{"id":431,"date":"2013-10-15T22:58:11","date_gmt":"2013-10-16T01:58:11","guid":{"rendered":"http:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/?p=431"},"modified":"2020-12-07T18:16:16","modified_gmt":"2020-12-07T21:16:16","slug":"derivacao-de-classe-morfologica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/derivacao-de-classe-morfologica\/","title":{"rendered":"Deriva\u00e7\u00e3o de classe morfol\u00f3gica"},"content":{"rendered":"\n<p>A Gram\u00e1tica Tradicional costuma reservar um cap\u00edtulo ao estudo das mudan\u00e7as de classe morfol\u00f3gica das palavras. Faz isso partindo da observa\u00e7\u00e3o de ocorr\u00eancias como as apresentadas a seguir:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><em><strong>Viver<\/strong> \u00e9 muito perigoso.<\/em><\/li><li><em>O&nbsp;<strong>verde<\/strong> \u00e9 a cor preferida da esta\u00e7\u00e3o.<\/em><\/li><li><em>O novo filme do Homem&nbsp;<strong>Aranha<\/strong> estr\u00e9ia em breve.<\/em><\/li><li><em>O&nbsp;<strong>desvairado<\/strong> saiu correndo.<\/em><\/li><\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"333\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/morfologia.jpg?resize=500%2C333&#038;ssl=1\" alt=\"Morfologia\" class=\"wp-image-3202\" title=\"Morfologia\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/morfologia.jpg?w=500&amp;ssl=1 500w, https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/morfologia.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Nos exemplos acima, alguns gram\u00e1ticos identificam mudan\u00e7as de classe morfol\u00f3gica nas palavras em negrito.&nbsp;<em>Viver<\/em>, supostamente verbo, aparece como sujeito da ora\u00e7\u00e3o, uma caracter\u00edstica t\u00edpica dos substantivos.&nbsp;<em>Verde<\/em>, supostamente adjetivo, aparece com caracter\u00edsticas de substantivo.&nbsp;<em>Aranha<\/em>, supostamente substantivo, \u00e9 identificado como modificador de&nbsp;<em>homem<\/em>, fun\u00e7\u00e3o t\u00edpica de adjetivos. Do mesmo modo,&nbsp;<em>desvairado<\/em>, considerado adjetivo, est\u00e1 na frase em posi\u00e7\u00e3o de substantivo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Classe morfol\u00f3gica intr\u00ednseca<\/h3>\n\n\n\n<p>Esse modelo de an\u00e1lise se lastreia no princ\u00edpio de que cada palavra pertence intrinsecamente a uma classe morfol\u00f3gica. Bem, existem motivos para considerar que&nbsp;<em>viver<\/em> \u00e9 intrinsecamente um verbo. Um deles \u00e9 o fato de a palavra ser formada por um radical e uma desin\u00eancia verbal. Aparentemente,&nbsp;<em>viver<\/em> \u00e9 uma palavra \u2018talhada\u2019 para ser verbo, mas na verdade, a palavra quando avulsa, n\u00e3o pertence a nenhuma classe morfol\u00f3gica. S\u00f3 quando situada no contexto do discurso \u00e9 que se pode associ\u00e1-la a uma classe morfol\u00f3gica. <\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o podemos dizer simplesmente: <em>verde<\/em> \u00e9 adjetivo. A palavra&nbsp;<em>verde<\/em> na frase&nbsp;<em>a grama \u00e9 verde<\/em>, sim, pode ser considerada adjetivo. Podemos, sim, dizer que&nbsp;<em>verde<\/em> \u00e9 uma palavra que em boa parte das ocorr\u00eancias aparece como adjetivo. Esse tipo de informa\u00e7\u00e3o encontramos nos dicion\u00e1rios. O que fazem os dicionaristas, sen\u00e3o nos informar sobre as tipicidades de uso das palavras? Mas n\u00e3o podemos afirmar que&nbsp;<em>verde<\/em> \u00e9 intrinsecamente adjetivo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Classe morfol\u00f3gica contextual<\/h3>\n\n\n\n<p>Mais modernamente, alguns gram\u00e1ticos passaram a afirmar que os exemplos dados de palavras que \u2018mudam\u2019 de classe atestam a inconsist\u00eancia das defini\u00e7\u00f5es de verbo, substantivo e adjetivo e que seria necess\u00e1ria uma revis\u00e3o dessas classes para dar conta de ocorr\u00eancias como as exemplificadas. Na verdade, a mudan\u00e7a de classe gramatical \u00e9 um falso problema que pode ser resolvido com uma reflex\u00e3o mais aprofundada. Vamos analisar os exemplos dados.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><em><strong>Viver<\/strong> \u00e9 muito perigoso.