{"id":243,"date":"2013-09-29T22:08:22","date_gmt":"2013-09-30T01:08:22","guid":{"rendered":"http:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/?p=243"},"modified":"2020-11-27T15:13:31","modified_gmt":"2020-11-27T18:13:31","slug":"transcricoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/grafologia\/transcricoes\/","title":{"rendered":"Transcri\u00e7\u00f5es e ortografias"},"content":{"rendered":"\n<p>Chamamos de transcri\u00e7\u00e3o ao conjunto coeso e abrangente de regras de escrita que viabiliza a representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica do discurso oral de pelo menos um idioma.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Transcri\u00e7\u00f5es ortogr\u00e1ficas<\/h3>\n\n\n\n<p>Muitas transcri\u00e7\u00f5es foram criadas pelos povos ao longo da Hist\u00f3ria, quase sempre voltadas para as necessidades de uma l\u00edngua espec\u00edfica, tanto que \u00e9 dif\u00edcil dissociar, por exemplo, a escrita \u00e1rabe da l\u00edngua \u00e1rabe ou a escrita chinesa do idioma chin\u00eas. <\/p>\n\n\n\n<p>A transcri\u00e7\u00e3o romana, associada ao latim, originou v\u00e1rias transcri\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas distintas, de modo que as regras de escrita do ingl\u00eas diferem bastante das usadas em portugu\u00eas, embora ambos os idiomas tenham adotado como ponto de partida as regras da escrita romana.<\/p>\n\n\n\n<p>Em princ\u00edpio, um sistema de escrita n\u00e3o se vincula necessariamente a um idioma, ou mesmo a um pa\u00eds que adota determinado idioma, mas na pr\u00e1tica, \u00e9 dif\u00edcil escrever um discurso criado em um idioma, usando as regras ortogr\u00e1ficas de outro. Vamos exemplificar:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"333\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/morfologia.jpg?resize=500%2C333&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3202\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/morfologia.jpg?w=500&amp;ssl=1 500w, https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/morfologia.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>I love you.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>O texto acima foi escrito segundo as regras ortogr\u00e1ficas do ingl\u00eas e corresponde \u00e0 frase:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>\/\u00e1y-l\u00f3v-yu\/<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Se o texto fosse lido seguindo as regras ortogr\u00e1ficas do portugu\u00eas o resultado seria:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>\/i-\u2018l\u00f3-ve-y\u00f4w\/<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Embora ingleses e brasileiros usem um conjunto semelhante de grafemas, o valor fonol\u00f3gico que cada grafema assume nas duas ortografias difere sensivelmente. Exemplo \u00e9 o grafema&nbsp;<em>i<\/em> que na ortografia inglesa pode funcionar como d\u00edfono e representar \/\u00e1y\/. Na ortografia brasileira,<em> i<\/em> nunca funciona como d\u00edfono e representa preferencialmente a vogal \/i\/.<\/p>\n\n\n\n<p>Chamamos de transcri\u00e7\u00e3o ortogr\u00e1fica, ou simplesmente ortografia, a transcri\u00e7\u00e3o ligada a um idioma espec\u00edfico que \u00e9 oficial para a representa\u00e7\u00e3o escrita desse idioma. Temos que levar em conta alguns casos especiais nessa defini\u00e7\u00e3o. H\u00e1 pa\u00edses que adotam um idioma comum, mas possuem transcri\u00e7\u00f5es ortogr\u00e1ficas distintas. \u00c9 o que ainda acontece, por exemplo, nos pa\u00edses de l\u00edngua portuguesa. Tamb\u00e9m ocorre de um mesmo pa\u00eds apresentar v\u00e1rios dialetos, mas uma s\u00f3 ortografia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Transcri\u00e7\u00f5es biun\u00edvocas<\/h3>\n\n\n\n<p>As transcri\u00e7\u00f5es ortogr\u00e1ficas em uso na atualidade s\u00e3o resultado de uma evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da qual participaram in\u00fameros agentes. S\u00e3o obra coletiva, resultado de muitas interven\u00e7\u00f5es com \u00edndoles variadas ao longo dos anos. Os linguistas encontram dificuldades para usar transcri\u00e7\u00f5es ortogr\u00e1ficas nas descri\u00e7\u00f5es cient\u00edficas da l\u00edngua. <\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o dificuldades variadas e podemos citar s\u00f3 como exemplo algumas que ocorrem nos sistemas fonol\u00f3gicos de escrita como: aus\u00eancia de biunivocidade entre grafema e fonema; presen\u00e7a de d\u00edgrafos, d\u00edfonos e grafemas mudos; regras pouco racionais e cheias de exce\u00e7\u00f5es, etc. Essas dificuldades n\u00e3o s\u00e3o intranspon\u00edveis, mas levam a uma consider\u00e1vel perda de produtividade durante os estudos e, por isso, surgiram propostas de transcri\u00e7\u00f5es biun\u00edvocas.<\/p>\n\n\n\n<p>No est\u00e1gio atual de evolu\u00e7\u00e3o da escrita, as transcri\u00e7\u00f5es biun\u00edvocas circulam apenas nos ambientes de estudo da l\u00edngua como \u00e9 o caso deste nosso trabalho. Uma transcri\u00e7\u00e3o biun\u00edvoca \u00e9 aquela que, grosso modo, poderia ser entendida pelo senso comum como uma escrita em que se escreve como se l\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Escreve-se como se l\u00ea<\/h3>\n\n\n\n<p>O sonho de escrever como se l\u00ea \u00e9 antigo e, provavelmente, j\u00e1 foi acalentado por todos que algum dia se digladiaram com o emaranhado de regras confusas das transcri\u00e7\u00f5es ortogr\u00e1ficas. No entanto, n\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o pac\u00edfica a defini\u00e7\u00e3o dos par\u00e2metros que caracterizariam uma transcri\u00e7\u00e3o biun\u00edvoca ideal. N\u00e3o h\u00e1 acordo sobre que n\u00edveis de correspond\u00eancia entre discurso escrito e falado seriam suficientes para caracterizar uma transcri\u00e7\u00e3o biun\u00edvoca. S\u00f3 para mostrar a dimens\u00e3o da pol\u00eamica, vamos apresentar alguns questionamentos que envolvem transcri\u00e7\u00f5es biun\u00edvocas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>A transcri\u00e7\u00e3o ser\u00e1 otimizada para um idioma espec\u00edfico ou pensada para atender a v\u00e1rios idiomas?<\/li><li>Transcri\u00e7\u00f5es biun\u00edvocas devem ser pensadas para substituir as ortografias tradicionais no futuro?<\/li><li>Faz sentido segmentar os enunciados palavra a palavra, j\u00e1 que no discurso falado isso n\u00e3o acontece e, muitas vezes, a adjac\u00eancia dos segmentos produz s\u00ednteses n\u00e3o previstas pela escrita segmentada?<\/li><li>Deve-se marcar a separa\u00e7\u00e3o sil\u00e1bica na escrita?<\/li><li>Acentos de intensidade, tom e dura\u00e7\u00e3o devem ser marcados na escrita?<\/li><li>Faz sentido distinguir variantes de fonemas se isso n\u00e3o for relevante \u00e0 compreens\u00e3o da mensagem?<\/li><li>Variantes de pron\u00fancia devem ser registradas ou substitu\u00eddas pela pron\u00fancia padr\u00e3o?<\/li><li>Como representar fonemas que n\u00e3o existem na l\u00edngua quando da cita\u00e7\u00e3o de estrangeirismos?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Os ling\u00fcistas t\u00eam dado respostas variadas a essas perguntas. Em fun\u00e7\u00e3o disso, t\u00eam surgido v\u00e1rias propostas de transcri\u00e7\u00e3o biun\u00edvoca, mas interessa-nos aglutin\u00e1-las em dois polos. De um lado, as transcri\u00e7\u00f5es biun\u00edvocas focadas em um idioma espec\u00edfico e, de outro, as universais, que tentam dar conta de todo e qualquer idioma.