{"id":87,"date":"2013-09-22T18:37:58","date_gmt":"2013-09-22T21:37:58","guid":{"rendered":"http:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/?p=87"},"modified":"2020-11-18T14:55:54","modified_gmt":"2020-11-18T17:55:54","slug":"elementos-da-narrativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/narratology\/elementos-da-narrativa\/","title":{"rendered":"Elementos da narrativa"},"content":{"rendered":"\n<p>Contar uma hist\u00f3ria envolve t\u00e9cnica e arte. Vamos apresentar aqui v\u00e1rios elementos a se levar em conta na hora de criar uma narrativa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fic\u00e7\u00e3o: <\/strong>\u00e9 o discurso narrativo ou representa\u00e7\u00e3o ou f\u00e1bula que nos remete a uma constru\u00e7\u00e3o subjetiva em que figuram entidades, a\u00e7\u00f5es e situa\u00e7\u00f5es que formam um todo organizado n\u00e3o veraz.<\/p>\n\n\n\n<p>U<strong>niverso ficcional: <\/strong>\u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o subjetiva intu\u00edda a partir de uma fic\u00e7\u00e3o, formado por entidades, a\u00e7\u00f5es e situa\u00e7\u00f5es formando um todo organizado e hipot\u00e9tico. O discurso narrativo ou representa\u00e7\u00e3o ou f\u00e1bula \u00e9 o ponto de partida para a constru\u00e7\u00e3o do universo ficcional, que n\u00e3o \u00e9 dado em si, mas por aspectos. Podemos at\u00e9 imaginar o universo ficcional se estendendo para al\u00e9m de onde \u00e9 poss\u00edvel ver pela janela do discurso. Mera divaga\u00e7\u00e3o! O que extrapolamos para al\u00e9m dos dados do discurso \u00e9 por nossa conta e risco, o que n\u00e3o deixa de ser saud\u00e1vel em certos casos. Se o discurso nos remete a um universo ficcional, em certos aspectos an\u00e1logo ao universo objetivo, diremos que ele possui uma dimens\u00e3o realista, o que para a narratologia \u00e9 um atributo contingente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"333\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/narratologia.jpg?resize=500%2C333&#038;ssl=1\" alt=\"narratologia\" class=\"wp-image-3262\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/narratologia.jpg?w=500&amp;ssl=1 500w, https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/narratologia.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p><strong>Situa\u00e7\u00e3o: <\/strong>\u00e9 a ordem dos elementos do universo ficcional em dada coordenada de tempo ficcional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A\u00e7\u00e3o: <\/strong>s\u00e3o as mudan\u00e7as que ocorrem no universo ficcional. A a\u00e7\u00e3o pode ter v\u00e1rios aspectos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><em>Consumada<\/em>: efetivamente ocorrida no universo ficcional.<\/li><li><em>Hipot\u00e9tica<\/em>: sup\u00f5e-se consumada, mas no decorrer da narrativa pode se mostrar como n\u00e3o consumada no universo ficcional.<\/li><li><em>Imagin\u00e1ria<\/em>: fruto de uma fic\u00e7\u00e3o dentro da fic\u00e7\u00e3o estabelecida por algum dos agentes da fic\u00e7\u00e3o.<\/li><li><em>Representada<\/em>: os agentes da fic\u00e7\u00e3o representam dentro da fic\u00e7\u00e3o.<\/li><li><em>On\u00edrica<\/em>: resulta do sonho de um dos agentes da fic\u00e7\u00e3o.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong> A\u00e7\u00e3o cardeal: <\/strong>compromete a inteligibilidade da f\u00e1bula, quando suprimida.<\/p>\n\n\n\n<p><strong> Proposi\u00e7\u00e3o: <\/strong>\u00e9 a tripla situa\u00e7\u00e3o anterior, a\u00e7\u00e3o, situa\u00e7\u00e3o posterior.