{"id":49,"date":"2013-06-03T21:43:06","date_gmt":"2013-06-04T00:43:06","guid":{"rendered":"http:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/?p=49"},"modified":"2020-11-18T17:11:14","modified_gmt":"2020-11-18T20:11:14","slug":"retorica-da-influencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/retoricas\/retorica-da-influencia\/","title":{"rendered":"Ret\u00f3rica da persuas\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Por persuas\u00e3o entenda-se convencer, aliciar, mover, incitar \u00e0 a\u00e7\u00e3o.\u00a0 Os meios que importam \u00e0 Ret\u00f3rica para atingir estes fins s\u00e3o a explana\u00e7\u00e3o, a argumenta\u00e7\u00e3o l\u00f3gica e paral\u00f3gica e a persuas\u00e3o pelo discurso.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Elementos da ret\u00f3rica persuasiva<\/h3>\n\n\n\n<p>Alguns conceitos \u00fateis para a compreens\u00e3o da ret\u00f3rica persuasiva:<\/p>\n\n\n\n<p><strong> Explana\u00e7\u00e3o: <\/strong>\u00c9 o discurso que informa o receptor sobre determinado assunto. Seus recursos s\u00e3o defini\u00e7\u00e3o, classifica\u00e7\u00e3o, exemplifica\u00e7\u00e3o, an\u00e1lise, s\u00edntese, enumera\u00e7\u00e3o, postula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong> Argumenta\u00e7\u00e3o l\u00f3gica: <\/strong>\u00c9 o discurso que prova teses. Seus instrumentos s\u00e3o a indu\u00e7\u00e3o e a dedu\u00e7\u00e3o. A l\u00f3gica estabelece os crit\u00e9rios de validade para argumentos, mas, nem sempre validade \u00e0 luz da l\u00f3gica \u00e9 sin\u00f4nimo de capacidade de convencer. A Ret\u00f3rica ocupa-se da especificidade da argumenta\u00e7\u00e3o para a influ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"333\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica-1.jpg?resize=500%2C333&#038;ssl=1\" alt=\"Ret\u00f3rica\" class=\"wp-image-3283\" title=\"Ret\u00f3rica\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica-1.jpg?w=500&amp;ssl=1 500w, https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica-1.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p><strong>Argumenta\u00e7\u00e3o paral\u00f3gica: <\/strong>\u00c9 o discurso que, por usar de sofismas, leva a uma prova aparente de uma tese.<\/p>\n\n\n\n<p><strong> Argumento: <\/strong>\u00c9 um discurso formado por proposi\u00e7\u00f5es, sendo uma a tese, outra ou mais as premissas, em que fica provada a veracidade da tese a partir de implica\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas das premissas. Argumenta-se se a tese n\u00e3o \u00e9 aceita. O que \u00e9 aceito dispensa prova, ao menos, do ponto de vista da influ\u00eancia. O sucesso do argumento como recurso de influ\u00eancia depende de fatores como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>As premissas s\u00e3o melhor aceitas que a tese. O sucesso do argumento para convencer depende da qualidade das premissas. As melhores premissas s\u00e3o aquelas encaradas pelo receptor como evidentes ou como postulados que ele n\u00e3o questiona.<\/li><li>A suscetibilidade do receptor a racioc\u00ednios l\u00f3gicos.<\/li><li>O grau de elabora\u00e7\u00e3o do argumento. Argumentos complexos s\u00e3o mais dif\u00edceis de compreender. Por outro lado, se compreendidos vistos como de qualidade superior.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong> Refuta\u00e7\u00e3o: <\/strong>\u00c9 o argumento que prova a contradit\u00f3ria da tese do oponente num debate.