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A transcri\u00e7\u00e3o da IPA<\/h3>\n\n\n\n<p>A IPA (International Phonetic Association) desenvolveu uma transcri\u00e7\u00e3o biun\u00edvoca universal que vem sendo aperfei\u00e7oada continuamente. Dessa transcri\u00e7\u00e3o faz parte o AFI (Alfabeto Fon\u00e9tico Internacional), ou IPA (International Phonetic Alphabet), cuja \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o data de 1996. Pode-se dizer que a transcri\u00e7\u00e3o da API \u00e9 o padr\u00e3o para estudos lingu\u00edsticos em que se quer uma transcri\u00e7\u00e3o rigorosa e independente de idioma.<\/p>\n\n\n\n<p>O rigor da transcri\u00e7\u00e3o da IPA, em certos casos, pode ser uma desvantagem. No estudo de um idioma espec\u00edfico, por exemplo, uma transcri\u00e7\u00e3o voltada para as especificidades desse idioma pode resultar mais pr\u00e1tica e enxuta, pois desconsidera itens ausentes no idioma. Por outro lado, quando se faz estudos envolvendo v\u00e1rios idiomas, as vantagens da transcri\u00e7\u00e3o da API s\u00e3o vis\u00edveis, j\u00e1 que ela considera todos os fonemas presentes em idiomas conhecidos e possui nota\u00e7\u00f5es para tom, intensidade, dura\u00e7\u00e3o e demais categorias fonol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Transcri\u00e7\u00f5es biun\u00edvocas orientadas por idioma<\/h3>\n\n\n\n<p>Cada idioma apresenta um conjunto caracter\u00edstico de fonemas. Os falantes tendem a se restringir a esse conjunto, que lhes parece natural, pois est\u00e3o habituados com ele e quando incorporam estrangeirismos, muitas vezes modificam a pron\u00fancia do novo termo visando eliminar fonemas n\u00e3o pertencentes ao conjunto b\u00e1sico do idioma.<\/p>\n\n\n\n<p>O conjunto b\u00e1sico de fonemas de uma l\u00edngua costuma oscilar em torno de trinta a quarenta itens. Em portugu\u00eas, usamos 34 fonemas. O AFI (Alfabeto Fon\u00e9tico Internacional), por outro lado, considera um n\u00famero muito maior de fonemas, pois se trata de uma transcri\u00e7\u00e3o universal. Quando adotamos o AFI na representa\u00e7\u00e3o da nossa l\u00edngua estamos lan\u00e7ando m\u00e3o de uma quantidade de grafemas e conven\u00e7\u00f5es muito maior do que a necess\u00e1ria para a representa\u00e7\u00e3o correta dos discursos em portugu\u00eas. A op\u00e7\u00e3o por uma transcri\u00e7\u00e3o biun\u00edvoca universal pode, em certos casos, resultar em exagero de rigor. Nessas horas \u00e9 que uma transcri\u00e7\u00e3o biun\u00edvoca focada no idioma pode resultar mais pr\u00e1tica e us\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nosso trabalho, sempre que quisermos rigor fonol\u00f3gico na escrita, adotaremos uma transcri\u00e7\u00e3o biun\u00edvoca orientada para o portugu\u00eas brasileiro. Trata-se de uma solu\u00e7\u00e3o de equil\u00edbrio, que contempla de um lado o contato dos falantes brasileiros com nossa ortografia e, de outro, considera as solu\u00e7\u00f5es da transcri\u00e7\u00e3o universal da API. A transcri\u00e7\u00e3o que adotamos resulta de uma condensa\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es presentes na bibliografia especializada.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o temos ainda uma transcri\u00e7\u00e3o biun\u00edvoca para o portugu\u00eas brasileiro que possa ser considerada padr\u00e3o. Ali\u00e1s, ainda estamos bem longe disso, mas \u00e9 prov\u00e1vel que com o tempo cheguemos a uma padroniza\u00e7\u00e3o nessa \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ortografias latinas (romanas)<\/h2>\n\n\n\n<p>Embora a l\u00edngua n\u00e3o se prenda a um sistema de escrita espec\u00edfico, historicamente, a ortografia da l\u00edngua portuguesa \u00e9 ligada \u00e0 escrita desenvolvida na Roma Antiga. A transcri\u00e7\u00e3o criada em Roma deu origem a in\u00fameras transcri\u00e7\u00f5es ortogr\u00e1ficas contempor\u00e2neas de vasto emprego na atualidade, entre elas, a brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>As transcri\u00e7\u00f5es romanas s\u00e3o bastante econ\u00f4micas em v\u00e1rios aspectos, pois usam um n\u00famero reduzido de grafemas, t\u00eam regras simples