{"id":157,"date":"2013-09-23T21:44:16","date_gmt":"2013-09-24T00:44:16","guid":{"rendered":"http:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/?p=157"},"modified":"2020-11-23T15:45:05","modified_gmt":"2020-11-23T18:45:05","slug":"metonimia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/metonimia\/","title":{"rendered":"Meton\u00edmia &#8211; figura de linguagem"},"content":{"rendered":"\n<p>Como acontece com a met\u00e1fora, a leitura imediata de uma meton\u00edmia nos revela uma impertin\u00eancia. O leitor tentar\u00e1 resolv\u00ea-la usando um algoritmo pr\u00f3prio para meton\u00edmias. Os elementos desse algoritmo s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>substituto<\/li><li>substitu\u00eddo<\/li><li>rela\u00e7\u00e3o de contiguidade<\/li><li>decifra\u00e7\u00e3o<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Decifrar a meton\u00edmia consiste em chegar ao termo substitu\u00eddo, ou seja, ao referente que atende \u00e0 dupla condi\u00e7\u00e3o de ocupar a posi\u00e7\u00e3o do substituto e manter com este uma rela\u00e7\u00e3o de contiguidade. A decifra\u00e7\u00e3o depende do contexto e deve ser pertinente a ele.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"604\" height=\"453\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica.jpg?resize=604%2C453&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3281\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica.jpg?w=640&amp;ssl=1 640w, https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 604px) 100vw, 604px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Um exemplo:&nbsp;<em>Leu Drummond<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Substituto<\/strong>:&nbsp;<em>Drummond<\/em><\/li><li><strong>Rela\u00e7\u00e3o de contiguidade<\/strong>: Drummond \u00e9 autor das poesias.<\/li><li><strong>Substitu\u00eddo<\/strong>: poesias de Drummond.<\/li><li><strong>Decifra\u00e7\u00e3o<\/strong>:&nbsp;<em>Leu poesias de Drummond.<\/em><\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Tipos de meton\u00edmia<\/h3>\n\n\n\n<p>As meton\u00edmias normalmente s\u00e3o classificadas pelo tipo de rela\u00e7\u00e3o que vincula o substitu\u00eddo ao substituto. Alguns casos not\u00e1veis:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Parte pelo todo<\/strong>. Ex.:\u00a0<em>Ficou sem teto<\/em>. Substitu\u00eddo: <em>casa<\/em>.<\/li><li><strong>Esp\u00e9cie pelo indiv\u00edduo<\/strong>. Ex.:\u00a0<em>O homem foi \u00e0 Lua<\/em>. Substitu\u00eddo:\u00a0<em>alguns astronautas<\/em>.<\/li><li><strong>Efeito pela causa<\/strong>. Ex.:\u00a0<em>Respeite-lhe os cabelos brancos<\/em>. Substitu\u00eddo:\u00a0<em>velhice<\/em>.<\/li><li><strong>A coisa por seu s\u00edmbolo.<\/strong> Ex.: A<em> su\u00e1stica paira sobre a Europa<\/em>. Substitu\u00eddo:\u00a0<em>nazismo<\/em>.<\/li><li><strong>A coisa por um seu atributo.<\/strong> \u00c9 a per\u00edfrase. Neste tipo de meton\u00edmia \u00e9 comum o enunciado meton\u00edmico tornar-se s\u00edmbolo do seu substituto. Ex.:\u00a0<em>Poeta dos escravos<\/em>, <em>Cidade Luz<\/em>. Substitu\u00eddos:\u00a0<em>Castro Alves<\/em> e\u00a0<em>Paris<\/em>.<\/li><li><strong>Continente pelo conte\u00fado.<\/strong> Ex.:\u00a0<em>Um litro de leite<\/em>.<\/li><li><strong>Autor pela obra.<\/strong> Ex.:\u00a0<em>Leiloaram um Portinari<\/em>. Substitu\u00eddo:\u00a0<em>um quadro pintado por Portinari<\/em>.<\/li><li><strong>O local pela coisa.