{"id":211,"date":"2013-09-29T16:20:48","date_gmt":"2013-09-29T19:20:48","guid":{"rendered":"http:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/?p=211"},"modified":"2020-11-20T11:26:57","modified_gmt":"2020-11-20T14:26:57","slug":"sentidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/sentidos\/","title":{"rendered":"Os sentidos da palavra sentido"},"content":{"rendered":"\n<p>O estudo do sentido em Lingu\u00edstica tem uma dimens\u00e3o filos\u00f3fica, mas no momento o que vai nos ocupar \u00e9 a distin\u00e7\u00e3o entre alguns tipos relevantes de sentido.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Sentidos pr\u00f3prio e figurado<\/h3>\n\n\n\n<p>Comumente afirma-se que certas ocorr\u00eancias de discurso t\u00eam sentido pr\u00f3prio e sentido figurado. Geralmente os exemplos de tais ocorr\u00eancias s\u00e3o met\u00e1foras. Assim, em &#8216;Maria \u00e9 uma flor&#8217; diz-se que &#8216;flor&#8217; tem um sentido pr\u00f3prio e um sentido figurado. O sentido pr\u00f3prio \u00e9 o mesmo do enunciado: &#8216;parte do vegetal que gera a semente&#8217;. O sentido figurado \u00e9 o mesmo de &#8216;Maria, mulher bela, etc.&#8217; O sentido pr\u00f3prio, na acep\u00e7\u00e3o tradicional n\u00e3o \u00e9 pr\u00f3prio ao contexto, mas ao termo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"604\" height=\"453\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica.jpg?resize=604%2C453&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3281\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica.jpg?w=640&amp;ssl=1 640w, https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 604px) 100vw, 604px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p><strong>Pr\u00f3prio<\/strong>. O sentido tradicionalmente dito pr\u00f3prio sempre corresponde ao que definimos aqui como sentido imediato do enunciado. Al\u00e9m disso, alguns autores o julgam como sendo o sentido preferencial, o que comumente ocorre, mas nem sempre.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figurado<\/strong>. O sentido dito figurado \u00e9 o do enunciado que substitui a met\u00e1fora, e que em leitura imediata leva \u00e0 mesma mensagem que se obt\u00e9m pela decifra\u00e7\u00e3o da met\u00e1fora.<\/p>\n\n\n\n<p>O conceito de sentido pr\u00f3prio nasce do mito da exist\u00eancia da leitura ing\u00eanua, que ocorre esporadicamente, \u00e9 verdade, mas nunca mais que esporadicamente.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 muito o que criticar na ado\u00e7\u00e3o dos conceitos de sentido pr\u00f3prio e sentido figurado, pois ela abre um caminho de abordagem do fen\u00f4meno da met\u00e1fora. O que \u00e9 pass\u00edvel de cr\u00edtica \u00e9 a atribui\u00e7\u00e3o de status diferenciado para cada uma das categorias. Tradicionalmente o sentido pr\u00f3prio carrega uma conota\u00e7\u00e3o de sentido &#8216;natural&#8217;, sentido &#8216;primeiro&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<p>Invertendo a perspectiva, com os mesmos argumentos, poder\u00edamos afirmar que &#8216;natural&#8217;, &#8216;primeiro&#8217; \u00e9 o sentido figurado, afinal, \u00e9 o sentido figurado que possibilita a correta interpreta\u00e7\u00e3o do enunciado e n\u00e3o o sentido pr\u00f3prio. Se o sentido figurado \u00e9 o &#8216;verdadeiro&#8217; para o enunciado, por que n\u00e3o cham\u00e1-lo de &#8216;natural&#8217;, &#8216;primeiro&#8217;?