que facilitam seu aprendizado, s\u00e3o de boa legibilidade e oferecem facilidades para serem tratadas nos meios de produ\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica. Provavelmente, essas qualidades contribu\u00edram para a ampla dissemina\u00e7\u00e3o das transcri\u00e7\u00f5es romanas, mas logicamente n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a qualidade que determina a aceita\u00e7\u00e3o de um sistema de escrita. <\/p>\n\n\n\n<p>Outros fatores hist\u00f3ricos e sociais devem ser considerados no processo. O fato \u00e9 que as transcri\u00e7\u00f5es romanas s\u00e3o de vasto emprego na atualidade, tanto que podemos chamar o grupo por elas formado de escrita ocidental.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conven\u00e7\u00f5es gerais<\/h3>\n\n\n\n<p>Vamos citar algumas conven\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas das transcri\u00e7\u00f5es romanas.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Escreve-se em linhas horizontais da esquerda para direita.<\/li><li>A sequ\u00eancia de leitura das linhas \u00e9 de cima para baixo.<\/li><li>As p\u00e1ginas s\u00e3o \u00a0viradas em sentido anti-hor\u00e1rio.<\/li><li>Os enunciados s\u00e3o separados palavra a palavra por meio do espa\u00e7o em branco.<\/li><li>O conjunto de grafemas apresenta quatro varia\u00e7\u00f5es principais: mai\u00fasculas tipogr\u00e1ficas, mai\u00fasculas cursivas, min\u00fasculas tipogr\u00e1ficas e min\u00fasculas cursivas, usadas cada uma em contextos espec\u00edficos.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>As regras acima podem parecer muito \u00f3bvias para quem est\u00e1 acostumado com a escrita ocidental, mas \u00e9 bom lembrar que existem exemplos em outros sistemas de escrita em que se procede de maneira diversa. Na escrita hierogl\u00edfica, os grafemas eram distribu\u00eddos para uma ocupa\u00e7\u00e3o otimizada da \u00e1rea de escrita e, por isso, n\u00e3o era perfeitamente linear. Na escrita hebraica, se escreve da direita para a esquerda. <\/p>\n\n\n\n<p>Na escrita chinesa, se escreve em linhas verticais. Em \u00e1rabe, as p\u00e1ginas s\u00e3o giradas em sentido hor\u00e1rio. A escrita hierogl\u00edfica era extremamente vers\u00e1til, tanto que nela era poss\u00edvel escrever na vertical ou na horizontal, para direita ou para esquerda, \u00e0 vontade do escriba. Alguns sistemas antigos de escrita n\u00e3o faziam segmenta\u00e7\u00e3o do texto em palavras.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras conven\u00e7\u00f5es poderiam ser citadas, mas, por hora, \u00e9 suficiente, afinal, n\u00e3o existe um conjunto de regras a que se possa chamar de transcri\u00e7\u00e3o romana. Existem sim, v\u00e1rios conjuntos de regras, que se assemelham entre si e que podem ser considerados como variantes de um conjunto mais amplo e abstrato. Em cada idioma que adota a linha romana existem regras ortogr\u00e1ficas espec\u00edficas. Em espanhol, as frases interrogativas come\u00e7am com o sinal\u00a0<em>\u00bf<\/em>. <\/p>\n\n\n\n<p>Em portugu\u00eas, usamos diacr\u00edticos como o acento agudo e o til. Em alem\u00e3o, at\u00e9 recentemente empregava-se o grafema\u00a0<em>\u00df<\/em>. Os sistemas de escrita que chamamos de romanos apresentam v\u00e1rias semelhan\u00e7as em alguns aspectos, mas tamb\u00e9m diferen\u00e7as acentuadas em outros. Por isso, temos que considerar a escrita romana como uma abstra\u00e7\u00e3o, como uma fam\u00edlia de sistemas de escrita assemelhados que assumem contornos particulares para atender as necessidades de idiomas espec\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Transcri\u00e7\u00e3o biun\u00edvoca brasileira<\/h2>\n\n\n\n<p>Ainda n\u00e3o temos uma TBB (transcri\u00e7\u00e3o biun\u00edvoca brasileira) aceita como padr\u00e3o para os estudos lingu\u00edsticos do nosso idioma. De um lado, temos a ortografia