<\/em><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Para come\u00e7ar, observe que nessa frase o \u2018verbo substantivado\u2019 est\u00e1 no infinitivo. O infinitivo \u00e9 uma flex\u00e3o especial que pode ser usada para citar a a\u00e7\u00e3o expressa pelo verbo. No exemplo dado, o verbo\u00a0<em>viver<\/em> n\u00e3o est\u00e1 sendo usado. Estamos, de fato, citando o ato semanticamente ligado ao verbo, ou seja, o ato de viver. <\/p>\n\n\n\n<p>Em frases como <em>Dirigir<\/em> <em>requer aten\u00e7\u00e3o<\/em>, a palavra\u00a0<em>dirigir<\/em> \u00e9 substantivo porque designa um ato. A a\u00e7\u00e3o de dirigir \u00e9 que est\u00e1 sendo denotada. Na frase dada, temos um substantivo (<em>viver<\/em>) gerado por deriva\u00e7\u00e3o de classe morfol\u00f3gica do infinitivo do verbo\u00a0<em>viver<\/em>. Trata-se de um problema que se resolve pela diferen\u00e7a entre uso e men\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><em>O&nbsp;<strong>verde<\/strong> \u00e9 a cor preferida da esta\u00e7\u00e3o.<\/em><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>O problema dos adjetivos que \u2018mudam\u2019 para substantivos tamb\u00e9m pode ser resolvido com uma an\u00e1lise de uso e men\u00e7\u00e3o. Em enunciados como <em>banana amarela<\/em>,&nbsp;<em>c\u00e9u azul<\/em> ou&nbsp;<em>neve branca<\/em>, atribu\u00edmos qualidades aos objetos expressos pelos substantivos. Fazemos isso empregando adjetivos. Em enunciados como&nbsp;<em>o verde acalma<\/em>, estamos citando a qualidade, em vez de atribu\u00ed-la a um objeto. <\/p>\n\n\n\n<p>Em portugu\u00eas, geralmente, a sinaliza\u00e7\u00e3o que diferencia o uso da men\u00e7\u00e3o dos atributos de adjetivos \u00e9 feita pelo emprego do artigo. Quando citamos o atributo usamos a combina\u00e7\u00e3o artigo mais adjetivo. Da\u00ed, temos:&nbsp;<em>o escuro<\/em>,&nbsp;<em>o amargo<\/em>,&nbsp;<em>o \u00e1spero<\/em>. Observe que existe um g\u00eanero impl\u00edcito para essas ocorr\u00eancias. Note tamb\u00e9m que existem, em muitos casos, palavras equivalentes para a mesma fun\u00e7\u00e3o como:&nbsp;<em>a escurid\u00e3o<\/em>,&nbsp;<em>a amargura<\/em>,&nbsp;<em>a aspereza<\/em>. Trata-se de um caso de deriva\u00e7\u00e3o de classe morfol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><em>O novo filme do Homem&nbsp;<strong>Aranha<\/strong> estreia em breve.<\/em><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise desse caso \u00e9 simples.&nbsp;<em>Aranha<\/em> n\u00e3o est\u00e1 modificando&nbsp;<em>homem<\/em>. Trata-se de uma locu\u00e7\u00e3o gerada por justaposi\u00e7\u00e3o. Dois substantivos s\u00e3o postos lado a lado mas nomeiam um s\u00f3 ser que possui dupla caracter\u00edstica, de homem e de aranha. Resultado similar ter\u00edamos se diss\u00e9ssemos&nbsp;<em>Homem e Aranha<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><em>O&nbsp;<strong>desvairado<\/strong> saiu correndo.<\/em><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Aqui, o caso \u00e9 de substitui\u00e7\u00e3o meton\u00edmica. O ser \u00e9 substitu\u00eddo pelo seu atributo. Muito comum na l\u00edngua, esse tipo de meton\u00edmia costuma ser sinalizado pelo emprego do artigo diante do atributo. Temos uma deriva\u00e7\u00e3o meton\u00edmica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Uso e men\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>Vamos finalizar com um exemplo extremo de uso e men\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Verde<\/strong><em> \u00e9 adjetivo<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Partindo do modelo da mudan\u00e7a de classe, chegar\u00edamos \u00e0 conclus\u00e3o que a frase \u00e9 no m\u00ednimo paradoxal, j\u00e1 que expressa uma afirma\u00e7\u00e3o desmentida por ela mesma. Mas se fizermos uma an\u00e1lise de uso e men\u00e7\u00e3o, percebemos que\u00a0<em>verde<\/em>, n\u00e3o est\u00e1 sendo usado e, sim, mencionado. <\/p>\n\n\n\n<p>A frase se refere \u00e0 palavra\u00a0<em>verde<\/em>, n\u00e3o \u00e0 cor verde, nem tampouco atribui a cor verde a um objeto. Trata-se de uma frase metalingu\u00edstica. Por um processo meton\u00edmico de substitui\u00e7\u00e3o, a palavra \u00e9 utilizada para citar a si mesma.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quando ocorre deriva\u00e7\u00e3o de classe<\/h3>\n\n\n\n<p>Das an\u00e1lises dos exemplos anteriores, podemos tirar certas conclus\u00f5es. Uma delas, \u00e9 que as palavras n\u00e3o portam uma classe gramatical impl\u00edcita, mesmo quando apresentem caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas t\u00edpicas de uma classe espec\u00edfica. Outra, \u00e9 que as palavras n\u00e3o assumem qualquer classe morfol\u00f3gica indiscriminadamente. Existem situa\u00e7\u00f5es bem definidas em que ocorre a deriva\u00e7\u00e3o de classe. Podemos citar algumas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>A a\u00e7\u00e3o denotada pelo verbo \u00e9 citada<\/strong>. Nesse caso, emprega-se a forma infinitiva impessoal. Verbo deriva em substantivo.