<\/strong> Ex.:\u00a0<em>O Pal\u00e1cio do Planalto divulgou nota<\/em>. Substitu\u00eddo:\u00a0<em>o porta-voz da Presid\u00eancia<\/em>.<\/li><li><strong>Singular pelo plural:<\/strong>\u00a0<em>O imigrante povoou o Norte<\/em>. Substitu\u00eddo:\u00a0<em>os imigrantes<\/em>.<\/li><li><strong>A mat\u00e9ria pela coisa:<\/strong>\u00a0<em>Trajava um pano de primeira<\/em>. Substitu\u00eddo:\u00a0<em>roupa<\/em>.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Delimita\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>Se apresentarmos alguns exemplos do que se entende por meton\u00edmia para uma pessoa que nunca estudou Ret\u00f3rica n\u00e3o ser\u00e1 dif\u00edcil, dali por diante, que ela identifique outras ocorr\u00eancias de meton\u00edmia que lhe sejam apresentadas. \u00c9 simples reconhecer intuitivamente uma meton\u00edmia, mas \u00e9 muito dif\u00edcil dar a ela uma defini\u00e7\u00e3o compreensiva. Essa dificuldade decorre de quest\u00f5es como:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A parte pelo todo.<\/strong> Dizer que uma meton\u00edmia se forma permutando a parte pelo todo \u00e9 uma informa\u00e7\u00e3o relevante mas n\u00e3o suficiente para gerar meton\u00edmias adequadas pois nem toda parte que substitui o todo produz o efeito desejado. Exemplo:\u00a0<em>Ap\u00f3s o inc\u00eandio ficou sem casa<\/em>. Este enunciado pode ser substitu\u00eddo por uma meton\u00edmia:\u00a0<em>Ficou sem teto<\/em>. Se a escolha da parte fosse arbitr\u00e1ria, poder\u00edamos obter boas meton\u00edmias dizendo:\u00a0<em>Ficou sem janela<\/em> ou\u00a0<em>Ficou sem parede<\/em> ou\u00a0<em>Ficou sem soalho<\/em>. Mas n\u00e3o \u00e9 o que acontece. \u00c9 comum ouvirmos:\u00a0<em>Leu Arist\u00f3teles<\/em>, <em>Hoje, concerto. No programa: Stravinski<\/em>. Mas j\u00e1 n\u00e3o se ouve: <em>Queimou uma Edison<\/em> no lugar de\u00a0<em>Queimou uma l\u00e2mpada<\/em> embora\u00a0<em>l\u00e2mpada\/Edison<\/em> gozem da mesma rela\u00e7\u00e3o obra\/autor que existe nas meton\u00edmias v\u00e1lidas. <\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o se diz <em>Amputou um dedo<\/em> no lugar de\u00a0<em>Amputou uma m\u00e3o<\/em> embora a rela\u00e7\u00e3o\u00a0<em>dedo\/m\u00e3o<\/em> seja do tipo parte\/todo. Para a meton\u00edmia ser bem-sucedida algumas condi\u00e7\u00f5es a mais precisam ser observadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Observando uma boa amostragem de meton\u00edmias podemos induzir alguns tipos como: parte\/todo, continente\/conte\u00fado, obra\/autor, etc. Cada tipo apresenta peculiaridades e \u00e9 razoavelmente distinto dos demais, o que dificulta a redu\u00e7\u00e3o da disparidade. Na meton\u00edmia&nbsp;<em>triste madrugada<\/em> h\u00e1 uma tradu\u00e7\u00e3o bem diversa da meton\u00edmia&nbsp;<em>um quilo de batatas<\/em>. Na primeira temos uma personifica\u00e7\u00e3o, e na segunda, uma equival\u00eancia de quantidades.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Efeito modificador<\/h3>\n\n\n\n<p>Em princ\u00edpio, no enunciado meton\u00edmico o substituto equivale em significa\u00e7\u00e3o ao substitu\u00eddo. S\u00f3 em princ\u00edpio, pois, boa parte das meton\u00edmias n\u00e3o se sobrep\u00f5e perfeitamente em significado \u00e0s suas decifra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Analisemos o seguinte exemplo:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Completou quinze anos<\/em>.<\/li><li>Completou quinze primaveras.<\/li><li>Completou quinze invernos.