brasileira e, do outro, a transcri\u00e7\u00e3o da IPA (International Phonetic Association). Falta-nos a solu\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria, espec\u00edfica para o portugu\u00eas brasileiro. Por isso, lan\u00e7amos esta proposta de transcri\u00e7\u00e3o biun\u00edvoca brasileira que busca uma solu\u00e7\u00e3o de equil\u00edbrio entre os dois extremos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conven\u00e7\u00f5es gerais<\/h3>\n\n\n\n<p>Vamos relacionar as conven\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas da transcri\u00e7\u00e3o proposta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sentido de leitura<\/strong>. A transcri\u00e7\u00e3o aqui apresentada adotar\u00e1 as conven\u00e7\u00f5es das transcri\u00e7\u00f5es romanas, tais como: leitura da esquerda para a direita em linhas horizontais percorridas de cima para baixo e com as p\u00e1ginas sendo giradas em sentido anti-hor\u00e1rio.<ins><\/ins><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Barras<\/strong>. Quando usarmos a TBB mesclada com a ortografia brasileira, delimitaremos a TBB por barras. Veja o exemplo:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Exce\u00e7\u00e3o\u00a0equivale na TBB a \/\u00eas\u00eas\u00e3w\/.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Espa\u00e7o em branco<\/strong>. A pausa ser\u00e1 representada pelo espa\u00e7o em branco. A coloca\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os em branco palavra a palavra \u00e9 opcional. Cabe ao redator decidir se usar\u00e1 o espa\u00e7o em branco a cada palavra como ocorre na ortografia tradicional, ou se usa o espa\u00e7o em branco apenas na representa\u00e7\u00e3o de pausas de valor sint\u00e1tico. A op\u00e7\u00e3o escolhida repercute sensivelmente na transcri\u00e7\u00e3o, pois eliminando a segmenta\u00e7\u00e3o palavra a palavra devemos considerar as intera\u00e7\u00f5es fonol\u00f3gicas que ocorrem nas adjac\u00eancias das palavras. Veja um exemplo:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>\/\u00e1ws s\u00e1b\u00e1d\u00f4s s\u00ea\u00e2m\u00f4s \u00e1s s\u00e9t\u00ea\/<\/li><li>\/\u00e1ws\u00e1b\u00e1d\u00f4s\u00ea\u00e2m\u00f4s\u00e1s\u00e9te\/<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Repare que quando o mesmo fonema ocorre no final da palavra anterior e no in\u00edcio da pr\u00f3xima, tendemos a pronunci\u00e1-lo apenas uma vez.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>H\u00edfen<\/strong>. Nesta transcri\u00e7\u00e3o, a fun\u00e7\u00e3o do h\u00edfen \u00e9 indicar a separa\u00e7\u00e3o sil\u00e1bica. Seu uso \u00e9 opcional. Cabe ao redator decidir se indicar\u00e1 a separa\u00e7\u00e3o sil\u00e1bica no texto. S\u00e3o v\u00e1lidos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>\/\u00e1t\u1ebdsy\u00f3z\u00e1m\u1ebdt\u00ea\/<\/li><li>\/\u00e1-t\u1ebd-sy\u00f3-z\u00e1-m\u1ebd-t\u00ea\/<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Ap\u00f3strofo<\/strong>. A fun\u00e7\u00e3o do ap\u00f3strofo nesta transcri\u00e7\u00e3o \u00e9 indicar as s\u00edlabas intensas. O ap\u00f3strofo antecede a s\u00edlaba intensa e seu uso \u00e9 opcional. S\u00e3o v\u00e1lidos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>\/r\u00eap\u00fablic\u00e1 f\u00ead\u00ear\u00e1tiv\u00e1 d\u00f4 br\u00e1siw\/<\/li><li>\/r\u00ea\u2019p\u00fablic\u00e1 f\u00ead\u00ear\u00e1\u2019tiv\u00e1 d\u00f4 br\u00e1\u2019siw\/<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Mai\u00fasculas<\/strong>. Nesta transcri\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se usa grafemas mai\u00fasculos, exce\u00e7\u00e3o feita ao grafema&nbsp;<em>R<\/em>, que n\u00e3o representa o mesmo fonema que o grafema&nbsp;<em>r<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pontua\u00e7\u00e3o<\/strong>. N\u00e3o se usa sinais de pontua\u00e7\u00e3o nesta transcri\u00e7\u00e3o, exceto o sinal de interroga\u00e7\u00e3o, que indica a entoa\u00e7\u00e3o t\u00edpica das frases interrogativas. O sinal de interroga\u00e7\u00e3o ser\u00e1 colocado no final da frase. A marca\u00e7\u00e3o de final de per\u00edodo, a delimita\u00e7\u00e3o de itens de enumera\u00e7\u00f5es e demais fun\u00e7\u00f5es tipicamente associadas aos sinais de pontua\u00e7\u00e3o da ortografia brasileira, ser\u00e3o indicadas pelo uso do espa\u00e7o em branco, que tem valor de pausa.