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Epis\u00f3dio: <\/strong>\u00e9&nbsp;qualquer fragmento de narra\u00e7\u00e3o formado por pelo menos uma proposi\u00e7\u00e3o. Alguns tipos not\u00e1veis de epis\u00f3dio:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong><em>Invers\u00e3o de tend\u00eancia<\/em>:<\/strong> podemos exemplific\u00e1-la citando o her\u00f3i que consegue inverter as expectativas que apontavam para o seu fracasso em expectativa para sua vit\u00f3ria. \u00c9 um tipo de epis\u00f3dio \u00fatil para a obten\u00e7\u00e3o de cl\u00edmax. Esse exemplo chama-se perip\u00e9cia.<\/li><li><em><strong>Revela\u00e7\u00e3o<\/strong><\/em>: ocorre quando um dos agentes da narra\u00e7\u00e3o &#8211; que pode ser o narrat\u00e1rio, o personagem ou leitor &#8211; toma conhecimento de um fato que redireciona os caminhos da a\u00e7\u00e3o. Um caso de revela\u00e7\u00e3o \u00e9 o reconhecimento, onde um dos agentes da narra\u00e7\u00e3o toma conhecimento da identidade de outro.<\/li><li><em><strong>Cat\u00e1strofe<\/strong><\/em>: \u00e9 o fato de dimens\u00f5es tr\u00e1gicas no universo ficcional. Na trag\u00e9dia grega, por exemplo, ocorre cat\u00e1strofe no cl\u00edmax.<\/li><li><em><strong>Confronto<\/strong><\/em>: \u00e9 o encaminhamento irreconcili\u00e1vel para a disputa entre dois agentes da narrativa.<\/li><li><em><strong>Dano<\/strong><\/em>: \u00e9 o fato que cria um desequil\u00edbrio no universo ficcional que por vezes condiciona toda a a\u00e7\u00e3o.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><em><strong>N\u00facleo narrativo<\/strong>: <\/em>\u00e9 uma parte da narrativa em que se prioriza a abordagem de determinado objeto. O tipo mais comum e not\u00e1vel de n\u00facleo \u00e9 o que se desenvolve em fun\u00e7\u00e3o de personagens. No romance\u00a0<em>Cem Anos de Solid\u00e3o,<\/em> de Garcia Marquez, por exemplo, h\u00e1 v\u00e1rios n\u00facleos narrativos, cada um ligado a um dos personagens do romance. Nesse romance, o narrador acompanha a hist\u00f3ria de um personagem de cada vez. <\/p>\n\n\n\n<p>Podemos dizer que isso caracteriza um n\u00facleo. A pe\u00e7a teatral &#8216;Peer Gynt&#8217;, de Ibsen, em tr\u00eas atos, passa-se em tr\u00eas \u00e9pocas, respectivamente: inf\u00e2ncia, idade adulta e velhice do protagonista. Cada ato se constitui num n\u00facleo. Pode-se dizer que uma parte da narrativa \u00e9 um n\u00facleo, desde que nela seja preservada a caracter\u00edstica da parte. Para n\u00e3o se enxergar n\u00facleos e mais n\u00facleos numa narrativa \u00e9 preciso considerar apenas as prioriza\u00e7\u00f5es de abordagem mais gerais. N\u00e3o h\u00e1 uma baliza precisa para determinar que n\u00edvel de generaliza\u00e7\u00e3o deve ser empregado para caracterizar um n\u00facleo, por isso a determina\u00e7\u00e3o dele \u00e9 uma quest\u00e3o subjetiva.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">F\u00e1bula<\/h2>\n\n\n\n<p>F\u00e1bula \u00e9 o conjunto completo de a\u00e7\u00f5es e situa\u00e7\u00f5es de uma narrativa, acrescido da compreens\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es entre as partes desse conjunto.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">F\u00e1bula aristot\u00e9lica<\/h4>\n\n\n\n<p>Arist\u00f3teles foi o pioneiro no estudo da narratologia. Sua obra&nbsp;<em>Arte Po\u00e9tica<\/em>&nbsp;permanece at\u00e9 hoje como marco para a Ret\u00f3rica, a Mim\u00e9tica e para a teoria liter\u00e1ria e teatral. Na&nbsp;<em>Arte Po\u00e9tica<\/em>, Arist\u00f3teles d\u00e1 a receita da trag\u00e9dia grega e lan\u00e7a os conceitos fundamentais da narratologia. A&nbsp;<em>Arte Po\u00e9tica<\/em>&nbsp;\u00e9 um tratado de narratologia e tamb\u00e9m um tratado normativo de est\u00e9tica teatral. Arist\u00f3teles prop\u00f4s um modelo de f\u00e1bula que pode ser resumido em duas regras b\u00e1sicas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Unidade de tempo, a\u00e7\u00e3o e espa\u00e7o.<\/li><li>Divis\u00e3o em partes: pr\u00f3logo, complica\u00e7\u00e3o, cl\u00edmax, desenlace e ep\u00edlogo.