{"id":405,"date":"2013-10-13T22:30:05","date_gmt":"2013-10-14T01:30:05","guid":{"rendered":"http:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/?p=405"},"modified":"2020-12-07T18:08:30","modified_gmt":"2020-12-07T21:08:30","slug":"analise-semantica-da-preposicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/analise-semantica-da-preposicao\/","title":{"rendered":"An\u00e1lise sem\u00e2ntica da preposi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Primeiramente, vamos classificar a fun\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica das preposi\u00e7\u00f5es segundo a necessidade. S\u00e3o tr\u00eas as possibilidades: necess\u00e1ria, abundante e redundante.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Necessidade sem\u00e2ntica<\/h3>\n\n\n\n<p>Observe a s\u00e9rie seguinte:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Viajei&nbsp;<strong>com<\/strong> documentos.<\/em><\/li><li><em>Viajei&nbsp;<strong>sem<\/strong> documentos.<\/em><\/li><\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"333\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/morfologia.jpg?resize=500%2C333&#038;ssl=1\" alt=\"Morfologia\" class=\"wp-image-3202\" title=\"Morfologia\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/morfologia.jpg?w=500&amp;ssl=1 500w, https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/morfologia.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em><\/em><wp-block data-block=\"core\/more\"><\/wp-block><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Aqui, a fun\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica da preposi\u00e7\u00e3o \u00e9 evidente. \u00c9 pela preposi\u00e7\u00e3o que diferenciamos o sentido dos enunciados. Nesse exemplo, se a preposi\u00e7\u00e3o for removida o enunciado fica inaceit\u00e1vel e incompreens\u00edvel. A preposi\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria \u00e0 compreens\u00e3o do enunciado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Abund\u00e2ncia enf\u00e1tica<\/h3>\n\n\n\n<p>Observe o exemplo:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Concordo&nbsp;<strong>com<\/strong> voc\u00ea<\/em>.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Nesse caso, a preposi\u00e7\u00e3o apenas enfatiza semanticamente o enunciado. O sentido de agrupamento, companhia, concord\u00e2ncia, unidade, que a preposi\u00e7\u00e3o agrega \u00e0 frase j\u00e1 est\u00e1 presente no verbo. \u00c9 imposs\u00edvel concordar contra algu\u00e9m. <\/p>\n\n\n\n<p>Temos uma situa\u00e7\u00e3o em que a preposi\u00e7\u00e3o apenas reafirma o sentido j\u00e1 portado pelos demais elementos do enunciado. Isso n\u00e3o quer dizer que a preposi\u00e7\u00e3o pode ser removida da frase. A constru\u00e7\u00e3o do exemplo \u00e9 abundante, mas a preposi\u00e7\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria. Sem a preposi\u00e7\u00e3o, o enunciado resulta inaceit\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>* Concordo voc\u00ea.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Observe que a escolha da preposi\u00e7\u00e3o nesses casos n\u00e3o \u00e9 arbitr\u00e1ria. O significado portado pela preposi\u00e7\u00e3o deve se harmonizar com os demais itens do enunciado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Redund\u00e2ncia enf\u00e1tica<\/h3>\n\n\n\n<p>Veja os exemplos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Procurar&nbsp;<strong>por<\/strong> algu\u00e9m.<br> Procurar algu\u00e9m.<\/em><\/li><li><em>Encontrar&nbsp;<strong>com<\/strong> um amigo.<br> Encontrar um amigo.<\/em><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Observe que a preposi\u00e7\u00e3o pode ser removida dos enunciados sem preju\u00edzo para a compreens\u00e3o ou para a aceitabilidade. A preposi\u00e7\u00e3o, nesse caso, enfatiza semanticamente a mensagem. O importante nesse tipo de constru\u00e7\u00e3o \u00e9 que o significado associado \u00e0 preposi\u00e7\u00e3o se harmonize com os demais termos do enunciado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Fun\u00e7\u00e3o adjetiva<\/h3>\n\n\n\n<p>Considere os exemplos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Caminh\u00e3o&nbsp;<strong>de<\/strong> cimento.<\/em><\/li><li><em>Piso&nbsp;<strong>de<\/strong> cimento.