<ins><\/ins><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Variante culta<\/strong>. Esta transcri\u00e7\u00e3o n\u00e3o se prende ao padr\u00e3o culto do idioma. Como \u00e9 uma transcri\u00e7\u00e3o biun\u00edvoca, pode ser empregada para a representa\u00e7\u00e3o de outras variantes da nossa l\u00edngua. Cabe ao redator definir se reproduzir\u00e1 a pron\u00fancia da variante culta ou se indicar\u00e1 pronuncias coloquiais, el\u00edpticas, regionais, etc.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Grafemas fonol\u00f3gicos<\/h3>\n\n\n\n<p>Os 35 grafemas propostos para a transcri\u00e7\u00e3o est\u00e3o na tabela a seguir. S\u00e3o 13 para representar vogais, 2 para semivogais e 20 para consoantes.<br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table is-style-stripes\"><table><tbody><tr><td><strong>Grafema<\/strong><\/td><td><strong>Fonema representado<\/strong><\/td><td><strong>Exemplos em ortografia brasileira<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>\u00e1<\/td><td>\/\u00e1\/<\/td><td><strong>\u00c1<\/strong>gua<\/td><\/tr><tr><td>\u00e2<\/td><td>\/\u00e2\/<\/td><td><strong>\u00c2<\/strong>mago<\/td><\/tr><tr><td>\u00e3<\/td><td>\/\u00e3\/<\/td><td><strong>\u00c2m<\/strong>bar<\/td><\/tr><tr><td>\u00e9<\/td><td>\/\u00e9\/<\/td><td><strong>\u00c9<\/strong>gua<\/td><\/tr><tr><td>\u00ea<\/td><td>\/\u00ea\/<\/td><td><strong>E<\/strong>stado<\/td><\/tr><tr><td>\u1ebd<\/td><td>\/\u1ebd\/<\/td><td><strong>\u00cam<\/strong>bolo<\/td><\/tr><tr><td>i<\/td><td>\/i\/<\/td><td><strong>I<\/strong>diota<\/td><\/tr><tr><td>\u0129<\/td><td>\/\u0129\/<\/td><td><strong>\u00cdn<\/strong>dio<\/td><\/tr><tr><td>\u00f3<\/td><td>\/\u00f3\/<\/td><td><strong>\u00d3<\/strong>bvio<\/td><\/tr><tr><td>\u00f4<\/td><td>\/\u00f4\/<\/td><td><strong>O<\/strong>vo<\/td><\/tr><tr><td>\u00f5<\/td><td>\/\u00f5\/<\/td><td><strong>On<\/strong>da<\/td><\/tr><tr><td>u<\/td><td>\/u\/<\/td><td><strong>U<\/strong>rubu<\/td><\/tr><tr><td>\u0169<\/td><td>\/\u0169\/<\/td><td><strong>Um<\/strong>bigo<\/td><\/tr><tr><td>y<\/td><td>\/y\/<\/td><td>Bo<strong>i<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>w<\/td><td>\/w\/<\/td><td>Ma<strong>u<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>b<\/td><td>\/b\/<\/td><td><strong>B<\/strong>ato<\/td><\/tr><tr><td>d<\/td><td>\/d\/<\/td><td><strong>D<\/strong>ado<\/td><\/tr><tr><td>f<\/td><td>\/f\/<\/td><td><strong>F<\/strong>aca<\/td><\/tr><tr><td>g<\/td><td>\/g\/<\/td><td><strong>G<\/strong>arra<\/td><\/tr><tr><td>h<\/td><td>\/h\/<\/td><td><strong>H<\/strong>ardware<\/td><\/tr><tr><td>j<\/td><td>\/j\/<\/td><td><strong>J<\/strong>arro<\/td><\/tr><tr><td>k<\/td><td>\/k\/<\/td><td><strong>C<\/strong>asa<\/td><\/tr><tr><td>l<\/td><td>\/l\/<\/td><td><strong>L<\/strong>ata<\/td><\/tr><tr><td>m<\/td><td>\/m\/<\/td><td><strong>M<\/strong>acaco<\/td><\/tr><tr><td>n<\/td><td>\/n\/<\/td><td><strong>N<\/strong>oite<\/td><\/tr><tr><td>p<\/td><td>\/p\/<\/td><td><strong>P<\/strong>o\u00e7o<\/td><\/tr><tr><td>r<\/td><td>\/r\/<\/td><td>A<strong>r<\/strong>aponga<\/td><\/tr><tr><td>R<\/td><td>\/R\/<\/td><td><strong>R<\/strong>aspa<\/td><\/tr><tr><td>s<\/td><td>\/s\/<\/td><td><strong>S<\/strong>ebo<\/td><\/tr><tr><td>t<\/td><td>\/t\/<\/td><td><strong>T<\/strong>eto<\/td><\/tr><tr><td>v<\/td><td>\/v\/<\/td><td><strong>V<\/strong>\u00edcio<\/td><\/tr><tr><td>x<\/td><td>\/x\/<\/td><td><strong>X<\/strong>arope<\/td><\/tr><tr><td>z<\/td><td>\/z\/<\/td><td><strong>Z<\/strong>oeira<\/td><\/tr><tr><td>\u00f1<\/td><td>\/\u00f1\/<\/td><td>Estra<strong>nh<\/strong>o<\/td><\/tr><tr><td>\u03bb<\/td><td>\/\u03bb\/<\/td><td>Te<strong>lh<\/strong>a<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ortografia