{"id":9,"date":"2013-05-26T15:01:16","date_gmt":"2013-05-26T18:01:16","guid":{"rendered":"http:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/?p=9"},"modified":"2020-11-27T10:58:31","modified_gmt":"2020-11-27T13:58:31","slug":"retorica-e-estilistica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/retorica-e-estilistica\/","title":{"rendered":"Ret\u00f3rica e Estil\u00edstica"},"content":{"rendered":"\n<p>A Ret\u00f3rica ocupa-se daquilo que torna o discurso espec\u00edfico e de como esta especificidade contribui para a sua efic\u00e1cia. J\u00e1 a Estil\u00edstica, como \u00e1rea de conhecimento, ocupa-se das especificidades t\u00edpicas. Neste sentido, nem a Ret\u00f3rica nem a Estil\u00edstica definem estilos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hist\u00f3ria da Ret\u00f3rica, por\u00e9m, constantemente os ret\u00f3ricos se ocupavam de estabelecer estilos. Quando se escrevia nos tratados de Ret\u00f3rica que o discurso devia ter um ex\u00f3rdio, uma parti\u00e7\u00e3o, uma argumenta\u00e7\u00e3o, um ep\u00edlogo, etc., definia-se um estilo. Quando se dizia que o discurso devia ser claro, elevado, harmonioso, etc., estava-se a definir estilo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"333\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica-1.jpg?resize=500%2C333&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3283\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica-1.jpg?w=500&amp;ssl=1 500w, https:\/\/i0.wp.com\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/files\/retorica-1.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Confus\u00e3o entre Ret\u00f3rica e Estil\u00edstica<\/h3>\n\n\n\n<p>Os ret\u00f3ricos confundiram fatos de estilo com fatos que dizem respeito \u00e0 Ret\u00f3rica. Esse tipo de confus\u00e3o levou a equ\u00edvocos como o de considerar os recursos ret\u00f3ricos como &#8220;figuras de ornamenta\u00e7\u00e3o&#8221;. O equ\u00edvoco se explica a partir da dicotomia que se praticava na Ret\u00f3rica Antiga entre o estilo \u00e1tico e o bizantino. O estilo \u00e1tico era entendido como aquele que primava pela concis\u00e3o, racionalidade, conten\u00e7\u00e3o, enfim, o discurso enxuto. O estilo bizantino, por\u00e9m, era entendido como o que primava pela opul\u00eancia, pela exuber\u00e2ncia, no qual o l\u00f3gico \u00e9 substitu\u00eddo pelo anal\u00f3gico, enfim, um discurso barroco.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ret\u00f3ricos antigos entendiam que dois discursos sobre o mesmo tema, um em estilo \u00e1tico e outro em estilo bizantino diferenciavam-se basicamente pelo uso exacerbado de recursos ret\u00f3ricos no de estilo bizantino. Da\u00ed julgavam que os recursos ret\u00f3ricos eram sempre pr\u00f3prios para as finalidades ornamentais do estilo bizantino e s\u00f3 para elas. Desatentos, esses ret\u00f3ricos n\u00e3o percebiam que o estilo \u00e1tico tamb\u00e9m \u00e9 rico em recursos ret\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n<p>A confus\u00e3o que os ret\u00f3ricos faziam entre fatos de estilo e fatos ret\u00f3ricos levou alguns desses estudiosos a dizer que os recursos ret\u00f3ricos eram pr\u00f3prios da linguagem da paix\u00e3o. Para fazerem tal afirma\u00e7\u00e3o, basearam-se na constata\u00e7\u00e3o de que o discurso produzido em condi\u00e7\u00f5es emocionais tensas costuma ser rico em tropos, e \u00e9 essa a diferen\u00e7a b\u00e1sica para com o discurso racional. Novamente uma caracter\u00edstica de estilo \u00e9 generalizada indevidamente na Ret\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Normativismo e Ret\u00f3rica<\/h3>\n\n\n\n<p>A Ret\u00f3rica n\u00e3o existe para impor normas sobre como deve ser o discurso. Isso compete \u00e0s estil\u00edsticas. A Ret\u00f3rica diz, por exemplo, o que \u00e9 concis\u00e3o, como obt\u00ea-la e que efeitos dela tirar. Mas \u00e9 a estil\u00edstica que estabelece se a concis\u00e3o \u00e9 desej\u00e1vel no discurso. A Ret\u00f3rica \u00e9 tamb\u00e9m um instrumento das estil\u00edsticas. Por serem normativas, as estil\u00edsticas gozam de m\u00e1 fama entre alguns, o que se estende \u00e0 Ret\u00f3rica, j\u00e1 que nem todos diferenciam uma da outra. \u00c9 preciso avaliar a normatividade de forma consequente, pois ela n\u00e3o \u00e9 em ess\u00eancia ruim ou boa. <\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 certo que temos exemplos em que ela descambou para o dogmatismo e produziu efeitos desastrosos. Citemos como exemplo as regras de versifica\u00e7\u00e3o