{"id":217,"date":"2013-09-29T19:02:07","date_gmt":"2013-09-29T22:02:07","guid":{"rendered":"http:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/?p=217"},"modified":"2020-11-17T20:38:33","modified_gmt":"2020-11-17T23:38:33","slug":"vogal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/fonetica\/vogal\/","title":{"rendered":"Vogal"},"content":{"rendered":"\n<p>Os sons da fala s\u00e3o classificados desde a Antiguidade em dois grupos principais: vogais e consoantes. Vogais s\u00e3o os sons da fala que ocorrem quando o fluxo de ar percorre o aparelho fonador livre e continuamente, sem causar turbul\u00eancia ou enfrentar obstru\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria. Quando o fluxo de ar provoca turbul\u00eancia no aparelho fonador ou encontra uma obstru\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria, teremos a emiss\u00e3o de consoantes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"333\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/fonetica.jpg?resize=500%2C333&#038;ssl=1\" alt=\"Fon\u00e9tica\" class=\"wp-image-3250\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/fonetica.jpg?w=500&amp;ssl=1 500w, https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/fonetica.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>A emiss\u00e3o de uma vogal espec\u00edfica requer o posicionamento de v\u00e1rias partes do aparelho fonador. A l\u00edngua se move dentro da boca para frente e para tr\u00e1s, para cima e para baixo. Os l\u00e1bios podem ficar distensos ou arredondados. O v\u00e9u que fica no fundo da boca pode ficar elevado ou rebaixado, com isso permitindo que parte do fluxo de ar saia pela cavidade nasal. <\/p>\n\n\n\n<p>A combina\u00e7\u00e3o de todas essas possibilidades de posicionamento permite a produ\u00e7\u00e3o um n\u00famero indefinido de vogais. Vamos detalhar melhor essas possibilidades de posicionamento do aparelho fonador que influem na emiss\u00e3o de vogais. Dessa forma, estaremos descrevendo as vogais do ponto de vista articulat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Frontal \u2013 central \u2013 posterior<\/h4>\n\n\n\n<p>Durante a emiss\u00e3o de uma vogal, a l\u00edngua pode estar posicionada para frente da cavidade bucal, pode se colocar na parte mais central da boca ou recuar para o fundo na dire\u00e7\u00e3o do v\u00e9u palatino. O deslocamento da l\u00edngua nesse eixo horizontal \u00e9 cont\u00ednuo, mas os foneticistas estabelecem tr\u00eas posi\u00e7\u00f5es referenciais para a descri\u00e7\u00e3o das vogais: frontal, central e posterior. A posi\u00e7\u00e3o frontal \u00e9 a mais avan\u00e7ada poss\u00edvel em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 parte frontal da boca e a posterior, a mais recuada poss\u00edvel em dire\u00e7\u00e3o ao fundo da boca. A posi\u00e7\u00e3o central fica equidistante em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s duas posi\u00e7\u00f5es extremas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Fechada \u2013 semi-fechada \u2013 semi-aberta &#8211; aberta<\/h4>\n\n\n\n<p>A l\u00edngua se movimenta para cima e para baixo de forma cont\u00ednua. Esse posicionamento \u00e9 fundamental para a determina\u00e7\u00e3o da qualidade da vogal. Quando a l\u00edngua est\u00e1 rebaixada, o canal para a passagem do fluxo de ar se alarga. Quando a l\u00edngua se levanta em dire\u00e7\u00e3o ao palato, o canal se estreita. Os foneticistas estabelecem quatro posi\u00e7\u00f5es referenciais da l\u00edngua no eixo vertical do aparelho fonador: fechada, semifechada, semiaberta e aberta. <\/p>\n\n\n\n<p>A posi\u00e7\u00e3o aberta corresponde ao m\u00e1ximo rebaixamento da l\u00edngua e, consequentemente, ao canal mais aberto para o fluxo de ar. A posi\u00e7\u00e3o fechada corresponde \u00e0 m\u00e1xima eleva\u00e7\u00e3o da l\u00edngua que n\u00e3o restringe o fluxo de ar. Nessa posi\u00e7\u00e3o, o canal para a passagem do fluxo \u00e9 o menor poss\u00edvel para a emiss\u00e3o de vogais.