93,96],"class_list":["post-142","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-recursos-retorica","tag-metrica","tag-pleonasmo","tag-quiasmo","tag-redundancia","tag-repeticao","tag-ritmo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p74YWN-2i","jetpack-related-posts":[{"id":12,"url":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/taxonomia-de-recursos\/","url_meta":{"origin":142,"position":0},"title":"Taxonomia de recursos ret\u00f3ricos","author":"Radam\u00e9s","date":false,"format":false,"excerpt":"A abund\u00e2ncia de recursos ret\u00f3ricos \u00e9 caracter\u00edstica da maioria dos tratados de Ret\u00f3rica, inclusive este. Provavelmente, em fun\u00e7\u00e3o dessa abund\u00e2ncia e da disparidade entre os recursos ret\u00f3ricos, houve, tradicionalmente, consider\u00e1vel disp\u00eandio de esfor\u00e7o para classific\u00e1-los. Em alguns casos, esse disp\u00eandio drenou toda a aten\u00e7\u00e3o dos ret\u00f3ricos, e o que deveria\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Para come\u00e7ar&quot;","block_context":{"text":"Para come\u00e7ar","link":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/category\/retorica\/para-comecar\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica-1.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":132,"url":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/trocadilho\/","url_meta":{"origin":142,"position":1},"title":"Trocadilho","author":"Radam\u00e9s","date":false,"format":false,"excerpt":"O trocadilho resulta de uma semelhan\u00e7a formal entre dois enunciados, por vezes, um deles el\u00edptico, semelhan\u00e7a que pode chegar \u00e0 identidade. Alguns trocadilhos relacionam uma par\u00e1frase com seu parafraseado. Os trocadilhos el\u00edpticos n\u00e3o deixam de ser um tipo de ambiguidade intencional.\u00a0 O trocadilho pode ser intencional ou acidental, como ocorre\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Recursos&quot;","block_context":{"text":"Recursos","link":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/category\/retorica\/recursos-retorica\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/gram%C3%A1tica.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":23,"url":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/o-elenco-de-recursos\/","url_meta":{"origin":142,"position":2},"title":"A lista de recursos ret\u00f3ricos","author":"Radam\u00e9s","date":false,"format":false,"excerpt":"As defini\u00e7\u00f5es compreensivas de recurso ret\u00f3rico s\u00e3o feitas tentando sempre se adequar a um elenco subentendido de ocorr\u00eancias. O contr\u00e1rio n\u00e3o acontece: definir recurso ret\u00f3rico para s\u00f3 depois gerar o elenco. A tradi\u00e7\u00e3o pressiona neste sentido, o que torna dif\u00edcil, por exemplo, pensar em recurso ret\u00f3rico sem pensar em met\u00e1fora.\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Para come\u00e7ar&quot;","block_context":{"text":"Para come\u00e7ar","link":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/category\/retorica\/para-comecar\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica-1.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":331,"url":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/sintaxe\/aposicao\/","url_meta":{"origin":142,"position":3},"title":"Aposi\u00e7\u00e3o sint\u00e1tica","author":"Radam\u00e9s","date":false,"format":false,"excerpt":"A aposi\u00e7\u00e3o ocorre quando dois ou mais segmentos distintos ocupam a mesma posi\u00e7\u00e3o na estrutura sint\u00e1tica do enunciado. Veja o exemplo: Olavo Bilac, o Pr\u00edncipe dos Poetas, pertenceu \u00e0 escola parnasiana. O segmento\u00a0Olavo Bilac, ocupa a mesma posi\u00e7\u00e3o na estrutura sint\u00e1tica da frase que\u00a0o Pr\u00edncipe dos poetas. Ambos podem ser\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Sintaxe&quot;","block_context":{"text":"Sintaxe","link":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/category\/gramatica\/sintaxe\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/gram%C3%A1tica.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":166,"url":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/ironia\/","url_meta":{"origin":142,"position":4},"title":"Ironia &#8211; figura de linguagem","author":"Radam\u00e9s","date":false,"format":false,"excerpt":"Ironia \u00e9 a afirma\u00e7\u00e3o de algo diferente do que se deseja comunicar, geralmente o contr\u00e1rio, na qual o emissor deixa transparecer a contrariedade por meio do contexto do discurso, ou atrav\u00e9s da alguma diferencia\u00e7\u00e3o editorial, ou entoativa ou gestual. O que diferencia a ironia do enunciado falso simples \u00e9 a\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Recursos&quot;","block_context":{"text":"Recursos","link":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/category\/retorica\/recursos-retorica\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica-1.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":9,"url":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/retorica-e-estilistica\/","url_meta":{"origin":142,"position":5},"title":"Ret\u00f3rica e Estil\u00edstica","author":"Radam\u00e9s","date":false,"format":false,"excerpt":"A Ret\u00f3rica ocupa-se daquilo que torna o discurso espec\u00edfico e de como esta especificidade contribui para a sua efic\u00e1cia. J\u00e1 a Estil\u00edstica, como \u00e1rea de conhecimento, ocupa-se das especificidades t\u00edpicas. Neste sentido, nem a Ret\u00f3rica nem a Estil\u00edstica definem estilos. Na hist\u00f3ria da Ret\u00f3rica, por\u00e9m, constantemente os ret\u00f3ricos se ocupavam\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Para come\u00e7ar&quot;","block_context":{"text":"Para come\u00e7ar","link":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/category\/retorica\/para-comecar\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica-1.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=142"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4083,"href":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142\/revisions\/4083"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=142"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=142"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=142"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}