<\/li><li><strong>A a\u00e7\u00e3o denotada pelo verbo modifica um item como adv\u00e9rbio<\/strong>. Nesse caso, emprega-se a forma ger\u00fandio. Verbo deriva em adv\u00e9rbio.<\/li><li><strong>A a\u00e7\u00e3o denotada pelo verbo modifica um item como adjetivo<\/strong>. Nesse caso, emprega-se a forma partic\u00edpio. Verbo deriva em adjetivo.<\/li><li><strong>O atributo substitui o ente<\/strong>. Adjetivo deriva metonimicamente em substantivo ou pronome.<\/li><li><strong>O atributo denotado pelo adjetivo \u00e9 citado<\/strong>. Adjetivo deriva em substantivo.<\/li><li><strong>O atributo denotado pelo adjetivo \u00e9 aplicado a um verbo<\/strong>. Adjetivo deriva em adv\u00e9rbio.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Feitas as considera\u00e7\u00f5es devidas, fica uma quest\u00e3o residual. A palavra\u00a0<em>verde<\/em> usada como adjetivo e a palavra\u00a0<em>verde<\/em> usada como substantivo s\u00e3o a mesma palavra? Do ponto de vista fonol\u00f3gico temos a mesma realiza\u00e7\u00e3o vocal nos dois casos. Na perspectiva sint\u00e1tica e sem\u00e2ntica, temos duas ocorr\u00eancias distintas. Temos que lembrar ainda que uma ocorr\u00eancia deriva da outra. <\/p>\n\n\n\n<p>Realmente n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil dizer se estamos diante de uma palavra com dois empregos distintos ou de duas palavras com a mesma realiza\u00e7\u00e3o fonol\u00f3gica. Cremos que esta \u00e9 uma quest\u00e3o indecid\u00edvel. Fica a crit\u00e9rio de cada um optar pelo que lhe parece mais razo\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Morfologia<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\" id=\"block-e843ba6f-6e3e-4a00-9a86-3524b7cea45c\"><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/categorias-morfologicas\/\">Categorias morfol\u00f3gicas<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/classes-morfologicas\/\">Classes morfol\u00f3gicas<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/morfema\/\">Morfema<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/classes-de-morfemas-presos\/\">Classes de morfemas presos<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/palavra\/\">Palavra<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/lexema\/\">Lexema<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/locucao-contracao-e-fraseologia\/\">Locu\u00e7\u00e3o, contra\u00e7\u00e3o e fraseologia<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/substantivo\/\">Substantivo<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/flexao-do-substantivo-em-genero\/\">Flex\u00e3o do substantivo em g\u00eanero<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/flexao-do-substantivo-em-grau\/\">Flex\u00e3o do substantivo em grau<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/flexao-do-substantivo-em-numero\/\">Flex\u00e3o do substantivo em n\u00famero<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/adjetivos\/\">Adjetivos<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/adverbio\/\">Adv\u00e9rbio<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/propriedades-de-adverbios\/\">Propriedades de adv\u00e9rbios<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/artigo\/\">Artigo<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/demonstrativos\/\">Demonstrativos<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/locativos\/\">Locativos<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/possessivos\/\">Possessivos<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/pronomes\/\">Pronomes<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/preposicao\/\">Preposi\u00e7\u00e3o<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/analise-semantica-da-preposicao\/\">An\u00e1lise sem\u00e2ntica da preposi\u00e7\u00e3o<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/contracoes-prepositivas\/\">Contra\u00e7\u00f5es prepositivas<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/fraseologias-prepositivas\/\">Fraseologias prepositivas<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/gramatica\/morfologia\/derivacao-de-classe-morfologica\/\">Deriva\u00e7\u00e3o de classe morfol\u00f3gica<\/a><\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Gram\u00e1tica Tradicional costuma reservar um cap\u00edtulo ao estudo das mudan\u00e7as de classe morfol\u00f3gica das palavras. 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