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>O primeiro enunciado \u00e9 a decifra\u00e7\u00e3o das duas meton\u00edmias que lhe seguem. S\u00e3o meton\u00edmias do tipo parte pelo todo. A meton\u00edmia que usa &#8216;primaveras&#8217; \u00e9 bem comum. A meton\u00edmia que usa\u00a0<em>invernos<\/em> n\u00e3o \u00e9 adequada para substituir a que usa <em>primaveras<\/em>. Quando usamos a meton\u00edmia das\u00a0<em>primaveras<\/em>, o discurso ganha um acr\u00e9scimo de significa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o teria se fosse usado o enunciado n\u00e3o meton\u00edmico. <\/p>\n\n\n\n<p>Com a meton\u00edmia das\u00a0<em>primaveras<\/em> a mensagem al\u00e9m de afirmar um fato d\u00e1 um ju\u00edzo de valor sobre o fato. A meton\u00edmia tem este potencial modificador da mensagem relativamente ao enunciado pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p>A meton\u00edmia&nbsp;<em>O Brasil todo est\u00e1 clamando<\/em> n\u00e3o \u00e9 equivalente por completo ao significado de&nbsp;<em>Os brasileiros todos est\u00e3o clamando<\/em>. Nessa meton\u00edmia, o clamor se estende para al\u00e9m do seu s\u00edtio natural. Poder\u00edamos dizer tratar-se de uma meton\u00edmia hiperb\u00f3lica.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns tipos de modifica\u00e7\u00e3o not\u00e1veis que a meton\u00edmia pode operar:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Redu\u00e7\u00e3o<\/strong>: na meton\u00edmia&nbsp;<em>Ficou sem teto<\/em>, a dimens\u00e3o do fato que envolve a perda de uma casa fica reduzida ao seu aspecto mais dram\u00e1tico. Dizer&nbsp;<em>Ficou sem teto<\/em> est\u00e1 mais pr\u00f3ximo de&nbsp;<em>Ficou desamparado<\/em> do que de&nbsp;<em>Ficou sem casa<\/em>.<\/li><li><strong>Amplia\u00e7\u00e3o<\/strong>: na meton\u00edmia&nbsp;<em>O Brasil est\u00e1 clamando<\/em> procura-se amplificar a dimens\u00e3o do fato.<\/li><li><strong>Agregado de conota\u00e7\u00e3o<\/strong>. \u00c9 o caso do exemplo&nbsp;<em>Completou quinze primaveras<\/em>.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Fun\u00e7\u00f5es<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Economia<\/strong>: uma meton\u00edmia em que o substituto \u00e9 menos extenso que o substitu\u00eddo se presta \u00e0 economia. Tamb\u00e9m temos economia quando o enunciado meton\u00edmico tem significa\u00e7\u00e3o mais extensa que a do enunciado pr\u00f3prio.<\/li><li><strong>Variar <\/strong>para n\u00e3o repetir.<\/li><li><strong>Atenua\u00e7\u00e3o ou agravamento<\/strong>. Muitos eufemismos e disfemismos s\u00e3o meton\u00edmias.<\/li><li><strong>\u00canfase<\/strong>.<\/li><li><strong>Modifica\u00e7\u00e3o<\/strong>, redu\u00e7\u00e3o, amplia\u00e7\u00e3o do espectro de significa\u00e7\u00e3o do enunciado pr\u00f3prio.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Interface entre meton\u00edmia e met\u00e1fora<\/h3>\n\n\n\n<p>Alguns casos de meton\u00edmia se assemelham \u00e0 defini\u00e7\u00e3o da met\u00e1fora. Exemplo:&nbsp;<em>O homem foi \u00e0 Lua<\/em>. No exemplo encontramos a meton\u00edmia. O substituto \u00e9 homem enquanto esp\u00e9cie e o substitu\u00eddo \u00e9&nbsp;<em>alguns astronautas<\/em>. Tamb\u00e9m \u00e9 plaus\u00edvel considerar o enunciado como uma met\u00e1fora. &#8216;Homem&#8217; \u00e9 um conceito semelhante a&nbsp;<em>alguns astronautas<\/em>. Na verdade todas as caracter\u00edsticas de&nbsp;<em>homem<\/em> s\u00e3o pertinentes a&nbsp;<em>alguns astronautas<\/em>. O que descarta o enquadramento do enunciado como met\u00e1fora \u00e9 a falta da inten\u00e7\u00e3o de comparar.