<\/em><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Nos exemplos acima, a preposi\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>de<\/em> coopera na adjetiva\u00e7\u00e3o do antecedente. O algoritmo para interpretar o enunciado pode ser expresso assim:<\/p>\n\n\n\n<p>O antecedente tem um atributo intrinsecamente relacionado com o consequente e a preposi\u00e7\u00e3o explicita a natureza dessa rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas qual atributo \u00e9 considerado no conjunto preposicionado? No primeiro enunciado dado, podemos intuir que o caminh\u00e3o transporta cimento e no segundo, que o material construtivo do piso \u00e9 o cimento. Temos dois usos bem distintos para o trecho\u00a0<em>de cimento<\/em>. Como o falante discerne qual \u00e9 o sentido correto para esse tipo de adjetiva\u00e7\u00e3o? <\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de um mecanismo de associa\u00e7\u00e3o meton\u00edmico. A natureza da rela\u00e7\u00e3o entre o antecedente e o consequente n\u00e3o \u00e9 expl\u00edcita. \u00c9 pelo contexto que o falante chega ao significado. Sem d\u00favida, nesses casos o falante deve contar com sua experi\u00eancia acumulada, intui\u00e7\u00e3o e, \u00e0s vezes, at\u00e9 com a imagina\u00e7\u00e3o. A preposi\u00e7\u00e3o\u00a0<em>de<\/em> coopera no processo, pois primariamente porta a ideia de origem, proveni\u00eancia. Por meio de recursos ret\u00f3ricos essa significa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica gera significa\u00e7\u00f5es correlatas como constitui\u00e7\u00e3o, prop\u00f3sito, caracter\u00edstica prim\u00e1ria, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>O car\u00e1ter adjetivo fica claro nas s\u00e9ries a seguir.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Mem\u00f3ria&nbsp;<strong>de<\/strong> prod\u00edgio.<br> Mem\u00f3ria prodigiosa.<\/em><\/li><li><em>Homem&nbsp;<strong>de<\/strong> consci\u00eancia.<br> Homem consciencioso.<\/em><\/li><li><em>An\u00e1lise&nbsp;<strong>da<\/strong> qualidade.<br> An\u00e1lise qualitativa.<\/em><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Observe que sintagma preposicionado pode ser substitu\u00eddo a contento por adjetivos equivalentes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Rela\u00e7\u00e3o de posse<\/h3>\n\n\n\n<p>Em Portugu\u00eas, a rela\u00e7\u00e3o de posse \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o adjetiva espec\u00edfica da preposi\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>de<\/em>. Dizemos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Livro&nbsp;<strong>de<\/strong> Pedro.<\/em><\/li><li><em>Carro&nbsp;<strong>de<\/strong> L\u00facia.<\/em><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>\u00c9 interessante observar que a l\u00edngua portuguesa, nesse detalhe, n\u00e3o herdou a solu\u00e7\u00e3o do latim, que reservava uma flex\u00e3o de caso especialmente para indicar a rela\u00e7\u00e3o de posse.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Fun\u00e7\u00e3o adverbial<\/h3>\n\n\n\n<p>A preposi\u00e7\u00e3o participa de v\u00e1rias constru\u00e7\u00f5es com fun\u00e7\u00e3o adverbial. Predomina, nesse caso, a rela\u00e7\u00e3o locativa e suas deriva\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Rela\u00e7\u00f5es locativas<\/h3>\n\n\n\n<p>As rela\u00e7\u00f5es locativas ou &nbsp;de movimento e situa\u00e7\u00e3o s\u00e3o um caso espec\u00edfico de uso das preposi\u00e7\u00f5es em fun\u00e7\u00e3o adverbial. Observe a s\u00e9rie:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Cheguei&nbsp;<strong>de<\/strong> Porto Alegre ontem.<\/em><\/li><li><em>Estou&nbsp;<strong>em<\/strong> Curitiba hoje.<\/em><\/li><li><em>Vou&nbsp;<strong>a<\/strong> S\u00e3o Paulo amanh\u00e3.<\/em><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>As preposi\u00e7\u00f5es est\u00e3o ligadas rela\u00e7\u00f5es espaciais conforme o esquema:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>origem=de &gt; situa\u00e7\u00e3o=em &gt; destino=a<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Vetor locativo<\/h3>\n\n\n\n<p>Para uma melhor compreens\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es locativas vamos conceber o vetor locativo. Vamos consider\u00e1-lo como uma seta disparada de uma origem sem\u00e2ntica, que passa atrav\u00e9s de uma posi\u00e7\u00e3o referencial de situa\u00e7\u00e3o e que avan\u00e7a para um destino sem\u00e2ntico.<\/p>\n\n\n\n<p>Baseados no vetor locativo, constru\u00edmos frases como esta:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Vim de Florian\u00f3polis. Estou em Curitiba. Vou a S\u00e3o Paulo.