<\/p>\n\n\n\n<p><strong> Postula\u00e7\u00e3o: <\/strong>Para a l\u00f3gica, um postulado \u00e9 um enunciado aceito sem prova, quer dizer, sua veracidade n\u00e3o \u00e9 demonstrada atrav\u00e9s de argumento. A l\u00f3gica tamb\u00e9m nos diz que entre os enunciados que comp\u00f5em uma teoria consistente, nenhum tem status diferenciado, de modo que a ele se deva atribuir a condi\u00e7\u00e3o de postulado. Em princ\u00edpio qualquer enunciado da teoria pode ser postulado, pois, os enunciados se inter-relacionam e cada um \u00e9 provado a partir das conseq\u00fc\u00eancias l\u00f3gicas dos demais.&nbsp; Quando se pratica a postula\u00e7\u00e3o como recurso de Ret\u00f3rica da influ\u00eancia, o postulado deve ser escolhido n\u00e3o ao acaso, mas por crit\u00e9rios como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>O postulado deve ser evidente ao receptor. Se o postulado n\u00e3o \u00e9 evidente para o receptor, incorre-se no risco deste exigir prova do postulado e postulado n\u00e3o se prova.<\/li><li>O postulado deve ser simples.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong> Hip\u00f3tese: <\/strong>\u00c9 um enunciado n\u00e3o veraz, assumido como n\u00e3o veraz, mas plaus\u00edvel. O sucesso de argumentos que se baseiam em hip\u00f3teses como premissa depende de fatores como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>A plausibilidade da hip\u00f3tese. Hip\u00f3teses pouco plaus\u00edveis ou julgadas pouco plaus\u00edveis comprometem a efic\u00e1cia do argumento.<\/li><li>A conota\u00e7\u00e3o do receptor relativamente a hip\u00f3teses. Se o receptor \u00e9 avesso a hip\u00f3teses, o argumento nelas baseado fica com a efic\u00e1cia comprometida.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">N\u00edveis do di\u00e1logo em tempo real<\/h2>\n\n\n\n<p>Por ordem crescente de tens\u00e3o psicol\u00f3gica os n\u00edveis s\u00e3o: conversa\u00e7\u00e3o, col\u00f3quio, discuss\u00e3o e debate.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conversa\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 o caso mais distenso do di\u00e1logo em virtude de suas fun\u00e7\u00f5es sociais e psicol\u00f3gicas. S\u00e3o caracter\u00edsticas da conversa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Pluralidade tem\u00e1tica.<\/li><li>Aus\u00eancia de objetivo discursivo, ou seja, n\u00e3o se busca uma conclus\u00e3o, uma solu\u00e7\u00e3o, um acordo, uma vit\u00f3ria.<\/li><li>Nenhum compromisso com a produtividade. Produtividade na conversa\u00e7\u00e3o significa ludicidade, respeito \u00e0 etiqueta.<\/li><li>Formalidade limitada em alguns casos ao respeito \u00e0 etiqueta.<\/li><li>Temas escolhidos a partir da necessidade de exterioriza\u00e7\u00e3o das partes ou das conveni\u00eancias protocolares do contexto.<\/li><li>Aus\u00eancia de conflito.<\/li><li>Predom\u00ednio da explana\u00e7\u00e3o, aus\u00eancia de argumenta\u00e7\u00e3o.<\/li><li>Desorganiza\u00e7\u00e3o.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>As fun\u00e7\u00f5es da conversa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Travar contato, conquistar simpatias.<\/li><li>L\u00fadica, relaxamento.<\/li><li>Catarse, desabafo, exterioriza\u00e7\u00e3o.<\/li><li>Auto-afirma\u00e7\u00e3o.<\/li><li>Cerimoniais, protocolares.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Col\u00f3quio<\/h3>\n\n\n\n<p>No col\u00f3quio, h\u00e1 uma busca por unidade tem\u00e1tica. O discurso ganha em produtividade, tens\u00e3o e, eventualmente, em formalidade. Existe uma motiva\u00e7\u00e3o que \u00e9 a troca de informa\u00e7\u00f5es sobre um tema. No col\u00f3quio predomina a fun\u00e7\u00e3o comunicativa. Suas caracter\u00edsticas s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Unidade tem\u00e1tica.<\/li><li>Objetivo discursivo.<\/li><li>Preocupa\u00e7\u00e3o com a produtividade.