dos parnasianos. O poema tinha de ser rimado, metrificado, ritmado segundo formas fixas. Para facilitar esta tarefa virtuosista, criaram as licen\u00e7as po\u00e9ticas, como encadeamentos, s\u00edstoles, di\u00e1stoles, invers\u00f5es sint\u00e1ticas bruscas, palavras sup\u00e9rfluas para completar metro, etc. <\/p>\n\n\n\n<p>Quer dizer, para n\u00e3o macular um aspecto da forma, criavam-se licen\u00e7as de efeito at\u00e9 c\u00f4mico que deterioravam a forma em outro aspecto. Mas nem toda normatividade \u00e9 maligna. O jornal, que \u00e9 escrito a muitas m\u00e3os, n\u00e3o teria unidade sem o seu Manual de Estilo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Estilo discursivo<\/h3>\n\n\n\n<p>Estilo \u00e9 a regularidade observ\u00e1vel no discurso, \u00e9 a repeti\u00e7\u00e3o insistente de uma caracter\u00edstica, a ado\u00e7\u00e3o continuada da mesma solu\u00e7\u00e3o para contextos semelhantes. O estilo torna o discurso mais que espec\u00edfico, torna-o t\u00edpico. N\u00e3o se deve confundir estilo com o recurso de repeti\u00e7\u00e3o. O estilo \u00e9 tratado num n\u00edvel superior ao dos recursos de Ret\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem estilos pessoais, de grupo, de escolas, de \u00e9poca. Para compor um estilo, o emissor lan\u00e7a m\u00e3o do uso regular de recursos de Ret\u00f3rica, de regras de seletividade, de uso ou supress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Estil\u00edstica<\/h3>\n\n\n\n<p>Uma estil\u00edstica \u00e9 um conjunto de preceitos para a composi\u00e7\u00e3o de um estilo. Estil\u00edsticas s\u00e3o criadas e usadas com fun\u00e7\u00f5es diversas, tais como:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Padroniza\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0\u2013 pratica-se o estilo por uma quest\u00e3o de racionalidade, para uniformizar a apresenta\u00e7\u00e3o, por princ\u00edpio est\u00e9tico de unidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Adotar por norma o que a Ret\u00f3rica recomenda<\/strong>&nbsp;\u2013 certas regras de estil\u00edstica s\u00e3o adotadas para se beneficiar de uma efic\u00e1cia ou especifica\u00e7\u00e3o maior trazida pela norma. \u00c9 comum a Estil\u00edstica ser confundida com a Ret\u00f3rica em em virtude de muitas vezes a estil\u00edstica se apoiar nas conclus\u00f5es da Ret\u00f3rica para formular seus preceitos. H\u00e1 muitos tratados em que a estil\u00edstica se funde com a Ret\u00f3rica. Um exemplo disso \u00e9 a Po\u00e9tica de Arist\u00f3teles que, al\u00e9m de ser um tratado de Mim\u00e9tica, \u00e9 uma estil\u00edstica da trag\u00e9dia grega.<\/p>\n\n\n\n<p>Via de regra, as estil\u00edsticas est\u00e3o interligadas e derivam de valores est\u00e9ticos e morais.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m um sentido para Estil\u00edstica que \u00e9 o de estudo dos estilos. Existem regularidades que distinguem o estilo formal do informal, o espont\u00e2neo do elaborado, o discurso com retorno, do sem retorno, o oral do escrito. H\u00e1 ainda regularidades que caracterizam o regional, o popular e o padr\u00e3o. Esses tipos de regularidade podem ser abordados pela Estil\u00edstica, se bem que h\u00e1 quem prefira limit\u00e1-la aos estilos individuais<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Ret\u00f3rica<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/a-renovacao-da-retorica\/\">A renova\u00e7\u00e3o da Ret\u00f3rica<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/o-escopo-da-retorica\/\">O escopo da Ret\u00f3rica<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/o-mito-do-discurso-basico\/\">O mito do discurso b\u00e1sico<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/retorica-e-estilistica\/\">Ret\u00f3rica e Estil\u00edstica<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/retorica-e-teoria-da-informacao\/\">Ret\u00f3rica e teoria da informa\u00e7\u00e3o<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/o-elenco-de-recursos\/\">A lista de recursos ret\u00f3ricos<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/taxonomia-de-recursos\/\">Taxonomia de recursos<\/a><\/li><li><a href=\"https:\/\/radames.manosso.nom.br\/linguagem\/retorica\/para-comecar\/sentidos\/\">Os sentidos da palavra sentido<\/a><\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ret\u00f3rica ocupa-se daquilo que torna o discurso espec\u00edfico e de como esta especificidade contribui para a sua efic\u00e1cia. 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