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tradi\u00e7\u00e3o<\/strong>. Pela l\u00f3gica da Ret\u00f3rica tradicional, essa invers\u00e3o de perspectiva n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, pois o sentido figurado est\u00e1 impregnado de uma conota\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel. O sentido figurado \u00e9 visto como anormal e o sentido pr\u00f3prio, n\u00e3o. Ele carrega uma conota\u00e7\u00e3o positiva, logo, \u00e9 natural, primeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>A Ret\u00f3rica tradicional \u00e9 impregnada de moralismo e estetiza\u00e7\u00e3o e at\u00e9 a gera\u00e7\u00e3o de categorias se ressente disso. Essa tend\u00eancia para atribuir status \u00e0s categorias \u00e9 uma constante do pensamento antigo, cuja \u00edndole era hierarquizante, sempre buscando uma estrutura piramidal para o conhecimento, o que se estende at\u00e9 hoje em algumas teorias modernas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda hoje, apesar da imparcialidade t\u00edpica e necess\u00e1ria ao conhecimento cient\u00edfico, vemos conota\u00e7\u00f5es de valor sendo atribu\u00eddas a categorias ret\u00f3ricas a partir de considera\u00e7\u00f5es totalmente externas a ela. Um exemplo: o ret\u00f3rico que tenha para si a convic\u00e7\u00e3o de que a qualidade de qualquer discurso se fundamenta na sua novidade, originalidade, imprevisibilidade, tender\u00e1 a descrever os recursos ret\u00f3ricos como &#8216;desvios da normalidade&#8217;, pois o que lhe interessa \u00e9 p\u00f4r esses recursos ret\u00f3ricos a servi\u00e7o de sua concep\u00e7\u00e3o est\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Sentido imediato<\/h3>\n\n\n\n<p>Sentido imediato \u00e9 o que resulta de uma leitura imediata que, com certa reserva, poderia ser chamada de leitura ing\u00eanua ou leitura de m\u00e1quina de ler.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma leitura imediata \u00e9 aquela em que se sup\u00f5e a exist\u00eancia de uma s\u00e9rie de premissas que restringem a decodifica\u00e7\u00e3o tais como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>As frases seguem modelos completos de ora\u00e7\u00e3o da l\u00edngua.<\/li><li>O discurso \u00e9 l\u00f3gico.<\/li><li>Se a forma usada no discurso \u00e9 a mesma usada para estabelecer identidades l\u00f3gicas ou atribui\u00e7\u00f5es, ent\u00e3o, tem-se, respectivamente, identidade l\u00f3gica e atribui\u00e7\u00e3o.<\/li><li>Os significados s\u00e3o os encontrados no dicion\u00e1rio.<\/li><li>Existe concord\u00e2ncia entre termos sint\u00e1ticos.<\/li><li>Abstrai-se a conota\u00e7\u00e3o.<\/li><li>Sup\u00f5e-se que n\u00e3o h\u00e1 anomalias ling\u00fc\u00edsticas.<\/li><li>Abstrai-se o gestual, o entoativo e editorial enquanto modificadores do c\u00f3digo ling\u00fc\u00edstico.<\/li><li>Sup\u00f5e-se pertin\u00eancia ao contexto.<\/li><li>Abstrai-se iconias.<\/li><li>Abstrai-se alegorias, ironias, par\u00e1frases, trocadilhos, etc.<\/li><li>N\u00e3o se concebe a exist\u00eancia de locu\u00e7\u00f5es e frases feitas.<\/li><li>Sup\u00f5e-se que o uso do discurso \u00e9 comunicativo. Abstrai-se o uso expressivo, cerimonial.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Admitindo essas premissas, o discurso ser\u00e1 indecifr\u00e1vel, inintelig\u00edvel ou compreendido parcialmente toda vez que nele surgirem elipses, met\u00e1foras, meton\u00edmias, ox\u00edmoros, ironias, alegorias, anomalias, etc. Tamb\u00e9m passam despercebidas as conota\u00e7\u00f5es, as iconias, os modificadores gestuais, entoativos, editoriais, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, n\u00e3o existe o leitor absolutamente ing\u00eanuo, que se comporte como uma m\u00e1quina de ler, o que faz do conceito de leitura imediata apenas um pressuposto metodol\u00f3gico. O que existe s\u00e3o ocorr\u00eancias eventuais que se aproximam de uma leitura imediata, como quando algu\u00e9m toma o sentido literal pelo figurado, quando n\u00e3o capta uma ironia ou fica perplexo diante de um ox\u00edmoro.