{"id":3,"date":"2013-05-26T14:23:15","date_gmt":"2013-05-26T17:23:15","guid":{"rendered":"http:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/?p=3"},"modified":"2020-11-20T11:05:29","modified_gmt":"2020-11-20T14:05:29","slug":"retorica-e-teoria-da-informacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/retorica-e-teoria-da-informacao\/","title":{"rendered":"Ret\u00f3rica e teoria da informa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>A Teoria da Informa\u00e7\u00e3o foi desenvolvida num ambiente de engenharia e serve para solucionar problemas t\u00e9cnicos de telecomunica\u00e7\u00e3o relativos \u00e0 transmiss\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o. Sua maior preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 transmitir informa\u00e7\u00e3o o mais economicamente poss\u00edvel. Em princ\u00edpio, isto interessa \u00e0 Ret\u00f3rica. Ent\u00e3o a pergunta: como a Teoria da Informa\u00e7\u00e3o pode contribuir para o desenvolvimento da Ret\u00f3rica? Talvez possamos responder analisando o que aconteceu em outras \u00e1reas do conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"333\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica-1.jpg?resize=500%2C333&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3283\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica-1.jpg?w=500&amp;ssl=1 500w, https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica-1.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00f5es indevidas<\/h3>\n\n\n\n<p>Desde que foi criada, houve in\u00fameras tentativas de transplantar as conclus\u00f5es da Teoria da Informa\u00e7\u00e3o para outras \u00e1reas do conhecimento, para as quais n\u00e3o havia sido concebida. A maioria dos transplantes, por\u00e9m, resultou em rejei\u00e7\u00e3o pelo paciente, pois foi o resultado de uma assimila\u00e7\u00e3o mal digerida dos conceitos que a Teoria da Informa\u00e7\u00e3o usa. Surgiram afirma\u00e7\u00f5es absurdas e c\u00f4micas, que ganharam status de ci\u00eancia, simplesmente porque eram citadas como resultados da Teoria da Informa\u00e7\u00e3o. Alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Quanto mais raro um termo, mais informativo.<\/em><\/li><li><em>As l\u00ednguas naturais s\u00e3o redundantes.<\/em><\/li><li><em>Se uma l\u00edngua natural tem redund\u00e2ncia de 55%, pode-se excluir, ao acaso, 55% de suas unidades significativas sem perda do conte\u00fado.<\/em><\/li><li><em>Uma mensagem previs\u00edvel n\u00e3o traz informa\u00e7\u00e3o nenhuma.<\/em><\/li><li><em>Informa\u00e7\u00e3o \u00e9 a organiza\u00e7\u00e3o do caos. \u00c9 o caminho inverso da tend\u00eancia natural para a desorganiza\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o princ\u00edpio da entropia.<\/em><\/li><li><em>Informa\u00e7\u00e3o \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o da previsibilidade, \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o das probabilidades de escolha.<\/em><\/li><li><em>Quanto maior a taxa de novidade de uma mensagem, maior seu valor informativo.<\/em><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Absurdos como os enumerados acima s\u00e3o oriundos do desconhecimento do sentido espec\u00edfico que os conceitos informa\u00e7\u00e3o, redund\u00e2ncia e ru\u00eddo t\u00eam na Teoria da Informa\u00e7\u00e3o, que divergem consideravelmente do significado comum desses termos. Analisemos a seguir esses sentidos espec\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Informa\u00e7\u00e3o para&nbsp;a Teoria da Informa\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>Informa\u00e7\u00e3o, nessa teoria, \u00e9 vista como a quantidade de significante ap\u00f3s a tradu\u00e7\u00e3o para um c\u00f3digo otimizado. A Teoria da Informa\u00e7\u00e3o quer quantificar o significante consumido em cada mensagem. A Teoria da Informa\u00e7\u00e3o considera que as mensagens n\u00e3o s\u00e3o transmitidas na sua forma original. Antes disso, s\u00e3o traduzidas para uma linguagem artificial otimizada, na qual cada signo do c\u00f3digo original \u00e9 associado a um n\u00famero bin\u00e1rio. <\/p>\n\n\n\n<p>Nessa tradu\u00e7\u00e3o, aos signos originais mais comuns se atribui um n\u00famero bin\u00e1rio de menos d\u00edgitos. Aos signos mais raros atribui-se os n\u00fameros bin\u00e1rios com mais d\u00edgitos. Isso \u00e9 natural para se economizar tempo de transmiss\u00e3o, pois os signos mais comuns s\u00e3o mais frequentes no discurso. Se forem representados por n\u00fameros bin\u00e1rios de menos d\u00edgitos, gastar\u00e3o menos tempo de transmiss\u00e3o. J\u00e1 