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Essas duas regras definem a f\u00e1bula aristot\u00e9lica. Para as outras quest\u00f5es da trag\u00e9dia h\u00e1 outras defini\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">F\u00e1bula proppiana<\/h4>\n\n\n\n<p>Propp estudou a estrutura dos contos folcl\u00f3ricos russos e concluiu que eles seguiam algumas regras. Veja abaixo um resumo das regras:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>A f\u00e1bula come\u00e7a com uma situa\u00e7\u00e3o de status quo equilibrado.<\/li><li>O dano \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o que desequilibra o status quo perfeito.<\/li><li>O her\u00f3i \u00e9 convocado para restaurar o status quo reparando o dano.<\/li><li>O her\u00f3i passa por uma ou mais provas qualificat\u00f3rias.<\/li><li>O her\u00f3i recebe a ajuda do coadjuvante.<\/li><li>O her\u00f3i parte para o territ\u00f3rio inimigo na inten\u00e7\u00e3o de reparar o dano.<\/li><li>O her\u00f3i defronta-se com o inimigo em v\u00e1rias pelejas que antecipam a peleja final.<\/li><li>O her\u00f3i enfrenta a peleja final quando, ent\u00e3o, recupera o bem que havia provocado o dano.<\/li><li>O her\u00f3i bate em retirada fustigado pela persegui\u00e7\u00e3o do inimigo.<\/li><li>O her\u00f3i vence o inimigo e deixa o territ\u00f3rio in\u00f3spito.<\/li><li>O her\u00f3i chega \u00e0 sua terra natal mas n\u00e3o \u00e9 reconhecido.<\/li><li>O her\u00f3i peleja com os usurpadores e os derrota.<\/li><li>O her\u00f3i \u00e9 reconhecido.<\/li><li>Restabelece-se o status quo original.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Analisando a estrutura do conto proppiano, n\u00e3o podemos deixar de ver a sua semelhan\u00e7a evidente com o mito de Ulisses.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">F\u00e1bula de massa<\/h4>\n\n\n\n<p>A narrativa de massa \u00e9 um pressuposto metodol\u00f3gico. N\u00e3o h\u00e1 de ser encontrada com todos os seus elementos de caracteriza\u00e7\u00e3o. Resume as caracter\u00edsticas formais t\u00edpicas da narrativa com largo espectro de aceita\u00e7\u00e3o, que vem sendo usada exaustivamente na literatura de massa e em outras modalidades narrativas. As caracter\u00edsticas s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Presen\u00e7a das seguintes partes: pr\u00f3logo, desencadeamento, desenvolvimento, complica\u00e7\u00e3o, cl\u00edmax e ep\u00edlogo<\/li><li>Unidade de a\u00e7\u00e3o<\/li><li>Unidade de car\u00e1ter dos personagens<\/li><li>Causalidade<\/li><li>Necessidade<\/li><li>Verossimilhan\u00e7a interna<\/li><li>Continuidade<\/li><li>Desencadeamento com objetivo a atingir<\/li><li>Ter um falso final<\/li><li>Ter um anticl\u00edmax<\/li><li>Na seq\u00fc\u00eancia complica\u00e7\u00e3o cl\u00edmax deve ter uma invers\u00e3o de tend\u00eancia<\/li><li>Imprevisibilidade<\/li><li>Envolvimento<\/li><li>Presentifica\u00e7\u00e3o<\/li><li>Final condizente com o envolvimento<\/li><li>Sociabilidade<\/li><li>Manique\u00edsmo<\/li><li>Abund\u00e2ncia de a\u00e7\u00e3o e emo\u00e7\u00e3o<\/li><li>Background otimizado para o p\u00fablico-alvo<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">As partes da f\u00e1bula de massa<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Pr\u00f3logo:&nbsp;<\/strong>\u00c9 a parte inicial da narrativa em que \u00e9 colocada a situa\u00e7\u00e3o inicial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desencadeamento:&nbsp;<\/strong>Sucede o pr\u00f3logo e \u00e9 a parte em que ocorre a a\u00e7\u00e3o cardeal que determina as demais a\u00e7\u00f5es cardeais da f\u00e1bula. \u00c9 um momento de aumento de tens\u00e3o que fixa a aten\u00e7\u00e3o do receptor em definitivo \u00e0 narrativa.