<\/li><li>Predom\u00ednio da explana\u00e7\u00e3o.<\/li><li>Tend\u00eancia \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Discuss\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 o di\u00e1logo que trabalha temas que podem ser, inclusive, fonte de conflito entre as partes que discutem. A preocupa\u00e7\u00e3o com a produtividade \u00e9 grande. No debate, h\u00e1 tend\u00eancia para a formalidade. A discuss\u00e3o tem pouca fun\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica, uma certa dose de fun\u00e7\u00e3o comunicativa e bastante fun\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. A argumenta\u00e7\u00e3o \u00e9 sua ferramenta b\u00e1sica, acompanhada da persuas\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A arte da discuss\u00e3o \u00e9 a dial\u00e9tica, o que para alguns al\u00e9m de ser uma t\u00e9cnica de discurso \u00e9 um m\u00e9todo filos\u00f3fico. Para otimiza\u00e7\u00e3o das discuss\u00f5es em grupo, conv\u00e9m observar o seguinte:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Agendar a discuss\u00e3o com anteced\u00eancia e divulgar o tema.<\/li><li>Coordena\u00e7\u00e3o: nas discuss\u00f5es em grupo deve haver coordenador moderador.<\/li><li>Evitar a dispers\u00e3o do tema.<\/li><li>Obrigatoriamente extrair uma conclus\u00e3o.<\/li><li>N\u00famero m\u00ednimo de participantes, restrito aos que ter\u00e3o participa\u00e7\u00e3o ativa.<\/li><li>Hor\u00e1rios r\u00edgidos de in\u00edcio e t\u00e9rmino.<\/li><li>Esp\u00edrito desarmado.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Debate<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 o caso mais tenso do di\u00e1logo. N\u00e3o h\u00e1 possibilidade de solu\u00e7\u00e3o que contemple ambas as partes, que julgam necess\u00e1ria a vit\u00f3ria de uma delas. A argumenta\u00e7\u00e3o \u00e9 a ferramenta b\u00e1sica, n\u00e3o raro nas suas formas mais capciosas. No debate, os argumentos do oponente, ruins ou bons, s\u00e3o alvo de refuta\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica do oponente. O objetivo do debate \u00e9 o desmonte das posi\u00e7\u00f5es do oponente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Algumas t\u00e1ticas de debate:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Omitir o que n\u00e3o conv\u00e9m.<\/li><li>Atenuar ou desvalorizar o que prejudica.<\/li><li>Agravar ou valorizar o que favorece.<\/li><li>Contra-argumentos fortes n\u00e3o pedem refuta\u00e7\u00e3o mas outros argumentos fortes e contr\u00e1rios.<\/li><li>Desviar o assunto para o que lhe conv\u00e9m, n\u00e3o o compromete, para o que domina.<\/li><li>Defender-se atacando.<\/li><li>Protelar declara\u00e7\u00f5es que n\u00e3o lhe conv\u00e9m.<\/li><li>Usar termos vagos, imprecisos, dispersivos quando a clareza, a precis\u00e3o e a objetividade s\u00e3o inconvenientes.<\/li><li>Fazer parecer que seus argumentos se lastreiam em argumentos geralmente aceitos.<\/li><li>Tomar cuidado com recursos grosseiros como superlativos e laudat\u00f3rios.<\/li><li>Distinguir: concordar sob um aspecto, negar sob outro a que se dar\u00e1 valor maior de prioridade, import\u00e2ncia, etc.<\/li><li>Levar as hip\u00f3teses do oponente a conclus\u00f5es absurdas.<\/li><li>Desvalorizar, minimizar, em vez de refutar.<\/li><li>Induzir o oponente a aceitar uma premissa que logo em seguida ser\u00e1 usada contra ele.<\/li><li>Levar a tese do oponente a um dilema.<\/li><li>Criar clima de urg\u00eancia para concluir quando a argumenta\u00e7\u00e3o se encaminha favoravelmente.<\/li><li>Criticar o uso de hip\u00f3teses como coisa deslocada da realidade.