{"id":371,"date":"2013-10-13T18:35:08","date_gmt":"2013-10-13T21:35:08","guid":{"rendered":"http:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/?p=371"},"modified":"2020-12-06T18:31:33","modified_gmt":"2020-12-06T21:31:33","slug":"palavra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/palavra\/","title":{"rendered":"Palavra &#8211; conceito lingu\u00edstico"},"content":{"rendered":"\n<p>A conceitua\u00e7\u00e3o de palavra atormenta os linguistas, o que pode parecer estranho, afinal, os falantes t\u00eam uma intui\u00e7\u00e3o clara do que sejam palavras e conseguem identific\u00e1-las facilmente nas situa\u00e7\u00f5es em que se exige a segmenta\u00e7\u00e3o do discurso palavra a palavra, como ocorre, por exemplo, no discurso escrito. Mas quando nos debru\u00e7amos sobre o estudo da palavra, encontramos s\u00e9rias dificuldades para estabelecer uma defini\u00e7\u00e3o universal, v\u00e1lida para todas as ocorr\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"333\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/morfologia.jpg?resize=500%2C333&#038;ssl=1\" alt=\"Morfologia\" class=\"wp-image-3202\" title=\"Morfologia\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/morfologia.jpg?w=500&amp;ssl=1 500w, https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/morfologia.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Defini\u00e7\u00e3o por idioma<\/h3>\n\n\n\n<p>A posi\u00e7\u00e3o que mantemos \u00e9 a de que essa defini\u00e7\u00e3o universal de palavra n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Os falantes conseguem segmentar facilmente o discurso em palavras porque seguem regras que fazem parte da sua compet\u00eancia do idioma. Estas regras tratam as exce\u00e7\u00f5es e quest\u00f5es lim\u00edtrofes da estrutura da l\u00edngua atrav\u00e9s de conven\u00e7\u00f5es, o que esconde as dificuldades no trato conceitual da palavra. De qualquer forma, a seguir tentaremos uma aproxima\u00e7\u00e3o do conceito.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma constata\u00e7\u00e3o importante quando se fala em palavras \u00e9 que a consci\u00eancia das palavras \u00e9 irrelevante em muitos contextos de uso da l\u00edngua. No discurso oral, por exemplo, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio ter consci\u00eancia das palavras na maioria dos usos. No discurso oral, temos uma sequ\u00eancia cont\u00ednua de sons, aqui e ali interrompida por pausas, mas que n\u00e3o correspondem aos espa\u00e7os encontrados entre palavras no discurso escrito. A consci\u00eancia da palavra, de fato, &nbsp;s\u00f3 \u00e9 importante em algumas situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas. Vejamos alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Quando o falante est\u00e1 em d\u00favida sobre o significado de um enunciado faz perguntas como:&nbsp;<em>O que quer dizer a palavra tal<\/em>?<\/li><li>As entradas de dicion\u00e1rio s\u00e3o feitas por palavras.<\/li><li>Na escrita, segmentamos o discurso palavra a palavra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>A partir dessas situa\u00e7\u00f5es de uso da palavra, podemos fazer alguns questionamentos.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Como os falantes reconhecem que o segmento <em>cantar<\/em> \u00e9 uma palavra e que&nbsp;<em>cant<\/em> ou&nbsp;<em>ar<\/em> n\u00e3o o s\u00e3o?<\/li><li>Por que o falante pergunta o que \u00e9&nbsp;<em>cantar<\/em>, em vez de simplesmente indagar o que \u00e9&nbsp;<em>cant<\/em>, uma vez que o segmento&nbsp;<em>ar<\/em> \u00e9 seu velho conhecido de outros verbos? Ou ent\u00e3o, por que os dicion\u00e1rios d\u00e3o entradas para sequ\u00eancias como&nbsp;<em>cantar<\/em> e n\u00e3o a segmentos como&nbsp;<em>cant<\/em>?<\/li><li>Como os falantes reconhecem no segmento <em>matogrosso<\/em> mais de uma palavra?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>A reflex\u00e3o em torno das perguntas anteriores nos ajuda a compreender como se forma o conceito de palavra no idioma.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Forma significativa<\/h3>\n\n\n\n<p>Uma das regras aplicadas ao reconhecimento de palavras \u00e9 a de que o segmento deve portar significa\u00e7\u00e3o. Ou de outra forma: tem que apresentar fun\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica. Assim sendo, o segmento&nbsp;<em>cantar<\/em> \u00e9 aceito como palavra porque, entre outras propriedades, porta um significado.