<ins><\/ins><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desenvolvimento:&nbsp;<\/strong>Sucede o desencadeamento. \u00c9 a parte central da narrativa na qual ocorre a maioria das a\u00e7\u00f5es cardeais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Complica\u00e7\u00e3o:&nbsp;<\/strong>\u00c9 parte do desenvolvimento. Come\u00e7a num dado ponto do desenvolvimento e com ele termina,&nbsp; imediatamente antes do cl\u00edmax. \u00c9 a parte em que se verifica intensifica\u00e7\u00e3o cont\u00ednua. As caracter\u00edsticas que podem se intensificar na complica\u00e7\u00e3o s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>O envolvimento do receptor.<\/li><li>A excita\u00e7\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es do espectador.<\/li><li>A velocidade da a\u00e7\u00e3o.<\/li><li>A complexidade da a\u00e7\u00e3o.<\/li><li>Os obst\u00e1culos para atingir os objetivos.<\/li><li>A proximidade do objetivo a ser atingido.<\/li><li>As dificuldades do personagem com quem o receptor simpatiza.<\/li><li>O acirramento dos conflitos.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Cl\u00edmax:&nbsp;<\/strong>\u00c9 a parte da a\u00e7\u00e3o em que se d\u00e3o as a\u00e7\u00f5es que resolvem o processo que se complicava. O cl\u00edmax desata o n\u00f3 que se apertava continuamente na complica\u00e7\u00e3o e que fora atado no desencadeamento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ep\u00edlogo:&nbsp;<\/strong>Sucede o cl\u00edmax. Insere a situa\u00e7\u00e3o posterior a este.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Ordem de apresenta\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>A ordem de apresenta\u00e7\u00e3o revela as a\u00e7\u00f5es e situa\u00e7\u00f5es que formam a f\u00e1bula. Uma f\u00e1bula admite incont\u00e1veis ordens de apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Equival\u00eancia narrativa<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 a caracter\u00edstica de dois discursos narrativos ou representa\u00e7\u00f5es que remetem \u00e0 mesma f\u00e1bula. A f\u00e1bula subsiste al\u00e9m do discurso que a cont\u00e9m. Incont\u00e1veis discursos podem ser proferidos contendo a f\u00e1bula de Hamlet, o Pr\u00edncipe da Dinamarca. Dificilmente outro discurso se igualar\u00e1 em qualidade ao realizado por Sheakespeare, mas todos equivalentes no potencial de portar a f\u00e1bula sobre o pr\u00edncipe.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tempo narrativo<\/h2>\n\n\n\n<p>Para tratar das quest\u00f5es narrativas de tempo, temos que considerar dois rel\u00f3gios: o da realidade e o do universo ficcional. O primeiro mede o tempo objetivo e o segundo o tempo fict\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u00c9poca e dura\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>\u00c9poca de cria\u00e7\u00e3o ou de emiss\u00e3o:&nbsp;<\/strong>\u00e9 a coordenada de tempo real associada ao momento da cria\u00e7\u00e3o do discurso pelo autor.<\/li><li><strong>\u00c9poca de atualiza\u00e7\u00e3o ou de recep\u00e7\u00e3o:&nbsp;<\/strong>\u00e9 a coordenada de tempo real associada ao ato da recep\u00e7\u00e3o do discurso ou representa\u00e7\u00e3o.<\/li><li><strong>\u00c9poca de narra\u00e7\u00e3o:&nbsp;<\/strong>tempo ficcional associado hipoteticamente \u00e0 narra\u00e7\u00e3o.<\/li><li><strong>\u00c9poca de a\u00e7\u00e3o:&nbsp;<\/strong>\u00e9 a coordenada de tempo fict\u00edcio associada supostamente \u00e0 a\u00e7\u00e3o narrada.<\/li><li><strong>Dura\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o:&nbsp;<\/strong>\u00c9 o lapso de tempo ficcional em que ocorre a a\u00e7\u00e3o narrada. Mede-se num rel\u00f3gio solid\u00e1rio ao universo ficcional<\/li><li><strong>Dura\u00e7\u00e3o da atualiza\u00e7\u00e3o:&nbsp;<\/strong>\u00e9 o lapso de tempo real em que ocorre a atualiza\u00e7\u00e3o da narrativa pelo leitor\/espectador.