<\/li><li>Polarizar, reduzindo a quest\u00e3o a duas alternativas, uma favor\u00e1vel e outra inaceit\u00e1vel ao oponente.<\/li><li>Negar a tese em si.<\/li><li>Negar a conseq\u00fa\u00eancia da tese do oponente.<\/li><li>Retorquir usando o argumento do oponente contra ele.<\/li><li>Assumir tese refut\u00e1vel desde que isto seja conveniente.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Nem sempre os tipos de di\u00e1logo descritos anteriormente visam influenciar. Na discuss\u00e3o, por exemplo, pode acontecer de ela iniciar sem posi\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias assumidas. As posi\u00e7\u00f5es v\u00e3o se delineando com o avan\u00e7o da discuss\u00e3o. No debate, por vezes, busca-se influenciar o oponente, mas tamb\u00e9m h\u00e1 casos em que o objetivo \u00e9 influenciar a plat\u00e9ia que acompanha o debate. Noutros casos, o objetivo do debate \u00e9 simplesmente competi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ret\u00f3rica da publicidade<\/h2>\n\n\n\n<p>A Ret\u00f3rica publicit\u00e1ria \u00e9 um caso particular da Ret\u00f3rica da influ\u00eancia. A publicidade tamb\u00e9m se ocupa de convencer, aliciar, incitar \u00e0 a\u00e7\u00e3o e se particulariza por caracter\u00edsticas como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Limita\u00e7\u00e3o de extens\u00e3o. O discurso publicit\u00e1rio, via de regra, tem pouco tempo e pouco espa\u00e7o para veicular a mensagem.<\/li><li>Import\u00e2ncia da forma escrita. A publicidade tende a privilegiar a edi\u00e7\u00e3o, tendo em vista seu potencial de atratividade.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Para convencer, a Ret\u00f3rica publicit\u00e1ria se vale da argumenta\u00e7\u00e3o e da persuas\u00e3o e dependendo do p\u00fablico decide-se o que usar. Aos racionais calha melhor a argumenta\u00e7\u00e3o, aos emotivos, a persuas\u00e3o. No geral, a persuas\u00e3o predomina.<\/p>\n\n\n\n<p>A publicidade atual gira muito em torno da marca, do slogan, do texto publicit\u00e1rio. Vejamos algumas regras para essas categorias.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Regras para marcas<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Marca \u00e9 nome. Tem de ser memoriz\u00e1vel e ser\u00e1 repetido exaustivamente.<\/li><li>Deve evocar qualidades que se deseja associar ao produto, ou seja, deve ser uma iconia, ou pelo menos, realizar uma transfer\u00eancia ic\u00f4nica.<\/li><li>N\u00e3o repetir fonemas.<\/li><li>Ser curto, de prefer\u00eancia, uma palavra de poucas s\u00edlabas.<\/li><li>Tipografia discreta.<\/li><li>Pron\u00fancia simples.<\/li><li>Ortografia que n\u00e3o deixe margem a d\u00favidas sobre o modo de pronunciar.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Regras para slogans<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Curto.<\/li><li>Sint\u00e9tico.<\/li><li>El\u00edptico.<\/li><li>Predom\u00ednio de palavras lexicais.<\/li><li>Usar frase nominais.<\/li><li>Impessoal.<\/li><li>Original.<\/li><li>Boa sonoridade.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Regras para t\u00edtulos de texto<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Predom\u00ednio de palavras lexicais.<\/li><li>N\u00e3o ter chav\u00f5es, termos t\u00e9cnicos ou hip\u00e9rboles.<\/li><li>Ter frases afirmativas ou interrogativas.<\/li><li>N\u00e3o transparecer demagogia.<\/li><li>Usar formas de tratamento pessoais.