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Sobre Radamés

Engenheiro curitibano pela UFPR, professor e produtor de conteúdos e ferramentas educacionais para a Internet.

Impacto ambiental do transporte de pessoas

Vivemos em uma sociedade de movimentação contínua. Circulamos muito e se formos analisar por que fazemos isso chegaremos a uma conclusão simples: nos movimentamos demais porque o transporte é barato. Vivemos uma ilusão de fartura em transportes que está nos levando a um colapso de recursos naturais. A paisagem urbana contemporânea é marcada pelas vias de circulação. Em áreas urbanas, as vias de circulação ocupam tanto espaço quanto as de habitação.

Infelizmente, ainda há pessoas que veem em viadutos e em grandes avenidas uma marca de progresso, mas a consciência ecológica nos levará a uma revisão de nossos hábitos de transporte. Reduzir é a solução preferencial. A solução de impacto ambiental zero é não ir. Por isso, tente resolver seus problemas por telefone, pela Internet ou por vídeo conferência.

Se não for possível reduzir, devemos racionalizar o transporte com iniciativas como resolver vários compromissos em um único deslocamento ou levar mais pessoas no mesmo veículo. Nessa mesma linha, devemos optar pela forma de transporte com menos impacto.

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Etanol – álcool combustível

O Brasil começou a produzir álcool combustível em escala industrial ainda na década de 1970. No início do Proálcool (Programa Nacional do Álcool), a idéia era diminuir  a dependência do país em relação ao petróleo, que tinha sofrido uma forte alta de preços na época. Desde então, o Brasil mantém seu programa de produção de combustível a partir da cana de açúcar. Com o aumento do efeito estufa, o álcool passou a ser uma fonte de energia interessante também sob o aspecto ambiental. Há vários fatores a favor do uso do etanol como combustível e outros tantos que comprometem o seu uso. Vamos relacionar os principais a seguir:

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Adensamento urbano

Muitas soluções ambientais estão ligadas ao urbanismo. Embora urbanismo seja em primeiro lugar uma questão política  e as soluções urbanas sejam coletivas vamos falar um pouco sobre ele aqui para orientar algumas decisões do cidadão individualmente ecológico.

Boas práticas

Percorrendo uma cidade encontramos realidades bem diferentes. Em certas áreas urbanas vemos árvores nas ruas, grama nas áreas de passagem, além de casas com jardim e quintal. Os recuos entre construções são mais amplos e elas não se grudam umas às outras. Em alguns condomínios de apartamentos também encontramos ampla área livre e verde abundante.

Áreas residenciais com essas características, além de propiciarem uma qualidade de vida melhor aos moradores, também têm algumas vantagens ambientais.  A presença do verde tem efeito positivo no efeito estufa, afinal os vegetais sequestram o carbono atmosférico. Áreas gramadas, jardins e quintais permitem a infiltração da água da chuva e isso é ótimo para a circulação subterrânea das águas. Construções com bons recuos, ou seja, com espaço livre em volta, podem receber ventilação e iluminação naturais e assim se tornam mais econômicas.

rua arborizada
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Casa ecológica

Não existe a casa absolutamente ecológica. O que pode existir é uma casa com impacto ambiental bem menor que o das casas tradicionais. Portanto, o conceito de moradia ecológica é relativo e está em constante evolução. É provável que no futuro a consciência ecológica aumente, as técnicas melhorem e surjam casas mais ecológicas do que conseguimos construir hoje. Não pense que a casa ecológica fica em cima de uma árvore e que se chega até ela trepando por um cipó.

Na realidade atual, a casa ecológica é parecida com uma casa tradicional, porém com diferenças significativas para o meio ambiente. Normalmente se fala em casas ecológicas, mas apartamentos, escritórios, prédios comerciais e industriais podem ser ecológicos também.

casa com telhado verde
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Economize com iluminação e lâmpadas

A iluminação doméstica é responsável por uma parcela importante do gasto com energia na casa. No Brasil, a fonte de energia mais usada para iluminação é a elétrica. Economizando com iluminação você gasta menos e ajuda o meio ambiente porque a geração de energia elétrica tem impacto ambiental.

Veja algumas dicas para economizar com iluminação:

  • Cores claras. Ambiente pintado com cores claras, especialmente o teto, reflete melhor a luz e reduz os gastos com iluminação.
  • Temporizador. Em áreas coletivas, como corredores e escadas de prédios, use interruptores temporizados (minuteiras) ou sensores de presença para evitar que as lâmpadas fiquem acesas quando ninguém está no ambiente.
  • Fotocélulas Em áreas externas, use fotocélula para acionar as lâmpadas. Isso vai evitar o acendimento delas quando a luz solar é suficiente.
  • Dimmer. Os dimmers permitem que você ajuste a luminosidade do ambiente. São dispositivos que controlam a intensidade de luz emitida pelas lâmpadas economizando energia. A limitação deles é que não funcionam com todos os tipos de lâmpada.
  • Luz natural. A luz natural é preferível, por isso se você vai construir pense em um projeto que privilegia a luz do sol. Se for reformar, deixe a luz do sol entrar. Abra as janelas e as cortinas.
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Captação de água da chuva

A água da chuva é destilada e cai sem cobrar impostos. Recolher essa água que vem do céu e aproveitá-la é uma tendência forte na busca de soluções para economizar água potável. A idéia é não perder a água da chuva que cai no telhado. Se ela não for captada, vai acabar se infiltrando na terra, ou então, pode ir para o sistema de águas pluviais urbano. Se esse sistema estiver sobrecarregado, a água não captada vai aumentar o caos dos alagamentos.

A água de chuva captada nos telhados não é potável porque entra em contato com impurezas por onde passa. No entanto, é boa para vários usos como descarga de vasos sanitários; lavagem de carros e calçadas ou irrigação de jardim. Em alguns casos, pode ser usada na lavagem de roupas.

Sistema de captação de água pluvial

Captação de água da chuva
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Impacto ambiental de embalagens

Não é fácil dizer se um tipo de embalagem tem mais impacto ambiental do que outro porque são diferentes os materiais, as técnicas de produção, as possibilidades de reciclagem, a velocidade de decomposição, etc. Apesar da dificuldade, vamos tentar estabelecer uma escala de impacto ambiental para embalagens. Para isso, vamos considerar vários fatores, pois quando o assunto é meio ambiente, só a análise global do problema nos leva a boas conclusões. Alguns aspectos ambientais foram avaliados com certa subjetividade, mas a escala é satisfatória para diferenciar as embalagens mais verdes das que causam maior dano ambiental.

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Crédito ambiental

O protocolo de Kyoto introduziu o conceito de crédito de carbono. Os países que assinaram o protocolo têm o compromisso de reduzir as emissões de gases que aumentam o aquecimento global. Eles podem fazer isso tomando iniciativas dentro de suas fronteiras ou em outros países. Quando um país ou empresa custeia um projeto em outro país que reduz o efeito estufa, o investidor ganha créditos de carbono.

Os créditos de carbono funcionam como moeda no protocolo de Kyoto. Indicam que o país está cumprindo suas metas pela redução do aquecimento global. O nome crédito de carbono remete à ideia de que estamos retirando carbono da atmosfera. O aumento dos gases que contém esse elemento na atmosfera é a principal causa do aquecimento global.

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