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns podem se opor a essa regra alegando que no enunciado\u00a0<em>Jo\u00e3o e Maria<\/em>, o conectivo\u00a0<em>e<\/em> n\u00e3o porta significado, mas \u00e9 considerado palavra em portugu\u00eas. Sem d\u00favida, palavras como\u00a0<em>e<\/em> n\u00e3o portam sentido de maneira semelhante ao portado por palavras como\u00a0<em>Maria<\/em>. Mas os conectivos portam sentido, sim,\u00a0 porque \u00e9 o conectivo que agrega a ideia de conjun\u00e7\u00e3o ao enunciado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Forma livre<\/h3>\n\n\n\n<p>Os falantes n\u00e3o perguntam o significado de&nbsp;<em>cant<\/em>, provavelmente, porque nunca viram segmentos do mesmo tipo que&nbsp;<em>cant<\/em> ocorrerem sem a presen\u00e7a concomitante de um segmento que o complemente como&nbsp;<em>ar<\/em>,&nbsp;<em>amos<\/em>,&nbsp;<em>am<\/em>, etc. e por isso consideram que&nbsp;<em>cant<\/em> sempre deve ser usado seguido por um complemento, mesmo quando a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 buscar o significado do item no dicion\u00e1rio. A impossibilidade de certos tipos de segmentos ocorrerem separados uns dos outros \u00e9 decisiva na forma\u00e7\u00e3o do conceito de palavra. No portugu\u00eas, temos algumas combina\u00e7\u00f5es que s\u00f3 ocorrem simultaneamente e em ordem definida. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Raiz + desin\u00eancia verbal<br>Cant + ar<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Muitos linguistas concordam que o falante tende a considerar como palavra agrupamentos como os do exemplo\u00a0 acima, cujas partes n\u00e3o ocorrem separadas. Uma das regras que se aplica ao reconhecimento de palavras no discurso \u00e9 a da independ\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o aos segmentos adjacentes. Em outros termos: a palavra deve ser uma forma livre. O segmento\u00a0<em>cant<\/em>, no portugu\u00eas n\u00e3o \u00e9 livre, pois sempre aparece no discurso seguido de um complemento conhecido como desin\u00eancia. Diz-se que\u00a0<em>cant<\/em> \u00e9 uma forma presa. Presa a outro tipo de segmento com o qual deve ocorrer simultaneamente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Forma m\u00ednima<\/h3>\n\n\n\n<p>A exig\u00eancia de portar significado e a regra da forma livre sozinhas n\u00e3o delimitam a palavra. O segmento&nbsp;<em>matogrosso<\/em>, por exemplo, aparece em v\u00e1rios contextos diferentes e n\u00e3o est\u00e1 preso a nenhum outro tipo de segmento. \u00c9 uma forma significativa e livre, mas n\u00e3o \u00e9 m\u00ednima, pois pode ser separada em dois segmentos menores,&nbsp;<em>mato<\/em> e&nbsp;<em>grosso<\/em>, que, por sua vez, tamb\u00e9m s\u00e3o formas livres e significativas. Em outras palavras: <em>matogrosso<\/em> n\u00e3o \u00e9 um segmento m\u00ednimo.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos agora tr\u00eas regras para delimitar palavras: o segmento deve portar significa\u00e7\u00e3o, ser uma forma livre e deve ser m\u00ednimo. Muitos linguistas consideram estas condi\u00e7\u00f5es suficientes para conceituar palavra. Em portugu\u00eas, a maioria das palavras pode ser reconhecida pela aplica\u00e7\u00e3o das tr\u00eas regras, mas h\u00e1 casos especiais, como veremos em seguida.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O caso especial dos artigos<\/h3>\n\n\n\n<p>No portugu\u00eas, h\u00e1 uma classe de palavras, a dos artigos, que merece aten\u00e7\u00e3o especial na nossa conceitua\u00e7\u00e3o de palavra. Os artigos ocorrem imediatamente prepostos a um substantivo e t\u00eam por fun\u00e7\u00e3o b\u00e1sica determin\u00e1-lo ou indetermin\u00e1-lo como na s\u00e9rie seguinte:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong><em>O<\/em><\/strong><em> menino<\/em><\/li><li><em><strong>A<\/strong> menina<\/em><\/li><li><em><strong>Um<\/strong> menino<\/em><\/li><li><em><strong>Uma<\/strong> menina.<\/em><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Um dos modelos para a ocorr\u00eancia de artigos \u00e9 o seguinte:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Artigo + substantivo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em alguns casos, podem ocorrer adjetivos entre o artigo e o substantivo.