{"id":26,"date":"2013-05-26T16:13:58","date_gmt":"2013-05-26T19:13:58","guid":{"rendered":"http:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/?p=26"},"modified":"2020-11-19T21:25:04","modified_gmt":"2020-11-20T00:25:04","slug":"o-mito-do-discurso-basico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/o-mito-do-discurso-basico\/","title":{"rendered":"O mito do discurso b\u00e1sico"},"content":{"rendered":"\n<p>Existe o mito de um discurso b\u00e1sico, de refer\u00eancia, do grau zero da escritura, de um modo normal de discursar, de um jeito natural, da linguagem essencialmente n\u00e3o-liter\u00e1ria, de um discurso inespec\u00edfico, sem estilo, sem Ret\u00f3rica, prim\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Inespec\u00edfica \u00e9 a linguagem, massa pl\u00e1stica informe e potencial, que dentro de certas balizas se amolda aos objetivos a que se destina. J\u00e1 o discurso, \u00e9 a particulariza\u00e7\u00e3o, a atualiza\u00e7\u00e3o de uma potencialidade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"333\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica-1.jpg?resize=500%2C333&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3283\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica-1.jpg?w=500&amp;ssl=1 500w, https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica-1.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O mito da aus\u00eancia de estilo<\/h3>\n\n\n\n<p>O mito do discurso b\u00e1sico nasce a partir de duas premissas: a primeira consiste em chamar de estilo o que se julga o bom estilo e sua falta o mau estilo; a segunda \u00e9 a cren\u00e7a de que se pode distinguir o elevado do baixo, o liter\u00e1rio do n\u00e3o-liter\u00e1rio, o belo do vulgar, unicamente a partir do uso ou n\u00e3o desta ou daquela forma sem atentar para sua excel\u00eancia. Assim, o discurso b\u00e1sico geralmente \u00e9 apresentado como aquele que n\u00e3o tem o bom estilo porque n\u00e3o usa as formas essenciais a este.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi assim na Ret\u00f3rica Antiga. Acreditava-se na exist\u00eancia de um discurso baixo desprovido de Ret\u00f3rica, sem as figuras de ornamenta\u00e7\u00e3o e de um discurso elevado, se ornamentado. \u00c9 \u00f3bvio que o discurso baixo era pr\u00f3prio da plebe e, o elevado, da nobreza. A \u00edndole aristocr\u00e1tica da Ret\u00f3rica Antiga nunca permitiu a seus seguidores enxergar que o discurso plebeu \u00e9 igualmente bem ornamentado.<\/p>\n\n\n\n<p>Modernamente surgiu o conceito de grau zero da escritura, identificado proximamente do discurso cient\u00edfico. Esse grau zero seria o ant\u00edpoda do discurso liter\u00e1rio. Num discurso assim seria imposs\u00edvel germinar a literatura. Novamente chama-se de falta de estilo n\u00e3o usar certas formas. Novamente o belo sendo distinguido do vulgar pelo uso ou n\u00e3o de formas fixas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span style=\"font-size: 26px; letter-spacing: -0.03em; line-height: 28px;\">Figuras de ornamenta\u00e7\u00e3o<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m uma ideia batida de que os recursos de Ret\u00f3rica existem para ornamentar o discurso, tese que tem como premissa a exist\u00eancia do discurso nu, sem ornamenta\u00e7\u00e3o. Para piorar, dizem que esse discurso cru \u00e9 baixo ou feio, que \u00e9 a presen\u00e7a dos ornamentos que garante a beleza e a nobreza.<\/p>\n\n\n\n<p>Discursos sem met\u00e1fora, alegoria, hip\u00e9rbato, elipse ou sem iconia, se existem, s\u00e3o, no m\u00ednimo, muito ex\u00f3ticos e raros, pois os recursos de Ret\u00f3rica est\u00e3o presentes no discurso elevado e no baixo, no belo e no feio, e n\u00e3o \u00e9 pela sua presen\u00e7a que se funda essencialmente a beleza e a nobreza.