os raros, que s\u00e3o representados por n\u00fameros bin\u00e1rios mais extensos, por ocorrerem pouco n\u00e3o prejudicam a economia da transmiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em s\u00edntese, informa\u00e7\u00e3o para a Teoria de Informa\u00e7\u00e3o, grosso modo, \u00e9 o n\u00famero de d\u00edgitos bin\u00e1rios que uma mensagem precisa para ser transmitida j\u00e1 traduzida para uma linguagem bin\u00e1ria otimizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Teoria da Informa\u00e7\u00e3o, quando se diz que signos raros s\u00e3o mais informativos, quer-se dizer que na linguagem artificial de transmiss\u00e3o eles s\u00e3o representados por n\u00fameros bin\u00e1rios mais extensos e consomem mais informa\u00e7\u00e3o, mais bits, para serem transmitidos. Isto n\u00e3o tem absolutamente nada que ver com a efici\u00eancia dos signos raros na comunica\u00e7\u00e3o humana. N\u00e3o quer dizer que eles sejam mais informativos quando se entende informa\u00e7\u00e3o como significado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Redund\u00e2ncia para&nbsp;a Teoria da Informa\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>A Teoria da Informa\u00e7\u00e3o compara os c\u00f3digos reais com um c\u00f3digo ideal, que teria as caracter\u00edsticas perfeitas para a economia de transmiss\u00e3o. No c\u00f3digo real, cada signo tem uma probabilidade diferente dos demais de aparecer no discurso. No c\u00f3digo ideal suposto pela Teoria da Informa\u00e7\u00e3o, os signos s\u00e3o equiprov\u00e1veis, quer dizer, numa estat\u00edstica do discurso, todos ocorrem o mesmo n\u00famero de vezes. <\/p>\n\n\n\n<p>O conceito de redund\u00e2ncia \u00e9 uma compara\u00e7\u00e3o entre o c\u00f3digo real e o c\u00f3digo ideal no que diz respeito \u00e0 economia de meios de transmiss\u00e3o. O c\u00f3digo ideal \u00e9 de economia m\u00e1xima. O c\u00f3digo real ter\u00e1 uma efici\u00eancia avaliada por um percentual em rela\u00e7\u00e3o ao c\u00f3digo ideal. A diferen\u00e7a de efici\u00eancia entre o c\u00f3digo real e o ideal \u00e9 o que chamamos de redund\u00e2ncia do c\u00f3digo.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando se afirma que um c\u00f3digo tem redund\u00e2ncia de 55%, segundo a Teoria da Informa\u00e7\u00e3o, significa que seu desempenho no tocante \u00e0 economia de transmiss\u00e3o \u00e9 de apenas 45% do m\u00e1ximo te\u00f3rico, que s\u00f3 se alcan\u00e7a com um c\u00f3digo ideal.<\/p>\n\n\n\n<p>Partindo dos conceitos que utilizamos neste site, pode-se dizer que um c\u00f3digo com redund\u00e2ncia de 55% \u00e9 abundante, possui mais elementos que os necess\u00e1rios \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica dos discursos. N\u00e3o se pode afirmar, por\u00e9m, que \u00e9 poss\u00edvel eliminar 55% de seus signos sem comprometer o sentido, pois, abund\u00e2ncia n\u00e3o \u00e9 redund\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Ru\u00eddo para a Teoria da Informa\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>Na Teoria da Informa\u00e7\u00e3o, ru\u00eddo \u00e9 a diferen\u00e7a entre a quantidade de informa\u00e7\u00e3o emitida e a recebida. Isto corresponde a uma quantifica\u00e7\u00e3o do que entendemos por ru\u00eddo supressivo neste site.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Ret\u00f3rica<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/a-renovacao-da-retorica\/\">A renova\u00e7\u00e3o da Ret\u00f3rica<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/o-escopo-da-retorica\/\">O escopo da Ret\u00f3rica<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/o-mito-do-discurso-basico\/\">O mito do discurso b\u00e1sico<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/retorica-e-estilistica\/\">Ret\u00f3rica e Estil\u00edstica<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/retorica-e-teoria-da-informacao\/\">Ret\u00f3rica e teoria da informa\u00e7\u00e3o<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/o-elenco-de-recursos\/\">A lista de recursos ret\u00f3ricos<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/taxonomia-de-recursos\/\">Taxonomia de recursos<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/sentidos\/\">Os sentidos da palavra sentido<\/a><\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Teoria da Informa\u00e7\u00e3o foi desenvolvida num ambiente de engenharia e serve para solucionar problemas t\u00e9cnicos de telecomunica\u00e7\u00e3o relativos \u00e0 transmiss\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o. 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