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Narra\u00e7\u00f5es contra\u00edda, justa e dilatada<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 justa se a dura\u00e7\u00e3o da atualiza\u00e7\u00e3o coincidir com a dura\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o. Contra\u00edda se a dura\u00e7\u00e3o da atualiza\u00e7\u00e3o for menor que a da a\u00e7\u00e3o e dilatada se ocorrer o contr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Para dizer se uma narrativa \u00e9 justa, contra\u00edda ou dilatada \u00e9 preciso supor que o tempo de atualiza\u00e7\u00e3o seja fixo e conhecido para todas as leituras, o que n\u00e3o ocorre. Contorna-se o problema supondo uma dura\u00e7\u00e3o de atualiza\u00e7\u00e3o m\u00e9dia, baseada no desempenho do leitor m\u00e9dio que executa uma leitura integral, vocalizada e dramatizada nos discursos diretos.<ins><\/ins><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Narra\u00e7\u00e3o em tempo rea<\/strong>l: \u00e9 aquela que hipoteticamente ocorre paralela \u00e0 a\u00e7\u00e3o. H\u00e1 coincid\u00eancia de \u00e9poca de a\u00e7\u00e3o com \u00e9poca de narra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Narra\u00e7\u00e3o pret\u00e9rita:&nbsp;<\/strong>\u00e9 a que supostamente ocorre ap\u00f3s a consuma\u00e7\u00e3o dos fatos narrados. O narrador a pratica livre das conting\u00eancias do momento da a\u00e7\u00e3o, rememorando os fatos.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Foco narrativo<\/h2>\n\n\n\n<p>Quest\u00f5es de foco s\u00e3o as que dizem respeito \u00e0s condi\u00e7\u00f5es em que se d\u00e1 o ato narrativo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Narrador:&nbsp;<\/strong>\u00e9 o suposto emissor do discurso narrativo, uma entidade imagin\u00e1ria que n\u00e3o deve ser confundida com o autor do discurso, embora seja comum este assumir o papel de narrador.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Narrat\u00e1rio:&nbsp;<\/strong>\u00e9 o hipot\u00e9tico receptor do discurso narrativo, entidade igualmente imagin\u00e1ria que n\u00e3o deve ser confundida com o receptor, embora seja comum o discurso destinar-se diretamente a ele.<ins><\/ins><\/p>\n\n\n\n<p>Narrador e narrat\u00e1rio s\u00e3o tipos especiais de personagens, mesmo quando n\u00e3o fazem parte da a\u00e7\u00e3o. Como personagens, podem ter hist\u00f3ria, apar\u00eancia, car\u00e1ter, ideologia e, no caso do narrador, principalmente estilo.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 dois tipos de intera\u00e7\u00e3o opostas do narrador com o universo narrativo. O primeiro \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o de narrador-personagem.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Narrador personagem:&nbsp;<\/strong>est\u00e1 inserido no universo narrativo sobre o qual narra. Ele pode ser protagonista, personagem de pouca atua\u00e7\u00e3o ou apenas observador.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Narrador et\u00e9reo:&nbsp;<\/strong>n\u00e3o est\u00e1 inserido no universo narrativo: \u00e9 como se vagasse no \u00e9ter e as conting\u00eancias do universo narrativo n\u00e3o o atingissem, nem ele tampouco pudesse interagir com este.<\/p>\n\n\n\n<p>Do mesmo modo pode-se falar em:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Narrat\u00e1rio personagem:&nbsp;<\/strong>est\u00e1 inserido no universo ficcional e hipoteticamente tem hist\u00f3ria, apar\u00eancia, car\u00e1ter, etc.<\/li><li><strong>Narrat\u00e1rio et\u00e9reo:&nbsp;<\/strong>est\u00e1 \u00e0 margem do universo narrativo e pode ser constru\u00eddo de diversas formas pelo autor: como plat\u00e9ia, grupo diferenciado, personagem espec\u00edfico ou como uma entidade abstra\u00edda de todos os atributos que n\u00e3o sejam o de receber a narrativa.