brasileira oficial<\/h2>\n\n\n\n<p>Ortografia brasileira \u00e9 o conjunto de regras oficiais que determina nossa escrita. Nossa ortografia tem um v\u00ednculo hist\u00f3rico e social profundo com a variante culta do idioma. Tradicionalmente, as regras ortogr\u00e1ficas consideram apenas a variante culta e podemos dizer que n\u00e3o existe nenhuma ortografia oficial para as demais variantes da nossa l\u00edngua.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, as regras ortogr\u00e1ficas oficiais t\u00eam sido definidas pela ABL (Academia Brasileira de Letras). Os principais documentos que regem nossa ortografia s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong><em>Vocabul\u00e1rio Ortogr\u00e1fico da L\u00edngua Portuguesa<\/em><\/strong>. Esta obra, organizada pela ABL, determina atualmente a grafia de mais de 360.000 registros lexicais. Sua vers\u00e3o on-line pode ser consultada no site da ABL (<a href=\"http:\/\/www.academia.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.academia.org.br<\/a>).<\/li><li><strong><em>Formul\u00e1rio Ortogr\u00e1fico<\/em><\/strong>. Aprovado pela Academia Brasileira de Letras em 13 de agosto de 1943, estabelece as diretrizes para a elabora\u00e7\u00e3o do&nbsp;<em>Vocabul\u00e1rio Ortogr\u00e1fico da L\u00edngua Portuguesa<\/em>.<\/li><li><strong>Lei Federal n\u00ba 5765 de 18 de dezembro de 1971<\/strong>. Introduziu algumas altera\u00e7\u00f5es nas regras ortogr\u00e1ficas, ligadas especialmente ao uso de diacr\u00edticos.<\/li><li><strong>Decreto Legislativo do Senado Federal n\u00ba 54 de 18 de abril de 1995<\/strong>. Aprova o&nbsp;<em>Acordo Ortogr\u00e1fico da L\u00edngua Portuguesa<\/em>&nbsp;de 1990. Esse acordo tem por objetivo criar uma ortografia unificada para todos os pa\u00edses lus\u00f3fonos, ou seja, que adotam o portugu\u00eas como l\u00edngua oficial: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guin\u00e9-Bissau, Mo\u00e7ambique, Portugal e S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe. Em fun\u00e7\u00e3o de atrasos na sua implanta\u00e7\u00e3o, teremos ainda um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o at\u00e9 que as mudan\u00e7as trazidas pelo acordo sejam uma realidade. Em fun\u00e7\u00e3o disso, nosso trabalho n\u00e3o considera as mudan\u00e7as previstas no acordo.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>A documenta\u00e7\u00e3o brasileira oficial sobre ortografia n\u00e3o \u00e9 descritiva, nem rigorosa e, muito menos, abrangente. Sua caracter\u00edstica principal \u00e9 a preocupa\u00e7\u00e3o de ressaltar as diferen\u00e7as entre os est\u00e1gios anterior e posterior \u00e0 sua implanta\u00e7\u00e3o. O&nbsp;<em>Formul\u00e1rio Ortogr\u00e1fico<\/em>, por exemplo, ocupa-se em boa parte de seu texto de explicitar as mudan\u00e7as implantadas a partir de 1943.<\/p>\n\n\n\n<p>As lacunas deixadas pela documenta\u00e7\u00e3o ortogr\u00e1fica oficial s\u00e3o preenchidas por outros agentes da l\u00edngua. Nessa tarefa, atuam gram\u00e1ticos, lexic\u00f3grafos, editores e estudiosos variados. Mais recentemente, ganharam import\u00e2ncia os manuais de estilo das grandes editoras e dos jornais de grande circula\u00e7\u00e3o, que servem como refer\u00eancia em quest\u00f5es ortogr\u00e1ficas, principalmente nas forma\u00e7\u00f5es recentes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Grafologia<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/grafologia\/a-escrita\/\">A escrita<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/grafologia\/transcricoes\/\">Transcri\u00e7\u00f5es