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Arredondada \u2013 distensa<\/h4>\n\n\n\n<p>O posicionamento dos l\u00e1bios influi na qualidade das vogais. Os foneticistas definem duas posi\u00e7\u00f5es referenciais nesse caso: arredondada e distensa, que correspondem a dois extremos de movimenta\u00e7\u00e3o dos l\u00e1bios. Na situa\u00e7\u00e3o distensa os l\u00e1bios est\u00e3o relaxados em forma amendoada. Na condi\u00e7\u00e3o arredondada, os l\u00e1bios se contraem criando uma passagem arredondada para o fluxo de ar.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Oral \u2013 nasal<\/h4>\n\n\n\n<p>Durante a emiss\u00e3o de uma vogal \u00e9 poss\u00edvel rebaixar ou elevar o v\u00e9u palatino. No caso de este ficar elevado obstruindo a passagem para a cavidade nasal, o fluxo de ar ser\u00e1 todo canalizado para a boca. Teremos vogal oral. No caso de o v\u00e9u se rebaixar, uma parte do fluxo de ar vai subir para a cavidade nasal, alterando a qualidade da vogal. Teremos vogal nasal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Trap\u00e9zio voc\u00e1lico<\/h3>\n\n\n\n<p>Para a emiss\u00e3o de vogais, o \u00e1pice da l\u00edngua se desloca no interior do aparelho fonador tanto no eixo horizontal como no eixo vertical. Deslocando-se na horizontal, a l\u00edngua vem para frente ou recua para o fundo da boca. Ao deslocar-se na vertical a l\u00edngua sobe ou desce. Se mapearmos todas as posi\u00e7\u00f5es que o \u00e1pice da l\u00edngua pode assumir enquanto faz seus deslocamentos chegaremos a uma \u00e1rea cuja forma lembra um trap\u00e9zio com a base menor para baixo. \u00c9 o que os foneticistas chamam de trap\u00e9zio voc\u00e1lico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"246\" height=\"195\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/aparelhofonador2.jpg?resize=246%2C195&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3592\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><br>Aparelho fonador e trap\u00e9zio voc\u00e1lico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Vogais cardeais<\/h3>\n\n\n\n<p>Os foneticistas identificam no trap\u00e9zio voc\u00e1lico algumas vogais not\u00e1veis, aquelas que ficam em posi\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas do trap\u00e9zio. Essas vogais not\u00e1veis, chamadas de cardeais, servem de refer\u00eancia para a descri\u00e7\u00e3o dos sons da fala. Isso n\u00e3o quer dizer que tenham alguma import\u00e2ncia subjetiva no contexto dos idiomas do mundo, embora sejam as mais comuns nos fonem\u00e1rios desses idiomas. Veja no quadro a seguir as vogais cardeais definidas pela IPA. Para condensar a representa\u00e7\u00e3o, foi adotada a seguinte conven\u00e7\u00e3o: quando temos duas vogais ocupando o mesmo ponto no trap\u00e9zio, a da esquerda \u00e9 a distensa e a da direita \u00e9 sua correspondente arredondada.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"381\" height=\"267\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/vogaisipa.jpg?resize=381%2C267&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3593\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/vogaisipa.jpg?w=381&amp;ssl=1 381w, https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/vogaisipa.jpg?resize=300%2C210&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 381px) 100vw, 381px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Fonte: IPA International Phonetic Association (<a href=\"http:\/\/www2.arts.gla.ac.uk\/IPA\/index.