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>A origem do vetor locativo se vincula a preposi\u00e7\u00f5es como <em>de<\/em>. O local em que o vetor se encontra se liga a preposi\u00e7\u00f5es como\u00a0<em>em,<\/em> <em>entre e por<\/em>. J\u00e1 o destino do vetor est\u00e1 associado a preposi\u00e7\u00f5es como\u00a0<em>a<\/em> e\u00a0<em>para<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Fun\u00e7\u00f5es derivadas da locativa<\/h3>\n\n\n\n<p>Por deriva\u00e7\u00e3o, as rela\u00e7\u00f5es fundamentais de origem e destino, podem gerar outras rela\u00e7\u00f5es como:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Origem = posi\u00e7\u00e3o de refer\u00eancia.<\/p><p>Destino = posi\u00e7\u00e3o relativa.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Veja nos exemplos, como isso se d\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Ele est\u00e1 a norte de Manaus.<\/li><li>O pa\u00eds est\u00e1 \u00e0 beira do abismo.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Na primeira frase, norte \u00e9 uma posi\u00e7\u00e3o relativa a Manaus, que foi tomada como refer\u00eancia. Na segunda frase, beira \u00e9 uma posi\u00e7\u00e3o relativa a abismo, que \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o de refer\u00eancia da frase.<\/p>\n\n\n\n<p>Por deriva\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es locativas, tamb\u00e9m se produz rela\u00e7\u00f5es temporais. A correspond\u00eancia, nesse caso \u00e9 a seguinte:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Origem = Antes\/In\u00edcio<\/p><p>Destino = Depois\/Fim.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Veja exemplos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>O expediente se estende&nbsp;<strong>de<\/strong> 9 horas&nbsp;<strong>at\u00e9<\/strong> 18 horas.<\/li><li>Trabalhou&nbsp;<strong>de<\/strong> sol&nbsp;<strong>a<\/strong> sol durante toda a vida.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Dissipa\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica<\/h3>\n\n\n\n<p>A fun\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica da preposi\u00e7\u00e3o fica clara quando observamos s\u00e9ries como a seguinte:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Falei&nbsp;<strong>a<\/strong> Pedro.<\/li><li>Falei&nbsp;<strong>ante<\/strong> Pedro.<\/li><li>Falei&nbsp;<strong>ap\u00f3s<\/strong> Pedro.<\/li><li>Falei&nbsp;<strong>com<\/strong> Pedro.<\/li><li>Falei&nbsp;<strong>contra<\/strong> Pedro.<\/li><li>Falei&nbsp;<strong>de<\/strong> Pedro.<\/li><li>Falei&nbsp;<strong>em<\/strong> Pedro.<\/li><li>Falei&nbsp;<strong>para<\/strong> Pedro.<\/li><li>Falei&nbsp;<strong>perante<\/strong> Pedro.<\/li><li>Falei&nbsp;<strong>por<\/strong> Pedro.<\/li><li>Falei&nbsp;<strong>sem <\/strong>Pedro.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>As frases acima se distinguem quanto ao sentido pelo uso da preposi\u00e7\u00e3o. Percebe-se nelas uma clara fun\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica da preposi\u00e7\u00e3o. Por outro lado, existem muitos casos em que a fun\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica da preposi\u00e7\u00e3o se dilui consideravelmente. Veja alguns exemplos em que a preposi\u00e7\u00e3o sofreu esvaziamento da fun\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Acabo&nbsp;<strong>de<\/strong> comprar um livro.<\/li><li>Assisti&nbsp;<strong>a<\/strong>o filme.<\/li><li>O m\u00e9dico atendeu&nbsp;<strong>a<\/strong>o paciente.<\/li><li>Ele est\u00e1&nbsp;<strong>para<\/strong> chegar.<\/li><li>Pensei&nbsp;<strong>em<\/strong> voc\u00ea.<\/li><li>Precisamos&nbsp;<strong>de<\/strong> tempo.<\/li><li>Ele simpatizou&nbsp;<strong>com<\/strong> voc\u00ea.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Deliberadamente, escolhemos exemplos em que a preposi\u00e7\u00e3o sucede um verbo. Nesses casos, o uso da preposi\u00e7\u00e3o \u00e9 condicionado por algumas caracter\u00edsticas da frase, mas principalmente pelo verbo que a antecede.