e ortografias<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/grafologia\/alfabeto-romano\/\">Alfabeto romano (latino)<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/grafologia\/grafema\/\">Grafema<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/grafologia\/grafemas-da-ortografia-brasileira\/\">Grafemas da ortografia brasileira<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/grafologia\/diacriticos-da-ortografia-brasileira\/\">Diacr\u00edticos da ortografia brasileira<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/grafologia\/acentos-agudo-e-circunflexo\/\">Acentos agudo e circunflexo<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/grafologia\/crase\/\">Crase<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/grafologia\/digrafos-da-ortografia-brasileira\/\">D\u00edgrafos da ortografia brasileira<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/grafologia\/representacao-de-fonemas\/\">Representa\u00e7\u00e3o de fonemas brasileiros <\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/grafologia\/representacao-multipla\/\">Representa\u00e7\u00e3o  ortogr\u00e1fica m\u00faltipla<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/grafologia\/representacao-da-escrita-em-computador\/\">Representa\u00e7\u00e3o da escrita em computador<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/grafologia\/iniciais-maiusculas\/\">Iniciais mai\u00fasculas<\/a><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Chamamos de transcri\u00e7\u00e3o ao conjunto coeso e abrangente de regras de escrita que viabiliza a representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica do discurso oral de pelo menos um idioma. Transcri\u00e7\u00f5es ortogr\u00e1ficas Muitas transcri\u00e7\u00f5es foram criadas pelos povos ao longo da Hist\u00f3ria, quase sempre voltadas para as necessidades de uma l\u00edngua espec\u00edfica, tanto que \u00e9 dif\u00edcil dissociar, por exemplo, a &hellip; <a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/grafologia\/transcricoes\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Transcri\u00e7\u00f5es e ortografias<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[158],"tags":[160,159,142,100,165],"class_list":["post-243","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-grafologia","tag-escrita","tag-grafologia-2","tag-linguistica","tag-ortografia","tag-transcricao"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p74YWN-3V","jetpack-related-posts":[{"id":247,"url":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/grafologia\/alfabeto-romano\/","url_meta":{"origin":243,"position":0},"title":"Alfabeto romano (latino)","author":"Radam\u00e9s","date":false,"format":false,"excerpt":"A escrita romana ou latina, criada para o latim da Roma Antiga, deu origem a in\u00fameras transcri\u00e7\u00f5es ortogr\u00e1ficas contempor\u00e2neas, entre elas, a do portugu\u00eas brasileiro. Essas transcri\u00e7\u00f5es t\u00eam em comum um conjunto de grafemas fonol\u00f3gicos, a que chamamos de alfabeto romano, latino ou ocidental. Esse alfabeto apresenta quatro variantes b\u00e1sicas\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Grafologia&quot;","block_context":{"text":"Grafologia","link":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/category\/gramatica\/grafologia\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/alfabeto-romano.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":237,"url":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/grafologia\/a-escrita\/","url_meta":{"origin":243,"position":1},"title":"A linguagem escrita","author":"Radam\u00e9s","date":false,"format":false,"excerpt":"A escrita \u00e9 um caso particular de linguagem gr\u00e1fica. Especificamente, \u00e9 uma linguagem gr\u00e1fica de representa\u00e7\u00e3o do discurso verbal. 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