<\/li><li><strong>Transfer\u00eancia:&nbsp;<\/strong>ocorre quando o narrador toma para si as impress\u00f5es, rea\u00e7\u00f5es, id\u00e9ias que s\u00e3o do personagem.<\/li><li><strong>Narra\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria e narrativa na narrativa:&nbsp;<\/strong>\u00e9 comum narrativa em que um personagem se p\u00f5e a narrar, via discurso direto. A diferen\u00e7a dessa narrativa para a prim\u00e1ria \u00e9 que a narra\u00e7\u00e3o de personagem \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o da f\u00e1bula. A narrativa prim\u00e1ria \u00e9 externa \u00e0 f\u00e1bula.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Dramatiza\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>Dramatiza\u00e7\u00e3o, ou discurso direto, \u00e9 uma forma construtiva da narrativa que visa eliminar a figura do narrador, pondo o leitor em contato direto com o universo narrativo. Os recursos da l\u00edngua para reproduzir o que se passa no universo narrativo limitam-se \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o de discursos e, precariamente, de sons n\u00e3o fonol\u00f3gicos. Da\u00ed o discurso direto ser a reprodu\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica de di\u00e1logos, mon\u00f3logos, pensamentos, cartas, pronunciamentos, manchetes, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>Compete a quem l\u00ea um discurso direto imagin\u00e1-lo como a voz dos personagens ou como a voz do narrador, reproduzindo a fala dos personagens. De qualquer modo, o objetivo \u00e9 atingido: reproduzir sem filtragem o que se passa na cena.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Ci\u00eancia<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 o grau de conhecimento que se tem sobre o que se passou, passa ou passar\u00e1 no universo narrativo. Podemos citar a ci\u00eancia do narrador, do narrat\u00e1rio, dos personagens, do leitor.<\/p>\n\n\n\n<p>Tipos not\u00e1veis de ci\u00eancia do narrador:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Perceptiva<\/strong>: o que o narrador sabe \u00e9 fruto do que pode a percep\u00e7\u00e3o saber. A dele ou a do personagem que acompanha.<\/li><li><strong>Subjetiva<\/strong>: \u00e9 a do narrador que penetra na subjetividade de um ou mais personagens da narrativa.<\/li><li><strong>Premonit\u00f3ria<\/strong>: o narrador sabe o que se dar\u00e1 mais adiante.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Onisci\u00eancia:&nbsp;<\/strong>\u00e9 a caracter\u00edstica do narrador que n\u00e3o encontra limita\u00e7\u00f5es \u00e0 sua ci\u00eancia da narrativa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Onipresen\u00e7a:&nbsp;<\/strong>\u00e9 o atributo do narrador que n\u00e3o est\u00e1 atrelado a um ponto de vista que o limita, colocando-se sempre onde for mais conveniente aos objetivos da narrativa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Tipos cl\u00e1ssicos de narrador e narrat\u00e1rio<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O narrador et\u00e9reo<\/h4>\n\n\n\n<p>Defines-se pelas seguintes caracter\u00edsticas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>n\u00e3o tem hist\u00f3ria, apar\u00eancia, nem car\u00e1ter, mas tem ideologia e estilo.<\/li><li>n\u00e3o se refere ao narrat\u00e1rio.<\/li><li>\u00e9 onisciente e onipresente.<\/li><li>n\u00e3o interfere na trama, nem dela participa.<\/li><li>abstrai seu contexto circundante.<\/li><li>procura criar a ilus\u00e3o de que a \u00e9poca da narra\u00e7\u00e3o coincide com a da leitura.<\/li><li>n\u00e3o faz transfer\u00eancias.<\/li><li>tem onisci\u00eancia subjetiva extensiva a todos os personagens.