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Regras para texto publicit\u00e1rio<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Intimidade<\/strong>. Para ser persuasiva, a linguagem publicit\u00e1ria deve buscar intimidade com o p\u00fablico. Deve, portanto, ser coloquial, simples, pessoal, informal. O receptor \u00e9 tratado por &#8216;voc\u00ea&#8217;. Na linguagem publicit\u00e1ria aproveita-se neologismos, modismos, at\u00e9 g\u00edrias, sempre na busca da intimidade.<\/li><li><strong>Organiza\u00e7\u00e3o<\/strong>. Para o texto publicit\u00e1rio valem as mesmas regras para monografia. Come\u00e7ar atraindo a aten\u00e7\u00e3o, desenvolver encadeando argumentos e persuas\u00f5es, deixando o melhor por \u00faltimo. Para o fim, deixa-se o apelo, a incita\u00e7\u00e3o.<\/li><li><strong>Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong>. O discurso publicit\u00e1rio deve ter boa comunicabilidade, mesmo nos extratos menos qualificados do p\u00fablico-alvo.<\/li><li><strong>Concis\u00e3o<\/strong>. Deve ser t\u00e3o curto quanto permitir a natureza do que se veicula, pois as condi\u00e7\u00f5es em que ele \u00e9 lido s\u00e3o tipicamente distensas, e textos longos, ma\u00e7udos, pouco comunicativos afugentam a aten\u00e7\u00e3o do leitor.<\/li><li><strong>Psicologia<\/strong>. Quanto ao conte\u00fado, o discurso lan\u00e7a m\u00e3o de uma s\u00e9rie de artif\u00edcios de persuas\u00e3o, quase todos psicol\u00f3gicos, tais como, afagar o ego do leitor, envolv\u00ea-lo emocionalmente, buscar a sua simpatia, faz\u00ea-lo identificar-se com o apelo, faz\u00ea-lo crer que sua ades\u00e3o ao apelo o torna superior em\u00a0<em>status<\/em>, qualifica\u00e7\u00e3o, etc.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Ret\u00f3ricas espec\u00edficas<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/retoricas\/retorica-da-influencia\/\">Ret\u00f3rica da persuas\u00e3o<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/retoricas\/retorica-da-literatura\/\">Ret\u00f3rica da Literatura<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/retoricas\/retorica-da-monografia\/\">Ret\u00f3rica da monografia<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/retoricas\/retorica-da-oratoria\/\">Ret\u00f3rica da orat\u00f3ria<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/retoricas\/retorica-do-jornalismo\/\">Ret\u00f3rica do jornalismo<\/a><\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por persuas\u00e3o entenda-se convencer, aliciar, mover, incitar \u00e0 a\u00e7\u00e3o.\u00a0 Os meios que importam \u00e0 Ret\u00f3rica para atingir estes fins s\u00e3o a explana\u00e7\u00e3o, a argumenta\u00e7\u00e3o l\u00f3gica e paral\u00f3gica e a persuas\u00e3o pelo discurso. Elementos da ret\u00f3rica persuasiva Alguns conceitos \u00fateis para a compreens\u00e3o da ret\u00f3rica persuasiva: Explana\u00e7\u00e3o: \u00c9 o discurso que informa o receptor sobre determinado &hellip; <a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/retoricas\/retorica-da-influencia\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Ret\u00f3rica da persuas\u00e3o<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[20],"tags":[30,28,27,29,5],"class_list":["post-49","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-retoricas","tag-debate","tag-influencia","tag-propaganda","tag-publicidade","tag-retorica-2"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p74YWN-N","jetpack-related-posts":[{"id":52,"url":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/retoricas\/retorica-da-monografia\/","url_meta":{"origin":49,"position":0},"title":"Ret\u00f3rica da monografia","author":"Radam\u00e9s","date":false,"format":false,"excerpt":"Monografia \u00e9 um discurso dissertativo curto de tema \u00fanico e restrito. 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