<\/p>\n\n\n\n<p>Poder\u00edamos nos questionar: afinal, por que&nbsp;<em>simpatizamos com algu\u00e9m<\/em>, em vez de&nbsp;<em>* simpatizar a algu\u00e9m<\/em> ou&nbsp;<em>* simpatizar por algu\u00e9m<\/em>? Aparentemente, o verbo simpatizar n\u00e3o permite escolha da preposi\u00e7\u00e3o que o sucede por crit\u00e9rios sem\u00e2nticos objetivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Provavelmente, uma pesquisa hist\u00f3rica nos indicaria porque as preposi\u00e7\u00f5es s\u00e3o usadas em frases como as exemplificadas. \u00c9 prov\u00e1vel que em fases anteriores da forma\u00e7\u00e3o do idioma, a fun\u00e7\u00e3o da preposi\u00e7\u00e3o fosse marcadamente sem\u00e2ntica, mas o tempo se encarregou de dissipar o valor sem\u00e2ntico da preposi\u00e7\u00e3o nessas frases.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Morfologia<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\" id=\"block-e843ba6f-6e3e-4a00-9a86-3524b7cea45c\"><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/categorias-morfologicas\/\">Categorias morfol\u00f3gicas<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/classes-morfologicas\/\">Classes morfol\u00f3gicas<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/morfema\/\">Morfema<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/classes-de-morfemas-presos\/\">Classes de morfemas presos<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/palavra\/\">Palavra<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/lexema\/\">Lexema<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/locucao-contracao-e-fraseologia\/\">Locu\u00e7\u00e3o, contra\u00e7\u00e3o e fraseologia<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/substantivo\/\">Substantivo<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/flexao-do-substantivo-em-genero\/\">Flex\u00e3o do substantivo em g\u00eanero<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/flexao-do-substantivo-em-grau\/\">Flex\u00e3o do substantivo em grau<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/flexao-do-substantivo-em-numero\/\">Flex\u00e3o do substantivo em n\u00famero<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/adjetivos\/\">Adjetivos<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/adverbio\/\">Adv\u00e9rbio<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/propriedades-de-adverbios\/\">Propriedades de adv\u00e9rbios<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/artigo\/\">Artigo<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/demonstrativos\/\">Demonstrativos<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/locativos\/\">Locativos<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/possessivos\/\">Possessivos<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/pronomes\/\">Pronomes<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/preposicao\/\">Preposi\u00e7\u00e3o<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/analise-semantica-da-preposicao\/\">An\u00e1lise sem\u00e2ntica da preposi\u00e7\u00e3o<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/contracoes-prepositivas\/\">Contra\u00e7\u00f5es prepositivas<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/fraseologias-prepositivas\/\">Fraseologias prepositivas<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/derivacao-de-classe-morfologica\/\">Deriva\u00e7\u00e3o de classe morfol\u00f3gica<\/a><\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Primeiramente, vamos classificar a fun\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica das preposi\u00e7\u00f5es segundo a necessidade. 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Vejamos quais s\u00e3o as possibilidades na tabela a seguir. Classifica\u00e7\u00e3oFun\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica?Flexionado\u00a0 em g\u00eanero?Tem g\u00eanero impl\u00edcito?Flex\u00e3o dos determinantes ligadosExemplosBiformeSimSimN\u00e3oConcordam com a flex\u00e3o do substantivo que concorda com o contexto.Menino\/menina Gato\/gata\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Morfologia&quot;","block_context":{"text":"Morfologia","link":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/category\/gramatica\/morfologia\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/substantivo.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":403,"url":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/preposicao\/","url_meta":{"origin":405,"position":1},"title":"Preposi\u00e7\u00e3o","author":"Radam\u00e9s","date":false,"format":false,"excerpt":"A classe das preposi\u00e7\u00f5es \u00e9 fechada de palavras relacionais, pois medeiam uma rela\u00e7\u00e3o entre dois itens da frase. 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