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Artigo + adjetivos + substantivo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Observando o comportamento dos artigos no portugu\u00eas vemos que se assemelham a um tipo especial de forma presa: a dos morfemas flexivos, pois s\u00f3 ocorrem seguidos de substantivo, t\u00eam fun\u00e7\u00e3o sint\u00e1tica dedicada e os dois tipos de artigos ocorrem em distribui\u00e7\u00e3o complementar. <\/p>\n\n\n\n<p>Os artigos comportam-se tal qual desin\u00eancias. Considerando o comportamento sint\u00e1tico dos artigos somos levados a consider\u00e1-los forma presa. No entanto, no portugu\u00eas s\u00e3o tratados como palavras, o que contraria a regra de que palavras s\u00e3o formas livres. Este exemplo mostra que no portugu\u00eas alguns segmentos s\u00e3o tratados como palavras mas n\u00e3o se encaixam na regra da forma significativa livre m\u00ednima. Na sequ\u00eancia, vamos considerar outro caso especial: o das preposi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Preposi\u00e7\u00f5es s\u00e3o palavras?<\/h3>\n\n\n\n<p>As preposi\u00e7\u00f5es no portugu\u00eas t\u00eam comportamentos sint\u00e1ticos bastante variados, por isso vamos analisar um caso particular: o da preposi\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>de<\/em>, quando usada para estabelecer rela\u00e7\u00e3o de posse.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Em portugu\u00eas dizemos:\u00a0<em>Livro de Pedro<\/em>.<\/li><li>Em latim cl\u00e1ssico diz-se:\u00a0<em>Petrus liber<\/em>.<\/li><li>Em ingl\u00eas diz-se:\u00a0<em>Peter\u2019s book<\/em>.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Em portugu\u00eas, o morfema&nbsp;<em>de<\/em>, posto entre livro e Pedro, indica rela\u00e7\u00e3o de posse. Pedro possui o livro.<\/p>\n\n\n\n<p>Em latim cl\u00e1ssico, a rela\u00e7\u00e3o de posse \u00e9 estabelecida pela desin\u00eancia&nbsp;<em>er<\/em>, que segue a raiz<em>lib<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em ingl\u00eas, a rela\u00e7\u00e3o de posse \u00e9 estabelecida adicionando o segmento&nbsp;<em>s<\/em> depois da palavra que identifica o possuidor.<\/p>\n\n\n\n<p>Como se observa, temos tr\u00eas solu\u00e7\u00f5es diferentes para a mesma necessidade lingu\u00edstica. No latim cl\u00e1ssico n\u00e3o se cogitava em definir o morfema\u00a0<em>er<\/em> como palavra, pois nesse idioma este tipo de ocorr\u00eancia \u00e9 classificada como desin\u00eancia de caso, uma parte das palavras da classe dos substantivos. Tamb\u00e9m n\u00e3o ocorre aos ingleses classificar o segmento \u00a0<em>s<\/em> como palavra.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em portugu\u00eas, a preposi\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>de<\/em> \u00e9 classificada como palavra, embora tenha um comportamento sint\u00e1tico similar ao dos segmentos&nbsp;<em>er<\/em> do latim e&nbsp;<em>s<\/em>do ingl\u00eas. A preposi\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>de<\/em>, quando usado para estabelecer rela\u00e7\u00e3o de posse, tem comportamento sint\u00e1tico t\u00edpico de desin\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Prefixos ou formas livres?<\/h3>\n\n\n\n<p>Vamos analisar os pares a seguir:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Reitor\/vice-reitor.<\/em><\/li><li><em>Moderno\/p\u00f3s-moderno.<\/em><\/li><li><em>Secret\u00e1rio\/subsecret\u00e1rio.<\/em><\/li><li><em>Homem\/super-homem.<\/em><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Nos exemplos dados, percebemos que os prefixos <em>vice<\/em>,\u00a0<em>p\u00f3s<\/em>,\u00a0<em>sub<\/em> e\u00a0<em>super<\/em> t\u00eam fun\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica de modificar o substantivo que precedem. Ou seja, comportam-se como adjetivos e, no entanto, n\u00e3o s\u00e3o reconhecidos como palavras em portugu\u00eas. A situa\u00e7\u00e3o aqui \u00e9 oposta \u00e0 que acontece com os artigos. Em vez de serem considerados formas significativas livres m\u00ednimas e, portanto, palavras, certos prefixos derivativos do portugu\u00eas s\u00e3o tratados como formas presas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Pondera\u00e7\u00f5es sobre casos lim\u00edtrofes<\/h3>\n\n\n\n<p>Diante dos casos especiais citados anteriormente, podemos concluir que no portugu\u00eas os casos lim\u00edtrofes s\u00e3o delimitados por conven\u00e7\u00f5es. Talvez, se outras fossem as circunst\u00e2ncias, o morfema&nbsp;<em>de<\/em> pudesse ser considerado uma desin\u00eancia de caso e, ent\u00e3o, apareceria ligado a um dos substantivos que conecta. Sob outra perspectiva, talvez certos prefixos derivativos fossem considerados como palavras e por a\u00ed vai.