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O narrador personagem observador<\/h4>\n\n\n\n<p>Tem como principais caracter\u00edsticas&nbsp; principais:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>pertence ao universo narrativo.<\/li><li>tem hist\u00f3ria, car\u00e1ter, apar\u00eancia, ideologia e estilo.<\/li><li>tem um papel secund\u00e1rio na trama. \u00c9 quase um observador.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O narrador personagem atuante<\/h4>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>tem hist\u00f3ria, apar\u00eancia, car\u00e1ter, ideologia e estilo.<\/li><li>desempenha um papel de destaque na trama.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O narrat\u00e1rio et\u00e9reo<\/h4>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>n\u00e3o tem hist\u00f3ria, nem apar\u00eancia, nem car\u00e1ter, nem ideologia.<\/li><li>confunde-se com o leitor gen\u00e9rico.<\/li><li>abstrai-se seu contexto circundante.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Vista<\/h2>\n\n\n\n<p>Vista \u00e9 a hipot\u00e9tica condi\u00e7\u00e3o de observa\u00e7\u00e3o em que se d\u00e1 o conhecimento da narrativa por quem a frui. Podemos falar em ponto de vista do narrador, do narrat\u00e1rio, do personagem e do receptor.<\/p>\n\n\n\n<p>Vejamos algumas caracter\u00edicas do ponto de vista do espectador no cinema<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Quanto \u00e0 proximidade do objeto: pr\u00f3ximo ou distante.<\/li><li>Quanto \u00e0 \u00e1rea de abrang\u00eancia referida ao homem: close, plano americano, plano geral.<\/li><li>Quanto \u00e0 altura relativa da linha do horizonte: superior, vista humana, inferior.<\/li><li>Quanto \u00e0 mobilidade: fixo, transla\u00e7\u00e3o vertical ou horizontal, rota\u00e7\u00e3o da moldura, rota\u00e7\u00e3o vertical, rota\u00e7\u00e3o horizontal (panor\u00e2mica).<\/li><li>Cine verdade.<\/li><li>Zoom.<\/li><li>Deslocamento de foco.<\/li><li>Varia\u00e7\u00e3o de profundidade de campo.<\/li><li>Quanto \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o: definido, granulado.<\/li><li>Quanto \u00e0 solidariedade ao ponto de vista do personagem: desvinculado, solid\u00e1rio.<\/li><li>Quanto \u00e0 profundidade de campo: estreito, largo.<\/li><li>Quanto \u00e0 inclina\u00e7\u00e3o da moldura: horizontal, obl\u00edquo, vertical, de ponta-cabe\u00e7a ou outro.<\/li><li>Quanto ao foco: pr\u00f3ximo, distante, desfocado por setores.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Narratologia<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\" id=\"block-71268a25-57a9-4a83-a6a4-a1fc6a564317\"><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/narratology\/elementos-da-narrativa\/\">Elementos da narrativa<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/narratology\/formas-narrativas\/\">Formas narrativas<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/narratology\/continuidade\/\">Continuidade<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/narratology\/descricao\/\">Descri\u00e7\u00e3o<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/narratology\/narrativas-noticiosa-e-literaria\/\">Narrativas noticiosa e liter\u00e1ria<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/narratology\/recursos-retoricos-em-narracao\/\">Recursos ret\u00f3ricos em narra\u00e7\u00e3o<\/a><\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contar uma hist\u00f3ria envolve t\u00e9cnica e arte. Vamos apresentar aqui v\u00e1rios elementos a se levar em conta na hora de criar uma narrativa. Fic\u00e7\u00e3o: \u00e9 o discurso narrativo ou representa\u00e7\u00e3o ou f\u00e1bula que nos remete a uma constru\u00e7\u00e3o subjetiva em que figuram entidades, a\u00e7\u00f5es e situa\u00e7\u00f5es que formam um todo organizado n\u00e3o veraz. 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