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www2.arts.gla.ac.uk\/IPA\/index.htm<\/a>)<\/p>\n\n\n\n<p>Se quisermos descrever todas as vogais poss\u00edveis, temos que considerar as varia\u00e7\u00f5es que vem dos demais posicionamentos do aparelho fonador como distens\u00e3o\/arredondamento e oralidade\/nasalidade. Uma representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica exaustiva das vogais exige o uso de v\u00e1rios trap\u00e9zios voc\u00e1licos, cada um mostrando uma possibilidade diferente de combina\u00e7\u00e3o como oral-arredondada, oral-distensa, nasal-arredondada ou nasal distensa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">N\u00famero de vogais<\/h3>\n\n\n\n<p>Os trap\u00e9zios voc\u00e1licos nos d\u00e3o uma ideia das possibilidades de realiza\u00e7\u00e3o de vogais permitidas pelo aparelho fonador. Todas as vogais acontecem dentro da \u00e1rea cont\u00ednua do trap\u00e9zio, o que nos leva a crer que o n\u00famero de vogais poss\u00edveis \u00e9 indefinido e bastante alto. No entanto, h\u00e1 uma limita\u00e7\u00e3o a considerar. Vamos imaginar as vogais como pontos dentro do trap\u00e9zio voc\u00e1lico. Se marcarmos dois pontos no trap\u00e9zio e medirmos a dist\u00e2ncia que os separa, vamos ter uma ideia da diferencia\u00e7\u00e3o ac\u00fastica entre as duas vogais consideradas. <\/p>\n\n\n\n<p>Quando a dist\u00e2ncia entre os pontos \u00e9 grande, as vogais s\u00e3o acusticamente bem distintas. O ouvido n\u00e3o ter\u00e1 problemas para discriminar entre uma ou outra. Por outro lado, se a dist\u00e2ncia entre dois pontos no trap\u00e9zio for pequena, as vogais representadas por esses pontos ter\u00e3o propriedades ac\u00fasticas muito pr\u00f3ximas, pois as condi\u00e7\u00f5es de emiss\u00e3o s\u00e3o bem semelhantes. N\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil para o ouvido m\u00e9dio discriminar entre uma ou outra.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de vogais poss\u00edveis depende da capacidade de discrimina\u00e7\u00e3o do ouvido humano. O aparelho fonador opera em uma faixa cont\u00ednua de possibilidades. No entanto, se os par\u00e2metros de emiss\u00e3o forem muito semelhantes para duas vogais, corre-se o risco de o ouvido n\u00e3o captar as sutilezas ac\u00fasticas que as distinguem.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Limita\u00e7\u00e3o das possibilidades<\/h3>\n\n\n\n<p>Nem todas as combina\u00e7\u00f5es de par\u00e2metros s\u00e3o poss\u00edveis. Por exemplo: n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel emitir uma vogal aberta apresentar m\u00e1ximo avan\u00e7o frontal. Isso decorre de um impedimento anat\u00f4mico do aparelho fonador. Com o m\u00e1ximo avan\u00e7o frontal s\u00f3 conseguimos emitir vogais fechadas. Da mesma forma, as vogais baixas e posteriores s\u00e3o emitidas com l\u00e1bios mais distensos n\u00e3o ocorrendo um arredondamento m\u00e1ximo nesse caso.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Semivogais<\/h3>\n\n\n\n<p>As semivogais s\u00e3o derivadas de vogais&nbsp; emitidas em condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas que lhes d\u00e3o caracter\u00edsticas ac\u00fasticas diferenciadas. Basicamente, uma semivogal acontece quando fazemos uma emiss\u00e3o voc\u00e1lica na adjac\u00eancia de outra vogal que funciona como n\u00facleo da s\u00edlaba. A semivogal tem uma caracter\u00edstica ac\u00fastica reduzida em fun\u00e7\u00e3o de gravitar em torno da vogal nuclear da s\u00edlaba.<\/p>\n\n\n\n<p>Percebemos mais claramente as diferen\u00e7as entre vogal e semivogal se alongarmos a pron\u00fancia de s\u00edlabas que contem semivogal. O alongamento se dar\u00e1 na vogal e n\u00e3o na semivogal como na frase:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 goooooooooooooooooool.<br>\u00c9 do Brasiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiil.<\/p>\n\n\n\n<p>Na frase do exemplo o alongamento se d\u00e1 nas vogais \/\u00f4\/ da palavra&nbsp;<em>gol \/g\u00f4w\/<\/em> e \/i\/ da palavra<em>Brasil \/br\u00e1ziw\/<\/em>. A semivogal \/w\/ presente nas duas palavras n\u00e3o \u00e9 alongada. Se fosse, ter\u00edamos uma mudan\u00e7a fonol\u00f3gica nas palavras que causaria a cria\u00e7\u00e3o de uma nova s\u00edlaba.<\/p>\n\n\n\n<p>Tradicionalmente, j\u00e1 se firmou entre os foneticistas a tend\u00eancia para considerar semivogais como entidades diferenciadas das vogais. Esse procedimento \u00e9 apenas uma conven\u00e7\u00e3o que remete a tradi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. N\u00e3o haveria problema em se considerar as semivogais como vogais que n\u00e3o est\u00e3o funcionando como n\u00facleo sil\u00e1bico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Caracter\u00edsticas prim\u00e1rias e secund\u00e1rias<\/h3>\n\n\n\n<p>Uma vogal se define  por um conjunto de par\u00e2metros articulat\u00f3rios e ac\u00fasticos. Os par\u00e2metros que costumam ser tratados como prim\u00e1rios pelos foneticistas s\u00e3o tr\u00eas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Posicionamento da l\u00edngua no eixo horizontal: frontal \u2013 m\u00e9dia \u2013 posterior.<\/li><li>Posicionamento da l\u00edngua no eixo vertical: Aberta \u2013 semi-aberta \u2013 semi-fechada \u2013 fechada.<\/li><li>Arredondamento dos l\u00e1bios: arredondada \u2013 distensa.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Esses tr\u00eas par\u00e2metros s\u00e3o complementados por outras varia\u00e7\u00f5es. Em portugu\u00eas, a passagem ou n\u00e3o do ar pela cavidade nasal \u00e9 importante, pois usamos vogais orais e nasais. Em alguns idiomas, a dura\u00e7\u00e3o da vogal \u00e9 relevante para o sistema fonol\u00f3gico, em outras, o tom da vogal pode ter valor distintivo. Poder\u00edamos chamar essas caracter\u00edsticas adicionais de secund\u00e1rias. N\u00e3o existe nenhuma raz\u00e3o objetiva, no entanto, para classificar as caracter\u00edsticas em prim\u00e1rias e secund\u00e1rias. As raz\u00f5es, se existem, s\u00e3o de car\u00e1ter hist\u00f3rico. Talvez se os estudos lingu\u00edsticos ocorressem com maior intensidade em pa\u00edses cujo idioma tivesse caracter\u00edstica tonal, o tom seria tratado como caracter\u00edstica prim\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Fon\u00e9tica<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/fonetica\/fonema\/\">Fonema<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/fonetica\/fonemas-da-lingua-portuguesa-brasileira\/\">Fonemas da l\u00edngua portuguesa brasileira<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/fonetica\/silaba\/\">S\u00edlaba<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/fonetica\/vogal\/\">Vogal<\/a><\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os sons da fala s\u00e3o classificados desde a Antiguidade em dois grupos principais: vogais e consoantes. 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Uma quantidade reduzida de vogais, por\u00e9m, \u00e9 representada com o uso dos acentos agudo e circunflexo (\u00e1, \u00e2, \u00e9, \u00ea, \u00ed, \u00f3, \u00f4, \u00fa). As regras de uso dos\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Grafologia&quot;","block_context":{"text":"Grafologia","link":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/category\/gramatica\/grafologia\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/gram%C3%A1tica.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/217","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=217"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/217\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3969,"href":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/217\/revisions\/3969"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=217"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=217"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=217"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}