<\/p>\n\n\n\n<p>Os recursos de Ret\u00f3rica n\u00e3o s\u00e3o o ornamento, s\u00e3o a pr\u00f3pria mat\u00e9ria-prima da forma. S\u00e3o pau para toda obra. Servem inclusive para ornamentar. Mesmo nos discursos em que a preocupa\u00e7\u00e3o com a forma \u00e9 secund\u00e1ria, l\u00e1 est\u00e3o os recursos de Ret\u00f3rica, exercendo as mais diversas fun\u00e7\u00f5es. Aqui a servi\u00e7o da concis\u00e3o, ali da atenua\u00e7\u00e3o ou agravamento, acol\u00e1 da \u00eanfase. Tamb\u00e9m existem os discursos de alto valor est\u00e9tico, mas pobres em recursos ret\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 impens\u00e1vel uma linguagem sem met\u00e1fora, sem elipse ou meton\u00edmia. Os recursos de Ret\u00f3rica n\u00e3o s\u00e3o meros ornamentos do discurso. S\u00e3o a pr\u00f3pria mat\u00e9ria-prima da forma, s\u00e3o b\u00e1sicos e n\u00e3o opcionais ou sup\u00e9rfluos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Linguagens racional ou da paix\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>Seguindo a mesma linha de pensamento da tese do discurso b\u00e1sico, acredita-se na exist\u00eancia de um discurso desprovido de Ret\u00f3rica, cuja principal virtude \u00e9 a clareza, e de um discurso impregnado de Ret\u00f3rica, cuja virtude \u00e9 a opul\u00eancia, a plurissignifica\u00e7\u00e3o, em alguns casos, a obscuridade.<\/p>\n\n\n\n<p>Implicita ou explicitamente, associa-se o discurso claro ao discurso cient\u00edfico, de pretens\u00e3o racional. J\u00e1 o discurso figurado, \u00e9 associado ao po\u00e9tico, ao liter\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A aus\u00eancia de Ret\u00f3rica do discurso claro deve ser lida como aus\u00eancia de tropos. A presen\u00e7a de Ret\u00f3rica deve ser lida como uso abundante de tropos. Os preconceitos embutidos nesta tradi\u00e7\u00e3o podem ser resumidos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Considerar que o uso de tropos sempre prejudica a clareza.<\/li><li>Acreditar\u00a0que o uso de tropos \u00e9 fundamental ao po\u00e9tico.<\/li><li>Julgar\u00a0que o uso de tropos \u00e9 essencial ao discurso emotivo.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>A pesada heran\u00e7a cl\u00e1ssica que impregnou a Ret\u00f3rica de moralismo e est\u00e9tica precisa ser\u00a0 superada para que a Ret\u00f3rica entre em uma nova fase.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Ret\u00f3rica<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/a-renovacao-da-retorica\/\">A renova\u00e7\u00e3o da Ret\u00f3rica<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/o-escopo-da-retorica\/\">O escopo da Ret\u00f3rica<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/o-mito-do-discurso-basico\/\">O mito do discurso b\u00e1sico<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/retorica-e-estilistica\/\">Ret\u00f3rica e Estil\u00edstica<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/retorica-e-teoria-da-informacao\/\">Ret\u00f3rica e teoria da informa\u00e7\u00e3o<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/o-elenco-de-recursos\/\">A lista de recursos ret\u00f3ricos<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/taxonomia-de-recursos\/\">Taxonomia de recursos<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/sentidos\/\">Os sentidos da palavra sentido<\/a><\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existe o mito de um discurso b\u00e1sico, de refer\u00eancia, do grau zero da escritura, de um modo normal de discursar, de um jeito natural, da linguagem essencialmente n\u00e3o-liter\u00e1ria, de um discurso inespec\u00edfico, sem estilo, sem Ret\u00f3rica, prim\u00e1rio. 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