<\/p>\n\n\n\n<p>Os casos lim\u00edtrofes do conceito de palavra se caracterizam pela dificuldade de enquadramento. Podemos levantar alguns argumentos a favor e contra o padr\u00e3o do portugu\u00eas que estabelece que artigos e preposi\u00e7\u00f5es s\u00e3o palavras e que alguns prefixos como&nbsp;<em>vice<\/em>,&nbsp;<em>p\u00f3s<\/em>,&nbsp;<em>sub<\/em> e&nbsp;<em>super<\/em> n\u00e3o s\u00e3o. Vamos citar alguns argumentos a favor, j\u00e1 que argumentos contr\u00e1rios foram apresentados anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p>A favor dos artigos como palavra podemos dizer que o uso do artigo \u00e9 opcional, que&nbsp; se pode agreg\u00e1-los ao substantivo ou n\u00e3o. Outra coisa: os artigos s\u00e3o flexionados em n\u00famero e g\u00eanero, o que \u00e9 uma caracter\u00edstica t\u00edpica de classes de palavra. Quando modificamos o substantivo com adjetivos, o artigo \u00e9 afastado do substantivo e, isso n\u00e3o \u00e9 t\u00edpico de prefixos.<\/p>\n\n\n\n<p>A favor dos prefixos como morfemas presos podemos dizer que a liberdade do usu\u00e1rio para compor frases ligando prefixos a substantivos \u00e9 limitada. Nem toda combina\u00e7\u00e3o prefixo + substantivo \u00e9 aceit\u00e1vel. Os prefixos n\u00e3o variam em g\u00eanero e n\u00famero.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resumo: os casos lim\u00edtrofes da delimita\u00e7\u00e3o de palavras s\u00e3o resolvidos na estrutura da l\u00edngua por solu\u00e7\u00f5es convencionais.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Unidades formais m\u00ednimas da Lingu\u00edstica<\/h4>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/fonetica\/fonema\/\">Fonema<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/fonetica\/silaba\/\">S\u00edlaba<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/grafologia\/grafema\/\">Grafema<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/morfema\/\">Morfema<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/palavra\/\">Palavra<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/lexema\/\">Lexema<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/sintaxe\/sintagmas-da-lingua-portuguesa\/\">Sintagma<\/a><\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Morfologia<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\" id=\"block-e843ba6f-6e3e-4a00-9a86-3524b7cea45c\"><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/categorias-morfologicas\/\">Categorias morfol\u00f3gicas<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/classes-morfologicas\/\">Classes morfol\u00f3gicas<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/morfema\/\">Morfema<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/classes-de-morfemas-presos\/\">Classes de morfemas presos<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/palavra\/\">Palavra<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/lexema\/\">Lexema<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/locucao-contracao-e-fraseologia\/\">Locu\u00e7\u00e3o, contra\u00e7\u00e3o e fraseologia<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/substantivo\/\">Substantivo<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/flexao-do-substantivo-em-genero\/\">Flex\u00e3o do substantivo em g\u00eanero<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/flexao-do-substantivo-em-grau\/\">Flex\u00e3o do substantivo em grau<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/flexao-do-substantivo-em-numero\/\">Flex\u00e3o do substantivo em n\u00famero<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/adjetivos\/\">Adjetivos<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/adverbio\/\">Adv\u00e9rbio<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/propriedades-de-adverbios\/\">Propriedades de adv\u00e9rbios<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/artigo\/\">Artigo<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/demonstrativos\/\">Demonstrativos<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/locativos\/\">Locativos<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/possessivos\/\">Possessivos<\/a><\/li><li><a 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