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 quem chame o discurso que admite leitura imediata de grau zero da escritura, identificando-a como uma forma mais primitiva de express\u00e3o. Esse grau zero n\u00e3o tem realidade, \u00e9 apenas um pressuposto. Os recursos de Ret\u00f3rica s\u00e3o anteriores a ele.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Sentido preferencial<\/h3>\n\n\n\n<p>Para compreender o sentido preferencial \u00e9 preciso conceber o enunciado descontextualizado ou em contexto de dicion\u00e1rio. Quando um enunciado \u00e9 realizado em contexto muito rarefeito, como \u00e9 o contexto em que se encontra uma palavra no dicion\u00e1rio, dizemos que ela est\u00e1 descontextualizada. Nesta situa\u00e7\u00e3o, o sentido preferencial \u00e9 o que, na m\u00e9dia, primeiro se imp\u00f5e para o enunciado. \u00d3bvio, o sentido que primeiro se imp\u00f5e para um receptor pode n\u00e3o ser o mesmo para outro. Por isso a defini\u00e7\u00e3o tem de considerar o resultado m\u00e9dio, o que n\u00e3o impede que pela necessidade moment\u00e2nea consideremos o significado preferencial para dado indiv\u00edduo.<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas regularidades podem ser observadas nos significados preferenciais. Por exemplo: o sentido preferencial da palavra porco costuma ser: &#8216;animal criado em granja para abate&#8217;, e nunca o de &#8216;indiv\u00edduo sem higiene&#8217;. Em outras palavras, geralmente o sentido que admite leitura imediata se imp\u00f5e sobre o que teve origem em processos metaf\u00f3ricos, aleg\u00f3ricos, meton\u00edmicos. Mas esta regra n\u00e3o \u00e9 geral. Vejamos o seguinte exemplo: &#8216;Um caminh\u00e3o de cimento&#8217;. O sentido preferencial para a frase dada \u00e9 o mesmo de &#8216;caminh\u00e3o carregado com cimento&#8217; e n\u00e3o o de &#8216;caminh\u00e3o constru\u00eddo com cimento&#8217;. Neste caso o sentido preferencial \u00e9 o meton\u00edmico, o que contrap\u00f5e a tese que diz que o sentido &#8216;figurado&#8217; n\u00e3o \u00e9 o &#8216;primeiro significado da palavra&#8217;. Tamb\u00e9m \u00e9 comum o sentido mais usado se impor sobre o menos usado.<\/p>\n\n\n\n<p>Para certos termos \u00e9 dif\u00edcil estabelecer o sentido preferencial. Um exemplo: Qual o sentido preferencial de\u00a0<em>manga<\/em>? O de <em>fruto<\/em> ou de\u00a0<em>uma parte da roupa<\/em>?<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Ret\u00f3rica<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/a-renovacao-da-retorica\/\">A renova\u00e7\u00e3o da Ret\u00f3rica<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/o-escopo-da-retorica\/\">O escopo da Ret\u00f3rica<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/o-mito-do-discurso-basico\/\">O mito do discurso b\u00e1sico<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/retorica-e-estilistica\/\">Ret\u00f3rica e Estil\u00edstica<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/retorica-e-teoria-da-informacao\/\">Ret\u00f3rica e teoria da informa\u00e7\u00e3o<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/o-elenco-de-recursos\/\">A lista de recursos ret\u00f3ricos<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/taxonomia-de-recursos\/\">Taxonomia de recursos<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/sentidos\/\">Os sentidos da palavra sentido<\/a><\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O estudo do sentido em Lingu\u00edstica tem uma dimens\u00e3o filos\u00f3fica, mas no momento o que vai nos ocupar \u00e9 a distin\u00e7\u00e3o entre alguns tipos relevantes de sentido. 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