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Meton\u00edmia e sentido preferencial<\/h3>\n\n\n\n<p>Pela pr\u00f3pria defini\u00e7\u00e3o, a meton\u00edmia \u00e9 um enunciado que pode ser substitu\u00eddo por um enunciado equivalente que admite leitura imediata.<\/p>\n\n\n\n<p>Certos tipos de meton\u00edmia impuseram-se de tal modo que a forma n\u00e3o meton\u00edmica que os substitui nunca \u00e9 usada. As meton\u00edmias do tipo continente-conte\u00fado s\u00e3o exemplo.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Uma garrafa de leite.<\/li><li>Um pacote de biscoitos.<\/li><li><em>Uma caixa de tomates<\/em>.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Quem haveria de usar as formas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Volume de leite que se cont\u00e9m em uma garrafa<\/em>.<\/li><li><em>Quantidade de biscoitos que cabem num pacote<\/em>.<\/li><li><em>Tomates em quantidade para encher uma caixa<\/em>.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>O enunciado\u00a0<em>um quilograma de carne<\/em> \u00e9 mais pitoresco. Um enunciado para substituir a meton\u00edmia seria:\u00a0<em>Quantidade de massa de carne id\u00eantica \u00e0 da massa do prot\u00f3tipo-padr\u00e3o, armazenado no Bureau Internacional de Pesos e Medidas<\/em>. \u00c9 uma meton\u00edmia do tipo: n\u00famero de unidades de medida por quantidade. O que seria da concis\u00e3o sem a meton\u00edmia num caso como este?<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Figuras de linguagem (Recursos ret\u00f3ricos)<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/alegoria\/\">Alegoria<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/elipse\/\">Elipse<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/iconia\/\">Iconia<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/ironia\/\">Ironia<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/metafora\/\">Met\u00e1fora<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/metaplasmo\/\">Metaplasmo<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/metonimia\/\">Meton\u00edmia<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/titulo\/\">O t\u00edtulo como recurso ret\u00f3rico<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/ordem\/\">Ordem do discurso<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/oximoro\/\">Ox\u00edmoro<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/editoriais\/\">Recursos ret\u00f3ricos editoriais<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/entoativos-e-gestuais\/\">Recursos ret\u00f3ricos entoativos e gestuais<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/ortograficos\/\">Recursos ret\u00f3ricos ortogr\u00e1ficos<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/repeticao\/\">Repeti\u00e7\u00e3o<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/segmentacao\/\">Segmenta\u00e7\u00e3o do discurso<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/trocadilho\/\">Trocadilho<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/recursos-retorica\/outros-recursos\/\">Figuras de linguagem pouco conhecidas<\/a><\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como acontece com a met\u00e1fora, a leitura imediata de uma meton\u00edmia nos revela uma impertin\u00eancia. 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